Tratamentos para a paralisia facial


A paralisia facial é o acometimento total ou parcial dos músculos de um lado da face (hemiface). Este tipo de paralisia tem causas, características, formas de aparecimento e tempo de recuperação completamente diferentes.

Geralmente unilateral, a paralisia facial é uma ausência ou uma diminuição importante dos movimentos faciais, causada por uma lesão do nervo facial, que é o nervo do corpo mais freqüentemente paralisado.




Quais são as causas?




Algumas das causas da paralisia facial são:

Trauma - acidentes, batidas no lado da cabeça ou face.

Tumores - tanto benigno (neuroma acústico) quanto maligno (tumor cerebral)

Congênito - presente ao nascimento

Infeccioso - Paralisia de Bell, Síndrome de Ramsay Hunt (Herpes Zoster)





Quais são os sintomas?




Alguns dos sintomas iniciais podem incluir:

Sensação de dormência ou fraqueza;

Sensação de pressão ou inchaço do lado afetado;

Mudanças no paladar;

Intolerância a barulhos;

Olho ressecado ou lágrimas em excesso;

Dor ao redor ou no próprio ouvido;

Dificuldades para mastigar;

Dores de cabeça;

Vertigem.




Como diagnosticar?




Alguns testes podem ser utilizados para auxiliar o diagnóstico e o tratamento do paciente. Esses testes podem incluir:

Eletroneurografia (ENOG);

Audiometria;

Tomografia computadorizada;

Ressonância magnética com contraste;

Exames de sangue para verificar se a causa está ligada a varicela zoster ou herpes simples.


Como tratar?




Os cuidados prestados à pessoa acometida pela paralisia facial são oferecidos por meio de diferentes formas de tratamento:





Clínico: Avaliação médica, exames e medicamentos.




Cirúrgico: (Intervenção cirúrgica) quando necessário será indicada pelo médico.

Terapia miofacial: A reeducação das faces paralisadas é importante em todas as etapas da paralisia facial. Nos casos pós-cirúrgicos, como a descompressão do nervo, retirada de tumores, etc, a terapia miofacial deve começar o mais precocemente possível, depois do paciente ter tido alta do médico cirurgião.

A terapia miofacial prepara os músculos, não deixando que aconteça a atrofia muscular, estimula a vascularização periférica que ajuda nas trocas de nutrientes e orienta, por meio de exercícios, a recuperação dos movimentos da face.

A reabilitação é lenta e minunciosa, em função das patologias e dos testes musculares. Por isso, não tenha pressa em se recuperar. O importante é que a reabilitação seja feita adequadamente, com paciência, perseverança e atenção.

Benefícios da hidroginástica para a Terceira Idade


Informações sobre Hidroginástica:

Hidroginástica é um exercício aeróbico praticado em meio aquático. A Hidroginástica melhora a capacidade aeróbia, a resistência cardiorespiratória, a resistência e a força muscular, a flexibilidade, além de queimar muitas calorias – em média 400 Calorias em 1 hora.

Vantagens da Hidroginástic

1° Menor impacto nas articulações;
2° Maior esfôrço nos movimentos;
3° Sensação de conforto causada pela água.

A Hidroginástica é indicada como atividade física, pura e simples, e também indicada para aqueles que dela realmente precisam incluindo os portadores de problemas de saúde, os mais diversos.

As vantagens da prática da hidroginástica são inúmeras, desde que praticada com uma frequência regular.

Os cinco componentes do condicionamento físico, treináveis também na água são:

Aeróbico:Melhora capacidade cárdio pulmonar
Resistência: Aumenta a capacidade de permanecer mais tempo em atividade.
Flexibilidade:Capacidade das articulações de se moverem normalmente.
Força muscular: Aumenta a capacidade de força, para levantar e deslocar objetos.
Composião Corporal: Relação entre massa magra e gordura.

Atualmente existem muitas variações da Hidroginástica, como ritmos, intensidades diferentes e adaptações de outras atividades indoor para a piscina, como o jump – hidrosjump, o spinning -hidrobike ou ciclismo aquático, o triatlhon – com o circuito de bicicleta, jump e hidroginástica, entre muitas outras modalidades que podem utiizar a água e seus efeitos sobre o impacto de atividades esportivas.

Antes de iniciar os exercício é recomendável fazer uma avaliação médica.


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Reflexologia nos pés e sua energia


A reflexologia baseia-se no principio de que existem áreas, ou pontos reflexos nos pés e nas mãos que correspondem a cada orgão, glândula e estrutura no corpo. Ao trabalhar nesses reflexos, reduzimos a tensão em todo o corpo. A energia está sempre fluindo atraves de canais ou zonas no corpo, que terminam formando os pontos reflexos nos pés e mãos.

Quando esse fluxo de energia flui desimpedido, permanecemos saudáveis, e quando está bloqueado por tensão ou congestão, ocorre a doença.. Mediante o tratamento dos reflexos, os bloqueios são desfeitos, e a harmonia é restaurada a todos os sistemas. Tratando um pé de cada vez, trabalhamos nos reflexos da sola, os lados e peito do pé, usando as tecnicas digitais apropriadas.


O principal benefício da reflexologia é o relaxamento. Ao reduzir a tensão, tambem melhora a irrigação sanguinea, faz aflorar um funcionamento nervoso desimpedido, restabelece a harmonia entre todas as funções do corpo e combate o seu estresse.
Como os pés representam um microcosmo
do corpo, todos os órgãos, glândulas e outras partes do corpo estão dispostos em arranjo similar nos pés.


A representação microcósmica de partes do corpo em diferentes áreas do organismo também se manifesta na íris do olho, na orelha e nas mãos.

Todavia, as zonas reflexas dos pés são mais fáceis de localizar porque cobrem uma área maior e são mais específicas, tornando mais fácil trabalhar com elas.

A pressão é aplicada nas áreas reflexas com os dedos das mãos e usando técnicas específicas, provocando mudanças fisiológicas no corpo, na medida em que o próprio potencial de cura do organismo é estimulado. Dessa maneira, os pés podem desempenhar um papel importante para conquistar e manter uma saúde melhor.


A técnica do tratamento reflexológico é simples, não requerendo anos de treinamento para ser aplicada eficazmente. Nesta forma de terapia, útil no tratamento de doenças e eficaz para manter a saúde e prevenir o aparecimento de doenças, é muito importante o relacionamento entre o terapeuta e o beneficiário no processo de cura.
O terapeuta actua como um mediador para activar o potencial de cura do paciente.

Artigos sobre coluna vertebral


coluna vertebral é formada por várias vértebras que são ligada por articulações que são os discos intervertebrais.
Esses discos são constituídos de material fibroso e gelatinoso que desempenham a função de amortecedores e dão mobilidade para nos locomover, correr ou mesmo quando saltamos. Ele é formado do núcleo pulposo e do ânulo fibroso.
A coluna vertebral, serve de apoio para outras partes do esqueleto.
Cada vértebra possui basicamente um corpo, um grande forame (forame vertebral) e um processo espinhoso, um prolongamento delgado da vértebra. Como as vértebras sobrepõe-se umas as outras, seus forames vertebrais formam o canal vertebral.

O canal vertebral segue as diferentes curvaturas da coluna;como na ilustração ao lado;ele é largo e triangular nas partes em que a coluna possui mais liberdade de movimento, como nas regiões lombar e cervical; e é pequeno e arredondado na região torácica, onde os movimentos são mais limitados. Neste canal fica abrigada a nossa medula espinhal e por esse motivo ela está protegida.
Quando a coluna vertebral é observada lateralmente, vê-se pequenas aberturas laterais, estas são os forames intervertebrais. Eles são importantes para permitir que os nervos (sistema nervoso periférico) se comuniquem com a medula espinhal (que faz parte do sistema nervos central).
Quando é vista de frente a coluna vertebral é reta, e quando vista de lado forma quatro curvaturas, duas delas com a concavidade virada para trás (lordoses) e duas delas com a concavidade virada para a frente (cifoses). Temos assim a lordose cervical (localizada no pescoço), a cifose torácica (ao nível das costelas), a lordose lombar (ao nível do abdómen) e por fim a cifose sacrococcígea, ao nível do sacro e do cóccix.
As cifoses são curvaturas primárias e são desenvolvidas durante o período embrionário, as lordoses são chamadas de curvaturas secundárias pois são desenvolvidas conforme se assume a postura ereta.
O aumento dessas curvaturas representam quadros patológicos. Sendo: Hiperlordose, cervical ou lombar; hipercifose torácica.
A região cervical é constituída por sete vértebras localizadas no pescoço. A primeira vértebra se chama Atlas e se articula com o crânio possibilitando flexão e extensão da cabeça sobre a coluna vertebral cervical, bem como suportando seu peso. O Axis é a segunda vértebra cervical e apresenta uma apófise (saliência)na sua região anterior que se projeta para cima, penetrando o plano horizontal do canal vertebral da primeira vértebra, articulando-se com a parte posterior de seu anel anterior. O Atlas não tem um corpo vertebral como a maioria das demais vértebras.
A região torácica é constituída de doze vértebras que também servem para a inserção das costelas.


A região lombar é constituída por cinco vértebras maiores e é esta região que suporta todo o peso do tronco, dos membros superiores, do pescoço e da cabeça quando estamos na posição sentada ou em pé. Na região da coluna vertebral lombar na altura entre a primeira e a segunda vértebra ( L1 e L2 ) termina a medula nervosa espinhal dentro do canal vertebral em uma formação conhecida como cone medular. A partir do cone parte um aglomerado de raízes nervosas conhecido como cauda equina. Em pares, as raízes nervosas espinhais estendem-se até a parte lateral do canal vertebral, sendo uma raiz de cada lado, saindo pelo foramen lateral.boom como a coluna vertebral é formada

Abaixo da região lombar, sendo parte da bacia, a região sacrococcígea é composta pelo osso sacro que é resultado da fusão de cinco vértebras. Um de cada lado, este conjunto se articula com os ossos ilíacos do quadril, que se articula com os fêmures.
O osso cóccix é formado pela fusão das últimas quatro vértebras.

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Conceito de reflexologia e passo a passo


A reflexologia é uma massagem aplicada desde a Antiguidade. Não se sabe ao certo suas origens, mas acredita-se que teria nascido na China há mais de cinco mil anos. Esta terapia tem forte ligação com a acupuntura: ambas se baseiam no mesmo princípio de energização dos meridianos, que são linhas que das mãos e dos pés que estão associadas a outros órgãos. Porém, enquanto na acupuntura são utilizadas agulhas, a reflexologia é feita com as mãos. A massagem é feita mais freqüentemente nos pés, embora possa ser feita nas mãos e orelhas, regiões do corpo em que existem pontos que refletem todos os órgãos do nosso corpo.

Além de relaxar, a reflexologia ajuda a aliviar dores musculares, de cabeça, cólicas menstruais, problemas digestivos e até auxilia no tratamento de depressão e ansiedade.

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Fisioterapia na coluna


A área de traumato-ortopedia é a área mais famosa tanto para pacientes quanto para profissionais.

Essa área é uma das principais áreas de atuação do fisioterapeuta> portanto saber testes ortopédicos, tratamentos eficientes das principais patologias é essencial para o fisioterapeuta. Ter conteúdo atualizado para estudar e tirar dúvidas é importante.

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Exercícios cinco vezes na semana


Sentimos informar: aquela história de que fazer atividade física três vezes por semana já seria o suficiente para blindar a saúde e moldar o corpo acaba de cair por terra. A ordem agora é incluir na rotina de exercícios mais dois dias de ginástica. Calma, você não precisa ficar sócio do clube dos malhadores pesados, mas apenas acrescentar uma hora semanal de caminhada ou corrida, com intensidade moderada, ao seu programa de treinos. A sugestão vem de duas instituições médicas que, de certa maneira, governam as recomendações do gênero mundo afora a American Heart Association (AHA) e a American College of Sports Medicine (ACSM) (veja o complemento desta matéria "Qual é o seu ritmo?").

E, cá entre nós, a proposta vem em boa hora, a julgar por dados estatísticos divulgados pelo Instituto Datafolha. Segundo eles, 49% dos brasileiros não praticam absolutamente nenhuma modalidade esportiva. Levando-se em conta os novíssimos parâmetros, só 3% da nossa população faz atividade física cinco vezes semanais. Ou seja, temos muito ainda o que suar...
Os últimos índices adotados para o controle do diabete e das doenças cardiovasculares é que colocaram em xeque, em diversos estudos recentes, a velha rotina de três dias de malhação. Ela parece não ser o bastante para que a taxa de glicemia se sustente em 100 ao longo de toda a vida esse agora é o valor saudável; antes era 110. Sem contar o colesterol, que hoje os médicos não querem que ultrapasse os 200 miligramas por decilitro de sangue. Para conseguir a proeza, é preciso se mexer cinco vezes por semana, sim.

Aliás, o coração é o principal alvo da indicação recém-propagada. Qualquer exercício aeróbico regular traz benefícios ao sistema cardiovascular, mas eles vão desaparecendo se a pessoa só se mexe de vez em quando, explica Nabil Ghorayeb, presidente do Grupo de Estudos de Cardiologia no Esporte da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Além dos bons efeitos para o peito, a atividade física feita com disciplina favorece os ossos, os músculos e o bem-estar. Cresce a produção de endorfinas, e isso minimiza a ansiedade e a depressão, garante o fisiologista Paulo Zogaib, da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp.

Para quem alega falta de tempo, a AHA e a ACSM propõem, no lugar dos cinco dias de exercícios moderados por meia hora, três dias por semana de ginástica puxada pra valer por 20 minutos. Só que aí é fundamental fazer avaliações médicas para evitar o risco de sobrecarregar o corpo, explica Luciene Ferreira Azevedo, diretora científica do Departamento de Educação Física e Esporte da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, a Socesp. Ou seja, concentrar a missão de cinco dias em três não é para qualquer um.

Motivação, como o próprio nome sugere, significa motivar para a ação. Sempre é possível encontrar uma razão forte para levar o mais renitente dos sedentários ou mesmo a preguiçosa legião de gente que se mexe eventualmente a fazer atividade física dia sim e outro também. Então, para que a velha desculpa da agenda lotada não deixe você 100% enferrujado, procure alternativas. Quem sabe não dá para ir e vir do trabalho de bicicleta ou até mesmo a pé desde que a caminhada tenha uma passada mais apertada? Subir as escadas do seu prédio em vez de usar o elevador também é melhor do que nada.

Considere ainda que um bom condicionamento cardiovascular vai repercutir de modo positivo até mesmo nos momentos de lazer. É o caso do boleiro de final de semana. Ele fará mais gols se, à custa de corridas curtas diárias, tiver melhorado sua capacidade respiratória. O esporte não beneficia só o coração, mas também as articulações, lembra Patrícia Helena Poggio Cortez Franulovic, educadora física da Fitcor, academia que fica no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. E quem vive sem dor vive melhor.

Contudo, o exercício pode ser uma faca de dois gumes. É preciso respeitar o corpo e se condicionar aos poucos. Uma pessoa que nem sequer caminha não pode começar com uma corrida puxada, comenta Ricardo Cury, professor do Grupo de Cirurgia do Joelho e Trauma Esportivo da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo. Muito menos cinco vezes por semana. Porque daí a ameaça de uma grande encrenca, seja ela muscular, óssea ou cardíaca, aumenta ainda mais se a atividade for intensa.


Fonre: Saude Abril

Terapias alternativas são questionadas


Matéria publicada neste domingo no Correio Braziliense traz o questionamento de psicólogos sobre os tratamentos chamados de alternativos. Para eles, terapias holísticas nem sempre têm acompanhamento adequado ou embasamento profissional. Leia a notícia e deixe sua opinião.

A ciência de um lado, o espírito do outro. As discussões entre o certo e o errado, o verdadeiro e o falso, o sim e o não também alcançam a psicologia. Enquanto as terapias alternativas se popularizam em torno de ideias como curas milagrosas e tratamentos complementares aos convencionais, médicos e psicólogos brasilienses denunciam a concorrência desleal, a mercantilização da profissão e os riscos à saúde. Entidades vinculadas às profissões regulamentadas e previstas em lei também reclamam de falta de ética e exercício ilegal da atividade.

A polêmica também virou tema de estudo acadêmico. O psicólogo Marcelo Nicaretta, doutorando em psicologia clínica pela Universidade de Brasília (UnB), desenvolve trabalho sobre a exploração de terapias alternativas — chamadas de holísticas e exemplificadas por terapias florais, corporais, cromoterapia, reiki e outras (leia quadro) — como mercado paralelo e charlatanismo. “Há um conjunto de pessoas que oferecem serviços de psicoterapia, mas sem treinamento para tanto. Estão vendendo serviços psicológicos, que exigem no mínimo cursos de especialização”, alertou Nicaretta.

O especialista não se posiciona contra os alternativos. Mas chama a atenção para os perigos de técnicas que não contam com regulamentação ou profissionais sem qualquer tipo de formação. “Só o psicoterapeuta sabe a diferença entre neurose e psicose. Isso é muito importante para a escolha de determinado método. Os médicos, por exemplo, são proibidos pelo Conselho Regional de Medicina de prescrever Florais de Bach. Mas os alternativos podem, pois não são submetidos a nenhum órgão fiscalizador”, destacou.

Os conselhos regionais de psicologia não incentivam os psicólogos a oferecer terapias estranhas à área original. Pelo contrário. Se têm diploma e registro profissional, podem ser acusados de antiéticos — caso se apresentem como tais sem os documentos básicos para a atividade, acabam enquadrados em exercício ilegal da profissão. “Os conselhos regionais da categoria só reconhecem terapias com base científica determinada. É dever do profissional da área usar métodos comprovados e claros”, explicou a presidente do Conselho Regional de Psicologia da 1ª Região (Distrito Federal), Marisa Monteiro Borges.

Os direitos e os deveres do psicólogo estão previstos em lei de 1962. Desde então, as técnicas holísticas se popularizam a ponto de diversas delas se firmarem no mercado terapêutico — qualquer uma delas pode ser encontrada em jornais e revistas com as mais variadas denominações. Mas, segundo Marisa, deve-se ficar atento aos perigos dos tratamentos alternativos. “O grande problema é que algumas técnicas podem se mostrar desastrosas e com consequências graves para a cabeça dos pacientes. E, às vezes, quem tem de resolvê-las é um psicólogo”, avaliou.

Demora fatal
Especialistas dizem que não são raros os casos em que pacientes desperdiçam tempo em busca de tratamentos ditos inovadores e sem base científica. São homens e mulheres que se lançam na crença de curas milagrosas sem mesmo ter certeza do que o corpo precisa para deter o avanço de uma doença. Entre cores, cristais e essências florais, podem perder a chance de descobrir o tipo da doença logo no início e, assim, deixar de combatê-la por meio da medicina convencional. Para alguns, o resultado da procura por métodos alternativos pode ser fatal.

Os parentes de um empresário de Brasília desconfiam que a demora em tentar descobrir um problema de saúde contribuiu para a morte dele. O drama familiar começou depois que ele passou a sentir dores constantes nas costas. Tinha 63 anos. Apesar do incômodo, que também se refletia nos membros inferiores, optou por não procurar ajuda médica. Começou tratamentos por conta própria. Fez terapia corporal, massagens e acupuntura ao longo de um ano. As intervenções funcionaram como paliativo, mas as dores nunca cessaram por completo.

O empresário, então, se consultou com um ortopedista. Acabou encaminhado para um exame de ressonância magnética. Descobriu que o problema não era na coluna — e, sim, no coração. Precisou de cirurgia. Ficou um ano e três meses no hospital. Mas morreu no ano passado, aos 65 anos, por conta de complicações no órgão doente. “Acho hoje que, se tivesse procurado um médico desde cedo, talvez ele estivesse vivo e com o problema resolvido”, arriscou a mulher dele, uma administradora de empresa de 59 anos.

Sindicato recomenda certificação
As técnicas e os métodos das terapias não convencionais são usados sem legislação que os regulamente. Mas o Ministério do Trabalho reconhece o Sindicato dos Terapeutas (Sinte) como o único representante nacional de tais atividades. O órgão, com sede em São Paulo, recomenda que os profissionais da área se credenciem e tenham certificados dos cursos oferecidos — nenhum deles existe no ensino superior. Levantamento feito pela entidade aponta 150 mil terapeutas holísticos, com cerca de um terço detentor da Carteira de Terapeuta Holístico Credenciado (CRT).

Por e-mail, a assessoria do Sinte informou que “o termo ‘alternativo’ é pejorativo, passando a ideia de que se trata de uma segunda opção, de um paliativo. O mesmo podemos dizer da expressão ‘complementar’, que, apesar de não ser ofensivo, não corresponde à verdade, já que nossa atividade independe das demais, não sendo parte de nossa proposta ser um complemento de outra”. Admite-se apenas o uso do termo terapia holística, que significa equilíbrio ou harmonia na totalidade”.

“Cada caso é considerado único e deve-se dispor dos mais variados métodos para possibilitar a opção pelos quais o cliente tenha afinidade”, acrescentou.

O terapeuta holístico também “não fala de doenças nem pede exames, pois a avaliação é realizada pelo paradigma energético”. Os produtos recomendados devem ser naturais e isentos de receita médica. Esse mercado movimenta R$ 6,3 bilhões por ano.

A Associação de Mestres Terapeutas Reikis do Distrito Federal representa as terapias holísticas na capital do país. Ivone Duarte, membro da entidade, também defendeu que a categoria deve fazer cursos específicos e de corpo presente. Para a entidade, porém, não há perigo para o paciente caso o responsável por um determinado atendimento não tenha adquirido formalmente o conhecimento. “Mesmo que a pessoa não seja iniciada, não há risco. Afinal, não se mexe no corpo físico. Apesar disso, acredito em curas milagrosas”, afirmou Ivone, que fala pela associação na ausência do presidente.

O Correio conversou ainda com uma psicóloga que trabalha com Florais de Bach. Por ser impedida de exercer a atividade pelo Conselho Regional de Psicologia, preferiu manter-se no anonimato. Segundo ela, muitos colegas fazem o mesmo. “A categoria deveria ser menos egoísta e se informar melhor. Os florais são complementares e não substituem os tratamentos convencionais, se necessários”, disse. (GG)

Dor no quadril e a prática desportiva



A dor no quadril é um problema comum em consultórios de médicos do esporte. É importante para o atleta algum conhecimento a cerca de patologias nesta região. Os médicos certamente o indagarão sobre alguns aspectos de história clínica, farão exames físicos apropriados e solicitarão alguns exames de imagem e/ou testes laboratoriais.
          Em alguns casos o diagnóstico pode ser definido rapidamente, outros porém, necessitariam de acompanhamento, repouso, medicação e fisioterapia. Em alguns casos, mais raramente existe a necessidade de uma artroscopia para diagnóstico.


HISTÓRIA

        Quando o atleta tem dor no quadril é fundamental determinar o local, a frequencia, fatores de melhora ou piora. Aqueles que tiveram dores agudas precisam ser diferenciados daqueles que já veem com um longo tempo de dor. O local da dor é fundamental para saber se o problema é intra ou extra articular. Em geral dores intraarticulares teêm irradiação para o joelho. Dor na coxa, nas nádegas e abaixo do joelho são mais sugestivas de problemas na coluna.
       O atleta deverá informar se já teve problemas antes, a pouco tempo ou na infância, se já realizou qualquer procedimento cirúrgico ou se tem ou teve qualquer doença sistêmica. O consumo de bebidas alcoólicas também deve ser investigado. (A necrose avascular do quadril é causada entre outras causas pelo consumo excessivo de álcool).
         O tipo de esforço no dia a dia ou no esporte praticado deve também ser analisado.

 

EXAME FÍSICO

      O exame físico deve começar analisando a temperatura e os sinais vitais. Embora infecções sejam raras em adultos; pacientes com febre e dor no quadril podem ter pioartrite. Outras causas de desconforto no quadril envolvem abcesso no psoas (um dos músculos do quadril), prostatite, doença inflamatória pélvica, infecção trato urinário.
        A análise da marcha é um passo importante. Alterações podem sugerir problemas intra articular ou mesmo extra articular. A obliquidade pélvica sugerem discrepância em membros inferiores ou escoliose, que podem dar dor no quadril.
     A análise da coluna baixa para se observar a amplitude de movimento, exame motor e sensitivo e reflexos das extremidades inferiores podem descartar problemas como discopatias que poderiam irradiar para o quadril. O próprio posicionamento do quadril pode indicar alguns problemas. Ele fletido, abduzido e rodado externamente pode sugerir sinovites. O teste de Trendelenburg pode ser usado para avaliar a deficiência ou dor na musculatura abdutora. Consiste em colocar o atleta em pé com elevação do joelho e quadril contra lateral. Os atletas com músculos abdutores normais manterão-se em pé, os com doença não suportarão o peso do corpo pela instabilidade.
         O exame continua com palpação das estruturas ósseas, amplitude de movimento e testes provocativos. Dor no trocanter maior pode indicar bursite trocantérica. Pacientes com doenças intra articulares deverão ter amplitude diminuida. Testes provocativos incluem movimentação do quadril de várias formas diferentes, a positividade é com dor ou estalido.
      Para a avaliação completa deve-se examinar a virilha. Pesquisa-se hérnias inguinais ou femorais. Osteíte pubiana, pubalgia do atleta, tendinite dos adutores podem produzir dor na virilha e mimetizar dores no quadril.
         Outros quadros não ortopédicos como doença pélvica inflamatória, problenas renais ou urológicos, aneurismas femorais devem ser descartados.

 

EXAMES LABORATORIAIS

       Os exames laboratoriais tem pouca importancia na avaliação da dor no quadril. Um hemograma completo, VHS ou proteina C reativa podem ser utilizados na suspeita de infecções. Para pacientes com possíveis artrites ou espondiloartropatias, fator reumatóide e antigeno B27 podem ser solicitados.

 

EXAMES DE IMAGEM

        Radiografias simples são fundamentais na ajuda da pesquisa do diagnóstico. Uma visão antero posterior da bacia pode dar informações como presença ou não de doenças degenerativas ( artrose é a mais frequente) ou displásicas (alterações na forma, ou da cabeça femoral, ou do acetábulo).
           A ultrassonografia é utilizada principalmente para alterações extra articulares.
           A cintilografia tem sua importância para a detecção de doenças degenerativas ou tumorais.
           A tomografia computadorizada pode detectar anormalidades porém nos dá poucas informações quanto a partes moles.
         A ressonância nuclear magnética do quadril é útil para avaliar tecidos moles e alterações degenerativas na cartilagem. É importante também para avaliar os graus de necrose avascular. O uso de contraste pode favorecer a detecção de lesões labrais, mas ainda apresentam elevados índices de falsos positivos.

 

ARTROSCOPIA DO QUADRIL
        Em alguns pacientes o diagnóstico com o artroscópio pode ser necessário, principalmente se houver uma suspeita de lesão labral ou alterações na cartilagem ou corpo livre numa avaliação inicial.

 

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

         Cerca de 2,5% das lesões relacionadas a esporte acontece no quadril e o número aumenta para 5 a 9% em atletas adolescentes. Corredores e jogadores de futebol são mais propensos a lesão no quadril e virilha quando comparados a atletas de outros esportes.
           Lesões traumáticas ou por sobrecarga podem apresentar-se como problemas musculares, nas bursas, nos tendões ou ligamentos, contusões e entorses.
           Na parte óssea as lesões incluem as lesões de fise ou apófise em crianças, fraturas, luxações, subluxações, fraturas de stress, infecções e avulsões, nos adultos. Os atletas com dores não traumática devem ser investigados para doenças reumáticas, como artrite reumatóide, artrite juvenil, espondilite anquilosante, tumores e doenças metabólicas do osso. Dores persistentes no quadril podem ser de origem intra articular como por exemplo necrose avascular, osteoartrose, corpos livres, lesões labrais ou pioartrite.
          Lesões compressivas de nervos periféricos também podem ocorrer. Os mais comuns, apesar de raros são no trajeto do ilioinguinal, genitofemoral e do nervo cutâneo lateral da coxa.

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Soluções rápidas para caimbras



Em seres humanos, comumente é observado o espasmo muscular localizado. O mecanismo deste fenômeno não foi satisfatoriamente elucidado nem mesmo em animais experimentais, mas sabe-se que estímulos dolorosos entrando na medula espinhal (que controla as funções sensitiva e motora) podem causar espasmo reflexo de músculos localizados. Vejamos agora alguns tópicos sobre um tipo de espasmo muscular, conhecido por muitos como cãibra ou câimbras.

O que é a cãibra

A cãibra é uma contração espasmódica (espasmo muscular que acontece involuntariamente) dos músculos. É uma contração súbita, de curta duração e, geralmente, dolorosa de um músculo ou de um grupo muscular. As cãibras são comuns nos indivíduos saudáveis, especialmente após um exercício extenuante.

Possíveis causas da cãibra

Alguns autores definem a cãibra como sendo uma contração involuntária do músculo, geralmente causada pela falta de alongamento e/ou de água e de potássio. Porém sabe-se que qualquer fator irritativo local, ou anormalidade metabólica de um músculo – como o frio intenso, a falta de fluxo sanguíneo no músculo ou a exercício excessivo do mesmo – pode provocar dor ou outros tipos de impulsos sensoriais que são transmitidos do músculo para a medula espinhal, causando assim contração reflexa do músculo.

A literatura aponta várias causas para o surgimento da cãibra, porém não há nada comprovado cientificamente. Entretanto o principal fator parece ser o cansaço muscular (fadiga) em indivíduos mal preparados fisicamente e que se submetem a esforço físico exagerado. Outro fator é o calor associado à sudorese abundante com perda de cloreto de sódio (encontrado no sal de cozinha). As cãibras podem ser causadas por uma circulação inadequada aos músculos, gerando assim uma isquemia local (falta de suprimento de sangue para um determinado grupo muscular).

As causas mais comuns são a perda de água e sal no organismo através de suor excessivo, conhecido como induzidas pelo calor. Diminuição de cálcio no sangue determinada por diversas doenças, entre as quais, distúrbios das glândulas supra-renais, fadiga muscular, posições incômodas de pernas e braços.

Comumente, as cãibras são inofensivas e não exigem tratamento. Porém, se a câimbra aparece esporadicamente durante exercícios muito intensos, provavelmente trata-se da chamada "cãibra do esportista", que pode ser causada por excesso de ácido láctico (ainda contraditório), ou fadiga aguda das fibras musculares. Mas as câimbras muito freqüentes merecem uma cuidadosa investigação médica. Elas podem ser de origem vascular (por uma isquemia local), neuromuscular (por uma miopatia alcoólica) ou de origem metabólica (intoxicação por cafeína, hipoglicemias, intoxicação por colchicina, etc).

As razões pelas quais sentimos cãibras ainda não são muito claras para a medicina. Sabe-se, porém, que elas estão relacionadas com a diminuição, em nosso organismo, dos níveis de minerais como cálcio e magnésio. Por isso, doenças do sistema motor ou infecciosas, como o tétano -- que fazem o doente suar intensamente, a ponto de provocar a desidratação, isto é, a perda de grande quantidade de minerais através do suor, costumam provocar câimbras. As cãibras ocorrem, geralmente, durante a noite, após um dia de intensa atividade física. Mas elas podem acontecer também durante o dia, no meio de uma atividade física ou em momentos de relaxamento.

Apesar de existirem muitas causas para cãibras musculares, grandes perdas de sódio e líquidos costumam ser fatores essenciais que predispõem atletas a cãibras musculares. O sódio é um mineral importante na iniciação dos sinais dos nervos e ações que levam ao movimento nos músculos. Por isso, um déficit desse elemento e de líquidos pode tornar os músculos sensíveis. Sob tais condições, uma leve tensão e um movimento subseqüente podem fazer o músculo se contrair e se contorcer incontrolavelmente.

Prevenção

Como prevenção, procure sempre se alongar antes de começar qualquer exercício, hidratar-se e ingerir alimentos ricos em potássio, como banana e tomate. Procure alimentar-se com muitas frutas e legumes que contêm minerais.

Normalmente, as cãibras podem ser prevenidas evitando a realização de exercícios após uma refeição (para não gerar isquemia) e realizando alongamento antes do exercício e antes de dormir.

É recomendado por alguns especialistas que se adicione sal de cozinha à dieta (devido ao cloreto de sódio). Essa adição de sódio reduz ocorrências subseqüentes de cãibras. Porém é necessário ter cuidado com a quantidade de sal ingerida, devido ao risco de hipertensão arterial, uma vez que o sal induz a elevação da pressão.

Consumir bebidas esportivas que contêm uma quantidade adequada de sódio também é uma maneira sutil de repor o sódio. Em estudos, sempre que um indivíduo sentia cãibras durante um exercício extenuante, ele tomava uma bebida esportiva com cloreto de sódio. Daí então, as cãibras pararam.

Previna as cãibras antes que elas comecem, seguindo as seguintes recomendações:

1. Beba muito líquido para ficar hidratado durante o exercício;

2. Reponha níveis de sódio durante os intervalos de exercícios "pesados", e "intensos", e com transpiração abundante, com uma bebida esportiva/isotônico; ou mesmo água, se o exercício não for tão intenso;

3. Assegure uma recuperação nutricional adequada (particularmente para o sal, mas tome cuidado) e descanse os músculos após um treino intenso.

Tratamento

Já o tratamento seria colocar bolsa de água quente para melhorar o fluxo de sangue para os músculos, tomar água gelada por permitir maior absorção, ou seja, a água gelada é mais rapidamente absorvida em relação à água quente e, alongamentos, lentos e gradativos, nos músculos afetados, sem forçar muito (alongue até o limite de tensão do músculo, sem forçar).

Soluções rápidas para cãibras:

Quando as cãibras aparecerem durante um exercício ou competição, tome as seguintes medidas:

1. Alongar. Como as cãibras são normalmente relacionadas à mudança na capacidade de peso, alongamento e exercícios sem peso são tratamentos efetivos.

2. Massageie a área. Esfregar o músculo afetado pode ajudar a aliviar a dor e também auxilia no estímulo à corrente sangüínea e ao movimento de líquidos na área.

3. Estimule a recuperação. Descanso e reidratação adequada com líquidos que contenham eletrólitos, particularmente sódio, irão rapidamente trazer melhora.

Lesões e prevenção em esporte de aventura



Uma das coisas mais importantes para se viver uma atividade "outdoor" é evitar lesões. Dependendo do local, o socorro e os primeiros socorros podem demorar um pouco a chegar, por isso a prevenção é o melhor remédio.

 

Quando um atleta vai praticar uma atividade "outdoor" é importante que ele esteja familiarizado com o local da competição, onde ele poderá encontrar possíveis armadilhas. A alimentação, a hidratação,  o aquecimento prévio e pós competição são alguns elementos que o ajudarão a prevenir lesões durante o esforço físico.

 

Durante a prática esportiva, não basta apenas um corpo saudável. É fundamental ter uma atitude saudável, respeitando os procedimentos de segurança, o meio ambiente, os outros e a sua própria vida. Mesmo pessoas experientes, acostumadas à atividades de aventura, devem respeitar todas as regras com a máxima atenção, para não correrem riscos desnecessários .

 

AQUECIMENTO E ALONGAMENTO

 

Como foi dito anteriormente, o aquecimento prévio e o alongamento ajudarão o atleta a prevenir lesões, mas sei e vejo em minha prática clínica, que isto não é muitas vezes levado a sério e muitos atletas não o fazem.

 

Nunca devemos deixar na posição de alongamento por mais que 30 a 35 segundos, pois a partir deste período, o músculo não terá mais o alongamento, e sim um relaxamento, relaxamento este impróprio aos atletas. Através do alongamento pode-se obter uma melhora na resistência muscular e na mobilidade das articulações, assim como também estimular a coordenação e o equilíbrio. A flexibilidade é de suma importância para um melhor desempenho. Todo exercício de alongamento melhora a flexibilidade. Alongar-se, portanto, é de fundamental importância para a diminuição da rigidez e o encurtamento muscular, condições essas limitantes dos movimentos.

 

Quando feitos de maneira adequada, os alongamentos trazem os seguintes benefícios:

 

-reduzem as tensões musculares;

-relaxam o corpo;

-proporcionam maior consciência corporal;

-deixam os movimentos mais soltos e leves;

-previnem as lesões;

-preparam o corpo para as atividades físicas;

-ativam a circulação.
 
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Como deve ser feito?

 

A respiração é fundamental: quando se respira fundo aumenta-se o relaxamento muscular. É a respiração que dá o ritmo ao exercício e por isso deve ser lenta e profunda.

 

Deve-se respeitar os seus limites. Forçar o alongamento pode causar lesões nos músculos e tendões. Não se preocupe em alongar até ao limite. Aos poucos você vai ganhar flexibilidade.

 

Regularidade e relaxamento são ingredientes obrigatórios para um bom alongamento. Os alongamentos conseguem esse resultado por aumentarem a temperatura da musculatura e por produzirem pequenas distensões na camada de tecido conjuntivo que revestem os músculos.

 

  

CUIDADO COM OS PÉS:

 

Uma das lesões mais comuns durante a prática dos esportes de aventura é a torção. Entorse pode ser uma sobrecarga grave, estiramento ou laceração de tecidos moles como cápsula articular, ligamentos, tendões ou músculos. Porém esse termo é freqüentemente usado em referência especifica a lesão de um ligamento, recebendo a seguinte graduação : 

            - Grau I - ligamento preservado, dor leve ligamentar e edema local.

            - Grau II - frouxidão ligamentar, dor intensa, edema difuso + hematoma.

            - Grau III - ruptura ligamentar parcial ou total, provável fratura por avulsão, dor intensa, instabilidade, edema difuso e hematoma. O fatores que fazem com que o atleta tenha um entorse de tornozelo são: musculatura fraca, tênis inapropriado, ligamentos frouxos do tornozelo, dentre outros. Um outro problema que pode acarretar um empecilho no atleta são as bolhas nos pés, para que isso não ocorra mantenha sempre que possível um tênis confortável e se utilize de cremes hidratantes.
 

O atalho da hipnose


A terapia funciona como uma espécie de atalho para a resolução dos mais diversos males, sobretudo as dores crônicas e as doenças de fundo emocional


Quando se fala em hipnose, nossa mente logo produz uma série de cenas imaginárias e até mágicas. Pêndulos balançando, ambientes sombrios, pessoas com superpoderes, magos ou feiticeiras capazes de controlar aquele que se encontra do outro lado. Por tudo isso, há quem acredite que a técnica não passe de enganação, puro jogo teatral em que o hipnotizado fingiria emoções sugeridas pelo hipnólogo.

No entanto, a realidade é bastante diferente. É crescente o número de estudiosos que pesquisam os efeitos da hipnose e hoje está comprovado que os comandos de um profissional da área são capazes de ativar ou desativar certas áreas do nosso cérebro, sem que haja a perda da consciência. O fenômeno ocorre com os centros de atenção em plena atividade e a pessoa hipnotizada apresenta ondas cerebrais típicas de quem está acordado.

A hipnose funciona como uma espécie de atalho para a resolução dos mais diversos males, sobretudo as dores crônicas e as doenças de fundo emocional (problemas de pele, anorexia, bulimia, transtorno obsessivo compulsivo, gastrite, fibromialgia, enxaqueca e até a depressão). Além disso, auxilia pessoas com dificuldades de aprendizagem, indivíduos que sofrem de distúrbios sexuais, obesos e dependentes de drogas, cigarro e álcool.

Trata-se de uma arte em que o principal foco é a concentração. Provavelmente você não sabe, mas entra em estado hipnótico cerca de 12 vezes ao dia. Quer saber quando? Ao ficar divagando sobre uma canção que lhe tocou profundamente e a partir dela, visualizando situações, por exemplo. Ou quando, num piscar de olhos, chega no trabalho, sem se dar conta que dirigiu mais de meia hora e respeitou sinais de trânsito, como se estivesse no piloto automático.

Ou ainda enquanto lê essa matéria e esquece do restante do mundo, no intuito de absorver o máximo possível das informações aqui contidas. Os especialistas chamam esse estado de autohipnose, uma espécie de fenômeno natural.

Nesses casos, ou na hipnose induzida, a pessoa entra num estágio chamado de transe. "É uma condição ampliada da consciência. O paciente foca sua atenção em algo específico e amplifica os seus sentidos", afirma a médica Sofia Bauer, diretora do Instituto Milton Erickson de Florianópolis.

Assim, a hipnose funcionaria como uma janela para o inconsciente, aquilo que já vivemos e aprendemos, mas deixamos adormecer dentro de nós mesmas. Em transe, torna-se possível resgatar esses aprendizados passados, liberar mais facilmente as emoções reprimidas, buscar a origem de medos, ter imagens visuais e provocar fenômenos fisiológicos como aceleramento cardíaco ou até mesmo sensação de anestesia em determinadas partes do corpo.

Foram essas facilidades e artifícios que motivaram os conselhos federais de medicina, odontologia e psicologia a regulamentarem o uso da técnica e reconhecê-la como uma grande ferramenta para seus tratamentos.

O CÉREBRO A FAVOR DA SAÚDE
Herbert Benson, cardiologista americano da Universidade de Harvard, constatou por meio de pesquisas que 60% das consultas médicas poderiam ser evitadas se as pessoas usassem a sua capacidade mental para combater as tensões causadoras de males físicos. E é nesse sentido que a hipnose age, como fortalecedora e esclarecedora da mente.

Tudo o que é trabalhado durante as sessões se dá a partir de conceitos que o paciente já conhece. O hipnólogo Fábio Puentes explica que não é possível que o paciente passe a fazer coisas que não domina, fale do que não sabe ou tenha sensações que não conhece: "Trabalhamos sempre com associações. Para anestesiar, por exemplo, dizemos que o paciente se sentirá com o braço dormente como aquela vez que sentou-se em cima da mão e ela passou a formigar. Se ele se recordar disso, sentirá.

Programamos a mente com ajuda daquilo que já existe dentro da pessoa", afirma. Isso acontece, diz o especialista, porque o cérebro não consegue distinguir realidade de atenção concentrada e pode então ser "enganado".

Uma das aplicações da técnica é a dispensa das injeções anestésicas, que provocam tanto pavor nos pacientes. Partos e cirurgias já são feitos com o apoio da hipnose: "Em especial na área odontológica os resultados são excelentes, até para controlar medo do motorzinho", diz Puentes.


"Se você trata os sofrimentos mentais, resgata a energia psíquica que age na melhora da saúde"
Sofia Bauer

Durante o transe, as palavras ditas têm maior impacto sobre o indivíduo, que se encontra totalmente voltado para o problema em questão. O hipnólogo explica que há também uma diminuição do nosso senso crítico, facilitando assim a localização da fonte de nossos problemas, o controle da ansiedade e das fobias e principalmente a aceitação de novas sugestões, como mudanças de pensamento e hábitos que levarão a uma melhora da qualidade de vida.

No entanto, a pessoa hipnotizada permanece consciente e trabalha ativamente na sua recuperação. O profissional atua somente como um guia, um facilitador de direções: "O paciente não perde a consciência e continua dono de si. Ele não passa por cima de seus princípios, por exemplo", completa.

Além de aliviar as dores, Sofia acredita que a hipnose permite uma cura mais efetiva, já que age nos conflitos causadores das doenças: "Nosso objetivo não é apenas retirar o sintoma, mas sim ir até a sua causa e removê-lo de vez. Se você trata os sofrimentos mentais, resgata a energia psíquica que age na melhora da saúde. A doença é um sinalizador de que algo está errado e é geralmente conseqüência de conflitos internos mal trabalhados", afirma. Ela atribui ao transe a agilidade no tratamento: "Indo para dentro de si mesma, você pode encontrar as saídas para os seus problemas, seus recursos naturais e escondidos lá no fundo da mente". Na hipnoterapia, o tempo de tratamento dos transtornos psíquicos é bem mais curto do que na terapia convencional, que pode levar anos. A técnica mostra a sua eficácia em intervalos de uma sessão a alguns meses de trabalho.

Exercícios para hérnia de disco


Tratamentos e prevenção da asma


Como funciona o Reiki?


s sessões de Reiki são verdadeiras transfusões de energia para os centros de força (chákras), mas a quantidade e a qualidade da força que o paciente receberá durante uma sessão dependerá do que ele estiver precisando naquele momento



Certamente, se a doença for mais grave, serão necessárias mais aplicações ao longo do tratamento. Logo que os chákras coronário (no topo da cabeça), frontal (entre os olhos), laríngeo (na garganta) e cardíaco (no peito) são ativados, a energia passa a fluir livremente pelo organismo.

No caso de Maria Lúcia Araújo, o Reiki foi indispensável para prepará-la para uma cirurgia nos olhos, visando a retirada de um tumor e garantir uma rápida recuperação, contrariando todas as previsões médicas. Além de aplicar a técnica em si mesma, Lúcia contou com a ajuda de amigos, também terapeutas, que intensificaram as sessões um mês antes de a operação ser realizada.

Segundo Claudete, o procedimento é altamente transformador e, após o primeiro contato, a pessoa já não se sente mais a mesma. “Reiki é a energia divina. Por isso, é importante estar pronto para receber essa luz superior. Todos os cursos devem começar com uma iniciação: momento de preparação do aluno para se tornar o canal da energia ‘rei’. O iniciado passa por uma limpeza profunda, para que a conexão seja perfeita. Só assim poderá realizar as curas, com a correta imposição das mãos nos chákras correspondentes”, orienta.

Segundo Maria Lúcia, essa transformação acontece logo na iniciação em Reiki, mas se torna cada vez mais clara com a vivência da terapia, da cura em si mesmo e em outras pessoas, que causa, aos poucos, um alargamento de consciência, à medida que a prática se intensifica.

Por esse motivo, a técnica é dividida em níveis: no primeiro, a pessoa aprende a ativar a própria energia vital e também a dos outros (pessoas, plantas ou animais). Essa energia é despertada e será absorvida onde for necessária naquele instante. Ela pode atuar no corpo físico, na intuição, no intelecto ou até mesmo em emoções e sentimentos.

No segundo nível, a essência do Reiki é revelada. Os símbolos, considerados sagrados, que acabam com noções de tempo e distância, são aprendidos pelo praticante. Por essa razão, o recurso também pode ser aplicado em uma pessoa, ou qualquer outro objeto, que esteja longe do terapeuta. Nesse estágio, o foco da cura são as doenças mentais que repercutem nos corpos físico e etérico.

“Reiki é a energia divina, por isso, é importante estar pronto para receber essa luz superior”
CLAUDETE FRANÇA

O terceiro nível é dividido em dois: o 3-A capacita o reikiano a usar uma energia considerada especial, que pode levá-lo ao autoconhecimento, a ser “mestre de si mesmo”. A partir desse grau, o praticante pode usar o método para trabalhar na cura dos males que atingem o planeta. O 3-B habilita o terapeuta a realizar iniciações e a ministrar cursos. Para chegar a esse estágio, a Associação Brasileira de Reiki aconselha a ter, no mínimo, cinco anos de experiência.


MUITOS CASOS DE SUCESSO
Não faltam exemplos de transformações ocorridas na vida de pessoas que cruzaram com o Reiki em seus caminhos. O dentista Roberson Rissardo, de 38 anos, passava por uma crise renal quando teve o primeiro contato com a técnica, em 2003. “Foi uma sessão rápida, mas senti uma carga elevada de energia. Naquele momento, não entendi muito bem o que estava acontecendo. No dia seguinte, consegui expelir um cálculo que me causava muitas dores. O Reiki foi um ‘divisor de águas’ que me fez estudar muito e me proporcionou uma série de mudanças de atitudes”, analisa.

Claudete explica, com entusiasmo, quais os motivos que a fizeram seguir o Reiki: “Ele age no equilíbrio e na qualidade de vida, naquilo que o paciente está precisando na hora em que procurou a cura. Seus princípios estão no presente. Não adianta se lembrar de um passado maravilhoso se ele já não faz mais parte de sua vida. Assim como pensar no futuro só leva à ansiedade. O que importa é aqui e agora”, declara a psicóloga.

A terapeuta ressalta que o Reiki não tem qualquer ligação com crenças ou religiões. Apesar de considerar – como a maioria dos mestres – seus símbolos como representações sagradas de energia, ela afirma que o método é, na verdade, uma ferramenta espiritual para a cura, que deve ser difundida, porém, preservada.

A terapeuta ressalta que o Reiki não tem qualquer ligação com crenças ou religiões. Apesar de considerar – como a maioria dos mestres – seus símbolos como representações sagradas de energia, ela afirma que o método é, na verdade, uma ferramenta espiritual para a cura, que deve ser difundida, porém, preservada.
PRINCÍPIOS DO REIKI:
- hoje eu abandono a raiva
- hoje eu abandono as minhas preocupações
- hoje eu conto com todas as minhas bênçãos
- hoje eu faço o meu trabalho honestamente
- hoje eu sou gentil com todas as criaturas vivas

O Reiki é recomendável em casos de:
- estresse
- dores de cabeça, gripes, alergias
- perturbações emocionais, como depressão, ansiedade e insônia
- baixa auto-estima, falta de memória e criatividade
- para aliviar a dor em doenças crônicas
- complementar e aumentar os benefícios de um tratamento à base de medicamentos.

Saiba mais sobre os profissionais clicando aqui

Fonte: http://itodas.uol.com.br

Dicas para gestantes não terem dores na coluna


Uma das maiores queixas das mulheres durante a gestação é a dor na coluna. Algo perfeitamente compreensível, já que a mulher grávida enfrenta uma série de transformações no corpo, principalmente grandes alterações hormonais.

As mudanças dos níveis de hormônios deixam os ligamentos do corpo da gestante mais elásticos e com maior mobilidade, tornando as articulações mais frouxas. Por isso, as articulações frouxas e em conjunto com aumento de peso podem ocasionar dores em quadris, joelhos, tornozelos e especialmente na coluna.

Estudos indicam que quase 80% das mulheres grávidas sentem dores na coluna, sobretudo na região lombar. Para piorar, ao sentir que a barriga e as mamas crescem, a mulher grávida adota uma postura errada.

Na tentativa de amenizar o peso, muitas mães colocam a barriga para frente e o quadril para trás, acentuando a lordose normal do corpo e piorando as dores nas costas.

As futuras mamães sedentárias são as mais propensas a terem dor nas costas devido ao não fortalecimento dos músculos, flácidos e sem força para suportar peso extra.

Atividades físicas nelas!- Como já não é novidade, a melhor solução para não sofrer tanto na coluna é a mulher começar a prática de exercícios físicos antes mesmo de engravidar, embora isso nem sempre seja possível, pois muitos bebês “aparecem” sem planejamento.

A realização de exercícios durante a gravidez, não exagerando no excesso de peso, e a adoção de postura correta durante o sentar, carregar peso e dormir, previnem as dores na coluna.

Ao sentar, a mulher deve manter a coluna ereta em uma cadeira confortável, não carregar objetos pesados e dividir nas duas mãos, dobrar o joelho e, não a coluna, ao pegar algo no chão e dormir de lado com um travesseiro entre as pernas são medidas importantes na prevenção de dores na coluna.

Lembre-se: faça exercícios recomendados por um profissional qualificado e especialista em gestantes. Atividades programadas por profissionais não capacitados podem ter efeito contrário. A hidroginástica e a caminhada são atividades recomendadas para as futuras mamães.

Quiropraxia - Existe ainda um tratamento alternativo chamado Quiropraxia, reconhecido pela Organização Mundial da Saúde. Ainda pouco conhecido no Brasil, a técnica pode evitar e tratar as dores na coluna da gestante.

“As técnicas de Quiropraxia visam ajustar corretamente o posicionamento ósseo para não haver dores nem lesões e ainda proporcionar o funcionamento correto do corpo e dos órgãos ao longo das mudanças durante a gravidez”, diz Luis Maestro, diretor de clinica de Quiropraxia e criador de um programa específico para gestantes – “Programa Mamãe sem Dores”.

O ideal é a prevenção das dores de coluna, mas ao aparecimento de qualquer dor durante a gestação, procure seu médico e peça orientações de como proceder sem causar mais danos à sua saúde e a do bebê.

Dicas

Evite ficar em pé durante muito tempo e saltos altos. Já não basta o peso extra agora com o bebê, é inadmissível que a mamãe se equilibre em salto alto.

Se trabalhar sentada, levante a cada meia hora e faça uma caminhada. Atividade física é fundamental para deixar os músculos preparados para enfrentar a gravidez. Mas não precisa virar atleta.

Eleve as pernas sempre que se sentir muito cansada. Facilita na circulação sanguínea.


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Tratamento de entorse com planta medicinal


Uma entorse é uma lesão de uma articulação, comum e bastante dolorosa. Habitualmente o primeiro instinto é recorrer a analgésicos químicos, mas será muito mais aconselhável (e igualmente eficaz) utilizar os benefícios da fitoterapia.

A aplicação localizada destas plantas medicinais permite reduzir a inflamação causada pelos entorses, aliviando a dor e restabelecendo o estado normal da articulação.

Plantas medicinais para tratar entorses:
Abeto-branco – fricções com essência
Alecrim – infusão em compressas
Alfazema – óleo ou essência, fricções
Arnica – em tintura
Bonina – decocção em compressas
Fedegoso – pasta de folhas
Loureiro – compressas com óleo
Melissa-bastarda – infusão em lavagens e compressas
Primavera – compressas com decocção
Sanícula – pasta das folhas

Terapia Miofascial na paralisia facial


As pessoas com paralisia facial têm uma nova chance de reabilitação dos movimentos do rosto. Até este mês, uma técnica chamada terapia miofacial, desenvolvida na Divisão de Cirurgia Plástica e Queimaduras do Hospital das Clínicas (HC), em São Paulo, utilizada em conjunto com a aplicação de toxina botulínica já reabilitou cerca de 50 pacientes que conviviam há mais de dois anos com esse estigma.

Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs), traumas graves e tumores - como o câncer na glândula parótida - são algumas das principais causas da paralisia facial. Não existem dados seguros sobre a incidência desses casos, mas o HC recebe cerca de 70 pacientes por mês com o problema.

Uma das cirurgias reparadoras mais utilizadas normalmente enxerta um músculo e um nervo retirados da perna do próprio paciente para a reanimação dos movimentos faciais. O procedimento, no entanto, não garante que a funcionalidade dos músculos atingidos pela paralisia seja retomada.

A terapia miofacial, criada pela fonoaudióloga Paula Nunes Toledo, do HC, utiliza movimentos manuais nos músculos da face para estimulá-los a se tornar novamente ativos. A técnica, que se assemelha a uma massagem, funciona como uma espécie de aula para que esse músculo reaprenda sua função. "Ensino o músculo a fazer novamente os movimentos", diz a fonoaudióloga.

Não só ele. O nervo enxertado cresce cerca de um milímetro por dia, mas, se não for estimulado, não assumirá a função de conduzir impulso elétrico ao músculo. "Ele precisa ser orientado para onde crescer", diz Paula.

O tratamento inicial dura quatro sessões, uma por semana. Depois passa a ser feito uma vez por mês. Durante essa fase, é aplicada a toxina botulínica para suavizar as conseqüências da paralisia. O efeito da toxina pode durar até seis meses. Após esse período, outra aplicação é feita. "A terapia gera funcionalidade e qualidade de vida para o paciente afetado", diz Paula.

Quando um dos lados do rosto é afetado, o outro tende a assumir as funções da área paralisada para tentar compensar a falta de ação na região lesionada. O resultado desse desequilíbrio é a alteração da aparência do paciente. Boca torta pálpebra caída e enrugamento da face são alguns exemplos. "A toxina botulínica, utilizada com a terapia miofacial, consegue acelerar a recuperação", diz a cirurgiã plástica Alessandra Grassi Salles, do HC.

A recuperação depende também do tempo que o paciente demora para buscar ajuda. A cirurgiã explica que o tratamento precisa ser iniciado o mais rápido possível e que deve ser multidisciplinar. "Não adianta fazer apenas a aplicação da toxina botulínica sem a reabilitação da terapia miofacial", diz.

Contra o estigma - Os efeitos da paralisia facial podem causar problemas funcionais, como alteração da fala e da capacidade de fazer coisas aparentemente simples, como mastigar. O estigma, no entanto, é uma dos piores conseqüências apontadas pelos pacientes.

Durante quatro anos, Marlene de Souza Nakamura, de 56 anos, não saiu de casa. Não ia sequer à calçada. Tinha vergonha de sua aparência, conseqüência de uma paralisia sofrida em 1995 que entortou seu rosto e afetou sua fala. Os médicos nunca conseguiram diagnosticar a causa.

Casada e mãe de dois filhos, Marlene evitava até mesmo se olhar no espelho. Durante essa fase, abandonou qualquer tipo de vaidade. "Tinha receio de comer na frente de outras pessoas e não passava nem mesmo um batom", afirma.

Marlene foi uma das primeiras a passar pelo tratamento no HC. "Fiz a cirurgia de enxerto de músculo e do nervo, mas melhorei mesmo depois do tratamento", diz. "Agora posso me olhar no espelho, pois me considero normal."

O período de reclusão da babá Josefa Alves Costa de Carvalho, de 50 anos, foi menor, um ano. Mas, nem por isso, menos sofrido. Após uma operação para retirada de um tumor na parótida, em 1999, perdeu os movimentos do lado direito do rosto - de acordo com os especialistas, nesse tipo de procedimento é normal que isso aconteça.

Junto com o problema veio a depressão. Com vergonha, Josefa passou a sair raramente de sua casa. Um dos primeiros resultados foi o fim de seu casamento. "Se saísse, não comia na rua, pois achava que todo mundo estava me olhando", diz.

Para o cirurgião plástico Marcus Castro Ferreira, chefe da Divisão de Cirurgia Plástica e Queimados do Hospital das Clínicas, o serviço público deveria oferecer mais locais de tratamento multidisciplinar em cirurgia plástica. Ferreira afirma já ter enviado uma proposta de criação de centros de tratamento para a Secretaria de Estado da Saúde. "Além da cirurgia plástica, esses pacientes precisam de acompanhamento", diz.

Cuide da pressão após o exercício


Isso se você quiser salvaguardar seu coração. Pesquisadores da Universidade do Alabama, em Birmingham, nos Estados Unidos, concluíram que até mesmo uma atividade intelectual feita logo após a ginástica pode fazer a pressão arterial disparar. Eles pediram a dois grupos de voluntários que decorassem uma seqüência de letras. O primeiro, que acabara de malhar, sofreu um aumento de pressão muito superior ao da segunda turma, que não tinha se mexido. Os hipertensos correm maior risco de um dano cardiovascular, mas mesmo os que não sofrem disso estão sujeitos a uma arritmia, esclarece José Kawazoe Lazzoli, da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, que é cardiologista em São Paulo.

Uma noite maldormida tem efeito semelhante ao do exercício estafante

Malhe de cabeça fresca
Os carecas são mais vulneráveis a dois efeitos da radiação solar que influem na atividade física: o aumento da temperatura interna e a elevação da freqüência cardíaca. Foi o que constatou um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais. Donos de vastas (e crespas) cabeleiras foram monitorados durante uma hora enquanto corriam na esteira. Após alguns dias, passaram a máquina zero nas madeixas e repetiram o teste. Resultado: de cabeça raspada, apresentaram maior aquecimento corporal e batimentos mais acelerados. O cabelo encaracolado cresce para cima, e isso impede que os raios incidam diretamente sobre o couro cabeludo, diz o educador físico Leonardo Coelho, um dos autores.

Se você é calvo, é obrigatório usar um boné de tecido leve para não prejudicar a evaporação do suor.

Cromoterapia e sua técnica


Cor é vida e disso todos nós sabemos. Quem não se sente mais motivado, diante de uma manhã ensolarada, que descortina o quarto? Praticamente um convite à vida, o amarelinho dos raios do sol junto ao azul que toma o céu, parecem nos preencher com ânimo, energia. O que dizer ainda, se indo para o trabalho, você for presenteada com um caminho florido, cheio de cores? É de encher os olhos e o coração de qualquer pessoa.

Algumas pesquisas comprovam que preferimos a cor e a luz à escuridão. Uma delas é a que mostra que lugares cinzentos como Londres, por exemplo, estão entre os campeões nos índices de depressão. Muitos desses casos, inclusive, terminam em suicídio. "É o que os especialistas chamam de depressão sazonal. Agimos como se o calor, as cores e a luz nos levassem ao movimento, enquanto o frio e a escuridão nos conduzissem à introspecção", explica Ângela Freitas, terapeuta holística do Espaço Girassol, em São Paulo.

Trocando em miúdos: a temperatura fria desses locais não permite que a natureza realize grande parte dos espetáculos que vemos por aqui, no Brasil. Um privilégio que o nosso corpo e a nossa mente agradecem, e muito!

Partindo do princípio de que as cores realmente causam influência no ser humano, já na Antigüidade, os povos passaram a utilizá-las como instrumento terapêutico. Os antigos sacerdotes do Egito, da Babilônia e da China buscavam nas cores e luzes muitas de suas técnicas curativas.

A terapia com a luz solar era uma prática médica comum na Grécia, na China e na Roma antigas, sendo empregada para proporcionar alívio para as doenças da pele. Para se ter idéia do quão remota ela é, basta falar de seu registro nos Vedas, os livros sagrados hindus, escritos há mais de três mil anos.

O tempo passou, os conhecimentos foram se aprimorando e o método fundamentou-se e foi batizado de cromoterapia. Muita coisa se perdeu pelos anos, mas se sabe que o responsável pela chegada da técnica ao Ocidente, na metade do século 19, foi o psiquiatra britânico E. D. Babbit. Já no Brasil, pode se dizer que a cromoterapia é muito recente, já que está aqui oficialmente há cerca de 15 anos.

ENTENDENDO A TÉCNICA
A cromoterapia se utiliza das sete cores do espectro solar (vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo e violeta) e suas vibrações para tratar disfunções físicas e emocionais e, principalmente, a combinação destes fatores já que, como terapia holística, prega o tratamento do ser humano como um todo: "As doenças surgem primeiramente em nosso emocional, por meio de pensamentos negativos e sentimentos inadequados. Daí, vão ganhando força e atingem o nosso campo energético ou vibracional que, em seguida, extravasa o problema em nosso físico", esclarece a terapeuta Ângela Freitas.

De qualquer modo, a experiência demonstra que pessoas que sofrem com psoríase, enxaqueca, dores diversas, bronquite, ansiedade e depressão reagem muito bem à terapia, chegando, por vezes, à cura.

Para os estudiosos dessa prática, cada cor possui uma vibração específica, que age nas zonas carentes de energia. "O raio de alcance de cada cor é variado, por isso, cada uma delas tem propriedades diferentes e atua de forma distinta no organismo", considera a terapeuta.

Falamos do tipo mais comum de cromoterapia: a que utiliza o bastão cromático, ou instrumentos potencializadores, para emitir luzes coloridas sobre o paciente. Além dessa forma tradicional, existem outras, como o uso de cristais, a mentalização das cores, ou sua presença na alimentação, nas vestes, na iluminação de ambientes e a água solarizada.

Os efeitos costumam ser sentidos após as primeiras quatro sessões. É de extrema importância que a cromoterapia seja aplicada por um especialista, pois, se a combinação de cores empregada não for correta, pode atrapalhar o processo de restabelecimento e até mesmo favorecer o desenvolvimento de inúmeros problemas futuros.

Exercicios prejudiciais a saúde


Noticias de que alguns exercícios da musculação foram recentemente proibidos têm circulado no meio das academias. Tal é o caso do agachamento completo, do desenvolvimento sentado, da remada curvada, do puxador por trás do pescoço, entre outros. A primeira pergunta que cabe é "Quem proibiu?", apenas para deixar claro que o verbo em questão não se aplica à situação. Certamente os profissionais que estão proibindo os alunos de realizarem os referidos exercícios estão exagerando as condutas. Na realidade o que tem ocorrido é que têm sido publicadas em revistas científicas trabalhos que identificaram sobrecargas acentuadas em componentes do sistema músculo-esquelético em alguns exercícios. Na discussão desses trabalhos, os autores comentam todas as possíveis implicações dos seus resultados, e freqüentemente a ocorrência de lesões é citada como uma possibilidade. Esse é um procedimento correto e habitual em trabalhos científicos. Os problemas começam quando profissionais menos afeitos ao rigor dos métodos científicos lêem os trabalhos e publicam suas conclusões em outras revistas com grande penetração nos meios técnicos. Freqüentemente a interpretação é que o trabalho provou que o exercício analisado provoca lesões, e a divulgação desses conceitos leva às proibições nas academias.

Na realidade, a única conclusão possível nesses casos, é que o exercício estudado apresenta sobrecargas em estruturas anatômicas. Uma sobrecarga não significa algo indesejável, mas apenas que determinadas funções dos órgãos estão sendo solicitadas acima dos níveis habituais. Diante da ocorrência de sobrecargas duas situações podem ocorrer: aprimoramento da função sobrecarregada ou falência da estrutura ou órgão. No caso das sobrecargas agudas, como é o caso dos exercícios físicos, um aumento de função muito intenso pode produzir uma lesão também aguda, mais ou menos grave, como é o caso de uma hérnia de disco ao realizar um movimento inadequado. Sobrecargas agudas excessivas mas não suficientes para produzir uma lesão aguda, quando repetitivas, poderão levar à lesões crônicas, tal como as tendinites do trabalho e do esporte mal orientados. Sobrecargas menos intensas levarão ao fortalecimento da estrutura ou órgão. A aplicação de sobrecargas não excessivas é a base do treinamento físico. Sobrecargas crônicas, geralmente não muito intensas e produzidas por doenças, quase que invariavelmente levam ao comprometimento anatômico e funcional dos órgãos. Nesses casos as sobrecargas são constantes, sem períodos de alívio, e dessa maneira não permitem as adaptações de fortalecimento que sempre ocorrem em repouso, na ausência de aumento de função. Exemplos dessas situações são as artroses por excesso de peso corporal ou por desalinhamentos articulares, a insuficiência cardíaca por hipertensão arterial, o enfisema pulmonar por síndromes pulmonares obstrutivas, entre outros.

No caso dos exercícios como saber se uma sobrecarga é excessiva ou não? Cabem algumas considerações. Estudos em laboratórios com estruturas anatômicas isoladas podem identificar limites de tolerância dos tecidos envolvidos, mas não conseguem predizer se os resultados das interações de forças in vivo poderão chegar à esses limites. Outro aspecto é que as sobrecargas biomecânicas poderão variar muito entre as pessoas, devido a diferenças nas alavancas músculo-esqueléticas. Assim sendo, sobrecargas excessivas para uma pessoa poderão ser estímulos de fortalecimento para outra. Do ponto de vista científico, a possibilidade de ocorrência de lesões somente será confirmada quando as lesões forem identificadas. Estudos experimentais com pessoas realizando exercícios suspeitos e acompanhadas para detectar a ocorrência de lesões são inviáveis do ponto de vista ético. Os estudos que caberiam nesse caso são os de levantamento de casos ou observacionais, quando pessoas que já realizam os exercícios suspeitos são acompanhadas ao longo do tempo ou avaliadas retrospectivamente. Em outras palavras, não é necessário acompanhar as pessoas durante anos para verificar se ocorrem lesões; basta avaliar pessoas que já utilizam os exercícios suspeitos há muito tempo. Na ausência de estudos como esses a ocorrência de lesões é apenas uma possibilidade teórica.

Felizmente os profissionais envolvidos com treinamento físico não precisam esperar por trabalhos científicos demorados para tomar condutas práticas em relação aos exercícios: basta que utilizem o conhecimento técnico. No caso dos exercícios com pesos, grandes cargas nunca são utilizadas em exercícios que a pessoa nunca realizou. Invariavelmente os exercícios são experimentados com pouca carga, em poucas séries com poucas repetições. O praticante deve ser orientado para informar ao professor ou técnico sobre desconforto articular que ocorra na progressão do treinamento. Faz parte do conhecimento técnico que exercícios progressivos inadequados para uma dada pessoa, antes de produzirem lesões, darão origem ao desconforto local. Provavelmente isto se deve ao estímulo dos proprioceptores peri-articulares por sobrecargas excessivas. Em outras palavras, a natureza colocou em nosso organismo um sistema refinado para detecção de sobrecargas excessivas, que informa ao sistema nervoso central suas avaliações na forma de desconforto. A ocorrência de desconforto exige intervenção no sentido de modificar ou substituir o exercício causal. Assim sendo, alguns exercícios são identificados como adequados para algumas pessoas e inadequados para outras. Além desse aspecto, o conhecimento técnico já identificou os exercícios ou técnicas de execução de exercícios que mais freqüentemente produzem lesões. Evidentemente isto ocorreu às custas de pessoas que se lesionaram, mas cujo infortúnio muito contribuiu para o conhecimento técnico atual. Tais exercícios ou procedimentos foram excluídos do arsenal da musculação muito antes que qualquer trabalho científico levantasse suspeitas sobre eles.

Portadores de HIV podem ter benefícios com exercícios físicos


Os exercícios físicos são essenciais para todas as pessoas, sem distinção de sexo e idade, inclusive para pessoas que possuem algum problema de saúde, como é o caso do HIV e AIDS. A prática de atividade física regular para tais portadores estimula o sistema imunológico.

Segundo estudos, a prática de exercícios físicos como os de resistência e os aeróbicos melhoram a depressão, a ansiedade, fadiga, convívio social e autoestima, além de aumentar a massa muscular, a contagem de linfócitos T CD4 e ajuda na recuperação dos distúrbios causados pela lipodistrofia.

Não se pode esquecer que as atividades do dia a dia também podem ser consideradas uma ótima atividade física como descer e subir escadas ao invés do elevador, varrer e arrumar a casa, ir caminhando à padaria, cuidar do jardim, descer do ônibus e tantas outras que fazemos e nem notamos que estamos exercitando o nosso corpo.

Dedo mindinho dá 50% da força à mão



Quinto dedo da mão costuma ser visto quase como acessório.
Mas sua perda acaba sendo muito sentida, quando acontece.

O dedo mindinho, o humilde dedo número cinco da mão, há muito tempo é visto como um acessório decorativo, um dedinho para levantar delicadamente enquanto tomamos uma xícara de chá. O que perderíamos se não tivéssemos esse dedinho?

"Você perderia facilmente 50% da força da sua mão", afirmou Laurie Rogers, terapeuta ocupacional e terapeuta de mão certificada do Hospital Nacional de Reabilitação em Washington. Ela explicou que apesar dos dedos indicadores e médios, junto com o polegar, funcionarem para pinçar e agarrar objetos – fechando zípers, abotoando botões – os dedos mínimos se juntam ao anelares para dar força à mão.

Aprendi isso sozinha no último mês de abril, quando tropecei enquanto fazia jogging e minha figura de 60 quilos esmagou o osso na base do meu mindinho direito, um osso da largura de um lápis. Eu quebrei minha articulação metacarpofalangeal, MCP, onde o dedo se liga à mão.

Cinco meses depois, o dedinho ainda não era capaz de dobrar sozinho. Não conseguia fechar a mão, manusear uma raquete de tênis com controle, segurar direito um pesinho de musculação ou um aspirador de pó. Pelo fato da lesão ter ocorrido na minha mão dominante, escrever era uma tarefa difícil.



Problema comum

Minha situação estava longe de ser especial. Fraturas do dedo mindinho e do seu metacarpo – o osso que se estende da base do dedo até a mão – são duas vezes mais freqüentes que fraturas em qualquer outra parte do dedo ou do metacarpo, incluindo o polegar. Existem poucos dados confiáveis que monitoram lesões no dedo mindinho nos Estados Unidos; as estatísticas são de um estudo de 2003 do "The Journal of Hand Surgery" (volume britânico e europeu) que analisou o equivalente a um ano de dados de uma emergência hospitalar em Amsterdã, Holanda.

A alta incidência de fraturas pode ser atribuída ao status do mindinho, junto com o dedo indicador, como "dedo de fronteira", um "apoio para livros" em relação aos dedos anelares e médios, explicou Dr. Steven Z. Glickel, diretor do C.V. Starr Hand Surgery Center do t. Lukes-Roosevelt Hospital Center em Nova York e presidente da Sociedade Americana de Cirurgia de Mão.

Apesar do dedo indicador "ser, pelo menos, um pouco protegido por estar adjacente ao polegar", continuou o médico, "o dedo mínimo praticamente não tem nenhuma proteção".

Os ossos do dedo mínimo – as falanges distal, média e próxima – são geralmente quebrados em quedas ou quando o dedo é atingido por algo, como uma bola de basquete.

Apesar da rigidez e do inchaço, muitas pessoas não percebem que o dedo está quebrado, então não procuram tratamento.

Fratura oculta


"As pessoas pensam que se não sentem dor e podem mover o dedo, ele não está quebrado", disse Scott G. Edwards, diretor de cirurgia de mão e cotovelo do Georgetown University Hospital. "Isso simplesmente não é verdade."

Os reparos a um dedo mindinho quebrado podem significar pinos, parafusos e placas. Oito dias após minha queda, dois pinos foram colocados através da minha articulação MCP. O procedimento, realizado por Edwards em cirurgia ambulatorial, conectou novamente minha falange próxima e reforçou a articulação central do mindinho, conhecida como articulação interfalangeal próxima, ou PIP. Um gesso foi aplicado da ponta dos dedos até o cotovelo.

Doze dias depois, o gesso foi removido e a reabilitação foi iniciada. Nunca tinha ouvido falar em terapia de dedo, mas ela existe – e é dolorosa.

"Terapeutas de mão fazem com que pareçamos bonzinhos", disse Leon S. Benson, diretor de cirurgia de mão do Evanston Northwestern Healthcare em Illinois. "Estou no consultório, feliz e contente, então digo ao paciente: Agora você vai descer para ver Mary Beth, a terapeuta que vai machucar você."

Os tratamentos incluem aplicação de calor, ultra-som, estímulos neuromusculares, talas e exercícios manuais. Começar a reabilitação logo – dentro de alguns dias ou semanas após a cirurgia – é de extrema importância; sem isso, o tecido cicatrizado pode se expandir e a inchação pode piorar.

Comecei minha terapia rapidamente, mas o terapeuta que me ajudava era gentil demais para manipular meu dedo. Quando finalmente encontrei um substituto competente, meu dedo estava rígido e a cicatrização parecia estar avançando.

O tecido de cicatrização, um tecido conectivo fibroso formador da ferida, é mais proeminente e problemático nos dedos porque praticamente não existe músculo ali, logo os tendões se acomodam diretamente no osso. Acumular tecido de cicatrização no dedo mindinho é como "injetar cola dentro de um relógio", disse Benson. "Trava tudo".

O inchaço também pode retardar a recuperação. "É como tentar dobrar uma grande salsicha", comparou Edwards.

Um exame de ressonância magnética do meu dedo foi realizado depois dos pinos terem sido removidos. O resultado confirmou que o tecido de cicatrização tinha imobilizado os tendões flexores – eles ficam permitem que os dedos se dobrem, como se fôssemos dar um soco. Além de não receber tratamento eficaz rapidamente, a genética pode ter contribuído, já que algumas pessoas formam tecido de cicatrização mais facilmente que outras. De qualquer forma, meu dedo estava travado.

Em outubro, passei por uma tenólise do tendão flexor, durante a qual Edwards conseguiu meticulosamente liberar os tendões. No dia seguinte à cirurgia, comecei a fazer terapia com Rogers. No início do mês, concluí meu tratamento; meu dedinho agora dobra facilmente e a força voltou à minha mão.

Agora, o dedo mindinho tem todo o meu respeito.

Fonte: G1

Regiões para se fazer carboxiterapia facial


Embolia pulmonar e filtros de veia cava


Num estudo com oito anos de seguimento na edição de julho da Hypertension.

Em um estudo pregresso randomizado com pacientes com trombose venosa profunda (TVP) proximal, filtros permanentes de veia cava reduziram a incidência de embolismo pulmonar mas aumentaram a incidência de trombose venosa profunda aos dois anos de seguimento. Um estudo com duração de oito anos foi realizado para descobrir seus efeitos a longo prazo.


Quatrocentos pacientes com TVP proximal com ou sem embolismo pulmonar foram randomizados para receber ou não receber um filtro na veia cava além da terapia padrão anti-coagulante por no mínimo três meses. Informações sobre o status vital, trombo-embolismo venoso e síndrome pós-trombótica (edema, dor, alteração na pigmentação, prurido no membro afetado) foram obtidos anualmente até o período máximo de 8 anos.



Todos os eventos documentados foram revisados por um comitê independente de maneira cega. Os dados dos resultados estavam disponíveis em 396 pacientes (99%). Embolismo pulmonar sintomático ocorreu em 9 pacientes no grupo com filtro (taxa cumulativa de 6,2%) e em 24 pacientes (15,1%) no grupo sem filtro (p=0,008). A trombose venosa profunda ocorreu em 57 pacientes (35,7% do total) no grupo com filtro e em 41 pacientes no grupo controle (27,5% do total) (p=0,042). A síndrome pós-trombótica foi observada em 109 (70,3%) e em 107 (69,7%) pacientes do grupo com filtro e do grupo controle, respectivamente. Aos oito anos de seguimento, 201 pacientes de ambos os grupos haviam falecido (103 do grupo com filtro e 98 do grupo sem filtro de veia cava).


Os autores concluíram que os filtros de veia cava reduziram o risco de embolismo pulmonar mas aumentaram o risco de TVP e não apresenta impacto nas taxas de mortalidade. “Embora seu uso possa ser benéfico em pacientes com alto risco para embolia pulmonar, seu uso sistêmico na população em geral com tromboembolismo venoso não é recomendado”, concluíram.

http://circ.ahajournals.org/cgi/content/abstract/112/3/416 - Circulation - 2005;112:416-422