Mau hálito atinge 50 milhões de brasileiros



Você tem coragem de avisar um amigo que ele tem mau hálito? 

"Tenho, se fosse uma amiga íntima", responde uma mulher. 

"Acho que eu não avisaria, agüentaria calado", comenta um homem. 

Mas, é preciso achar um jeitinho e avisar, porque a pessoa que tem o problema, normalmente não percebe. Outra forma de descobrir é indo a um dentista. 

Segundo a Associação Brasileira de Halitose, em 90% dos casos, o problema tem origem na boca mesmo e apenas um por cento tem relação com doenças do estômago. 

Essas causas são: saburra lingual, alterações salivares, baixas de vitaminas, má alimentação, má qualidade do sono, e a higiene bucal também", explica Marignês Theotônio Dutra, dentista. 

O mau hálito é causado por bactérias que vivem na boca. Elas podem se desenvolver a partir das proteínas que ingerimos. 

Nesse caso, aparece uma placa amarelada que se acumula do meio da língua para trás e produz gases de enxofre. É isso que provoca o mau cheiro. 

Mas, é possível prevenir esse desconforto com hábitos saudáveis, como uma dieta balanceada, se alimentar a cada três horas, praticar atividade física, reduzir estresse, consultar dentista periodicamente, beber água e não descuidar da higiene bucal. 

Estima-se que 50 milhões de brasileiros têm mau hálito. E o problema pode causar uma série de transtornos, como insegurança ao se aproximar das pessoas, depressão, redução do desempenho no trabalho ou na escola, e até dificuldade de relacionamento. Mas, a boa notícia é que há tratamento e cura. 

"A gente pode entrar com alguma medição, pode entrar com fisioterapia de glândulas salivares, estimulos gustatórios, a melhora da alimentação. É um tratamento que é comportamental também", explica a dentista. 

Confira aqui mais informações sobre o assunto.

Reportagem de como evitar problemas de tendinite



Braços e ombros em boa forma! É o que o Paulo Cunha, cabeleireiro, mais precisa para trabalhar. "Na hora do corte e na hora da escova a gente trabalha com o braço levantado". 

Rotina que trouxe prejuízos para outra cabeleireira, Socorro Batista. "No final do dia o braço já está bem cansado e, no dia seguinte, dolorido. Fui ao médico e ele falou que é tendinite". 

É a doença mais comum dos ombros: eles são formados por ligamentos e tendões, que sofrem pressão sempre que os braços ficam afastados do corpo, como no caso dos cabeleireiros e de quem usa o computador sem os braços apoiados. 

O ortopedista, Aurélio Leitão, explica porque ocorre a tendinite. "O braço afastado do corpo, do tronco... Isso, repetidamente, várias horas nessa mesma posição, vai levar que haja uma sobrecarga sobre o tendão tanto por atrito como pelo uso excessivo do tendão para manter o braço nessa posição". 

As dores nos ombros também podem ser um sinal de bursite: a inflamação nesta bolsa que fica entre o músculo e o tendão. E não é só a má postura que gera problemas nas articulações. Segundo o ortopedista, a partir dos 40, 50 anos, o espaço entre os ossos do ombro diminui aumentando o atrito com o tendão que fica mais vulnerável à inflamação. 

Tanto as dores crônicas causadas por má postura quanto aquelas naturais da idade têm como tratamento, geralmente, o uso de analgésicos e antiinflamatórios e a fisioterapia. Só nos casos em que o tratamento não resolve a cirurgia é necessária. 

Fernando Antônio Sabóia, professor, se recupera das sequelas causadas pelas dez horas diárias em frente ao computador. Com fisioterapia e correção de postura, está tirando um peso dos ombros. "Já tem uma melhora considerável. Já estou dirigindo, não conseguia nem passar a marcha do carro direito, mas já estou trabalhando. Já sinto muito menos a dor no ombro".

Médico alerta: dor na coluna pode ser gastrite



Elizabeth Esquerdo, de Bonsucesso - Gostaria de saber se consumir laranja lima é ideal para quem tem gastrite? 

O consumo de sucos ácidos, geralmente, é contra indicado para quem tem gastrite, mas não é isso que é o mais importante. O mais importante é evitar gorduras, cafeína. Se você fuma, deve parar de fumar. Não deve ingerir bebida alcoólica e evitar o refrigerante tipo cola, que são aqueles escuros, e também o chá preto. 

Taciane Freitas, do Méier - Fiz um tratamento, mas tive que interrompê-lo devido uma reação alergia. Ainda sinto dores e, às vezes, com determinadas comidas passo mal. O que devo fazer? 

Você tem que conversar com o seu médico e procurar trocar por um medicamento que possa ser usado sem dar a reação alérgica que você teve. Existem opções sim. 

Carolina Andrade, do Leme - Gostaria de saber o que realmente causa a gastrite,e se o estresse é uma dessas causas? 

A gastrite não tem uma causa só. Ela é multifatorial. Ou seja, várias coisas levam à gastrite. O estresse é uma delas com certeza, mas existe também uma tendência pessoal, como essa fragilidade da parede dentro do estômago e também a sensibilidade a certos alimentos. Eu te aconselho a procurar um médico para falar sobre isso. 

Natalia Cristina Moreira Meireles, de Campo Grande – Eu tive a bactéria h. pylori, mas já fiz o tratamento. Gostaria de saber se é preciso voltar a fazer a endoscopia. 

Na verdade, se você não tem os sintomas especificamente agora, eu acho que você deve se cuidar em termos da regularidade da sua alimentação, na qualidade e no tempo, para você poder evitar de ter novamente gastrite. Mas não precisa fazer endoscopia agora, só se voltar a ter sintomas. 

Tatiane Cruz Soares, de Padre Miguel - Tenho um tipo de entalo na garganta que mesmo tomando liquido não sai. Isso me impede até de comer alguns alimentos. Isso pode ser do estomago já que sinto muitas dores? 

Isso não especificamente tem a ver com gastrite, mas tem que ser investigado. Possivelmente, esse problema está no esôfago que é o órgão entre a boca e o estômago. Esse órgão tem que empurrar a comida para baixo de maneira coordenada para chegar no estômago. Acho que você tem que procurar um médico para avaliar isso direitinho. 

Juliana Conceição, Santa Rosa - Tenho gastrite e, durante uma crise provocada por um suco de pêssego bem acido, tive uma dor nas costas. Às vezes, tenho essa dor que vem sempre acompanhada de uma dor na garganta. Também tenho hérnia de hiato. Isso poderia estar causando essa dor nas costas? Já fui a um ortopedista e ele me disse que a coluna não deve ser a causa da dor. A gastrite poderia causar essa dor? 

A gastrite pode causar uma dor irradiada para as costas, sim. E se você tem hérnia de hiato, isso facilita não só o aparecimento da gastrite como também da esofagite, que é a inflamação do esôfago que é o órgão que está acima do estômago, que trás a comida da boca até o estômago. Provavelmente, como você tem o diagnóstico de gastrite, essa pode ser a causa da dor que você sente, mas procure um médico para ver isso. 

Guilherme Ferreira, de Nova Iguaçu - Como nós tratamos a gastrite? 

O tratamento da gastrite é à base de medicamentos que diminuem a quantidade de ácidos no suco do estômago e também de remédios para facilitar o esvaziamento do estômago para a comida não ficar parada lá dentro. Você tem que procurar um médico para definir isso.

Evite dor na coluna na hora de dormir



O assunto agora é qualidade no sono. A gente sempre ouve falar que é preciso manter a postura até na hora de dormir. O problema é lembrar disso quando o cansaço chega e ainda seguir as regras durante toda a noite. Nós convidamos uma especialista para dar alguma dicas. 

 

Recomendação para quem deita de lado?
Quando a gente deita de lado, é preciso preencher o espaço entre o pescoço e o ombro. Se o travesseiro for baixo, o pescoço inclina para baixo e a pessoa pode sentir dores. Isso aumenta a pressão em determinadas partes do pescoço e pode gerar também torcicolo, contratura e até dor na coluna. Se a pessoa tem hérnia de disco, pode piorar o problema. Para preencher o espaço deve colocar um travesseiro mais alto. Outra dica é colocar uma almofada na perna para o joelho ficar na mesma altura do quadril. Se não colocar, o joelho vai desviar a perna e o quadril fica desnivelado, o que pode gerar uma dor na coluna lombar. 

Posição ideal
A mais ideal é aquela em que você fica de lado. Mas é preciso avaliar cada caso. Há pacientes que têm bursite no ombro e que não conseguem dormir de lado. E ainda aqueles com problemas no quadril. Outros, que passaram por cirurgia, têm que dormir de barriga para cima. Há ainda casos em que é preciso elevar um pouco as pernas para retificar a coluna lombar. Uma dica é colocar uma almofada para a perna ficar mais elevada. 

Refluxo 
Quem tem refluxo não deve colocar almofada na perna, caso durma de barriga para cima. O ideal é colocar algo que aumente a cabeceira da cama. 

Troca do travesseiro e do colchão 
A troca do travesseiro depende da espuma. Se ele perder altura, deve ser trocado. O colchão tem duração em torno de dez anos, dependendo das condições de uso.

Como diagnosticar a osteoporose


O diagnóstico inicial da Osteoporose é primeiramente eminentemente clinico, visto que, é a Osteoporose uma síndrome multifatorial e não uma doença bem definida.

Por ser uma doença caracterizada por diminuição da massa óssea e deterioração da micro arquitetura do tecido ósseo, sem grande alteração da matriz mineral e não mineral, leva ela a uma fragilidade óssea e conseqüentemente ao aumento do risco de fratura.

Inúmeras doenças em seu desenvolvimento podem acarretar uma Osteoporose; porém, de todos os tipos de perda de massa óssea, talvez aquela que acomete asmulheres após a menopausa seja a mais comum.

O diagnóstico correto desta doença via de regra passa por uma boa anamnese e um bom exame clínico onde, dados como uma história familiar, perda de altura, abaixa ingesta de cálcio na infância, falta de esporte na juventude, sedentarismo, menopausa precoce, uso de determinadas medicações, e a existência de doenças associadas já permitem ao clínico um primeiro diagnóstico. Somente após esta abordagem é que, a pesquisa através da propedêutica armada deva ser utilizada.

DENSITOMETRIA ÓSSEA, ULTRA SONOMETRIA ÓSSEA, RX, HISTOMORFOMETRIA e PROVAS LABORATORIAIS, permitirão uma quantificação da massa óssea e possíveis causas da sua diminuição.

São objetivos da medição de massa óssea quantificar a sua perda, predizer o risco de fratura, decidir sobre o tratamento mais conveniente e monitorar através de analises seriadas, os benefícios do tratamento.

DENSITOMETRIA ÓSSEA

O esqueleto humano é constituído por cerca de 80% de osso cortical e 20% de osso trabecular. Quando nos referimos ao osso apendicular, é este constituído praticamente de osso cortical, enquanto os corpos vertebrais possuem uma maior quantidade de osso trabecular.

É o osso trabecular, altamente responsivo a estímulos metabólicos, sendo por este motivo, o local de escolha tanto para a quantificação da massa óssea quanto para o monitoramento da mesma.

Á partir dos estudos de Cameron & Sorenson na década de 60, foi possível a construção de um aparelho que medisse a atenuação de um feixe de energia, emitido por uma fonte externa, quando passando pelo corpo humano.

Devido a dificuldades técnicas deste método pioneiro, foi ele abolido e substituído por dois outros métodos denominados de: DPA (dual photon) e DEXA(densitometria por RX de dupla energia).

A medição da Densidade Mineral Óssea (BDM) baseia-se na análise computadorizada, da atenuação de um feixe puntiforme de radiação gama, emitidos por uma fonte externa e com dois níveis de energia.

Durante a realização do exame, ponto a ponto, é medida a quantidade de fótons que passam pelo corpo do paciente podendo ser calculada através de formula matemática a relação de emissão/absorção. O valor obtido será traduzido por um número que expressará o resultado em gr/cm2 (gramas de mineral ósseo/cm2 de osso analisado = BDM).

Por convenção, utiliza-se a medida de BDM (Densidade Mineral Óssea) em coluna lombar e colo de fêmur (locais estatisticamente como maior sede de fraturas nos idosos) como sendo os locais de análise. O resultado obtido é comparado com umatabela de normalidade.

Medições que matematicamente apresentem redução de mais de 2,5 (dois e meio desvios padrões) para baixo da normalidade, convencionou-se rotula-las como indicativas de Osteoporose.

Medições que apresentem uma redução situada entre 0 (zero) e até 2,5 (dois e meio desvios padrões) convenciono-se rotula-las como indicativas de Osteopenia.

Os valores da BDM (Densidade Mineral Óssea) obtidos através da Densitometria, são sempre corrigidos em função da idade do paciente, sua altura e seu peso sendo então comparados com a BDM de uma população jovem e com uma da mesma idadepreviamente considerada normal.

Curiosamente, indivíduos da raça negra, possuem BDM superior aos indivíduos da raça branca o que torna este últimos mais sujeitos as fraturas.

Entorse de ombros em bailarinos



Ombros e Braços
Acromioclavicular Entorse:  É o ligamento acromioclavicular onde a omoplata e o osso da clavícula se encontram. Esses ligamentos podem ficar feridos por uma queda ou uma batida direta. Se o ligamento é rasgado completamente um choque doloroso vai surgir no ombro. Se isso acontecer, o gelo e repouso serão prescritos e uma tala pode ser dada com instruções para interromper o movimento por até 8 semanas. A fisioterapia pode ser necessária após curar os ligamentos. Não trabalhe com a dor! Pare de dançar e deixe cicatrizar.
Síndrome do Túnel Carpal: Carpelo túnel é um ferimento do uso excessivo na área do pulso o que poderia acontecer com atividades repetitivas. Se isso acontecer não se esqueça de ter atenção especial todos os dias com as atividades dentro e fora da sala de aula. Telefones celulares, mensagens de texto e digitar no computador todos poderiam ser culpados. O repouso vai ajudar e antes de inflamar é melhor procurar um médico.
Epicondilite lateral ou medial: Epicondilite lateral é outro nome para “cotovelo de tenista”, que significa a inflamação na articulação do cotovelo no interior. Epicondilite Medial significa tanto o exterior e o interior do cotovelo estão inflamados. Bailarinos que têm dores de cotovelo, pode ter uma destas duas lesões. Qualquer bailarina que tem este tipo de lesão deve verificar a sua técnica enquanto executa os movimentos para saber como está ocorrendo essa lesão. Deixe melhorar para voltar a dançar!
Destender os tendões ou músculos: Quando os músculos ou tendões que unem ao osso do braço são destendidos, a bailarina vai ter por um tempo dificuldade de levantar o braço. Uma queda de mau jeito poderia causar este tipo de lesão. Como em todas as feridas de tecidos moles, gelo e repouso será exigido juntamente com um possível raio-x ou ressonância magnética. Se for muito grave, a cirurgia pode ser necessária e a fisioterapia será diagnosticada. Se a cirurgia for necessária vai demorar de dois a três meses para a recuperação total.
Luxação no ombro ou pulso: Quando o ombro ou punho é deslocado a bailarina fica com as articulações soltas. Não force os braços em posições estranhas com força! Uma vez que uma articulação é deslocada pode tornar-se fraco e propenso a luxações futuras e espasmos musculares que são bastante dolorosas. Um ombro deslocado ou o pulso pode ser colocado de volta no lugar pelo médico. Se isso acontecer deve colocar imediatamente gelo na área. Tente não mover essa área por alguns dias para que ela possa curar e não repetir a ação que causou isso! Isso pode acontecer com bailarinos que fazer “pegadas” e pas de deux. Os músculos devem ser reforçados com a fisioterapia!
Síndrome do Desfiladeiro Torácico: Se o braço e/ou a mão começa a ficar fraca ou o fornecimento de sangue parece diminuir causando um frio ou dormência, então este pode ser a síndrome do desfiladeiro torácico. Esta área é onde as veias e artérias a partir da cabeça passam pelo braço e pode ser comprimido causando problemas graves. A má postura pode causar movimentos incorretos e repetitivos, dando a sensação que o bailarino dança como um saco de areia pesado. Um bailarino que tem esse tipo de lesão pode perceber a dor avança e terá que tomar medidas para corrigi-lo, como a melhoria da postura, aliviando o peso e a correção técnica. Certifique-se se a parte superior do corpo está sempre bem esticada e com posturas corretas.

Dengue x Gripe Suína


Dengue mata muito mais do que a Gripe Suína, mas é como se não existisse.

É claro que a Grupe Suína preocupa e se alastra...e que em uma semana passamos de 60 para 625 casos, com uma morte, em nosso País.

Porém, só neste ano, já morreram mais de 200 brasileiros por causa da Dengue...cerca de 50% delas, crianças.

Há centenas de milhares de brasileiros infectados.

E ninguém fdala sobre isso na nossa Imprensa, nem no nosso Governo!!!

É como se não existisse a Dengue no Brasil.

Resumão sobre Asma



O que é?

Asma é uma doença caracterizada por episódios de estreitamento reversível das vias aéreas (broncoconstrição), associado à contração da musculatura lisa das suas paredes, normalmente provocado por um aumento da sensibilidade a fatores específicos (desencadeadores ou gatilhos) ocasionando então o estreitamento das vias aéreas, reduzindo assim o fluxo de ar que passa por elas, fazendo com que a pessoa sinta falta de ar com 'chiados'. Estes fatores variam de pessoa para pessoa, conseqüentemente, o que é bom para uma pessoa asmática pode não ser para outra.

Tipos de asma

Existem dois tipos distintos: extrínseca e intrínseca.

asma extrínseca é devido a uma reação de hipersensibilidade a um alérgeno específico passível de ser identificado. Este tipo de asma se caracteriza por uma predisposição hereditária e história de atopia.

asma intrínseca é uma doença obstrutiva não atópica mais ou menos contínua e usualmente se associa a infecções recorrentes.

Os fatores psicológicos poderão funcionar como um fator importante nos dois tipos de asma e desempenhar um papel importante em relação ao tratamento.


Etiologia

As manifestações clínicas da asma podem aparecer devido a fatores específicos e a influências inespecíficas. Esses fatores são responsáveis pela etiologia da asma:

Hereditariedade: Dos fatores constitucionais, sem dúvida o mais importante na asma alérgica é o fator genético. Os filhos de pais asmáticos parecem ter uma tendência maior de apresentar asma do que outras condições alérgicas.

Fator endócrino: A experiência e a observação clínica sugerem que a disfunção de certos órgãos endócrinos influencia o curso clínico da asma.

Exercícios: a falta de ar durante o esforço físico é u problema mais atribuído à falta de capacidade física do que à asma.

Alérgenos: O pólen é o desencadeador mais conhecido embora os animais, especialmente os dos gatos e dos cavalos causam importantes crises, sendo que a exposição a longo prazo com animais é a causa de sintomas crônicos.

Poeira domiciliar: É um dos mais importantes antígenos respiratórios. A poeira domiciliar consiste em substâncias derivadas da deteriorização e degradação de vários materiais e produtos manufaturados e contém princípios alergênicos, como fragmentos de insetos, epiderme descamada do homem e de animal, resíduos de alimentos, penas, fungos, etc. Alguns estudos demonstram que certos ácaros são invariavelmente encontrados na poeira domiciliar e representam a maior fonte de seu poder alergênico.

Fumaça e odores: a fumaça de cigarro é um desencadeador tão importante quanto os ambientes empoeirados onde o pó age como um irritante. Os odores não são considerados alergenos, pois o que ocorre possivelmente é uma reação irritante aos produtos químicos envolvidos.

Resfriados e viroses: Infecções virais são os desencadeadores de asma mais comuns, principalmente quando se leva em consideração a faixa etária.

Emoções: Excitação, desgosto e stress podem também desencadear uma crise de asma.

Clima e poluição: Muitos pacientes com asma sabem que seu estado é afetado pelo clima, mas não existe um padrão. A ocorrência de poluição atmosférica é reconhecidamente uma causa do agravamento da asma. Os efeitos da poluição são devidos a irritantes como óxido de nitrogênio, de enxofre e ozônio entre outros.


Incidência

Estudo multicêntrico (International Study for Asthma and Allergies in Childhood - ISAAC) realizado em 56 países mostrou uma variabilidade de asma ativa de 1,6% a 36,8%, estando o Brasil em 8° lugar, com uma prevalência média de 20%.

Anualmente ocorrem cerca de 350.000 internações por asma no Brasil, constituindo-se na quarta causa de hospitalização pelo SUS (2,3% do total). Há registros de aumento desse número de internações entre 1993 e 1999 e indícios de que a prevalência da asma esteja aumentado em todo o mundo, inclusive no Brasil. 

A asma pode ocorrer em qualquer idade, sendo, entretanto, o seu aparecimento mais freqüente na primeira década de vida, em cujo período 30% dos casos tornam-se clinicamente aparentes. O seu início após os 50 anos é incomum, e, após os 60 anos, relativamente ocasional.

A asma infantil geralmente ocorre mais em meninos e tem remissão após a puberdade, mas pode retornar mais tarde. A asma que começa na meia-idade é mais comum em mulheres que em homens. A remissão nesse grupo etário é rara. A maioria dos casos de asma é leve, embora o curso da doença é imprevisível.


Patologia

As principais alterações patológicas que ocorrem durante uma crise asmática são:

- Espasmo do músculo liso nas paredes dos brônquios e bronquíolos.
- Edema da mucosa dos brônquios e bronquíolos.
- Produção excessiva de muco.

Essas alterações resultam na obstrução das vias aéreas. As paredes brônquicas ficam infiltradas com eosinófilos e há espessamento da membrana basal epitelial. No final da crise essas alterações regridem quase que inteiramente, porém se as crises ocorrem freqüentemente, as alterações podem persistir por muito tempo.


Características clínicas

Asma extrínseca: apresenta dispnéia, ortopnéia e sibilos. A tosse é, de início, seca e,a seguir, produtiva com expectoração branca e viscosa. O tórax apresenta-se hiperinsuflado com o uso de musculatura acessória. Apresenta também roncos evidenciáveis em todo o tórax.

Asma intrínseca: gralmente de associa com a bronquite crônica. As características clínicas são similares às descritas acima para a asma extrínseca, mas o sibilo e a dispnéia tendem a ser contínuos e piorar de manhã; a tosse produz catarro mucóide, ocorrem infecções respiratórias com freqüência crescente e as radiografias podem mostrar alterações enfisematosas.

Entre crises

Sendo a asma por definição uma doença com pelo menos, alguma reversibilidade, o paciente sofre exarcebações, ou "crises", intercaladas com períodos relativamente assintomáticos, a qual nenhuma anomalia é detectável.


Estado asmático

Esse é um termo às vezes usado para descrever uma crise progressiva aguda grave de asma presente por 24 horas e que não responde a broncodilatadores. Essa crise é potencialmente ameaçadora para a vida.


Mortalidade

Nos países em desenvolvimento, a mortalidade por asma vem aumentando nos últimos 10 anos, correspondendo a 5-10% das mortes por causa respiratória, com elevada proporção de óbitos domiciliares.
Na verdade, o motivo da maior parte das mortes causadas pela asma é a falta de tratamento adequado. Já está provado que dois terços das mortes motivados pela asma poderiam ter sido evitadas com tratamento adequado.


Tratamento

O tratamento geral dos pacientes asmáticos compreende em:
Tratamento sintomático, que envolve as medidas terapêuticas para alívio da crise asmática e dos sintomas que seguem a esta.
Tratamento profilático, que compreende os métodos para evitar futuras crises.


Medicamento

Os medicamentos usados no tratamento da asma podem ser divididos em três grandes grupos conhecidos como: paliativos (de alívio), profiláticos (preventivos) e emergenciais (de reserva).


Paliativos

Estes medicamentos agem relaxando o músculo da parede das vias aéreas permitindo sua abertura, o que facilita a inspiração e expiração do ar. O resultado é uma respiração tranqüila. Estes medicamentos são chamados de broncodilatadores e são usados na forma de inalação. São vários os tipos de inaladores. Na maioria dos casos, os inaladores devem ser usados irregularmente, ou seja, quando os sintomas aparecem, embora em casos de asma severa seja necessário o uso regular a conselho do próprio médico. Exemplos desses medicamentos são: Salbutamol (Aerolin), Fenoterol (Berotec), Ipratrópio (Atrovent), etc.

Profiláticos

Estes medicamentos agem pela redução da inflamação nas vias aéreas, acalmando assim sua irritabilidade. Ao contrário dos inaladores paliativos, devem ser usados regularmente, na maioria dos casos duas vezes ao dia. De certo modo, eles se parecem com a escova de dente: uso regular previne qualquer complicação. Exemplos desses medicamentos são: Beclometasona (Clenil), Budesonida (Pulmicort), Fluticasona (Flixotide), etc.

Emergenciais

Quando uma crise aguda de asma ocorre, há dois tratamentos emergenciais disponíveis que são fundamentais: altas doses de medicamentos paliativos (muitas vezes com um nebulizador) e altas doses de medicamentos antiinflamatórios.

Os medicamentos usados no nebulizador para episódios agudos são: Salbutamol (Aerolin), Terbutalina (Bricanyl) ou Ipratrópio (Atrovent).

Fisioterapia

Os objetivos do tratamento são:
- Ajudar na remoção de secreções.
- Fortalecer musculatura expiratória.
- Obter relaxamento do pescoço, cintura escapular e músculos torácicos superiores.
- Ensinar ao paciente o controle respiratório.
- Manter a mobilidade do pescoço, cintura escapular, coluna torácica e tórax.
- Educar a consciência postural.
- Manter ou melhorar a tolerância aos exercícios.
- Encorajar um estilo de vida ativo e completo.


Prevenção

Embora o diagnóstico da asma possa vir a levar uma pessoa, inevitavelmente, ao uso de medicamentos para controle de sua condição, há várias maneiras de sua família ajudar a reduzir os sintomas.

a. Evitando alergenos: 
- Os carpetes e acessórios devem ser removidos, sendo que algumas pessoas recomendam o uso de persianas no lugar de cortinas. 
- Brinquedos de pelúcia devem semanalmente, ser colocados no refrigerador por 12 horas em temperaturas baixíssimas, para eliminação de ácaros.
- Revestir os colchões e os travesseiros com material plástico.
- Não varrer o quarto do paciente, nem mesmo quando ele estiver ausente. Retirar o pó com pano úmido ou aspirador.
- Evitar o uso de inseticidas em aerossol.
- Não utilizar cobertores de lã
- É permitido o uso de ar condicionado. No entanto, o filtro deverá ser lavado (com água e detergente) semanal ou 
quinzenalmente.

b. Temperatura do quarto:
 o paciente deve ajustar seu ambiente doméstico ao que melhor lhe convém.

c. Alergias a alimentos: Uma pequena proporção de pacientes com asma, especialmente crianças, tem realmente sensibilidade. Mais uma vez, o equilíbrio entre os desejos do paciente e o controle da asma precisa ser alcançado. Na verdade, a alergia a alimentos não é muito comum, mas é mais comum do que a maioria dos médicos acredita, o diagnóstico é muitas vezes difícil e envolve teste que demoram muito tempo.

d. Fumaça de cigarro: Qualquer fumante que sofra de asma deve deixar de fumar imediatamente. Os asmáticos devem também evitar ambientes esfumaçados.

e. Exercícios físicos: Um inalador paliativo usado 15 minutos antes de qualquer atividade esportiva pode ajudar a prevenir o aparecimento de chiados.

Fonte

Já acessou hoje o blog Fisioterapia Respiratória?

Bronquiolite


A bronquiolite é uma doença, que se caracteriza por uma obstrução inflamatória dos bronquíolos ( pequenas vias aéreas). Geralmente é causada por uma infecção viral e afeta principalmente crianças até 2 anos de idade. Assim como a bronquite, a bronquiolite também é uma doença sazonal, ocorrendo principalmente nos meses de outono e inverno.

A obstrução bronquiolar origina-se do espessamento das paredes bronquiolares e por tampões de muco e detritos celulares. A obstrução parcial dos bronquíolos pode acarretar aprisionamento de ar (hiperinsulflação) e se a obstrução for completa, atelectasia (colapso pulmonar).

Dentre as várias causas da bronquiolite estão: danos pela inalação de poeira; fogo; gases tóxicos; cocaína; tabagismo; reações induzidas por medicações; infecções respiratórias.

O vírus sincicial (VSR) é o principal responsável, embora outros, como o parainfluenza e o adenovírus possam ser ,também, causadores. O VSR pode causar infecção no nariz, garganta, traquéia, bronquíolos e pulmão, sendo que os sintomas são leves como os da gripe em adultos e crianças maiores, já nas crianças com menos de 1 ano, o VSR pode causar pneumonia ou uma infecção freqüente na infância, a bronquiolite.

O VSR é muito contagioso e se dissemina de pessoa a pessoa, por meio do contato das secreções contaminadas do doente com os olhos, nariz, boca do indivíduo sadio. O doente, ao levar sua mão à boca, nariz ou olhos, acaba contaminando as suas mãos e, ao tocar em outra pessoa, a doença se espalha.

O indivíduo sadio também pode se infectar ao respira num ambiente onde um doente, ao tossir, falar ou espirrar, deixou gotículas contaminadas com o vírus disperso no ar.

Os fatores de risco para o desenvolvimento da doença são: ter menos de 6 meses de idade; exposição a fumaça de cigarro; viver em ambientes com muitas pessoas; criança que não foi amamentada pela pela mãe ou é prematura.

Os sintomas mais comuns são: tosse intensa; febre baixa; irritabilidade; diminuição do apetite; taquicardia (freqüência cardíaca acima do normal); freqüência respiratória superior a 60, vômito ( em crianças pequenas); dor de ouvido (nas crianças); conjuntivite (olhos avermelhados); batimento da asa do nariz (abrindo e fechando) que ocorre em situações de dificuldade respiratória e cianose ( coloração azulada da pele que costuma aparecer em torno da boca e na ponta dos dedos).

diagnóstico é feito através do exame do paciente, dos sintomas referidos por ele ou pelos pais. A radiografia do tórax poderá ajudar. Existe um exame da secreção do nariz ou dos pulmões, que pode confirmar o VSR. O hemograma não trás contribuição para o diagnóstico, a não ser que ocorra infecção bacteriana secundária.

O tratamento 
A advertência de Reynolds é permitida: "Em conseqüência da dificuldade em distinguir-se nitidamente a bronquiolite de outras doenças, como a broncopneumonia e asma, não é permitido ser dogmático a respeito do tratamento"

A administração de oxigênio é necessária, exceto em casos muito leves.

É bastante controvertido o uso de antibióticos, uma vez que se trata de uma doença causada principalmente por vírus. Por outro lado, como a broncopneumonia confunde-se facilmente com a bronquiolite, alguns autores aconselham antibióticos de largo espectro.

Broncodilatadores (adrenalina, isoproterenol, aminofilina, salbutamol e outros) podem facilitar a entrada e saída de ar nos pulmões.

Corticoesteróides (antiinflamatórios) embora muito empregado por alguns, não mostram vantagens em alguns estudos feitos. Em casos graves seu uso é admitido.

Nos casos graves em que a criança faz apneia (parada respiratória), é possível superá-la mantendo-a com ventilação mecânica, através de tubos endotraquela por algum tempo. Essa é uma das funções do fisioterapeuta, que também poderá fazer manobras de higiene brônquica (exceto tapotagens, pois pode aumentar a obstrução das vias aéreas) para ajudar a fluidificar e eliminar secreções, ensinar e fazer técnicas para melhorar a ventilação e eliminação de secreções, quando o paciente não for criança.

Normalmente, os sintomas da doença desaparecem dentro de uma semana e a dificuldade em respirar melhora no terceiro dia.

Contudo, um grande número de crianças, depois de uma provável crise de bronquiolite por VSR, continuam com chiado no peito intermitentemente assim como ocorre na asma. Esta é chamada de sibilância recorrente pós bronquiolite. È uma situação problemática que necessita do manejo criterioso do médico.

prevenção baseia- se em; evitar contato com as pessoas doentes e lavar as mãos freqüentemente são importantes.

As crianças que freqüentam creches possuem maior risco devido ao contato com outras crianças.

Exames e Procedimentos diagnósticos em Neurologia



Para confirmar um diagnóstico sugerido pela anamnese, pela avaliação do estado mental e pelo exame físico, o médico pode solicitar exames especiais.

Punção Lombar

Em uma punção lombar, é realizada a inserção de uma agulha no canal espinhal, o qual percorre o interior das vértebras, para se coletar uma amostra de líquido cefalorraquidiano. Geralmente, o procedimento não leva mais do que 15 minutos e não exige anestesia geral. Geralmente, o líquido cefalorraquidiano é transparente e incolor, mas pode apresentar alterações características de diversos distúrbios. Por exemplo, a presença de leucócitos (glóbulos brancos) ou de bactérias faz com que o líquido cefalorraquidiano apresente um aspecto turvo e sugere uma infecção cerebral ou da medula espinhal (p.ex., meningite, doença de Lyme ou outra doença inflamatória qualquer). Níveis elevados de proteínas no líquido cefalorraquidiano freqüentemente são um sinal de tumor da medula espinhal ou de um distúrbio agudo de nervos periféricos, como a polineuropatia ou a síndrome de Guillain-Barré. A presença de anticorpos anormais sugerem a esclerose múltipla. O nível baixo de glicose indica uma infecção das meninges ou, algumas vezes, um câncer. A presença de sangue no líquido cefalorraquidiano pode indicar uma hemorragia cerebral. Várias doenças, inclusive tumores cerebrais e as meningites, podem aumentar a pressão do líquido cefalorraquidiano.

Tomografia Computadorizada

A tomografia computadorizada (TC) é uma técnica de varredura computadorizada de análise de imagens radiográficas. Um computador gera imagens bidimensionais de alta resolução que assemelham-se a cortes anatômicos do cérebro ou de qualquer outro órgão que esteja sendo examinado. O indivíduo deve permanecer imóvel durante o procedimento, mas não deve se sentir desconfortável. Esse procedimento é capaz de detectar uma grande variedade de anomalias cerebrais e medulares com muita precina são, tendo revolucionado a prática da neurologia e melhorado enormemente a qualidade do tratamento neurológico. A tomografia computadorizada é utilizada não somente com fins diagnósticos de doenças neurológicas, mas também no controle da evolução do tratamento.

Ressonância Magnética

A ressonância magnética (RM) do cérebro ou da medula espinhal é realizada colocando-se a cabeça ou todo o corpo do paciente em um espaço muito reduzido e gerando um campo magnético muito potente, o qual gera imagens anatômicas extremamente detalhadas. É um procedimento que não utiliza raios X e é extremamente seguro. A RM é melhor que a TC para a detecção de determinados problemas graves, como acidentes vasculares cerebrais prévios, a maioria dos tumores cerebrais, anomalias do tronco encefálico e do cerebelo e também a esclerose múltipla. Algumas vezes, para melhorar a qualidade das imagens, é realizada a injeção intravenosa de um contraste (uma substância que é nitidamente visualizada na RM). Os aparelhos de RM mais modernos podem mensurar a função cerebral através de processamentos computadorizados especiais das imagens geradas. As principais desvantagens da RM são o seu custo e a lentidão da obtenção de imagens (de 10 a 45 minutos). A RM não pode ser realizada em indivíduos que dependem de respiradores, que apresentam propensão à claustrofobia ou que portam um marcapasso cardíaco ou clipes ou próteses metálicas.

Ecoencefalografia

A ecoencefalografia gera uma imagem ultrassônica do cérebro de crianças com menos de dois anos de idade. O procedimento é simples, indolor e relativamente barato. Ele pode ser realizado à beira do leito e é útil para a detecção de hemorragias ou dilatações das câmaras existentes no interior do cérebro (hidrocefalia). A TC e a RM substituíram a ecoencefalografia nas investigações de crianças maiores e adultos.

Tomografia por Emissão de Pósitrons

A tomografia por emissão de pósitrons (TEP) usa emissores de pósitrons (um tipo especial de radioisótopos) para obter imagens das estruturas internas do cérebro e informações sobre o seu funcionamento. É injetada uma substância na corrente sangüínea, que se desloca até as estruturas cerebrais, permitindo mensurar a atividade cerebral. Por exemplo, essa técnica pode revelar qual parte do cérebro é mais ativa quando um indivíduo realiza operações matemáticas. A varredura da TEP também pode fornecer informações sobre a epilepsia, tumores cerebrais e acidentes vasculares cerebrais. Ela é utilizada principalmente na pesquisa.

Tomografia Computadorizada por Emissão de Fótons Isolados

A tomografia computadorizada por emissão de fótons isolados (SPECT) utilza radioisótiopos para obter informações gerais sobre a circulação sangüínea e a função metabólica do cérebro. Após serem inalados ou injetados, os isótopos radioativos são conduzidos ao cérebro. Uma vez no cérebro, a intensidade dos radioisótopos em diferentes regiões do cérebro reflete a velocidade da circulação ou a densidade dos receptores de neurotransmissores funcionantes que atraem os radioisótopos. A técnica não é tão precisa ou específica quanto a tomografia por emissão de pósitrons.

Angiografia Cerebral

A angiografia (arteriografia) cerebral é uma técnica utilizada para a detecção de anomalias dos vasos sangüíneos cerebrais, como uma dilatação arterial (aneurisma), inflamação (arterite), configuração anormal (malformação arteriovenosa) ou uma obstrução vascular (acidente vascular cerebral). Um contraste radiopaco, o qual é uma substância visível nas radiografias, é injetado em uma artéria que irriga o cérebro. O contraste revela o padrão do fluxo sangüíneo cerebral nas radiografias. A RM também pode ser modificada para mostrar o padrão do fluxo sangüíneo das artérias do pescoço e da base do cérebro, mas as imagens apresentam uma qualidade inferior às da angiografia cerebral.

Ultra-sonografia com Doppler

A ultra-sonografia com Doppler é utilizada principalmente para mensurar o fluxo sangüíneo seja através das artérias carótidas seja das artérias da base do cérebro, visando avaliar o risco de acidente vascular cerebral de um indivíduo. Em um monitor, essa técnica mostra as diferentes velocidades de fluxo sangüíneo em cores diferentes. A ultra-sonografia com Doppler é uma técnica indolor que pode ser realizada à beira do leito e é relativamente barata.

Mielografia

A mielografia é uma técnica através da qual uma TC ou uma radiografia da medula espinhal é realizada após a injeção de um contraste radiopaco, uma substância que é visualizada na imagem. A mielografia pode revelar anomalias no interior da coluna espinhal, como uma herniação discal ou um câncer. Quando a TC é utilizada, as imagens obtidas são extremamente nítidas. Atualmente, a mielografia tem sido amplamente substituída pela RM, que fornece maiores detalhes, é mais simples e mais segura.

Eletroencefalografia

A eletroencefalografia (EEG) é um procedimento simples e indolor no qual são instalados 20 fios (eletrodos) sobre o couro cabeludo para se acompanhar e registrar a atividade elétrica do cérebro. Os registros gráficos sob a forma de ondas permitem detectar alterações elétricas associadas à epilepsia e, algumas vezes, algumas doenças metabólicas raras do cérebro. Em alguns casos, como na epilepsia de difícil detecção, o registro é realizado durante um período de 24 horas. Caso contrário, o exame fornece poucas informações específicas.

Potenciais Evocados

Os potenciais evocados são indicações da resposta do cérebro a determinados estímulos. A visão, o som e o tato estimulam individualmente áreas específicas do cérebro. Por exemplo, uma luz intermitente estimula a região posterior do cérebro que percebe a visão. Normalmente, a resposta do cérebro a um estímulo é muito discreta para ser detectada em uma EEG. No entanto, as respostas a uma série de estímulos podem ser captadas por um computador – o qual calcula a média dessas respostas, que mostrará que esses estímulos foram recebidos pelo cérebro. Os potenciais evocados são particularmente úteis quando o indivíduo que está sendo examinado não consegue falar. Por exemplo, o médico pode testar a audição de um lactente através da verificação de uma resposta cerebral após um ruído. Os potenciais evocados podem revelar pequenas lesões do nervo óptico (o nervo que inerva os olhos) em um paciente com esclerose múltipla. Em um indivíduo com epilepsia, os potenciais evocados podem também revelar descargas elétricas anormais desencadeadas pela respiração profunda e rápida ou que ocorrem quando o indivíduo observa uma luz intermitente (tipo flash).

Eletromiografia

A eletromiografia é uma técnica na qual pequenas agulhas são inseridas em um músculo para registrar a sua atividade elétrica. Esta é visualizada em um osciloscópio e ouvida através de um um alto-falante. O músculo normal em repouso não produz atividade elétrica. No entanto, mesmo uma contração muscular discreta produz alguma atividade elétrica, a qual aumenta à medida que a contração tornase mais forte. Em doenças musculares, dos nervos periféricos e dos neurônios motores espinhais, a atividade elétrica é anormal. A velocidade com que os nervos motores transmitem os impulsos pode ser mensurada através de estudos da condução nervosa. Um nervo motor é estimulado com uma pequena carga elétrica para desencadear um impulso. Este percorre o nervo e, finalmente, atinge o músculo e faz com que ele contraia. Através da mensuração do tempo que o impulso leva para atingir o músculo, o médico pode calcular a velocidade do impulso. Mensurações similares podem ser realizadas para os nervos sensoriais. Se a fraqueza muscular for causada por uma doença muscular, a velocidade de condução nervosa permanece normal. Se ela for causada por uma doença neurológica, a velocidade de condução nervosa será mais lenta. A fraqueza apresentada pelos portadores da miastenia grave é causada por um defeito no ponto onde o impulso nervoso atravessa uma sinapse neuromuscular. Os impulsos repetidos transmitidos ao longo do nervo até o músculo acarretam um aumento da resistência aos neurotransmissores localizados na sinapse, resultando em uma resposta progressivamente mais fraca ao longo do tempo. 

Drenagem linfatica corporal passo a passo


A drenagem linfática manual tem como finalidade manter ou restabelecer a circulação dos líquidos biológicos. Relaxa e acalma, nutre as células, aumenta a velocidade do transporte da linfa, oxigena os tecidos, fortalece os mecanismos biológicos, reforça a capacidade de defesa do organismo, melhora a distribuição dos hormônios, ativa, limpa e regenera os tecidos. Indicações: Edemas, circulação sanguínea de retorno comprometida, pele irritada, sistema nervoso abalado, stress, musculatura tensa, retenção de líquidos, fortalecimento das defesas orgânicas, mau funcionamento dos intestinos, tensão pré-menstrual, pré e pós operatório de cirurgia plástica ou lipoaspiração e celulite.

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Esse post é um post publieditorial

A bombinha para a asma


Os objetivos do tratamento da asma são: controlar todos os sintomas respiratórios; prevenir a limitação crônica ao fluxo de ar; garantir que o paciente realize todas as atividades normalmente, tanto na escola como no trabalho e ainda lazer e esportes; manter a função pulmonar normal ou a mais próxima possível da normalidade; evitar a ocorrência de crises, com idas ao pronto socorro e internações; reduzir a necessidade do uso de medicação de alívio; minimizar os efeitos colaterais da medicação empregada e prevenir a morte.
Como podemos observar, os objetivos do tratamento da asma são bastante amplos. Em nada correspondem a expectativa da maioria dos pacientes que preferem “reduzir a vida” a usar medicamentos diários.
O preconceito em relação aos remédios, os tabus sobre as bombinhas, enfim, as histórias de mal resultado são tão enraizadas na cultura do asmático que devemos ter muita paciência para explicar o motivo das lendas e assim, tentar desmenti-las Tratar asma é muito mais do que simplesmente prescrever o remédio certo. É conseguir envolver o paciente. É fazer com que ele realmente se comprometa com o bom andamento do tratamento.
O GRANDE OBJETIVO NO TRATAMENTO DA ASMA É ATINGIR A MELHOR QUALIDADE DE VIDA E A MELHOR FUNÇÃO PULMONAR POSSÍVEL, UTILIZANDO A MENOR DOSE DE MEDICAMENTOS, COM A MENOR CHANCE DE EFEITOS COLATERAIS.
Os medicamentos usados por via oral, ou seja, aqueles que tomamos, já são bastante conhecidos, portanto ninguém precisa explicar nem para uma criança o que é um xarope, gotas ou comprimidos. Quando eu prescrevo colírios ou pomadas também ninguém estranha. Agora, prescrever uma “bombinha”... Aí “a porca torce o rabo!” Os medicamentos inalados ainda sofrem muito preconceito, principalmente os sprays, as famosas bombinhas. Então, vamos deixar este assunto bem claro. A melhor maneira de atingirmos o objetivo acima, ou seja, tratar bem a asma é através dos medicamentos inalatórios. Quando inalado adequadamente, o remédio vai direto para os pulmões. Não precisa ser engolido, cair no estômago, ir para o sangue e só depois chegar nos pulmões. Pela boca, as doses devem ser bem maiores, pois neste caminho longo, a força vai sendo desperdiçada. E o remédio vai ficando um pouquinho aqui e ali, causando efeitos indesejáveis em locais que ele não deveria estar. Quando inalado, ele vai direto para o local desejado: o pulmão. Existem várias maneiras de inalar os medicamentos. Uma confusão muito comum é achar que “bombinha” é nome de remédio.
Por exemplo, o paciente chega à consulta e diz: “esta semana eu usei minha bombinha todos os dias”. Para mim isto soa da mesma forma que eu dizer ao paciente: “se você tiver febre, tome gotas e se tiver dor tome um comprimido”. Obviamente este paciente perguntaria: “gotas de que? Eu sempre pergunto: “bombinha de que?”, e ouço de volta: “bombinha é bombinha doutora!”. Será que conseguimos desfazer toda essa confusão? A melhor forma de usar os medicamentos para asma é a via inalatória. Para ser inalado, o remédio pode estar sob forma de partículas nebulizadas, o famoso e bem aceito inalador. Pode estar sob forma de spray nas tão faladas (injustamente mal faladas) bombinhas, ainda podem estar em pó seco e serem inalados em dispositivos diversos como turbohaler, diskhaler ou em cápsulas. Qual é a melhor? É aquela que o paciente aceita e se adapta melhor. O importante é entender que existem várias formas de inalar o remédio, mas se existe o medicamento por via inalatória, esta via deve ser sempre estimulada.
A MELHOR VIA PARA USAR OS MEDICAMENTOS DE ASMA É A INALATÓRIA. BOMBINHA NÃO É O REMÉDIO, É A MANEIRA DE USÁ-LO.
É extremamente comum o paciente ou seu familiar se recusar a usar uma bombinha e usar o mesmo medicamento em xarope e comprimido. O argumento é sempre o mesmo: “bombinha vicia”. Explico que bombinha não é o remédio e sim a caixa. Se o medicamento spray vicia, porque o mesmo remédio pela boca não teria o mesmo efeito? Depois, fazemos juntos os cálculos das doses empregadas por via oral e inaladas e chegamos a conclusão que a dose do xarope e do comprimido é quase 20 vezes maior que a da bombinha! Portanto, não existe nenhuma explicação lógica para o mesmo remédio ser maravilhoso em gotas para inalar, bom em xarope ou comprimido e mortal em bombinha.
BOMBINHAS NÃO MATAM.
ASMA MATA.

Principais lesões nos tendões



Tendões são estruturas formadas por fibras do tecido conectivo, agrupada em fascículos, separados em tecido conjuntivo frouxo. Estes ligam o músculo, tanto na origem, quanto na inserção à estrutura óssea adjacente. São de comprimento variável, e capazes de suportar grande pressão.

CAUSAS:

  • Sobrecarga quando o atleta / desportista realiza um esforço maior que suas possibilidades reais.
  • Microtraumatismo de Repetição (Overuse) quando a repetição exagerada de um mesmo movimento com ou sem resistência, leva a uma inflamação do tendão.
  • Processo Degenerativo dos Tendões em função do excesso de uso, poderá assim o tendão, passar a um processo degenerativo permanente que poderá inviabilizar prática das atividades.
  • Calcificações aumento no depósito de cálcio na bainha do tendão faz com que apareçam estas calcificações, surgindo assim, tendinites calcáreas e rupturas parciais do tendão.
  • Ruptura perda da solução de continuidade do tendão, por traumatismo direto, e processos degenerativos tendinosos.

Classificação:

Tendinite, Paratendinite e Tendinose, são nomenclaturas usuais. Tendinite é a inflamação "dentro" do tendão.Paratendinite envolve apenas a inflamação da camada externa do tendão. E Tendinose, descreve um tendão com alterações degenerativas significativas. Outro termo empregado é a, Tenossinovite. Do ponto de vista sintomático é muito semelhante ao da tendinite, entretanto, no aspecto da localização, tenossinovite é a inflamação que ocorre nas bainhas sinoviais que envolvem os tendões, responsáveis por reduzirem a fricção no movimento. O processo inflamatório instalado produz subprodutos que são "pegajosos" e proporcionam uma maior aderência do tendão a bainha sinovial, causando dor.

TRATAMENTO:

Dividiremos o tratamento em fase aguda, fase sub aguda e fase de resolução.

Na fase aguda, é a fase mais dolorosa, pela presença dos subprodutos da lesão que ativam as terminações nervosas livres ocasionando a dor.

O tratamento nesta fase é basicamente antiinflamatório e analgésico, sendo recomendados assim:

  • Uso de antiinflamatórios
  • Gelo
  • TENS modo convencional
  • Ultra-Som no modo pulsátil
  • Repouso

Na fase sub aguda, nos quais a dor já terá diminuído. Assim seguem as mesmas condutas antiinflamatórias da fase anterior podendo incluir(observar quadro clínico):

  • Ultra-Som modo contínuo
  • TENS no modo acupuntura
  • Massagem transversa de Cyriax sobre o tendão
  • Mobilização passiva e ativa – assistidas
  • Exercícios de facilitação neuromuscular proprioceptiva
  • Alongamentos

Na fase de resolução, a dor já terá desaparecido quase que totalmente, e sendo assim, o objetivo será a de recuperação da mobilidade articular e da força muscular do paciente. Então incluímos:.

  • Exercícios contra resistência manual
  • Exercícios com pesos
  • Exercícios de propriocepção
  • Exercícios funcionais
  • Alongamentos

Lembrar que em se tratando de atletas, poderá ser realizado um protocolo mais acelerado visando seu retorno as atividades o mais rápido possível.

PRINCIPAIS LESÕES

Membros Inferiores

• Tendinite de Aquiles

• Tendinite do tibial anterior

• Tendinite flexor longo do hálux

• Tendinite tibial posterior

• Tendinite dos fibulares

Membros Superiores

• Tendinite do manguito rotador: supraespinhoso, infraespinhoso, subescapular, redondo menor e tendão da     cabeça longa do bíceps

• Tendinite dos flexores de punho e dedos

• Tendinite dos extensores de punho e dedos

• Tendinite de Quervain