Tratamento da osteoporose


A osteoporose é a mais comum das doenças ósseas. Consiste na redução da massa óssea que tal sorte que os ossos se tornam ocos, finos e bastante sujeitos a fraturas.

É uma doença que surge com o envelhecimento e se desenvolve lentamente, ao longo dos anos, sendo mais comum na população feminina.

O desenvolvimento da doença ocorre durante um processo natural do corpo, de renovação da massa óssea, com a retirada de células velhas e, posteriormente, sua substituição por novas. Com a osteoporose, o preenchimento pelas novas células fica prejudicado, o que resulta em importante perda óssea.

Como a osteoporose não costuma apresentar sintomas, geralmente só é percebida quando ocorrem fraturas, que podem inclusive ser espontâneas em alguns casos. Um grande problema reside no fato de que as fraturas oriundas da osteoporose, mais graves, podem aumentar em até oito vezes a taxa de mortalidade.

As pessoas com maior probabilidade de desenvolvimento da doença são as de idade avançada, baixo peso, raça branca e com histórico da doença na família.

Alguns fatores podem favorecer o surgimento da doença, como o tabagismo, ingestão frequente de bebidas alcoólicas, sedentarismo, pouca exposição à luz solar, dieta pobre em cálcio e mulheres na menopausa ou após ela.

Para as pessoas que se enquadrem nas situações acima, o recomendável é a realização de exames periódicos, como é o caso da densitometria óssea.

A prevenção da osteoporose passa pelos hábitos da pessoa, que deve manter uma dieta rica em cálcio, praticar atividade física regularmente, evitar a ingestão de bebidas alcoólicas e não fumar.

O tratamento para a osteoporose envolve métodos que passaram por grande evolução nos últimos anos, o que resultou em mais conforto para os pacientes.

Vale destacar que o tratamento da osteoporose é feito a base de medicamentos como agentes anti-reabsortivos, estrógeno, calcitonina e bisfosfonatos, cálcio e vitamina D3, dentre outros.

São prescritos ainda para estimular a formação óssea o fluoreto de sódio, que melhora a atividade osteoblástica, Paratohormônio (PTH), com a mesma finalidade, e exercícios físicos frequentes com carga.


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Atenção! Este artigo trata de assuntos relacionados a saúde. As informações aqui contidas possuem caráter preliminar, genérico e educacional, não substituindo de nenhuma forma as orientações de seu médico. Você não deve se determinar apenas pelos dados aqui contidos. Consulte sempre um profissional e siga o tratamento por ele prescrito.

Gordura abdominal eleva risco de asma em mulheres


Mulheres com muita gordura abdominal têm mais risco de ter asma, mesmo que não estejam acima do peso. É o que mostra um novo estudo publicado na revista "Thorax". A pesquisa foi realizada com 88.304 voluntárias nos EUA. 

Entre aquelas com IMC (índice de massa corporal) normal (até 24,9 kg/m2), as que tinham a medida da cintura maior do que 88 cm tiveram três vezes mais chance de ter a doença. 

A pesquisa também confirmou que a asma é mais frequente em pessoas com sobrepeso e obesas. 

Quanto maior o peso, maior o risco de asma. A prevalência de asma em mulheres com obesidade leve foi de 10,9%, nas com obesidade moderada, de 13,4%, e nas com obesidade grave, de 18,3%. 

"Sabe-se que a obesidade é um fator de risco para a asma, mas poucos estudos avaliaram os efeitos da gordura visceral sobre o problema", escreveram os autores do trabalho. 

A coordenadora, Julie von Behren, disse à Folha que a gordura visceral é metabolicamente diferente de outros tipos de gordura e pode ter efeitos mais profundos sobre a saúde. "Trata-se de uma gordura metabolicamente mais ativa, que pode produzir compostos que causam inflamação. E a inflamação pode estar relacionada à asma", afirma. 

O pneumologista Roberto Stirbulov, presidente eleito da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, lembra que a asma é uma doença inflamatória, que pode surgir ou piorar com as substâncias pró-inflamatórias produzidas pela gordura abdominal. 

A maioria das pesquisas aponta que a ligação entre obesidade e asma é mais forte entre mulheres. Um estudo feito com 3.000 adolescentes brasileiros, por exemplo, mostrou que a doença é uma vez e meia mais prevalente em meninas acima do peso do que nas com peso normal ou desnutridas. Com os meninos, essa relação não foi encontrada. O estudo será publicado no mês que vem na revista "Journal of Asthma". 

A razão para a diferença entre gêneros deve ser hormonal, mas ainda não está bem estabelecida, segundo o alergista e imunologista Fábio Kuschnir, presidente da Asbai (Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia) - regional Rio de Janeiro, autor do trabalho. 

Um fato que reforça a relação entre asma e sobrepeso é que pacientes obesos que fazem cirurgia de redução do estômago acabam também melhorando da asma. "A redução de peso pode melhorar a função pulmonar", afirma Kuschnir. 

Carcaça de gordura 

Outra hipótese é que a obesidade pode levar a uma redução da função do pulmão pelo fato de o órgão ficar envolto por uma carcaça de gordura, o que faz com que ele não se expanda completamente. Com isso, a pessoa passa a ter uma respiração mais rápida e curta, o que gera mudanças na musculatura dos brônquios e sobrecarrega o pulmão, predispondo à asma. 

Segundo Kuschnir, o assunto começou a vir à tona quando se notou que, à medida que se instalava uma epidemia de obesidade no mundo, os índices de asma também cresciam. Além disso, os médicos notavam que os pacientes com asma muitas vezes estão acima do peso. 

Fátima Emerson, alergista da Policlínica Geral do Rio de Janeiro, conta que os especialistas costumavam creditar a relação ao fato de os obesos se exercitarem menos -o exercício melhora a função pulmonar. Outra hipótese era a de que o uso de corticoides levasse ao ganho de peso. Ela lembra que a asma é uma doença genética e que, para manifestá-la, os obesos devem ter predisposição.


Fonte: Folha de S.Paulo

A importância do Home Care



O atendimento domiciliar é uma forma antiga de atenção à saúde, porém as exigências para desempenhar este tipo de atendimento eram poucas e estavam relegadas ao plano doméstico e sem caráter técnico-científico. A função mais atual do Home Care é a de prestar assistência ao paciente em sua própria residência, levando até ele condições de atendimento e recursos para a melhor evolução possível do seu quadro clínico, dentro dos limites impostos pela doença e dentro de um caráter técnico-científico.

Comumente, é possível identificar três modalidades de atenção no domicílio. São elas: 

(1) a visita domiciliar que é realizada por meio de contato pontual de profissionais de saúde com populações específicas, doentes e seus familiares para coleta de informações, controles e orientações. Essas ações previnem reinternações hospitalares ou evitam o agravamento do estado de saúde, além de proporcionarem segurança e conforto ao usuário e seus familiares; 

(2) o atendimento domiciliar que são as atividades programadas e integradas, de caráter preventivo e ou assistencial, com participação de mais de um membro da equipe multiprofissional, no qual são desenvolvidos procedimentos de relativa complexidade, contando com até três horas de assistência oferecida ao usuário no seu domicílio. Geralmente, é dirigido a clientes impossibilitados de comparecer a serviços de saúde para tratamento, porque estão acamados e dependentes de equipamentos específicos; 

(3) a internação domiciliar que são as atividades continuadas, com oferta de tecnologia e recursos humanos, equipamentos, materiais e medicamentos para pacientes portadores de quadros clínicos mais complexos, os quais demandam assistência semelhante à oferecida em âmbito hospitalar.

Da equipe multiprofissional do Home Care se exige conhecimento científico, experiência profissional e competência técnica, bem como habilidade nas relações inter-pessoais para lidar com as emoções e valores dos pacientes e familiares. A equipe possui um papel fundamental no atendimento domiciliar, devendo conhecer a situação real do doente, aproximando familiares, esclarecendo as dúvidas, propiciando conforto e ajudando na reabilitação do paciente. Todos devem participar desta situação, que é nova para os familiares. Além disso, é preciso ter a prerrogativa de educar os envolvidos neste processo, tanto o paciente quanto seus familiares, para que se obtenha uma resposta mais adequada ao tratamento, possibilitando assim o sucesso dos serviços, com uma maior integração entre pacientes e familiares.

O pioneiro em atendimento domiciliar no Brasil foi o Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo em 1967, tendo como objetivo principal reduzir o número de leitos ocupados. Para tanto, foi implantado um tipo restrito de atendimento domiciliar, englobando os cuidados de baixa complexidade clínica. Mas somente em 2002 a Lei nº 10.424 regulamentou a assistência domiciliar no Sistema Único de Saúde.

Apesar desta experiência, foi apenas no início da década de 90 que o setor privado começa a reconhecer a importância deste serviço com a criação das primeiras empresas focadas em internação domiciliar, contando com o apoio logístico de equipamentos, materiais, medicamentos e profissionais especializados. Hoje, mais de 100 empresas atuam no mercado brasileiro com diferentes capacidades tecnológicas e os números deverão multiplicar-se por cem nos próximos anos.

Uma das principais vantagens da internação domiciliar em relação à hospitalar diz respeito ao custo. Cálculos feitos com planilhas de custos de seguradoras e planos de saúde revelaram que a redução dos custos em certas doenças atinge valores entre 20% e 60 % comparativamente aos custos hospitalares da mesma enfermidade.
Já se observam, na internação domiciliar, dados que demonstram uma importante redução do tempo da doença do paciente, isto é, a recuperação parece ser mais rápida e mais humana. Esse tipo de atendimento é bom para o paciente porque ele é tratado no seu ambiente natural, com atendimento personalizado 24 horas, no contexto familiar e com uma vantagem enorme, a impossibilidade de o paciente contrair uma infecção hospitalar.

O serviço de Home Care é bom para o hospital, pois permite uma maior rotatividade de seus leitos, abrindo espaço para pacientes instáveis que precisam realmente de leitos em unidades de terapia intensiva (UTI), cirurgias, politraumatizados e outras enfermidades agudas. A otimização de seus leitos acarretará uma maior margem de lucro pelo fato de o hospital não precisar elevar o seu efetivo de pessoal, mas permitirá capacitá-lo melhor com treinamentos mais específicos.

Podemos observar que o Home Care surge como um novo modelo de prestação de serviços de saúde, sendo uma alternativa viável, passando a ser uma tendência, pois à medida que as seguradoras e planos de saúde descobriram que este serviço pode ser utilizado como ferramenta de diminuição de despesas, manutenção da qualidade e mais humanização, passaram a remunerar quase todos os procedimentos de Home Care. Independente do formato de Home Care adotado, a assistência domiciliar é reconhecida como uma importante ferramenta estratégica de gestão no setor saúde.


Retirado daqui

Acupuntura sem agulhas



Quando se fala de acupuntura muita gente torce o nariz por causa das agulhas. Apesar de os especialistas garantirem que elas não causam dor, medo e trauma podem afastar pacientes do alívio ou mesmo da cura dos seus males. Para essas pessoas, existe a acupuntura sem agulhas, que usa outros métodos de estimulação.

"Acupuntura sem agulhas significa usar os mesmos pontos da técnica milenar", disse o médico especialista na área, Ruy Tanigawa, presidente da Associação Médica Brasileira de Acupuntura (AMBA). A técnica faz parte da medicina tradicional chinesa praticada há milhares de anos e consiste no estímulo de determinados pontos (meridianos) a fim equilibrar as energias do corpo e mantê-lo saudável. 

Um dos procedimentos que substituem as agulhas, segundo Tanigawa, é a moxabustão, cujo calor decorrente da queima de uma planta (artemísia) faz o estímulo igual ao da agulha. "O procedimento geralmente é feito com um bastão e com o cuidado de não queimar a pele." 

Mais moderno, o laser de baixa potência também pode fazer as vezes das agulhas. Nesse caso, o estímulo ocorre por meio da absorção da radiação luminosa pelas células da pele no ponto que está sendo tratado. 

A eletroestimulação também é usada para substituir as agulhas e é feita com um aparelho cujos imãs liberam cargas eletromagnéticas para estimular os meridianos da acupuntura tradicional. 

Existe ainda um tipo de adesivo produzido com silício cristalizado e aglutinado com celulose vegetal (materiais 100% naturais). O silício é conhecido pela capacidade de ordenar ondas e frequências, o que permite a estimulação dos pontos, assim como as agulhas. 

Segundo Tanigawa, a acupuntura, seja por meio de agulhas ou de outros métodos, é indicada para aliviar dores intensas (coluna, pernas, cabeça e rins, entre outros), como também para tratar as causas das doenças. 

Indicação
A acupuntura sem agulhas ainda é pouco procurada em comparação com a tradicional, de acordo com o presidente da AMBA. Mesmo assim, há boas indicações, como demonstra o acupunturista Gilberto Agostinho, de São Paulo: 

- pacientes agitados ou que tenham medo de agulhas (apesar de serem indolor, já que são extremamente finas, com diâmetro de 0,020 mm) 
- pacientes com doenças mentais, pois podem retirar as agulhas durante a sessão
- crianças pequenas e agitadas
- bebês

Reportagem aqui!

Dor de costas aflige 72,4% de portugueses



As dores de costas são uma dor de cabeça para a maioria dos portugueses, concretamente para 72,4% da população. Destes, mais de 420 mil são obrigados a faltar ao trabalho. Para todos, o movimento é o melhor remédio.

É este o resultado de um estudo pioneiro referente ao impacto das dores de costas dos portugueses, realizado pela empresa Spirituc Investigação Aplicada, através de uma sondagem junto de uma amostra de 602 pessoas com mais de 18 anos. Organizado pela Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna (SPPCV), Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia (SPOT) e pela Sociedade Portuguesa de Neurocirurgia (SPNC), o estudo revela que as queixas mais frequentes são relativas à região lombar (70%) e podem ir desde doenças de índole aguda (até três a quatro semanas) a crónica (a partir dos seis meses).

Em Portugal, mais de 420 mil portugueses faltam ao trabalho devido a dores de costas, o que corresponde a uma parte significativa da população activa. "É uma dimensão muito significativa", considera o responsável pelo estudo, Vítor Cavaco. Segundo as conclusões apresentadas, a razão evocada mais frequentemente pelos inquiridos é a carga excessiva. Já o tratamento varia consoante a intensidade do problema.

"As dores de costas na zona lombar têm como prescrição médica analgésicos e anti-inflamatórios como adjuvantes, só se aplicando a intervenção cirúrgica em situações crónicas que se verifiquem a mais de seis meses do início da doença", referiu Rui Pinto, presidente da Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna.

O também director-adjunto do Hospital de São João, do Porto, explicou que 80% das hérnias discais, doença lombar recorrente, não necessitam de operação. Para além de repreender o recurso à automedicação, deixou um aviso, no que toca ao repouso. "Está provado que quanto mais curto é o repouso, mais rápida é a recuperação".

Hérnia discal, estenose espinal e espondilatrose - são estas as principais doenças associadas à coluna e que figuram no topo das doenças, a par da gripe. Mas a dimensão que podem alcançar - meses de fisioterapia intensiva - tornam-nas num verdadeiro "flagelo" social. Movimentar-se é meio caminho andado para a prevenção. Assim diz Manuel Enes, especialista em doenças degenerativas da coluna.

A "doença número um em Portugal" tem como principal causa o sedentarismo. Daí que o médico exorte à prática do exercício físico, como medida preventiva, o que é igualmente recomendável na fase de tratamento. Outras medidas sugeridas por terapeutas apontam o exercício de alongamento na cadeira.

Por outro lado, as doenças relacionadas com a coluna são também "a razão mais frequente de reforma por invalidez".

Vi aqui

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O colchão e a dor nas costas



Ao atingir 60 anos, uma pessoa já passou em média 20 anos de sua vida deitada em um colchão. Ou seja, o ser humano dorme um terço do  tempo de sua existência, considerando que em geral as pessoas dormem cerca de oito horas por dia.

Várias pesquisas apontam que 90% dos problemas de dores de cabeça, torcicolos, dores na nuca, dores lombares e musculares são decorrentes de noites mal dormidas em colchões inadequados. Qual é a melhor posição para ter uma boa noite de sono e manter a saúde da coluna? Como escolher o colchão ideal? E o travesseiro? As questões têm muita procedência, pois há milhares de tipos de colchões e de travesseiros, sem contar os diferentes hábitos referentes ao ato de dormir e à posição do corpo durante o sono. Uma boa noite de sono não apenas nos traz bom humor e tranquilidade para enfrentar o cotidiano como influi diretamente na saúde da coluna. Como ortopedista, este é o ponto que quero enfatizar dentro do tema dormir bem. E é neste contexto que entro na seara de qual é o colchão e o travesseiro mais adequado para cada um e chego à explicação de qual é a melhor posição do corpo para dormir.

Colchão

O colchão a ser usado deve estar de acordo com o biotipo de cada pessoa. Nos colchões de espuma é preciso observar a resiliência, que é a propriedade da elasticidade que se refere ao comportamento do material flexível diante da pressão e a volta ao seu estado inicial, sem deformação. Isto quer dizer, observe se a densidade é a indicada ao volume de seu corpo. Existe uma tabela, baseada em princípios da ergonomia, que indica a relação entre o peso e altura da pessoa com a pressão que o respectivo volume exerce sobre o colchão. A espuma deverá ter resistência para suportar o  corpo. Quanto maior a densidade, maior é o peso que pode ser colocado em cima. Os modelos mais comuns nas lojas têm espuma com densidade entre 28 e 33 quilos por metro cúbico e altura entre oito e dez centímetros. Uma informação que serve de parâmetro é que o Inmetro aconselha o colchão de espuma flexível de poliuretano de densidade 33 como o mais adequado para o biotipo do brasileiro.

A escolha do colchão precisa equilibrar o gosto pessoal com a real necessidade do corpo. Em linhas gerais, é a resiliência que permitirá que o corpo fique corretamente apoiado sobre o colchão, ou seja, a coluna deve assumir uma posição linear – o que proporciona o relaxamento dos discos de cartilagem. Entre as dicas básicas, destaco que o colchão deve ser mais para o rígido do que para o mole. Também é  importante lembrar que o colchão deve exercer uma função ortopédica, o que significa que precisa ceder na medida exata da curvatura do corpo. O ideal mesmo é experimentar o colchão. Um teste simples de ser feito é deitar e rolar o corpo: se você conseguir se movimentar rápido, o colchão é mais firme e próximo ao adequado; caso contrário, indica que ele é mole demais, o que também não convém. Quem dorme em colchão de casal deve considerar sempre o corpo que for maior, mas caso sejam pessoas de portes diferentes, melhor mesmo seria colocar dois colchões de solteiro um ao lado do outro. Uma alternativa intermediária seria optar por um colchão com uma camada acolchoada, que torna a estrutura firme mais macia.

Uma pessoa com problemas na coluna, por exemplo, pode ter acentuada a contratura muscular se dormir em um colchão muito duro. Além disso, a longo prazo, pode vir a comprometer a coluna e a medula nervosa – responsável pela comunicação do cérebro com todas as partes do corpo. Uma lesão na medula chega a causar danos aos movimentos e sentidos. Por isso, não é recomendado dormir no chão, como muita gente acha.

O uso de colchões é relativamente recente e, até hoje, há algumas culturas que preferem dormir em esteiras, por exemplo. Em muitas regiões no Brasil, continua forte o hábito de se dormir em redes – o que não traz problema para a coluna desde que se evite a posição de barco e se mantenha a coluna reta, o que é possível deitando na rede na transversal. Mas, independente da cultura, não podemos negar que o colchão surgiu para tornar o ato de dormir mais confortável. De enchimento natural, como água, ar, areia, palha, algodão; ou sintético, como espuma e látex (borracha); caixa ortopédica, molas bicônicas a modelos  como o bioar ou o eletromagnético (usados  sob recomendação médica), cada tipo de colchão guarda uma especificidade e agrada a determinados gostos. Muitos preferem um ou outro enchimento em razão de não esquentar demais quando faz calor ou, justamente, pelo contrário, mas não se pode esquecer da coluna. Atenção à higiene, principalmente nos colchões com miolo ou cobertura de material natural, porque costumam desenvolver pequenos ou micro-organismos que podem ser prejudiciais à saúde.

Não convém continuar dormindo em um colchão que não esteja em bom estado. E quando se deve trocar o colchão? Observe o prazo de garantia que, no geral, é o mesmo que o da validade. Cobertura suja ou rasgada, superfície desnivelada e depressões localizadas são bons indícios de que o momento da troca chegou. Se ao deitar sentir a base de apoio do colchão, esta hora já passou. Além dos incômodos, um colchão velho pode causar doenças como cifose e a lordose – os principais problemas de coluna, que podem ser resultado de um colchão muito velho ou inadequado. É importante lembrar que a coluna vertebral não é dura ou mole; é firme, flexível. Ao levar essas características em consideração é óbvio que a melhor escolha será um colchão que atenda a este perfil.

Travesseiro

É muito comum a pessoa dormir de mau jeito ou por um movimento brusco ficar com dor localizada ou com aquela dor mais forte, irradiada pela musculatura na região dorsal. Por isso, é preciso ficar atento e dormir sempre com a coluna reta. Se a pessoa costuma dormir de barriga para cima, o travesseiro deve ser macio e fino, apenas para preencher o espaço entre a nuca e o colchão. O de pluma é bem macio e fica fino com o peso da cabeça. Se a pessoa tem o hábito de dormir de lado, o melhor é o travesseiro de espuma, com altura suficiente para preencher o espaço entre a cabeça e o colchão, criado pelo ombro. A escolha entre um e outro fica mais difícil quando a pessoa alterna de posição durante o sono.

Dicas para manter a saúde da coluna na hora de dormir

É contraindicado dormir de bruços (de barriga para baixo). 

Melhor dormir de costas ou de lado, na posição fetal. Com o corpo em contato com o colchão, a coluna vertebral deverá estar sempre reta. Para isso, conte com a ajuda de travesseiros para apoio, independente da posição que se durma. De costas, isto é de barriga para cima, o travesseiro para apoiar a cabeça pode ser fino, considerando a altura dos glúteos. Na posição fetal, o travesseiro para a cabeça deverá ter a altura do ombro e o uso de dois travesseiros pequenos podem trazer mais conforto: um para ser colocado nos joelhos e outro para  abraçar, dando maior apoio para os braços cruzados. 

Evite dormir em colchão de densidade não indicada a seu peso e altura. O colchão muito duro não é confortável, mas mole demais não dá sustentação para as partes mais pesadas do corpo, como quadris, ombros e coxas, fazendo com que o corpo afunde nas regiões que concentram maior massa, o que deixa a coluna torta. 

Use travesseiros de diferentes tamanhos para ajudar a coluna a ficar reta. 

Aliás, manter a coluna sempre reta é a melhor maneira de conservá-la saudável durante a vida toda. A postura precisa ser mantida na hora de sentar, caminhar, deitado ou em pé parado. Na cama, relaxe e tenha bons sonhos!

Fabio Ravaglia

O Dr. Ravaglia é médico ortopedista graduado pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) com residência médica no Hospital do Servidor Público Estadual, especialização em coluna vertebral Instituto Arnaldo Vieira de Carvalho (Santa Casa de Misericórdia de São Paulo) e mestre em cirurgia pela Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp. Foi o primeiro brasileiro aceito pelo programa do Royal College of Surgeons of England, onde se especializou em ortopedia reumatológica (próteses e revisão de próteses articulares, artroscopia de várias articulações, tratamento de dor na coluna e traumatologia). Durante quatro anos atuou como cirurgião ortopédico em hospitais ligados à Universidade de Bristol, na Inglaterra, país reconhecido pelo pioneirismo no desenvolvimento de próteses e de técnicas de ortopedia reumatológica. Na Alemanha, dr. Ravaglia fez especialização nas mais avançadas técnicas para cirurgias de coluna minimamente invasivas, realizadas com um aparelho do tamanho de uma caneta e com anestesia local. A técnica é utilizada para cirurgias de hérnia de disco.

Em 1994, o ortopedista voltou ao Brasil e passou a atuar com um avançado tratamento cirúrgico para problemas das articulações — a artroscopia, técnica cirúrgica que minimiza as desvantagens da cirurgia e reduz as dores provocadas pela artrose, artrite, traumatologia e hérnia de disco. O médico é pioneiro em cirurgias de mínima invasão na coluna vertebral e foi o primeiro a realizar o processo de descompressão percutânea da coluna vertebral.  Presidente do Instituto Ortopedia & Saúde, organização não-governamental que tem a missão de difundir informações sobre saúde e prevenção, o dr. Ravaglia é também membro do corpo clínico externo dos hospitais Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Santa Catarina; diretor-presidente da Arthros Clínica Ortopédica e membro titular da Academia de Medicina de São Paulo (cadeira 118, patrono Ernesto de Souza Campos).

Exercícios para serem utilizados na ginástica laboral



 A ginástica laboral (GL) utiliza o ambiente de trabalho como espaço onde o trabalhador vai exercitar o corpo com vários exercícios físicos e atividades durante a jornada de trabalho e deve ser realizada por livre e espontânea vontade do trabalhador sobre orientação de profissionais especializados.

Além dos exercícios elaborados e aplicados por este profissional durante a realização da GL cabe a ele a elaboração de outras atividades preventivas como a avaliação postural, palestras e elaboração de folhetos, jornais ou informativos educativos. Todos estes itens compõem um arsenal para combate contra a DORT.

A freqüência semanal da GL depende da rotina da empresa, perfil de atividade dos funcionários... Mas o ideal é que seja realizada três vezes por semana com duração de 8 a 15 minutos (com média de 10 minutos).

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Exemplos de exercícios que podem ser utlizados na aplicação da ginástica laboral e que  fazem parte do projeto que fazemos para empresas e profissionais que precisam do nosso projeto.

Somos consultores para elaboração de projetos em Ginástica Laboral. Consulte!!!

Musculos que são atingidos pela tendinite de ombro



Um bom texto sobre tendinite no ombro, retirado do site  OrtopediaLupe. Simples, objetivo e fácil de entender. Vale a leitura.

A tendinite é uma lesão inflamatória que se desenvolve nos tendões, podendo se apresentar de forma aguda ou crônica. Com maior freqüência, os casos de tendinite no ombro, são decorrentes de desgaste sofrido pelos tendões durante anos, e que a partir de um determinado momento aparece a dor e/ou limitação de movimentos.
  • AGUDA: ocorre devido algum problema de uso excessivo da articulação (arremessos durante a prática esportiva, o saque no tênis, a cortada no vôlei), ou a um trauma acometendo o ombro (queda).
  • CRÔNICA: resulta da lesão degenerativa, por desgaste repetitivo, ou devido a idade 9 envelhecimento biológico do tendão).

Tendinite do músculo supra espinhal: 

As lesões mais freqüentes da articulação do ombro são as afecções do tendão do músculo supra espinhal (tendopatias com ou sem calcificação ou ruptura). O principal abdutor do ombro é o músculo supra-espinhal , juntamente com o músculo deltóide. A elevação lateral do braço (abdução) leva à diminuição da distância entre o tendão, por um lado, e o acrômio e o ligamento coracoacromial, do outro lado. A solicitação exagerada deste tendão pode ocorrer em diversas modalidades esportivas, provocando uma reação inflamatória. Esta reação inflamatória, acompanhada de edema, provoca fricção da bolsa contra o teto da articulação do ombro, durante os movimentos de abdução do braço entre 60 e 120 graus. Isto implica novos microtraumatismos dos tendões, criando assim um circulo vicioso. O tendão do músculo supra espinhal possui vascularização mais ou menos precária, de modo que as alterações degenerativas se instalem rapidamente. As modalidades de esporte que favorecem esta afecção são principalmente aquelas que apresentam um componente importante de caráter explosivo ou dinâmico. 

Tendinite do músculo infra-espinhal: 

As afecções do tendão do músculo infra-espinhal são menos freqüentes que as lesões do tendão do músculo supra espinhal. A menor freqüência é devida às melhores condições circulatórias locais. Por conseguinte, as alterações degenerativas são mais raras. O músculo infra-espinhal é o músculo mais importante para a rotação externa; inserem-se logo atrás e abaixo da inserção do músculo supra-espinhal. 

Tendinite do músculo subescapular: 

O músculo subescapular é o músculo mais importante para a rotação interna. Seu tendão é largo e achatado e se insere no pequeno tubérculo do úmero; o comprimento do tendão é de aproximadamente 2,5 a 3 cm, em sentido proximal-distal. A inserção tendinosa apresenta configuração piriforme :é mais larga em cima e mais estreita na extremidade inferior.


Você já visitou o blog sobre Entorses hoje?

O poder da endorfina



Quem gosta de correr ou já correu um dia sabe bem o que é endorfina ou, pelo menos, já sentiu o efeito dessa substância. Bastam alguns minutos de corrida que a sensação de bem estar, euforia, prazer e paz toma conta de todo o corpo.

Para quem nunca ouviu falar, endorfina vem da junção de duas palavras - endo (dentro) e morfina (analgésico). É uma substância natural, ou melhor, um hormônio neurotransmissor produzido na hipófise, região do cérebro, e liberado na corrente sanguínea, proporcionando esse maravilhoso estado de relaxamento e bem estar.

Sentir os efeitos da endorfina não requer horas de treinamento; bastam 30 minutinhos do seu dia em treinos apropriados e com intensidades individuais de acordo com a orientação de um profissional de educação física. 

Isso já é o suficiente para muita coisa no seu dia mudar, pois os benefícios desse hormônio são grandes: aumenta a disposição física e mental, melhora o sistema imunológico, melhora o estado de espírito ou bom humor, relaxa, remove os radicais livres, diminui as dores, melhora a memória, aumenta a resistência, fortalece os vasos sanguíneos etc.


Com todos esses benefícios, não é difícil de encontrar pessoas que praticam atividade física apenas pelo resultado final que o exercício promove. Isso está relacionado tanto para os homens como para as mulheres.

Agora imagine as pessoas que gostam do esporte e também gostam do prazer final que ele proporciona.

Muitas dessas pessoas se sentem até mesmo dependentes da atividade física, isso possivelmente se explica devido as altas concentrações de endorfina circulando no corpo.

Tal fato explica as sensações desagradáveis de irritabilidade, mau humor, ansiedade, falta de concentração, insônia, entre outras em praticantes que, por qualquer motivo, não fizeram seus exercícios. Podemos até comparar com a síndrome de abstinência causada pela interrupção repentina de algumas substâncias que também estão relacionadas ao prazer.

A endorfina, por ter esse efeito analgésico, tira um pouco a sensibilidade do atleta que, durante uma corrida ou a prática esportiva, ultrapassa esses limites, podendo causar graves lesões (contraturas, estiramentos, fratura por estresse, inflamações e até mesmo rompimento de ligamentos etc). Portanto, é preciso conhecer bem os limites do corpo e seguir sempre a orientação de profissionais para não prejudicá-lo.

Temos muitos exemplos de pessoas que durante uma corrida de rua ultrapassaram seus limites para poder completar a prova. No final, além de ganharem suas medalhas e vários cumprimentos de parabéns, como merecido, ganharam também uma lesão que muitas vezes não vale a ousadia de não respeitar seu corpo.

Alguns estudos mostram que a endorfina é liberada no corpo após alguns minutos de exercício. Não se sabe o tempo preciso, pois isso depende de fatores como intensidade, tipo, duração do exercício, entre outros.

Mostram também que, após 72 horas de exercícios de endurance, como maratonas, ainda se observa um aumento na dosagem da endorfina no corpo.

Portanto, é sempre bom estar acompanhado por profissionais da área para que os efeitos da endorfina não cheguem a prejudicar seu rendimento e sua saúde.

Isso cada vez mais confirma que atividade física voltada para saúde e para rendimentos pessoais tem que ser de forma agradável, prazerosa e com orientação, pois exercício físico pode ser tão prejudicial quanto a falta dele.

Ganhe massa muscular


Existem técnicas que podem ser usadas durante períodos em que se está priorizando o trabalho de um determinado grupamento muscular com o objetivo de desenvolvê-lo ainda mais em um curto espaço de tempo.Deve-se tomar cuidado apenas para usar todas essas técnicas de forma moderada , não acarretando um sobrecarga excessiva e prejudicial aos grupos musculares.  

Drop-sets, triple drop-sets e quadruple drop-sets :  

O drop-Set é uma série em que você faz o máximo número de repetições com determinado peso, então imediatamente diminui o peso para fazer mais repetições. O descanso deve ser o menor possível entre a troca de pesos. O triple drop-set e quadruple drop-set são a mesma coisa, só que com 3 e 4 mudanças de peso respectivamente, o que consequentemente gera um estresse muscular muito maior. Os drop-sets devem ser usados somente quando se quer priorizar o treinamento de um grupamento muscular por vez e não devem ser usados em mais de um grupamento muscular na mesma semana de treinamento. Especialistas afirmam que o uso de drop-sets, triple drop-sets e quadruple drop-sets nos treinamentos é uma excelente maneira de desenvolver músculos mais difíceis de trabalhar.

Supersets:  

Consiste em fazer 2 exercícios diferentes sem descanso entre eles. Existem diferentes tipos de Supersets, os mais importantes são esses três:

Superset de mesmo grupamento muscular:

Esse é o mais comum superset. Significa fazer 2 exercícios diferentes que trabalham a mesma parte do corpo, como por exemplo "rosca bíceps inclinada" e "rosca bíceps direta".

Superset alternando exercícios isolados e exercícios compostos:

Esse é um superset de pré-exaustão. Significa fazer uma série de um exercício isolado e então uma série de um exercício composto. Exercícios isolados são aqueles que trabalham em cima de um grupamento muscular específico enquanto que os compostos trabalham sempre mais de um grupamento muscular por vez. Um bom exemplo é "voador" (isolado) e "supino reto" (composto).

Superset em exercícios que trabalham grupamentos musculares antagônicos:

Significa fazer uma série de exercício para um determinado grupamento muscular e então imediatamente fazer uma série de outro exercício para o grupamento muscular antagônico (oposto). Um exemplo clásico disso é fazer um exercício de bíceps e então logo em seguida um de tríceps.  Agora para o Superset vale a mesma dica dada para o drop-set. Quanto mais essas técnicas forem incorporadas na rotina de treinamentos, maior é a possibilidade de ocorrer um sobrecarga muscular excessiva.

Séries com uma pequena pausa para descanso: 

Essa técnica é provavelmente a menos popular de todas as técnicas avançadas de treinamento, talvez porque seja a mais difícil de todas. Com essa técnica você escolhe um peso que você possa fazer uma série de 8-12 repetições sem ajuda e começa a série. Ao acabar a série , coloque o peso no suporte, respire fundo 5 vezes e pegue o peso novamente para uma nova série. Você ainda vai estar pegando o mesmo peso nessa segunda mini-série, mas agora vai estar tentando completar 3-5 repetições com a ajuda de alguém. Quando atingir seu limite, coloque o peso no suporte, respire fundo 5 vezes novamente e pegue o peso para fazer sua terceira mini-série e tente fazer de 2-4 repetições com o mesmo peso.Essa técnica pode ser usada basicamente em qualquer exercício como uma forma de aumentar a intensidade dele. Contudo é mais prático usar essa técnica em exercícios compostos que utilizam máquinas com placas de peso reguláveis por pinos.

Séries negativas: 

É uma excelente técnica para intensificar os treinamentos. Essa técnica possibilita estenuar a musculatura ao máximo através de movimentos mais lentos e controlados na fase negativa e movimentos assistidos por um parceiro na fase positiva. A fase negativa do movimento (excêntrica) é sempre aquela em que você não está fazendo a força positiva (concêntrica) para puxar ou empurrar o peso. Ex: no "supino" a negativa é quando o peso está indo em direção do seu peito. No "rosca bíceps" a negativa é quando o peso está indo para baixo.Recomenda-se fazer de 2 a 4 negativas em uma série em que você chegue à exaustão completa, e sempre contando com a ajuda de um parceiro, que é essencial para se fazer bem as negativas e evitar riscos de lesões e acidentes.

Repetições assistidas por um parceiro: 

Esta técnica  é basicamente quando você chega ao seu limite com repetições positivas e quer fazer algumas repetições extras para estressar ainda mais os músculos trabalhados, e conta com um parceiro para te ajudar.Diferentemente das negativas, você não diminui a velocidade das suas repetições, que se mantém constantes. O seu parceiro vai te dar uma pequena força para que você consiga completar de 2 a 4 repetições extras. Essa técnica de treinamento pode ser usada em praticamente qualquer exercício.

Repetições parciais: 

A última técnica avançada de treinamento é chamada de "repetições parciais", que é basicamente um caminho para estenuar mais um pouco os músculos trabalhados antes de finalizar sua série. Consiste em fazer movimentos incompletos depois que você já estressou ao máximo o grupamento muscular com movimentos completos e não consegue mais fazê-los.Um bom exemplo disso é depois de fazer rosca bíceps direta com movimentos completos, levando a barra do início do movimento (próximo à coxa) até o final dele (próximo ao peito), fazer mais 2 a 4 repetições parciais, ou seja, levando a barra até a metade do movimento apenas.

Fonte: www.corpoperfeito.com.br

Kabat no tratamento da paralisia facial


A Paralisia Facial é uma patologia que acomete o nervo facial responsável pela musculatura mímica da face. Esta patologia pode ser classificada como periférica e central onde estas acometem diferentes partes da face além do que apresentam diferentes etiologias.


O método kabat é um procedimento realizado manualmente com movimentos na diagonal. Este tem como objetivo reduzir os defícits causados pela patologia.


No presente estudo, este método de tratamento foi realizado de forma alternativa para alcançar o objetivo de demonstrar a eficácia na reabilitação do paciente com paralisia facial periférica.

Fisioterapia na Tendinite Poplitea


 

O músculo poplíteo é um rotador interno tibial quando o membro está suspenso e um rotador externo femoral quando o membro está apoiado e próximo da posição de extensão do joelho. Ele é o único músculo isolado que funciona como monoarticular no joelho e o único músculo do organismo cuja parte carnosa é distal e a tendinosa é proximal.

Existe assimetria cinemática entre os dois compartimentos do joelho, como reflexo da assimetria anatômica existente entre eles. O compartimento externo do joelho é o compartimento do movimento, enquanto o compartimento medial é o do apoio. O compartimento externo é o que regula a rotação e nele já existe uma decoaptação fisiológica; em razão disso, necessita de fortes contensores para contrabalançar principalmente os movimentos de rotação associados ao varo do joelho. O músculo poplíteo faz parte dessa contenção através de uma estabilização ativa e também passiva, opondo-se ao avanço do c ôndilo externo quando da rotação externa tibial. As estruturas que compõem o sistema poplíteo, quando os limites da estabilidade são ultrapassados, ficam vulneráveis, aparecendo então as lesões bastante freqüentes nas instabilidades anteriores do joelho. Nas instabilidades anteriores crônicas, o menisco lateral fica mais sujeito a lesões por desinserção do seu corno posterior, devido a rupturas dos fascículos popliteomeniscais, ocasionando maior mobilidade do menisco lateral. 

O exame clínico do compartimento lateral é, por vezes, relegado a avaliação superficial; porém, existem muitos dados que podem ser  constatados com uma boa investigação clínica e artroscópica. Os traumas torcionais do joelho exigem sempre avaliação funcional que permita estabelecer o inventário dos danos sobre os contensores secundários póstero-laterais, tanto nas lesões agudas como nas instabilidades crônicas do joelho.

Os pacientes com lesões do joelho provocadas por episódio agudo de falseio articular acusam dor na região lateral e póstero-lateral, seguida freqüentemente de edema e às vezes de equimose. Muitas das vezes, apresentam dor e edema localizados sobre a região do poplíteo e dos elementos do sistema poplíteo, sendo queixa freqüente ao primeiro exame.

A tendinite poplítea é o desgaste no tendão que liga o músculo poplíteo, inferiormente no joelhoa esquerda. A principal função desse tendão é evitar que a perna sofra rotação externa durante a corrida. A rotação interna excessiva do pé (pronação) e as corridas descendentes tende a causar tensão excessiva sobre esse tendão, podendo provocar a sua ruptura. Então há de se observar um desnivel de alinhamento de ossos da perna com ossos da coxa e sua musculatura ajuda a identificar possíveis causas desta tendinite
A dor e a inflamação, particularmente quando o indivíduo realiza corridas descendentes, ocorrem ao longo do lado de fora do joelho. O indivíduo não deve correr até deixam de apresentar dor na região e não deve realizar corridas descendentes após retomar a prática dessa atividade. O ciclismo é um bom exercício alternativo durante o período de convalescença. As palmilhas para calçados, especialmente uma cunha triangular (cunha de varo) colocada na frente do calcanhar, podem ajudar a impedir que o pé rode para dentro.
 
O tratamento de fisioterapia visa diminuir imediatamente a dor e a inflamação com utilização de crioterapia uso de ultrasom, laser e outros recursos que tem esse objetivo. Na cinesioterapia pode-se utilizar exercícios para revitalizar a região poplitea com alongamentos e mobilizações passivas e ativas dependendo do grau de lesão.
 
 

A respiração certa acalma a ansiedade e até alivia depressão


Sua cabeça está latejando. Sobram preocupações em casa, seu chefe e resolveu ter crises diárias no trabalho e aquele amor de conto-de-fadas acabou em drama mexicano. "Fiz uma massagem ótima", palpita um, tentando ajudar. "Só com terapia consigo ficar de pé", pitaca o outro. "Ginástica é a solução, deixo todos os meus problemas na esteira", intomete-se mais alguém. E, no meio de tanto zunzunzum, fica você ainda mais atordoada e sem saber como reagir.
Pois não faça nada. Sim, você entendeu certo. Pare quieta e apenas respire: aí está o remédio contra a maioria dos desconfortos emocionais.
"Aprendendo a controlar a respiração, damos fim em todas perturbações da mente e dos sentidos", afirma o médico David Frowley, autor de Uma visão Ayurvédica da Mente, a cura da consciência (Editora Pensamento, R$ 29).
Considerado o maior especialista ocidental em terapia ayurvédica, ele acaba de vir à América do Sul pela primeira vez e escolheu o Brasil, onde deu uma palestra, para dividir os ensinamentos sobre o sistema de cura tradicional da Índia. "Nossa energia vem, basicamente, da respiração (...) Se o cérebro não recebe a quantidade certa de oxigênio, não temos a energia vital suficiente para nos desenvolver e mudar".
A seguir, Dr. David Frawley ensina como mudanças sutis na inalação e na respiração podem contribuir no alcance e na manutenção de um estado psicológico marcado pelo bem-estar.
Sopre a ansiedade para longe
A receita é imbatível contra tremores pelo que ainda nem aconteceu, além de bastante eficaz no combate à insônia. Separe uns dez minutos do seu dia, não importa o horário - pode ser, inclusive, no pico de uma situação superestressante.
Comece só prestando atenção no ritmo em que o ar entra e sai dos pulmões. Aos poucos, vá controlando este intervalo, até que ele se torne bem espaçado: tente contar até dez enquanto puxa e, depois, quando solta a respiração.
Fazendo inalações mais prolongadas, você fortalece todo o seu corpo e acalma a mente. Com isso, as preocupações, por mais terríveis que sejam, acabam amenizadas, já que a energia passa a circular melhor por todo o organismo.
Respirações fortes e intensas
Contornar os sintomas depressivos com a respiração é muito simples. A falta de disposição desaparece, caso você consiga manter um ritmo mais intenso enquanto realiza as inalações e as exalações. A idéia é não apenas respirar com grande velocidade, mas com bastante vigor, puxando e soltando a máxima quantidade de ar possível a cada tentativa. Mantenha o pique por dois minutos e descanse. Repita mais duas vezes. Não se assute caso venha a sentir tonturas, a sensação é normal - e devida ao excesso de oxigênio que, de repente, passa a percorrer o organismo.
Não é lógico viver assim
Até para quem não consegue dar um passo à frente sem medir todos os prós e contras dessa atitude existe uma respiração ideal. As pessoas que têm o lado racional extremamente desenvolvido (e sofrem maquinando sobre tudo o que acontece ao redor) devem estimular a respiração com a narina esquerda, conectada com o a região do cérebro ligada às emoções. Funciona assim: com um dos dedos, tape a narina direita e faça 30 respirações (inalação, seguida de exalação) somente com a narina esquerda. O exercício será seguido de uma sensação de refrescância e calma.
Emoção demais, não há quem agüente
Aqui, vale o contrário do treino acima. Se você derrama lágrimas até pela grama cortada e se descabela por qualquer bobagem, a dica é estimular um pouco mais o seu lado racional, favorecendo um estado de equilíbrio entre ele e suas desenvolvidíssimas emoções. Com um dos dedos, tape a narina esquerda e faça 30 respirações (inalação seguida de exalação) apenas com a narina direita.o efeito aquecedor desta prática irá ajudar na busca por análises mais racionais das situações impostas pelo dia-a-dia.

Como incorporar as atividades físicas à rotina do cotidiano?


As atividades físicas podem ser definidas como qualquer movimento corporal que implique em um gasto de energia, por isso, ser uma pessoa  fisicamente ativa não implica em ser um frequentador de uma academia de ginástica ou ser praticante de um determinado esporte. Os benefícios da prática regular das atividades físicas são inúmeros, tanto na esfera orgânica como mental.

Redução da pressão arterial, melhora dos níveis do colesterol e de suas frações, diminuição da glicemia (taxas de açúcar no sangue) e do peso corporal, são alguns dos benefícios observados. Uma diminuição dos níveis de estresse e ansiedade, além de uma melhora da auto-estima e dos sintomas depressivos, são consequências observadas na esfera psíquica de quem pratica regularmente atividades físicas.

Dicas para incoporar as atividade físicas à rotina cotidiana:

- Procure se organizar para realizar uma caminhada de pelo menos 30 minutos na maioria dos dias da semana. O ideal é totalizar 150 minutos de atividades físicas semanais.

- Caminhe ou pedale ao invés de dirigir, sempre que possível, inclusive para ir à escola ou ao trabalho.

- Suba as escadas ao invés de utilizar o elevador.

- Procure descer do ônibus alguns pontos antes. Finalize o trajeto até o seu destino final caminhando.

- Estacione em vagas mais distantes, de modo a caminhar o restante do percurso.

- Invista em algum equipamento de ginástica, como um esteira ou bicicleta ergométrica, para realizar atividades físicas em sua casa. Que tal assistir o jornal ou o seu programa de TV predileto caminhando ou pedalando?

- Muitas pessoas conseguem obter regularidade em suas atividades física realizado-as pela manhã, antes de iniciar as demais atividades do dia.

- Procure realizar a maior parte das atividades domésticas, como limpeza, lavagem do carro, regar as plantas ou cuidar do jardim.

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A fisioterapia na fratura de Smith



A fratura de Smith é uma fratura da extremidade inferior do rádio com deslocamento palmar do fragmento radial distal e deslocação da articulação radiocubital distal. A fratura é provocada por uma queda no dorso do punho flexionado.

A melhor forma de se fazer uma redução da fratura de Smith é conseguida com a tração longitudinal, supinação, e mantendo o pulso no ponto morto 

O tratamento de fisioterapia para uma fratura de Smith deve ser feita com Crioterapia ou Laserterapia e no tratamento de cinesioterapia deve ser feito mobilização cicatricial ( no pós operatório, massagem local, ganho de arco articular, alongamento passivo e evoluir conforme o tratamento para mobilização de punhos com theraband (resistência), trabalho de propriocepção e movimentos ativos (principalmente pronação e supinação).

Os principais desafios que o fisioterapeuta irá enfrentar em um tratamento de fratura de smith são a perda de amplitude de movimento, dor, edema, o que dificultará o retorno à função. 

A Fisioterapia tem um importante papel no tratamento pós-operatório destas fraturas, agindo na prevenção e tratamento destas complicações, possibilitando ao paciente o retorno as suas atividades normais, em período breve, seguro e em melhor nível.

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O que fazer em uma entorse de joelho



Tive uma entorse no joelho. E agora? Como vou me recuperar?

A entorse de joelho geralmente acontece em alguma atividade que o joelho está sobrecarregado com o peso ou ocorre algum trauma externo, como pancadas ou acidentes.  Esse trauma faz a perna ir para um lado enquanto a coxa está indo para o outro.


Quando há uma entorse, estruturas dentro do joelho podem ter sido lesionadas, como menisco ou ligamentos ou causar microtraumas ou distenções. Geralmente essas estruturas são submetidas a um esforço maior que ela suportam, causando a lesão. E de acordo como tipo de lesão, o tratamento pode ser mais rápido ou mais longo.

Essa entorse de joelho pode ser bastante dolorosa, o que afasta o indivíduo da prática desportiva ou das suas atividades cotidianas. E a primeira coisa para se reabilitar de uma entorse de joelho é proteger a região. Esse é o tratamento essencial.  Essa proteção é feita com o repouso, aplicação de gelo para analgesia e diminuição do edema, compressão da região com bandagem  e elevação para facilitar o retorno venoso. No período inicial, a aplicação de gelo deve ser em 4 em 4 horas por 20 minutos.   E cuidado com a locomoção. Aconselho a não pisar com o membro machucado no chão. 

E procure um profissional especialista. Além de ser fundamental, a sua recuperação será muito mais rápida que ficar tentando se recuperar sozinho!

Hérnia de disco durante a gravidez




Durante o período gestacional, mais ou menos 50 % das grávidas sentem dores maiores na coluna. O principal motivo para o surgimento dessas dores é a mudança da postura. A região anterior ganha o peso da barriga, mudando o centro de gravidade da gestante. O ganho de peso corporal também 

pode influenciar esse desconforto em região de coluna. 


Com esse súbito aumento de peso, se a musculatura que está ao redor da coluna não for trabalhada e tiver um enfraquecimento, pode favorecer o 

aparecimento de osteófitos ("bicos de papagaio") que levam a hérnia de disco. Provavelmente uma gestante não ganhará uma hérnia de disco por causa deste período. Se acontecer, provavelmente já tinha um processo degenerativo oocrrendo e facilitou o surgimento desta hérnia. 


O ideal é a mulher se preparar antes da gravidez, principalmente com exercícios físicos. Mulheres com histórico de dor nas costas a

ntes de engravidar são candidatas a sofrer com a coluna e facilitar o aparecimento de uma hérnia.  O tratamento para as grávidas deve ser priorizado o fortalecimento dos músculos profundos da coluna lombar que garantirão a preservação das curvaturas normais da coluna, como também o reforço dos músculos do assoalho pélvico, evitando assim a queda da bexiga, incontinência urinaria e a flacidez.


A união de todos esses fatores permite que a paciente não tenha mais dor e inicie um trabalho focado no fortalecimento dos músculos posturais. Nesta hora, pilates e outros exercícios são fundamentais para a manutenção da condição física



Dengue e o seu efeito no fígado


Dengue é uma infecção causada pela picada do mosquito Aedes. Essa doença foi descoberta há muitos anos, mas até agora não há vacina para prevenir a doença. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem aproximadamente 50 milhões de casos de dengue notificados a cada ano e muitos países tropicais tiveram epidemias.


Os sintomas da dengue são semelhantes aos da gripe, com febre, cefaléia e dores musculares e comum sendo a mais comum. A diferença no caso da dengue é a de que existem pequenas manchas vermelhas no corpo que começa a partir do tórax e membros inferiores e, em seguida, espalhar a outras partes do corpo.

Quando uma pessoa começa a dengue, o vírus se move sobre o corpo, se multiplicando e viajando através da corrente sanguínea, resultando em alguns o inchaço das glândulas e fígado. No início dos anos 1970, insuficiência hepática aguda foi relatado devido a Febre Hemorrágica do Dengue (FHD). FHD é uma fatalidade que os sintomas incluem inchaço fígado, e hemorragias internas e externas, que por vezes pode levar à falência circulatória.

É muito comum associar a inchada fígado com hepatite, mas o mesmo problema pode ocorrer na dengue. Foi observado que a dengue pode ser por vezes acompanhada de fígado inchado.

Assim um dos sintomas da dengue são as manchas, é melhor a ida ao médico, para que o inchaço do fígado e hemorragia que pode ser prevenida.

Não se esqueça que a única maneira de evitar a dengue é proteger-se contra o mosquito.

Asma e emoção


Muitos são os estudos que procuram vincular estados emocionais e o desenvolvimento de asma brônquica. Biologicamente, a psico-fisiopatologia da asma tem forte relação com os elementos associados à alergia, de um modo geral. As teorias mais aceitas para explicar o broncoespasmo dizem respeito ao efeito hipersensibilidade colinérgica .

A ansiedade tem sido apontada por vários autores como tendo importante ocorrência entre asmáticos. Testes de avaliação (escalas) de ansiedade demonstram níveis bem mais altos entre os asmáticos, mesmo entre episódios agudos de asma ou fora das crises.

Outros autores constatam ocorrência significativa de dificuldades comportamentais e de ajustamento entre crianças portadoras de asma precoce. No Canadá alguns pesquisadores comparam a psicopatologia associada à asma e ao diabetes em crianças e adolescentes e constatam altos índices de ansiedade e transtornos comportamentais. Entre esses transtorno comportamentais, a Hiperatividade foi dos mais encontrados em crianças asmáticas.

Alguns autores, entretanto, não encontraram aumento de ansiedade nas crianças asmáticas tão expressivo quanto encontraram nos pais dessas crianças, ou alegam que a ansiedade dos pacientes asmáticos ocorreria mais por conseqüência que como causa da asma. Stores entende que as ocorrências psicopatológicas dos asmáticos poderiam ser decorrentes das noites mal dormidas e do medo da própria doença.

Há ainda alguns estudos mostrando o bi-comprometimento de agravo entre a Síndrome do Pânico, piorando crises de asma, e a asma piorando crises de Pânico. De qualquer forma, sempre ressaltando a importância do componente ansioso.

Além da ansiedade, Puura entende que a Depressão infantil poderia ter uma correlação somática, através da asma, por exemplo, e um componente comportamental através da rebeldia, agressividade e hiperatividade.

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10 coisas que você precisa saber sobre metabolismo e dieta


Todo mundo diz que o Brasil é formado por milhões de técnicos de futebol, já que aparentemente todo mundo tem a solução para seu time virar campeão. É preciso também acrescentar que somos uma terra de especialistas em dietas e perda de peso. Você sempre tem um amigo ou amiga que conhece a fórmula infalível para emagrecer. Mais ainda, existem as dietas da moda, sejam ela a da lua, a da sopa, a de Beverly Hills etc., que fazem a alegria das revistas femininas e das pessoas que querem resultados muto rápidos para conseguir o corpo que pediram a Deus, mas ficam extremamente frustradas quando descobrem que o tudo é fugaz. 

Para jogar mais lenha na fogueira, a revista Time trouxe uma longa matéria em seu site afirmando que ginástica não faz perder peso, uma vez que muitas pessoas que se exercitam acabam exagerando na alimentação e o produto final é um número na balança superior ao que tinha antes de se exercitar. Com tudo isso em mente, consultamos o professor de educação física e consultor próbiótica de suplementos, Fernando Marques e a especialista em tecnologia de alimentos, Caroline Capitani para desvendar alguns mitos do metabolismo. 

1 - Atividade física não vai me fazer perder peso 
Emagrecer parte de uma fórmula matemática básica: gastar mais calorias do que se consome ou consumir menos do que gasta. "Ter uma atividade física vai ajudar a queimar mais calorias, mas o que geralmente acontece com as pessoas que começam a se exercitar é que passam a sentir fome e comem mais do que comiam antes. Se o cara dá uma corridinha durante o dia e come Leite Moça de colher à noite, então não vai fazer resultado", afirma Fernando. Caroline concorda: "Depende do tipo de atividade fisica, da rotina da pessoa, da rotina alimentar, metabolismo e hábitos em geral. Não podemos afirmar que uma pessoa que faz atividade física ou inicia alguma atividade vai ganhar peso." 

O segredo aí é controlar o que come. É possível até se perder peso sem nenhuma atividade física, através de uma reeducação alimentar. Também, nessa conta, se alguém mantém seus hábitos alimentares inalterados e começa a praticar algum esporte, seguramente começará a ver uma redução em suas medidas. 

2 - Dietas sem carboidratos fazem perder peso mais rapidamente 
No início, sim afirma Caroline, pois sem o carboidrato o organismo precisa gerar energia a partir da gordura e da proteína. Depois de um certo período, essa mudança gera compostos tóxicos ¿ os corpos cetônicos - e novamente o organismo cria um mecanismo de adaptação e para de gastar mais energia do que deve. Entra-se em um platô, onde não se perde mais peso e se voltar a consumir carboidratos, engorda-se tudo de novo. 

Ao se cortar o carboidrato das refeições, a pessoa está alterando seu tronco hormonal porque acaba produzindo menos insulina. Quanto menor a presença de insulina no sangue maior a queima de gordura. "O problema é que ao eliminar o carboidrato, o indivíduo acaba ficando mais lento no pensamento e de mau humor, porque justamente o cérebro se alimenta de glicose", afirma o professor de educação física, "e ainda o deixa com mau hálito". A questão aqui não é cortar um grupo alimentar e sim reduzir calorias. Um grama de carboidrato fornece 4 calorias, a mesma coisa que um grama de proteína. Já a mesma quantidade de gordura fornece 9 calorias e de álcool, 7. Ou seja, não é o carboidrato ou a protéina que engordam. É a quantidade de calorias ingeridas. Em tempo, 100g de carne vermelha tem o mesmo número de proteínas que 100g de frango, mas com mais gordura. Adivinha o que vai lhe engordar mais? 

3 - Nenhuma dieta funciona 
A palavra dieta vem do grego e significa modo de vida, dia após dia. Se uma pessoa está acostumada a uma rotina alimentar por todos os anos de sua vida e de repente é obrigada a alterá-la radicalmente, é muito provável que não consiga segui-la por muito tempo. O grande desafio dos nutricionistas e especialistas em redução de peso é justamente entender os hábitos das pessoas e recomendar o que deve ser mudado. Ou seja, dietas podem funcionar desde que sejam feitas única e exclusivamente para você. 

4 - Comer antes de dormir vai transformar toda caloria em gordura 
Ao dormir nosso metabolismo fica bastante reduzido, o que significa que o corpo pede menos calorias para queimar e manter a máquina funcionando. Para alguém que é sedentário, não é recomendável comer demais à noite ou seguramente estará acumulando energia extra em forma de gordura. Mas existem as exceções, baseadas nas janelas de oportunidade, período de 90 a 120 minutos após atividade física onde o organismo apresenta uma capacidade extra de absorver nutrientes. Ou seja, pessoas que costumam se exercitar à noite, podem comer razoavelmente neste período sem grandes consequências funestas. Aqueles que estão em processo dietético, gastando mais calorias que consumindo, podem também consumir carboidratos à noite que não vai ter grandes problemas. 

Para aqueles que não praticam exercícios, é interessante ter em mente a conta do ítem 01. O período do dia em que estamos com mais atividade é na hora do almoço, portanto é perferível arriscar seu filé com fritas nesse momento do que na hora do jantar, já que mais calorias vão ser queimadas para suportar o resto do dia. 

5 - Comer mais vezes ao dia vai acelerar o metabolismo 
Aqui a questão não é acelerar o metabolismo e sim entender a termogênese alimentar. Fernando explica: "caloria é combustível para mantermos nossa máquina humana funcionando e os órgãos internos são os primeiros a utilizar esse recurso, seguido dos músculos. Assim, você gasta calorias na metabolização e na digestão dos alimentos. Comer mais vezes por dia é uma chave para manter seu trato gastro-intestinal funcionando mais vezes e assim gastar mais calorias do que se comesse somente nas três refeições". Além disso, quanto maior o número de refeições, em pequenas porções, mais adaptamos o organismo para um ritmo diferenciado, afirma Caroline Capitani. 

6 - O metabolismo se desacelera com a idade 
Como citamos no ítem anterior, a massa muscular consome boa parte das calorias e é por essa razão que fisiculturistas são uma fornalha de queimar calorias parados, devido à quantidade de músculos que tem. Logo, a redução do metabolismo está diretamente ligada à perda de massa muscular. Com a vida sedentária e confortável que temos hoje onde a maioria das pessoas passa seu dia sentado, usa elevador ao invés de escada e caminha muito pouco, essa perda de massa começa em torno dos 20 anos de idade e a demanda calórica diminui. "Precisamos nos cuidar através de exercicios e alimentação saudável para manter o metabolismo em alta", recomenda Caroline. 

Já o professor Fernando alerta que você não precisa se tornar um fisiculturista para conseguir queimar calorias em repouso. "Pense nesses atletas como carros de Fórmula 1, que chegam a 300 km/h, mas não tem capota, ré, nem freio de mão. Você não precisa disso. Tem, porém, que encontrar uma maneira saudável de não perder sua massa muscular. Musculação e fisiculturismo são coisas totalmente diferentes e a primeira é uma ótima saída para manter seu corpo em ótimo estado, sem necessariamente ficar 'sarado'". 

7 - Se eu não comer, emagreço 
Óbvio que sim, mas já fique pronto para o efeito sanfona. "O corpo trabalha na base da lei da sobrevivência. Você começa a perder peso se parar de se alimentar, depois seu organismo se adapta para armazenar energia", diz Caroline. "Perder peso é diferente de perder gordura" afirma Fernando. Isso porque para a gordura ser metabolizada em forma de energia é preciso que dentro do nosso corpo exista uma substância chamada oxaloacetato, que é proveniente justamente do processamento interno do carboidrato. Assim, pequenas quantidades de carboidrato acabam provocando pouca quantidade de oxaloacetato e a gordura não é queimada. "O cérebro não achando glicose, vai buscá-la na proteína e com isso se perde massa muscular. Consequentemente a quantidade de calorias que o corpo pede em repouso reduz e assim por diante", complementa o professor. 

8 - Suplementos alimentares e remédios aceleram o metabolismo 
Suplementos alimentares são, como o próprio nome diz, complementos a refeições. Ou seja, você substitui um por outro. No caso do pessoal que pega pesado na musculação, acabam sendo uma mão na roda para reabastacer o corpo. Existe, porém um motivo grave para se utilizar suplementos por aqui. No Brasil, a agricultura trabalha com o péssimo método das queimadas, que destrói os nutrientes do solo e consequentemente muito pouco é passado para frutas e verduras. Nesse caso os suplementos acabam dando ao corpo as substãncias que necessita para um bom funcionamento e que muitas vezes não são fornecidos graças a baixa qualidade do alimento. Já no caso dos remédios para emagrecer, o grande problema são os efeitos colaterais já que afetam o humor, causam irritação e insônia e em muitos casos, ao parar de tomá-los, o apetite volta com força total. O melhor mesmo é aprender a fechar a boca e regular o que come. 

9 - Beber muita água acelera o emagrecimento 
"Na verdade a água pode disfarçar a fome por um momento. Como não tem energia porém, você não consegue sobreviver só com água", afirma Caroline. Tomar água tem duas funções para quem quer uma silhueta melhor: a primeira é substituir refrigerantes, sucos, bebidas alcóolicas etc nas refeições já que não possui nenhuma caloria. A segunda é manter seu metabolismo saudável. Uma moça de 50 kg necessita em média de dois litros de água por dia. Um cara de 100kg demanda o dobro. "O rim tem um trabalho a fazer que é excretar uréia, creatinina e ácido urico e ele vai fazer isso de qualquer maneira. Se tiver que trabalhar com poucos fluidos, ele vai poupar esses líquidos. Vai reter. A pessoa quando começa a tomar mais água, faz com que o rim passe a excretar mais e ela perde líquido retido. Isso se reflete em uma perda de peso, mas não de gordura", explica Fernando Marques. 

10 - Existe fórmula mágica para emagrecer 
Não. Existe bom senso e individualidade. Fernando Marques, em um de seus cursos afirma que quando se fala simplesmente em emagrecimento, o balanço calórico negativo (gastar mais calorias do que consumir) é a primeira variável a ser observada e o resto é confusão. Quando o assunto porém é perda de gordura corporal e aumento de massa muscular, atividade física e reações endócrinas causadas por tudo aquilo que se come devem ser observados. Não distante disso, Caroline Capitani dá a sua fórmula: "a receita infalivel é entender que cada um tem um metabolismo e um biotipo diferente. Devemos lidar com nosso corpo e cuidar com uma dieta equilibrada, com pouca gordura e bastante alimento integral, frutas e verduras. Comer várias vezes em pequenas quantidades e associar a um exercicio adequado!"