Caminhada de 100 passos por minuto é exercício ideal



O estudo realizado pelos pesquisadores da Universidade de San Diego foi publicado pela revista acadêmica American Journal of Preventive Medicine.

Os pesquisadores basearam suas conclusões em exercícios realizados por 97 adultos saudáveis com uma média de idade de 32 anos.

Durante a avaliação, os pesquisadores observaram as demandas do corpo por oxigênio enquanto as pessoas caminhavam em uma esteira.

Intensidade moderada

De acordo com a pesquisa, o homem precisa caminhar, em geral, a uma velocidade de 92 a 102 passos por minuto para realizar um exercício cardiovascular de intensidade moderada. A faixa para as mulheres é de 91 a 115 passos por minuto.

"Porque os benefícios à saúde podem ser atingidos com um mínimo de dez minutos de exercícios, uma forma útil de começar a se exercitar é tentar dar mil passos em dez minutos, até chegar a 3 mil passos em 30 minutos", disse Simon Marshall, chefe da equipe de pesquisadores.

Os autores do estudo sugerem o uso de um pedômetro - aparelho que conta os passos - em conjunto com um relógio de pulso durante a caminhada.

Mas médicos ressaltam que o estudo foi realizado com pessoas saudáveis, e indivíduos acima do peso podem ter outras necessidades.

Dentes do siso



Dentes do siso são os últimos molares de cada lado dos maxilares. São também os últimos dentes a nascer, geralmente entre os 16 e 20 anos de idade.

Como os dentes do siso são os últimos dentes permanentes a aparecer, geralmente não há espaço suficiente em sua boca para acomodá-los. Isto pode fazer com que os dentes do siso fiquem inclusos - dentes presos embaixo do tecido gengival por outros dentes ou osso. Se os dentes estão inclusos, pode ocorrer inchaço ou flacidez.

Os dentes do siso que erupcionam apenas parcialmente ou nascem mal posicionados também podem causar apinhamento e outros problemas. Como os dentes removidos antes dos 20 anos de idade têm raízes em menor estágio de desenvolvimento e causam menos complicações, recomenda-se que as pessoas entre 16 e 19 anos tenham seus dentes do siso examinados para verificar se precisam ser removidos.

Como são extraídos os dentes do siso?

A extração se faz de forma rotineira. Seu dentista pode recomendar anestesia geral ou local. Após a extração do dente (ou dentes), você precisará morder suavemente um pedaço de gaze durante 30 a 45 minutos após deixar o consultório, para estancar qualquer sangramento que possa ocorrer.

Você poderá sentir um pouco de dor ou inchaço, mas que passará naturalmente após alguns dias; no entanto, você deverá ligar para seu dentista se houver dor prolongada ou intensa, inchaço, sangramento ou febre.

A extração dos dentes do siso devido ao apinhamento ou fato de estarem inclusos no osso maxilar não afeta a sua mordida ou a sua saúde bucal no futuro

Fatores na Dort / LER



1 - Postura:
Posturas fixas são um fator de risco principalmente em trabalhos sedentários. No entanto em trabalhos mais dinâmicos, com posturas extremas de tronco como por exemplo abaixar-se e virar-se de lado também foram identificados como fatores de risco.
As más posturas de extremidades superiores também se constituem como fatores de risco, tais como: desvios dos punhos, braços torcionados e elevação do ombro.
Todos esses desvios são influenciados por uma série de fatores ocupacionais e individuais, incluindo característica do posto de trabalho, Ex: altura da mesa, da cadeira, formato da cadeira e seu encosto, etc.

2 - Movimento e força:
Estes dois fatores estão correlacionados ao aparecimento da Dort - (Distúrbio osteomuscular relacionado ao trabalho) nas mãos e punhos. A combinação de forças elevadas e alta repetitividade aumentam a magnitude da lesão mais do que qualquer uma delas isoladamente.
Movimentos repetidos podem danificar diretamente os tendões através do freqüente alongamento e flexão dos músculos.
A força exercida durante a realização dos movimentos é outro determinante das lesões, como por exemplo, no levantamento, carregamento e utilização de ferramentas pesadas; a força necessária para cortar objetos muito duros, a utilização de parafusadoras e furadeiras.

3 - Conteúdo de trabalho e fatores psicológicos:
A relação entre trabalho e a saúde é afetada pela organização do trabalho e fatores psicológicos relacionados ao trabalho, podendo contribuir para o aparecimento de disfunções músculo-esqueléticas. Passou-se a estabelecer a relação entre trabalho, stress e o sistema músculo-esquelético.

4 - Características individuais:
O tipo de musculatura e características individuais parecem manter uma relação com a incidência dos problemas. Nesse sentido, as mulheres parecem ser mais suscetíveis que os homens. A distribuição de tarefas por sexo e consequentemente na carga do trabalho determinam o aparecimento de problemas e estão ligados as características individuais.

Tabagismo passivo e crianças



Dr. Alessandro Loiola
CRMMG 30.278

O tabagismo como problema de saúde pública mundial é uma guerra que já dura quase cinco séculos. Apesar disso, apenas na segunda metade do século XX as autoridades sanitárias do mundo todo iniciaram de fato uma campanha para banir o fumo da sociedade. No Brasil, maior ênfase nesta tendência pôde ser observada a partir da década de 1990, mas esforços vinham sendo esboçados desde há 30 anos.

Que o tabagismo ativo representa um agravo à saúde do indivíduo, isto está bem estabelecido na consciência de todos nós. Mas até que ponto sabemos realmente dos riscos envolvidos com o tabagismo passivo e à simples presença de fumaça de tabaco no ambiente ?

Mais de 4.000 diferentes produtos químicos foram identificados na fumaça do cigarro e pelo menos 40 deles causam câncer. Nos EUA, cerca de 26% dos adultos são tabagistas e mais da metade das crianças com menos de 5 anos de idade vivem em lares com pelo menos um adulto fumante.

Aproximadamente 3.000 fumantes passivos morrem por câncer pulmonar anualmente (o risco de desenvolver câncer a partir da fumaça do tabaco, um poluente doméstico, é 100 vezes maior que o risco a partir de outros poluentes fora de casa). Por aqui, o problema apresenta proporções semelhantes.

As crianças são as principais prejudicadas: o tabagismo passivo causa irritação dos olhos e das vias aéreas superiores, prejudica a função pulmonar, aumenta tanto a freqüência como a severidade das crises de asma, resfriados, faringites, sinusites, rinites e outros problemas respiratórios crônicos.

A exposição à fumaça do tabaco também aumenta o número e a duração de infecções do ouvido (otites), valendo lembrar que as Otites são a causa mais comum de perda da audição na infância.

Em crianças com menos de 2 anos de idade, a exposição ambiental à fumaça do tabaco aumenta a probabilidade de bronquite e pneumonia, segundo estudo da Enviromental Protecion Agency (EUA), que mostrou que este tipo de poluição causa 150.000 a 300.000 infecções pulmonares a cada ano em crianças abaixo de 18 meses de idade, resultando em 15.000 hospitalizações/ano.

A exposição passiva à fumaça do tabaco é um risco real e imediato e precisa ser melhor divulgada. Manter-se vigilante quanto à poluição ambiental com cigarro e/ou aconselhar um amigo ou parente tabagista a parar de fumar não significa apenas demonstrar preocupação com a saúde do outro, mas com a própria – e, mais importante de tudo, com a de nossos filhos.

Síndrome de Bourneville-Pringle



 
A Síndrome de Bourneville-Pringle (Desiré Magloire Bourneville, neurologista françês, 1840-1909 - John James Pringle, dermatologista inglês, 1855-1922) ou Epilóia ou ainda Esclerose Tuberosa é uma doença - onde anomalias congênitas neurológicas combinam-se com defeitos congênitos da pele, retina e outros órgãos, é de herança dominante, manifesta-se pela tríade clínica de crises convulsivas, retardo mental e adenoma sebáceo. Este último é representado por finas lesões semelhantes a verrugas com distribuição predominante sobre as bochechas e fronte, em forma de borboleta. Os adenomas individuais variam de tamanho entre 0,1 a 1,0 cm e são elevados, de coloração rosada ou amarelo-rosada. Além disso, a pele que recobre a parte inferior das costas pode ser espessa, áspera e de coloração amarelada como a pele do tubarão ou do porco.

A deficiência mental pode ser relativamente estacionária ou progressiva. As convulsões costumam ser generalizadas, mas podem ser focais. Os tumores retinianos, a atrofia óptica e as cataratas, a sindactilia, a espinha bífida e outras malformações visíveis podem coexistir.

Os casos mais avançados de esclerose tuberosa geralmente se encontram nas instituições para retardos mentais, sendo porém um erro considerar que todos são tão gravemente incapacitados. Não é de todo raro encontrar nas clínicas dos hospitais gerais, pacientes com inteligência média e apenas convulsões e lesões cutâneas. Eventualmente uma síndrome cerebral focal mostrará à biópsia um típico "tubérculo" ou um glioma associado, em paciente que não se sabia ser portador da doença. A história familiar é frequentemente de pouca valia; aproximadamente 50% dos casos são esporádicos (mutação?).

No caso original de Bourneville a morte se deveu a um tumor benigno do músculo cardíaco (rabdomioma) e a maioria dos casos desse tumor cardíaco está associado à esclerose tuberosa. Esta doença também se combina com malformações tuberosas do rim, fígado, glândulas adrenais, e do pâncreas.

O diagnóstico é feito com o auxilio do RX do crânio. Nódulos calcificados ocorrem particularmente nos lobos temporais e adjacências dos ventrículos. O tratamento é exclusivamente sintomático. O prognóstico de sobrevida além da terceira década é sombrio.

Dr. Paulo Cesar Madi
Clínica Médica - Santo Antonio da Posse - SP

Cinesioterapia respiratória na esclerose múltipla


Esclerose múltipla (EM) ou esclerose em placas é uma doença desmielinizante que atinge principalmente adultos jovens entre os 20 e 40 anos de idade, sendo as mulheres mais acometidas que os homens. Afeta o sistema nervoso central, mais precisamente a substância branca, podendo ocorrer múltiplas lesões espalhadas ou envolver grandes áreas do encéfalo e/ou da medula espinhal. As lesões ocorrem devido à perda da bainha de mielina, comprometendo assim, a condução nervosa.

O quadro clínico dessa doença é bastante variável de um paciente para outro, e estabelecido de acordo com a região de acometimento e a seqüência temporal das lesões desmielinizantes. As principais alterações que ocorrem no portador de EM são: sensitivas, motoras, visuais, vesicais e emocionais. Além disso, a esclerose múltipla leva a uma redução na capacidade física e na resistência cardiorespiratória, devido a fraqueza do músculos respiratórios. As alterações apresentadas provocam importantes incapacidades que afetarão a qualidade de vida de seus portadores.

Acredita-se que a etiologia seja devido a uma combinação de fatores ambientais, genéticos e auto-imunes. A esclerose múltipla não tem cura e é caracterizada, na maioria dos casos, por exacerbações e remissões, mas também, pode ter curso progressivo, ou iniciar-se com exacerbações e remissões tornando-se progressivo.

A presente pesquisa é bibliográfica do tipo exploratória, onde busca-se um maior aprofundamento a cerca do tema escolhido. Tem como método de abordagem o dedutivo, partindo de uma doença ampla e direcionando-se para a cinesioterapia respiratória na mesma. A documentação indireta foi utilizada como técnica de pesquisa.

A proposta para esta pesquisa tem como objetivo esclarecer, a partir de uma revisão da literatura, os benefícios proporcionados pela cinesioterapia respiratória aos pacientes com EM, buscando uma melhora da capacidade funcional e qualidade de vida para os mesmos.

Alterações do Sistema Respiratório na Esclerose Múltipla

A perda de mielina no tronco encefálico pode comprometer os núcleos dos nervos cranianos, as conexões internucleares e os tractos longos autônomos, motores e sensitivos (NEUROPSICONEWS, 2003). Por exemplo, se o nervo vago (X par craniano) for atingido, o paciente pode apresentar alterações na base da língua, uma redução na peristalse faringeal e na força da laringe. A lesão do nervo glossofaríngeo (XI par craniano) causa um atraso no disparo da deglutição da faringe. O comprometimento do nervo hipoglosso (XII par craniano) pode gerar, no paciente, uma certa dificuldade tanto no ato da mastigação, quanto no controle do bolo alimentar e ainda uma redução na velocidade do trânsito oral (CHIAPPETTA; ODA, 2003).

O comprometimento dos nervos cranianos também pode ocasionar a disfagia, apresentando-se por dificuldades na deglutição, e conseqüentemente na alimentação, ocorrendo engasgos e pneumonias por aspiração, devido à falta de coordenação da musculatura da língua e da boca (O’SULLIVAN, 2004).

O autor supracitado relata que a progressão da EM leva a uma redução na capacidade física e na resistência cardiorrespiratória, que por sua vez ajudam na diminuição da capacidade física, da capacidade vital, força dos músculos, elevação da freqüência cardíaca em repouso e ao exercício, fadiga, ansiedade e depressão. Essas alterações podem ocorrer em cerca de 50% dos portadores de EM.

A redução do controle voluntário da respiração varia com o grau de envolvimento da doença. Geralmente os tractos corticobulbar e corticoespinhal são afetados nesses casos, podendo ocasionar pneumonia aspirativa devido à tosse ineficaz e fraqueza muscular, levando à redução dos volumes e capacidades pulmonares, insuficiência respiratória e conseqüentemente à morte, apresentando assim, características de uma doença neuromuscular restritiva. Esta fraqueza muscular pode estar associada com um quadro de quadriplegia e com paresia do neurônio motor superior das duas metades do músculo diafragma, o que pode levar o paciente a apresentar hipóxia durante o sono (SLUTZKY, 1997).

Cinesioterapia Respiratória

Uma abordagem multiprofissional para pacientes com EM é essencial, pois cada profissional com seus conhecimentos específicos deve desenvolver um atendimento integrado e contínuo, contribuindo assim, para a melhora na qualidade de vida do paciente (DESOUZA; BATES; MORAN, 2000).

A fisioterapia não atua diretamente sobre o processo patológico, e sim no nível das limitações e incapacidades aumentando a independência e conseqüentemente a capacidade respiratória (CHAVES, 2003).

De acordo com DeSouza (1990 apud DESOUZA; BATES; MORAN, 2000, p. 156) “o sucesso do tratamento não deve ser determinado pelo fato de o paciente com EM melhorar ou não, e sim, se ele atinge o melhor nível de atividade, relevante para seu modo de vida, em cada estágio da doença.”

A continuidade no tratamento permite que seja mantida a evolução clínica e as complicações respiratórias secundárias sejam prevenidas (WILES, 2001 apud NOGUEIRA; SANTOS-FILHO, 2002).

Como a EM apresenta comprometimento da função respiratória, principalmente em seus estágios mais avançados, como fraqueza muscular e infecções, uma avaliação pulmonar é essencial. Dentre os tópicos de uma avaliação respiratória a verificação dos sinais vitais, o padrão respiratório, a ausculta pulmonar e a análise da força dos músculos da respiração são essenciais (KISNER; COLBY, 1998).


A cinesioterapia respiratória apresenta como instrumentos de tratamento os equipamentos e os recursos manuais. Estes são formados por técnicas manuais específicas de terapia respiratória, manobras cinesioterapêuticas, que têm como objetivos evitar o surgimento de complicações respiratórias, melhorar as disfunções toracopulmonares e aumentar o condicionamento físico e respiratório do paciente, e estão indicadas nos casos de pneumopatias, cirurgias torácicas ou abdominais, e quando a ventilação pulmonar não está sendo suficiente para oferecer o oxigênio para os tecidos (COSTA, 2002).

As manobras cinesioterapêuticas respiratórias podem ser associadas à técnica de drenagem postural, que consiste em adotar posições específicas, dependendo do local do pulmão onde há acúmulo de secreções, a fim de facilitar a drenagem destas para vias aéreas mais centrais com a ajuda da força da gravidade. Além da drenagem postural a inaloterapia também pode ser utilizada com o objetivo de umidificar e facilitar a eliminação de secreções. Nesta técnica o paciente inala gotículas de ar umedecido evitando assim, o aumento da viscosidade e acúmulo das secreções (THOMSON; SKINNER; PIERCY, 1994).

A fisioterapia respiratória como a respiração diafragmática, estimulação da tosse efetiva, drenagem postural e técnicas de reexpansão segmentar são essenciais para evitar o acúmulo de secreção, com conseqüentes infecções respiratórias, e manter a mobilidade pulmonar, principalmente em uma fase mais avançada da EM. Mudanças de posição no leito também podem evitar os distúrbios pulmonares. Outras técnicas associadas como o relaxamento, podem ser realizadas a fim de dar ao paciente uma melhor convivência com a doença (MEIRELES, 2003).

A cinesioterapia respitratória para os pacientes com EM consiste em:


• Higienização brônquica:

Dentre as manobras cinesioterapêuticas para a eliminação de secreções pulmonares têm-se a tapotagem, a vibração manual torácica, a vibrocompressão torácica e o estímulo da tosse efetiva.

A tapotagem é uma técnica eficaz (quando feita corretamente e associada a outras técnicas) para a higiene brônquica e tem como objetivo deslocar as secreções que estão aderidas aos pulmões. A tapotagem é feita com as mãos em forma de concha (dedos em adução), realizando movimentos de flexo-extensão de punhos sobre a área pulmonar que vai ser drenada, através de percussões rítmicas e alternadas. A tapotagem deve ser feita em uma posição relaxante e não provocar dor e desconforto para o paciente. Dentre as contra indicações da técnica têm-se: ruídos sibilantes à ausculta pulmonar, crise asmática, fraturas de costelas e hipersensibilidade do paciente à dor (COSTA, 2002; KISNER; COLBY, 1998).

Na vibração manual torácica são realizados movimentos rítmicos, rápidos e com uma intensidade capaz de transmitir a vibração aos brônquios pulmonares. Os movimentos são feitos com as mãos espalmadas, acopladas no tórax do paciente e no sentido crânio-caudal, com o objetivo de mover as secreções, que já estão soltas, para as vias aéreas de maior calibre. A vibração pode ser unilateral ou bilateral. Essa técnica pode ser usada em associação com a tapotagem e a drenagem postural. Os movimentos vibratórios com as mãos são conseguidos a partir de contrações isométricas dos MMSS do fisioterapeuta na parede torácica do paciente durante a expiração com uma leve pressão. A vibrocompressão é realizada através de movimentos vibratórios acrescentando-se uma pressão mais intensa na expiração, o que torna a eliminação das secreções mais rápida e eficiente (COSTA, 2002; KISNER; COLBY, 1998).

Para que haja a manutenção da limpeza dos pulmões é necessário um mecanismo de tosse (reflexo ou voluntário) eficaz. Esse mecanismo funciona a partir de uma inspiração profunda, seguida do fechamento da glote, contração da musculatura abdominal e posterior abertura da glote com uma expiração forte de ar. Alguns fatores como a redução da capacidade inspiratória ou expiratória forçada, a diminuição da ação ciliar, ou um maior espessamento das secreções contribuem para dificultar a tosse (KISNER; COLBY, 1998).

A tosse assistida é uma maneira de ajudar o paciente a tossir através de um estímulo manual feito sobre o tórax do paciente durante a tentativa de tosse ou em uma tosse muito difícil. Esse estímulo consiste em dar uma pressão rápida, com a área palmar de uma das mãos do fisioterapeuta, na região póstero-superior torácica do paciente, estando este sentado. A região anterior do tórax é fixada com a outra mão do fisioterapeuta. Essa assistência à tosse também pode ser feita dando-se a pressão manual na região abdominal. É importante que o estímulo seja sincrônico com a tosse do paciente, e que antes da realização dessa técnica o paciente saiba a maneira correta de tossir, usando os músculos abdominais (COSTA, 2002; KISNER; COLBY, 1998). Deve-se orientar o paciente a tossir, fazendo uma inspiração profunda, contraindo a musculatura abdominal e tossindo posteriormente. A tosse efetiva permite a eliminação de secreções devido à força do ar durante a expiração (THOMSON; SKINNER; PIERCY, 1994).

A estimulação da tosse manual também pode ser feita na região superior da traquéia (localização de grande parte dos receptores da tosse), na cavidade nasal, no palato da boca ou na epiglote. Porém, esse recurso causa desconforto para o paciente e só deve ser realizado em casos de impossibilidade de tosse espontânea como estados de coma, inconsciência ou lucidez precária, que favorecem o acúmulo de secreções pulmonares (COSTA, 2002).

• Reexpansão pulmonar:

Para reexpandir áreas pulmonares com redução da ventilação e da capacidade pulmonar total (CPT) podem ser feitas a expansão costal lateral, a manobra de compressão-descompressão torácica e os padrões ventilatórios.

Segundo Kisner e Colby (1998, p. 641) a CPT “é a quantidade total de ar contida nos pulmões após uma inspiração máxima.”

Como a fraqueza muscular na EM atinge também os músculos respiratórios, Schilz (2000) relata que com a progressão desse sintoma o paciente atinge um ponto em que a ventilação necessária não é mantida, causando anormalidades na função pulmonar como a redução da CPT e até uma insuficiência respiratória, apresentando assim, características de uma doença neuromuscular restritiva.

A expansão costal lateral, uni ou bilateral pode ser usada para as áreas basais, posteriores, apicais ou mediais dos pulmões dependendo da região que necessita de expansão. Para realizar a técnica o fisioterapeuta coloca as mãos na região lateral das costelas, e então pede-se ao paciente que expire, enquanto o fisioterapeuta coloca uma pressão para baixo nas costelas. Ao final da inspiração realiza-se um alongamento rápido para baixo e para dentro da parede torácica. Depois pede-se ao paciente que expanda as costelas contra as mãos do fisiotepapeuta durante a inspiração (KISNER; COLBY, 1998).

A manobra de compressão-descompressão torácica súbita, que pode ser usada para reexpansão pulmonar, é feita com a colocação das mãos do fisioterapeuta na base inferior das últimas costelas. Enquanto o paciente expira o fisioterapeuta faz uma compressão torácica para dentro e para baixo, e posteriormente uma descompressão súbita quando o paciente inicia a inspiração. Isto gera uma elevação no fluxo da expiração e uma variação súbita de fluxo durante a inspiração, o que favorece tanto a reexpansão pulmonar quanto a desobstrução das vias aéreas e a expectoração (PRESTO; PRESTO, 2003).

Padrões ventilatórios como a estimulação diafragmática (descrita no próximo tópico), a inspiração profunda, a inspiração fracionada, os soluços inspiratórios e a compressão-descompressão torácica súbita (já citada anteriormente) também podem promover a reexpansão pulmonar. A inspiração profunda consiste na realização de incursões ventilatórias profundas pelo paciente (que pode estar deitado, sentado ou em pé), e pode ser associada a cinesioterapia motora para os MMII e MMSS promovendo um maior volume de ar pulmonar ao final da inspiração. Na inspiração fracionada o paciente deve realizar várias inspirações nasais seguidas de pausas inspiratórias até atingir a capacidade pulmonar total, aumentando a quantidade de inspirações com a progressão do paciente (na prática conta-se até três). Os soluços inspiratórios são realizados a partir de inspirações nasais curtas e sucessivas sem pausas inspiratórias até a capacidade pulmonar total (CPT), sendo a última inspiração oral. A inspiração fracionada e os soluços inspiratórios também podem ser associados a cinesioterapia motora (PRESTO; PRESTO, 2003).

• Reeducação respiratória:


A respiração diafragmática é benéfica, pois promove o uso correto do diafragma e o relaxamento dos músculos acessórios da respiração, melhorando a ventilação, a troca gasosa e reduzindo o trabalho muscular. Este padrão ventilatório deve ser realizado com o paciente em uma postura confortável, inicialmente em decúbito dorsal, com posterior progressão para variadas posições como sentado, em pé e ao realizar atividades diárias. Pede-se que o paciente faça uma inspiração nasal lenta e profunda realizando elevação do abdome e mantendo os ombros relaxados, e posteriormente uma expiração oral, conforme as Figuras 5.A e 5.B (KISNER; COLBY, 1998).

A estimulação diafragmática também pode ser realizada durante a respiração diafragmática. A estimulação consiste em dar propriocepção no diafragma buscando-se uma contração voluntária máxima possível do músculo, no final da expiração e início da inspiração, promovendo um trabalho mecânico de ventilação eficiente do diafragma com facilitação da inspiração. Seu objetivo principal é a reeducação da respiração diafragmática, buscando uma melhora na ventilação pulmonar e um menor esforço muscular. O comando verbal dado pelo fisioterapeuta é muito importante durante essa manobra, pois mantém o paciente consciente da respiração correta (COSTA, 2002).

• Mobilidade e flexibilidade torácicas:

Os exercícios com esta finalidade associam movimentos ativos de tronco com a respiração, e é importante que o paciente realize-os diariamente (THOMSON; SKINNER; PIERCY, 1994).

Como exemplo desses exercícios podem-se citar:

- Paciente na posição sentada, inspirar durante a extensão de tronco e flexionar o tronco enquanto expira; - Em decúbito dorsal o paciente realiza flexão alternada dos quadris (THOMSON; SKINNER; PIERCY, 1994); - Paciente sentado realizar inclinação lateral do tronco para alongar os músculos retraídos e expandir a área torácica alongada. Durante a inclinação para o lado retraído o paciente empurra a região lateral do tórax com a mão fechada e expira; - Paciente na mesma posição colocar as mãos atrás de cabeça e realizar abdução horizontal dos MMSS durante a inspiração e a volta dos membros com flexão cervical na expiração. Esse exercício trabalha o tórax superior e o alongamento de peitorais (KISNER; COLBY, 1998).

• Aumentar a condição física do paciente:

Como a fraqueza na EM afeta também os músculos respiratórios, o fortalecimento da musculatura respiratória é essencial para o tratamento dos pacientes com EM, e deve ser associado com exercícios para melhorar a estabilidade de tronco, o controle da cabeça e o equilíbrio na posição sentada. Os contatos manuais e resistências adequados podem ser úteis (O’SULLIVAN, 2004).

O aumento da força e da resistência à fadiga dos músculos respiratórios pode ser conseguido com o treino muscular ventilatório (TMV). Este freqüentemente enfatiza os músculos inspiratórios e é usado em casos de pacientes que apresentam fraqueza, atrofia ou ineficiência muscular respiratória. O TMV pode ser realizado através do: uso de resistência (de acordo com cada paciente) para o fortalecimento do diafragma, onde coloca-se uma pequena resistência (manual, através de pesos ou do posicionamento do paciente) na região epigástrica abdominal do paciente e pede para o mesmo respirar profundamente; treino de resistência inspiratória, feito com a utilização de dispositivos que promovem uma resistência inspiratória; e a espirometria respiratória de incentivo, que trabalha a inspiração máxima do paciente e pode ser realizada com ou sem o uso de espirômetros. Neste caso o paciente realiza algumas respirações lentas e espontâneas, seguidas de uma expiração máxima e posteriormente uma inspiração máxima mantendo-a por alguns segundos. A espirometria melhora também a ventilação pulmonar (KISNER; COLBY, 1998).

Os benefícios do TMV irão variar dependendo de sua duração, freqüência, e os períodos intercalados entre a carga e o descanso (SLUTZKY, 1997).

• Relaxamento e correção postural:

O relaxamento pode ser utilizado para os pacientes com distúrbios neurológicos que apresentam complicações respiratórias (de acordo com a fase da doença), pois ajudarão os mesmos a superar uma crise de dispnéia e a controlar a respiração. O relaxamento do pescoço, cintura escapular e do tronco superior podem ser praticados, e ser associados com técnicas de controle da respiração reduzindo o gasto energético respiratório. O controle respiratório pode ser ensinado pedindo-se ao paciente que conte durante a inspiração e a expiração, como exemplo começar de 1:1 e aumentar o tempo de acordo com a progressão do paciente. Deve-se ensinar também a manutenção do controle respiratório durante as AVD’s, expirando ao flexionar o tronco e inspirando ao voltar à posição normal, além da correção postural relaxando a cintura escapular, deixando a coluna mais ereta possível e mantendo a cabeça ereta, pois esses pacientes apresentam uma tendência à cifose torácica e protusão da cabeça (THOMSON; SKINNER; PIERCY, 1994).

Considerações finais

Esta pesquisa foi desenvolvida sobre o tema esclerose múltipla e apresenta como finalidade oferecer informações sobre a cinesioterapia respiratória nesta doença. Para que os objetivos do trabalho sejam atingidos os exercícios respiratórios devem ser enfatizados, pois ajudam a manter ou a melhorar a capacidade funcional e a resistência cardiorespiratória. A realização da cinesioterapia respiratória deve ser individual e adaptável, a fim de não provocar a exacerbação de sinais e sintomas e a fadiga da musculatura respiratória, promovendo um trabalho das capacidades residuais funcionais do paciente no momento.

Endereço para contato:

Rua Sebastião de Azevedo Bastos, nº 279, Ed. Mar de Bertioga, apto. 902, Manaíra

João Pessoa – PB

Fone: (83 268-0659 / (83) 8804-3537
E-mail: fabiolafisiot@hotmail.com / fabiolafisiot@ig.com.br

Fabíola Mariana Rolim de Lima*; Flávio Bernardo Virgínio**; Lusicleide Galindo da Silva*

*Graduada em Fisioterapia pela UNIPÊ – Centro Universitário de João Pessoa - PB

**Graduado em Fisioterapia pela UNIPÊ – Centro Universitário de João Pessoa, Pós-graduando em Fisioterapia Pneumofuncional na Universidade Gama Filho - RJ

As virtudes do movimento



"Não há duvidas que o exercício físico melhora a qualidade de vida, por trazer conseqüências físicas e psíquicas. Previne doenças, otimiza o condicionamento físico e as funções cardíaca e muscular. Por outro lado, é muito importante especialmente para pacientes cardíacos, porque além dos benefícios cardiovasculares diretos, a atividade física alivia a ansiedade o sentimento de desamparo".

Além do modismo de ir à academia e "fazer ferros" para melhorar o visual corporal, todos os médicos coincidem em que a atividade física é um fator chave para a saúde e a vida sedentária é considerada sinônimo de doença.

Estudos epidemiológicos têm demonstrado uma forte associação entre a vida sedentária e o aparecimento de doenças nas coronárias, tais como infarto do miocárdio ou angina de peito, entre outras", afirma a doutora Susana Lipshitz, médica cardiologista da Clínica Bazterrica, de Buenos Aires, Argentina.

Demonstrou-se também que a execução de um plano de atividade física diminui a pressão arterial. E obtém-se outros benefícios, como a redução do excesso de peso, a diminuição do nível de triglicérides (gorduras), o aumento dos níveis do colesterol bom (HDL) e a provável diminuição do colesterol ruim (LDL). Finalmente, a atividade física reduz a resposta exagerada diante do esforço físico. Isto significa que, a pessoa treinada, que faz exercícios regularmente, sofre uma adaptação no seu organismo. E, quando faz um esforço, sua freqüência cardíaca e sua pressão arterial não sobem do mesmo modo que na pessoa não treinada.

O Exercício Aeróbico 

Os especialistas recomendam o exercício do tipo aeróbico ou dinâmico (caminhar, correr, nadar, andar em bicicleta). O exercício aeróbico é o que realiza-se aumentando o ingresso de oxigênio no organismo. Um aspecto importante das atividades aeróbicas é que o combustível orgânico que utilizam os músculos, são principalmente as gorduras.

"Ao contrário, os exercícios intensos e curtos, como correr 100 metros, ou levantar pesos, utilizam como fonte de energia o açúcar (glicose)", assinala o doutor Jorge Braguinski, especialista em doenças da nutrição. Isto significa que, se uma pessoa procura "queimar as gorduras", lhe convém realizar uma atividade aeróbica. 

É importante que a atividade se realize em forma regular e progressiva, recomenda por sua parte Lipshitz, e sublinha: "Praticado deste modo, o exercício não é perigoso, porém sempre é conveniente consultar ao médico, antes de começar um programa de atividade física".

O exercício, como o regime alimentar, é um compromisso para toda a vida. Se for interrompido, perdem-se rapidamente os efeitos saudáveis. Por isso a especialista sugere que a atividade física seja realizada durante 30 a 60 minutos, de três a cinco vezes por semana. 

Maior Provisionamento de Oxigênio

O que acontece no organismo das pessoas que se exercitam? Durante a atividade física se produzem mudanças na circulação sangüínea destinadas a prover um maior aporte de oxigênio aos tecidos que estão se movimentando. Este aporte maior se produz graças ao esforço do coração, devido a que este órgão aumenta o volume de sangue que envia ao corpo todo, uns 70 centímetros cúbicos de sangue por batida. Este valor, multiplicado por 70 batidas por minuto (a normal, em repouso) representa, aproximadamente, 5 litros por minuto. Mas durante o exercício esse volume pode chegar a se quintuplicar devido às mudanças que se produzem no organismo, por exemplo, o aumento da freqüência cardíaca. 

As necessidades metabólicas que surgem durante a atividade física são compensadas mediante adaptações do sistema circulatório central e o periférico, como o aumento da pressão arterial máxima e da freqüência cardíaca, a vasodilatação periférica e a local, e uma diminuição da pressão arterial mínima. O organismo contrai as artérias das regiões onde não se necessita um alto aporte de oxigênio, por exemplo, nas vísceras. E dilata ao máximo as zonas de esforço, dos músculos de pernas e braços, que requerem máximo aprovisionamento de oxigênio. 

Estas mudanças adaptativas relacionam-se com a freqüência, duração, intensidade e tipo do exercício. "Quanto maior a intensidade do exercício, maior o risco de sofrer um traumatismo e, em alguns casos, um acidente cérebro-vascular. Recomenda-se então aos adultos e anciãos sadios, com características sedentárias, exercícios de longa duração e intensidade moderada", indica Lipshitz. 

Os Limites do Coração

O coração pode chegar a uma freqüência máxima. É a quantidade máxima de pulsações por minuto a que pode chegar uma pessoa de acordo com a sua idade. Existe uma fórmula para determinar este valor, que é um indicador da capacidade (ou resistência) para o exercício aeróbico. Ela se obtém ao subtrair ao número 220, a idade de cada um. O resultado será o número máximo de pulsações por minuto a que se pode chegar durante um exercício. Por exemplo, se uma pessoa tem 50 anos (220-50= 170) o máximo de batidas será 170. Este valor se encontra pré-estabelecido segundo tabelas por sexo e idade. 

O coração é um músculo e por tanto, para funcionar requer oxigênio. Na medida que aumenta a freqüência cardíaca, o consumo de oxigênio é maior. Chegar à freqüência máxima é sinônimo de que o coração já não tem reserva de oxigênio. Portanto, é necessário diminuir a intensidade do exercício para baixar a freqüência cardíaca.

"Toda pessoa sadia ou doente, deveria realizar uma prova de esforço (ergometria) para valorar objetivamente sua capacidade funcional e determinar o tipo, intensidade e duração do exercício a efetuar", indica a cardiologista.

Tipos de Atividade Muscular

Existem dois tipos básicos de atividade muscular. Um é o exercício dinâmico, ou isotônico. Este tipo de atividade faz que os músculos esqueléticos se contraiam e se alonguem. As atividades predominantemente isotônicas são: correr, trotar, nadar, praticar ciclismo, remar, caminhar, a danças rítmicas e lentas.

O exercício estático ou isométrico provoca grandes mudanças no tensionamento dos músculos, mas poucas mudanças no seu comprimento. As atividades deste tipo são, por exemplo: levantar pesos, empurrar objetos pesados, empunhar objetos (raquetes) e fazer corridas curtas e rápidas. 

No exercício dinâmico (a esteira ou a bicicleta) se põem para trabalhar grandes massas musculares e existe uma grande demanda de oxigênio como conseqüência da contração muscular. No exercício estático, ao contrário, só se contraem, de forma sustentada, pequenas massas musculares. 

"O exercício isométrico intenso e sustenido pode ocasionar um acidente cerebral hemorrágico, um infarto do miocárdio, ou a ruptura de um aneurisma de aorta", assinala Lipshitz. E acrescenta: "Este exercício está contra-indicado nas pessoas com recente dano miocárdio e com moderada ou severa hipertensão".

Exercícios de Reabilitação Cardiovascular

Quando uma pessoa teve um problema cardíaco, os médicos recomendam os exercícios de reabilitação cardiovascular. O objetivo da reabilitação, segundo a Organização Mundial da Saúde, é um pronto retorno a um estilo de vida normal, ou o mais assemelhado possível, ao que o indivíduo tinha antes da sua doença, e que lhe permita cumprir um rol satisfatório na sociedade, retornando a uma vida ativa e produtiva. 

Para quem está recomendada a reabilitação cardiovascular? "A reabilitação tem se tornado uma ferramenta terapêutica que o médico cardiologista pode usar em quase todos os pacientes", assinala Lipshitz. 

O benefício fisiológico mais importante é a melhoria da capacidade funcional. Isto significa que aumenta o limiar para sintomas como a angina de peito, a dispnéia, a fadiga e o esgotamento, e um aumento na capacidade para o trabalho. Quer dizer que, se uma pessoa sentia fadiga quando caminhava uma quadra, depois de iniciada a reabilitação, sentirá fadiga quando tenha percorrido um trajeto maior. O resultado final destes mecanismos adaptativos é uma melhoria da qualidade de vida. 

Os exercícios de reabilitação devem começar precocemente logo após o diagnóstico de uma enfermidade cardíaca, ou na forma posterior a um evento agudo. A eleição desse momento é um critério médico que depende do estado clínico do paciente e da presença ou não de complicações. 

Tudo na sua Medida e em Harmonia

Estes exercícios recomendam-se logo após um infarto, uma cirurgia cardíaca, uma angioplastia coronária, bem como para as pessoas que têm níveis altos de colesterol, padecem angina de peito, diabetes mellitus, insuficiência renal, ou possuem marcapassos. 

Porém, os exercícios estão contra-indicados para pessoas que têm um infarto em evolução, uma angina refratária ao tratamento, ou padecem uma trombose, ou tromboflebites. Também devem abster-se temporariamente de começar exercícios de reabilitação, as pessoas que apresentem quadros febris, anemias, insuficiência respiratória grave, ou asma com crises desencadeadas pelo exercício físico.

Um programa de reabilitação inclui um pré-aquecimento de 5 minutos com bicicleta ou esteira. Bicicleta, entre 15 a 30 minutos. Esteira, entre 20 e 30 minutos, com exercícios isotônicos e isométricos. Esportes, como vôlei, pingue-pongue, basquete, trote ou natação, até 20 minutos. Por último, uns 10 minutos de trote.

A diversidade de exercícios estáticos e dinâmicos objetivam transformar o programa de atividade física em alguma coisa de altíssimo aperfeiçoamento e eficácia, com alto benefício e risco mínimo. A prescrição do exercício físico se realiza tomando em consideração o resultado ergométrico e a compleição física da pessoa, para que atinja um nível que melhore as condições cardiovasculares prévias. Com respeito à intensidade, os exercícios deveriam alcançar a freqüência cardíaca útil de cada paciente. No começo uns 60 por cento, até atingir os 80 por cento com o efeito do treinamento. 

Dicas para evitar estresse



Causas do estresse

• Excesso de atividade ou má distribuição do tempo;

• Acúmulo de raiva e sentimentos negativos;

• Problemas de relacionamento;

• Descontrole diante de situações críticas;

• Preocupação excessiva;

• Falta de descanso e lazer;

• Dificuldade de lidar com as perdas.

Conseqüências do estresse no organismo

• Envelhecimento precoce;

• Depressão e ansiedade;

• Doenças no aparelho circulatório como taquicardia;

• Respiração ofegante;

• Palidez;

• Sudorese;

• Descontrole da pressão arterial.

Como combater o estresse

• Praticar atividades físicas regulares;

• Ter um hobby ou passatempo;

• Alimentar-se de maneira saudável e regularmente;

• Dormir o suficiente;

• Se possível, tirar férias anuais;

• Adotar hábitos de vida saudáveis.

Nucleoplástia, a solução rápida


Entre as novas técnicas para tratar a hérnia de disco, a nucleoplastia é uma das mais usadas. Um cateter de 1 milímetro de diâmetro é introduzido no interior do núcleo do disco. Por meio de ondas de radiofreqüência, ele aquece o gel a ponto de fazê-lo evaporar. O procedimento em si dura em torno de dez minutos, mas o cirurgião leva pelo menos uma hora entre os preparativos e os cuidados finais.

Método Rood


1- Introdução

O método de Rood é uma técnica proprioceptica (termo-tatil) aplicada através de estímulos provocados nos pacientes para ativação de receptores sensoriais, recebendo esses estímulos e assim transmitindo para o sistema nervoso central.

1.1- Propriocepção: Informa o grau em que a musculatura esta contraída, a posição articular, orientação da cabeça, etc.

A cinestesia é a percepção do movimento corporal. O encéfalo é responsável por receber impulsos relacionados a posição de partes do corpo, fazendo os ajustes para assegurar a coordenação.
Tipos de receptores proprioceptivos:
- Fuso muscular (no ventre muscular)

- Órgãos tendinosos de Golgi (tendão)

- Cápsula articular (receptores cinestesicos da articulação)

1.2- Receptores táteis: Pressão e vibração, pruridos e cócegas (detectados por terminações nervosas livres presas a fibra delgadas não mielinizadas do grupo C). A outras sensações são percebidas por outros tipos de mecanoreceptores mielinizados do grupo A. Envolve:

Tato grosso: sente entrar em contato, porém não discrimina formas e tamanhos
Tato discriminado: sente contato e percebe forma, tamanho. São percebidos através do corpúsculo do tato ou Meissner.

1.3- Receptores térmicos: Termoreceptores e terminações nervosas livres na superfície da pele.

Frio: Percebido por fibras mielinizadas grupo A.
Calor: Na derme, não mielinizada, grupo C.

Em temperaturas menores de 10° e maiores de 48°C estimulam nociceptores em vez de termoreceptores, produzindo dor.

2- Histórico da técnica

A autora desse método é Margaret Rood. Na década de 50 ela deu inicio aos estudos sobre essa técnica, porém publicou pouco sobre o assunto. Na década de 60, esse método foi mais bem definido por Goff & Stock Meyer.

A base do método é a utilização de estímulos cutâneos para aumentar a sensibilidade dos receptores de estiramento, seguida de estimulação proprioceptiva através de estiramento muscular rápido, facilitando desta forma a contração voluntária do músculo (Harris, 1980).

É uma técnica proprioceptiva, pois utiliza estímulos em zonas especificas, através de recursos termo-tateis, estimulando receptoras da pele, que tem a mesma origem embrionária dos folhetos do sistema nervoso.

É bastante utilizado em casos de espasticidade, para facilitar movimentos de pacientes hipotônicos, sendo esse método mais interessante nesse ultimo caso. A utilização em casos de espasticidade é discutida, uma vez que o estímulo poderia acabar aumentando o grau de tensão desses músculos, por isso também é muito mais recomendada no caso de hipotonia.

É uma técnica que necessita ser bem indicada para não trazer prejuízos ao invés de benefícios.


3- Objetivo

O objetivo é inibir o tônus muscular mediante a estimulação sensitiva, ou seja, evitar atividades reflexas patológicas, aumentar a sensibilidade de receptores de estiramento, facilitando a contração voluntária do músculo.


4- Técnica

A estimulação sensorial pode ser feita por:

* Escovação rápida e pincelamento;
* Crioterapia;
* Alongamento lento e rápido;
* Massagem lenta.


4.1- Escovação Rápida ou Pincelamento: Realizado no sentido contrário da inclinação dos pelôs, reforçando a atividade do neurônio motor alfa e dos neurônios gama. Tenta-se com isso, inibir a musculatura espastica através da facilitação do seu antagonista não espastico.

A neurofisiologia da técnica é baseada no sistema aferente gama e na inibição recíproca, através de interneurônios inibitórios, no segmento medular correspondente a região pincelada.

4.2- Crioterapia: Aplicada em estímulos rápidos no ventre muscular, no sentido de sua contração, produzindo efeito de facilitação localizada, sendo que toda facilitação deve ser seguida de movimento voluntário. É realizada também para diminuir a espasticidade muscular, produzindo relaxamento dessa musculatura.

É aplicado nos músculos antagonistas ao grupo muscular hipertônico, devido à inibição recíproca, pois a contração dos antagonistas determina o relaxamento dos agonistas espasticos, (Harris, 1980).

4.3- Alongamento Lento e Rápido: Usado para melhorar a flexibilidade muscular, ADM do paciente e também realizar a quebra do padrão espastico do paciente.

4.4- Massagem Lenta: Feita com frotamentos (pequenos golpes), percussão, tapotagem e pequena pressão sobre a articulação que está sendo tratada.


5- Considerações Finais

O método Rood enfatiza o desenvolvimento de uma seqüência de eventos de movimento, ou seja, do mais simples ao mais complexo, segue o desenvolvimento ontogenético,: deitado em supino, rolar deitado, girar em posição de prono, deitado em posição de prono com apoio nos cotovelos, de quatro, em pé, e caminhando.

Esse método é utilizado associado a outras técnicas, como:

* MÉTODO BRUNNSTROM
* EDUCAÇÃO CONDUTIVA
* KABAT
* BOBATH

Pilates na água trabalha equilíbrio e melhora a qualidade de vida



O Pilates é um método que mistura variados movimentos de conscientização corporal, como alguns utilizados pela ioga, além de teorias de controle motor. Dentro da água, é baseado em exercícios de alongamento, onde utiliza o próprio peso do corpo para agir sobre todo o organismo, sendo ideal para qualquer idade.
"É uma técnica de reeducação do movimento, composto por exercícios fundamentados na anatomia humana, capaz de restabelecer e aumentar a flexibilidade e força muscular, melhorar a respiração, corrigir a postura e prevenir diversas lesões. O método foi sendo dissipado até chegar a uma versão aquática", conta a fisioterapeuta Marcela Batistuta.
 
Também conhecido como hidropilates, aquapilates ou simplesmente pilates na água, segundo a fisioterapeuta, as técnicas são aplicadas com os mesmos princípios do método tradicional, mas agora com a fluidez reduzindo a resistência, já que dentro da água o corpo perde 70% de seu peso original. As articulações também ficam mais flexíveis, permitindo movimentos com maior amplitude.
"Aliado à temperatura da água, em torno de 30 graus, promove relaxamento da musculatura, faz com que o praticante atinja um grau de flexibilidade maior do que se fizesse o mesmo movimento fora da água. A melhora do equilíbrio, da força e da concentração são alguns dos benefícios que o pilates na água promove. De forma simplificada, pode-se dizer que o tratamento dos desequilíbrios consiste em promover um reequilíbrio das cadeias musculares, alongando o que está encurtado e fortalecendo o que está fraco. Contribui, ainda, para a manutenção da boa postura, trabalhando vícios", explica Marcela.
 
Comuns na terceira idade, os efeitos negativos de estresse, má postura e tensões excessivas localizadas, muitas vezes resultantes de atividades profissionais que exigem o uso da força, são os principais motivos que levam milhares de pessoas aos consultórios de fisioterapeutas e ortopedistas, todos os anos.
O pilates trabalha com a ajuda de acessórios para flutuação na piscina e é marcadamente variado, podendo ser realizado individualmente, em dupla ou em grupo. "São realizados exercícios de aquecimento, equilíbrio, fortalecimento de pernas e braços, abdominais, costas, torções, alongamentos, relaxamento e soltura muscular, tudo isso em uma aula. E o objetivo é trabalhar equilíbrio, flexibilidade, força, postura, concentração e respiração, conectando corpo e mente", conclui.

Tipos de lesão muscular


O músculo é um tecido especializado formado por minúsculas estruturas proteicas (actino miosina) que, paulatinamente, vão se agrupando e se transformando em estruturas cada vez maiores, microfibrilas, fibras, fascículos e grupo muscular.

Um músculo se contrai mediante um estímulo elétrico que faz com que as moléculas de actino-miosina se aproximem entre si. Um músculo é irrigado a partir de vasos sanguíneos que penetram no seu interior, cuja finalidade é suprir a quantidade de oxigênio necessário para o desempenho de sua função de contração.

A lesão muscular é, nos dias de hoje, bastante comum podendo acontecer por erro de treinamento, secundário à má preparação física, aquecimento incorreto, sobrecarga muscular, excesso de uso (over use) ou ainda por trauma direto.

De uma maneira didática, podemos classificar os acidentes musculares segundo a sua gravidade, em 3 grupos.

Grupo I - também chamado popularmente de estiramento muscular, ocorre quando algumas pequenas fibras sofrem um processo de esgarçamento. Esta alteração costuma ser microscópica e benigna, havendo a recuperação total em período bastante curto.

Grupo II - também chamado popularmente de distensão muscular, é o mais comum dos problemas atendido pelos especialistas pois, neste caso, já existe um quadro doloroso importante secundário à ruptura de um certo número de fibras musculares com formação de edema localizado, tumefação e diminuição da capacidade de contração do músculo atingido. É classificado por alguns especialistas como ruptura parcial.

Grupo III - é este o mais grave dos acidentes musculares pois trata-se de uma ruptura importante do grupo muscular, existindo neste caso incapacidade funcional. A simples observação do músculo envolvido no processo permite perceber uma depressão localizada ou mesmo uma tumefação, quando da contração. Na maioria das vezes esta alteração, implica em um tratamento cirúrgico com reabilitação posterior prolongada, chegando esta a alguns meses.

Não importa o tipo de lesão muscular, o tratamento básico inicial se baseia nas seguintes recomendações: Proteção do grupo muscular atingido, repouso, gelo nas primeiras 24 a 72 horas, compressão do grupo muscular comprometido e elevação do membro atingido. A finalidade deste tratamento de emergência consiste em reduzir o sangramento dentro do músculo atingido e diminuir a possibilidade de novas lesões em um tecido já previamente lesado.

Lesões causadas pelo esporte


Dicas para corredores e maratonistas para manter a resistência atlética e o bem estar


A todos os corredores e maratonistas amadores, os especialistas da Mayo dão dicas sobre como correr com saúde, prevenir lesões e alimentar-se e hidratar-se adequadamente antes, durante e depois de uma corrida.

1. Alongamento ( Edsel Bittencourt, fisioterapeuta brasileiro, de Maringá - PR, que está na Mayo desde 1997, onde desenvolve trabalhos de fisioterapia esportiva e manual)

Ela explica a importância do alongamento para a prática esportiva)



· Alongamento, aquecimento e hidratação são sempre muito importantes antes de qualquer prática esportiva. Para a participação num evento importante, como uma maratona, é fundamental manter a mesma rotina executada durante o treinamento, usar o mesmo tênis e adotar a mesma alimentação e realizar os mesmos exercícios de alongamento.

- O alongamento deve ser executado suavemente, em todo o corpo, e seu objetivo é o de restabelecer a função e comprimento natural/funcional do músculo sem lesão de fibras.

- Antes de iniciar um programa de prática esportiva, é fundamental consultar um médico para uma avaliação geral e consultar um especialista para que seja desenvolvido um plano de treinamento adequado à condição física do corredor.



2. Prevenção de lesões (Scott Silvers, chefe do Departamento de Medicina de Emergência da Mayo dá dicas sobre como prevenir lesões relacionadas à corrida).
Além do alongamento antes de uma maratona existem outras preparações básicas que energizam e protegem o corpo apropriadamente durante uma atividade de muita exaustão.

· Nas semanas anteriores a da corrida, diminua as distâncias percorridas, para assegurar um corpo forte e saudável.

· Nas duas ou três noites anteriores à prova, alimente-se com uma dieta com baixos índices de gordura e alto teor de carboidratos. Não prove nenhuma comida diferente, nem coma grandes porções na noite anterior à corrida

· Use roupa adequada: verifique o clima da manhã da corrida e se vista adequadamente ao clima. Proteja as partes sensíveis a lesões (como músculos). No dia da corrida não é para experimentar roupas ou calçados novos

· Durante a corrida, beba somente água para evitar problemas eletrolíticos (como baixa de sódio)

· Os iniciantes devem tentar manter a tranqüilidade ao iniciar uma prova. Por estar entusiasmado com a prova, é comum começar a corrida em ritmo bastante rápido e logo ficar sem energia. Desfrute do dia, das pessoas e de sua corrida!

Bandagem Funcional em entorses


Revisão sobre Hernia de Disco


Hérnia discal é a herniação do núcleo pulposo através do anel fibroso, constituindo-se como uma das principais causas de dor lombar (CECIL, 1992). Quando há uma herniação medial, envolve a medula espinhal diretamente, pode haver pouca ou nenhuma dor, ou dor na distribuição radicular bilateral. Sendo que, em muitas vezes, as dores são sentidas em local distantes da herniação do disco (CECIL, 1992).

A hérnia de disco surge como resultado de diversos pequenos traumas na coluna que vão, com o passar do tempo, lesando as estruturas do disco intervertebral, ou pode acontecer como conseqüência de um trauma severo sobre a coluna. A hérnia de disco surge quando o núcleo do disco intervertebral migra de seu local, no centro do disco para a periferia, em direção ao canal medular ou nos espaços por onde saem as raízes nervosas, levando à compressão das raízes nervosas.

Um disco é uma estrutura colocada entre duas vértebras. O disco possui uma área central gelatinosa (núcleo pulposo) circundada por um anel, que mantém esse núcleo no seu interior. O núcleo gelatinoso funciona como um amortecedor. Devido a fatores como seu envelhecimento (degeneração), o anel às vezes se rompe e permite a saída de parte do núcleo. Esse material gelatinoso comprime a raiz nervosa e provoca os sintomas de uma hérnia (de disco).

Existem, normalmente, 31 pares de raízes nervosas que saem da coluna e se distribuem para todo o corpo. O maior nervo do corpo humano (nervo ciático) é formado por cinco dessas raízes. Quando uma delas é comprimida pela hérnia, ocorre dor e outros sintomas.

A maioria das hérnias ocorre na região lombar (perto da cintura), mas também existem hérnias da região torácica e cervical (pescoço).


Sintomas de uma Hérnia de Disco Lombar

Localização da dor Lombar

É geralmente entre L4 e L5 e entre L5 e S1 comprimindo as raízes L5 e S1, respectivamente. Mesmo sendo incomum, há herniação L3 e L4. (CECIL, 1992).


Quadro Clínico

A coluna pode manter-se rígida, a curva lordótica lombar normal pode desaparecer, espasmo muscular pode ser proeminente e a dor exacerbar-se na extensão da coluna e ser aliviada em flexão lenta. A parestesia e a perda sensorial com fraqueza motora no miótomo suprido por aquela raiz, além da diminuição ou ausência de reflexos são evidências de distúrbios neurológicos causados pela hérnia discal.

Quando há elevação da perna estendida em decúbito dorsal pode reproduzir dor radicular. Ao elevar a perna contralateral e houver dor espontânea sugere - se hérnia discal. Pode causar a dor durante a palpação sobre o nervo femoral na virilha ou sobre o nervo ciático na panturrilha, coxa ou glúteos. (CECIL, 1992).


Dor na Hérnia Discal

Por ser a dor o sintoma mais comum nesta patologia, a origem exata da dor localizada não é conhecida, mas pode resultar de compressão do nervo sinovertebral. A dor radicular geralmente aparece depois de ataques repetidos de dor localizada e é percebida como aguda, de forma súbita que pode irradiar da coluna ao longo da distribuição inteira da raiz envolvida ou afetar somente uma parte desta raiz. Ambas as dores, localizada e radicular podem ser aliviadas com o repouso e aumenta com as atividades.

As hérnias podem ser assintomáticas, neste caso herniação para o centro dos corpos vertebrais que delimitam o disco (Nódulo de Schmörl). E podem ser sintomáticas, e quando hérnia para dentro do canal vertebral comprimindo terminações e raízes nervosas. Estas dependem da localização, do tamanho, do tipo e do grau de envolvimento radicular.

Algumas fibras desse feixe terminam na substância reticular do tronco cerebral, e a maior parte se encaminha para o tálamo, terminando no complexo centro basal. Deste, os sinais são transmitidos para outras áreas basais do cérebro e para o córtex sensorial somático. Para a dor do tipo rápido ser bem localizada é preciso que os receptores táteis sejam também estimulados.

Paleoespinotalâmico: Sistema que transmite os sinais dolorosos pelas fibras periféricas de dor lenta do tipo C e ocasionalmente do tipo A. Essas fibras nervosas periféricas terminam nas lâminas I e II das pontas dorsais da medula que juntos são chamados de substancias gelatinosas.

Nas próprias pontas dorsais, os sinais passam por um ou mais neurônios internunciais de fibras curtas antes de chegar à lâmina V (células transmissoras T), onde originam axônios longos que se juntam às fibras da via de dor rápida passando pelo lado oposto da medula e se encaminha para o lado ipsio lateral em direção ao cérebro (GUYTON, 1984).


Dores

Receptores da dor e sua estimulação

Os receptores da dor são as terminações livres (pele, periósteo, paredes arteriais,...). A maior parte das fibras dolorosas pode ser excitada por tipos múltiplos de estímulos (frios, alongamento excessivo, calor,...), que são denominados nociceptores mecânicos, térmico e químico.

A dor rápida é evocada por nociceptores mecânicos e térmicos, enquanto que a dor lenta resulta dos três tipos de nociceptores. Esses nociceptores químicos podem ser estimulados por substâncias químicas que têm grande importância no aparecimento da dor do tipo lenta, tais como: bradicinina, serotonina e prostaglandina (aumenta a sensibilidade).

Os receptores da dor não se adaptam ao estímulo nocivo, fazendo com que o indivíduo permaneça alerta ao estímulo lesivo, que provoca a dor durante todo o tempo que ele persiste.(CECIL, 1992).


Vias de transmissão da dor

As terminações nervosas livres utilizam duas vias: para a dor rápida e em pontada e uma via para a dor lenta-crônica.

Os sinais de dor rápida são transmitidos nos nervos periféricos em direção a medula espinhal por fibras de pequeno diâmetro tipo A (rápidas) e a dor lenta por fibras tipo C. Devido a esse duplo sistema, um estímulo doloroso brusco causa uma sensação dolorosa dupla (rápida - em pontada e em queimação).

Após penetrar na medula espinhal através da raiz dorsal, as fibras da dor vão para o feixe de Lissauer, posterior à ponta dorsal da substância cinzenta da medula espinhal, terminando sobre neurônios localizados nas pontas dorsais, onde há dois sistemas para o processamento dos sinais dolorosos que se dirigem para o cérebro por meio de duas vias:

Neoespinotalâmico: As fibras rápidas de dor do tipo A transmitem principalmente os sinais dolorosos mecânicos e térmicos. Elas terminam na lâmina I das pontas dorsais (lâmina marginal), onde excitam os neurônios de segunda ordem, os quais originam longas fibras que cruzam para o lado oposto da medula pela comissura anterior e se dirigem para o cérebro pelas colunas ântero-lateral.


Opiáceos endógenos

Em 1975, descobriu-se que no sistema nervoso central existem receptores para opiáceos endógenos (endorfina, encefalina e substância P) em altas concentrações, especialmente em áreas identificadas por Melzak e Will e em áreas associadas com nocicepção como importantes na inibição dolorosa: tálamo sistema límbico, substância cinzenta periaquedutal e substância gelatinosa, (UMPHRED, 1994).

Como o processo de protusão do disco intervertebral e as rupturas das fibras pressionam as raízes nervosas coluna, isto faz com que o portador de Hérnia de Disco sinta algo na coluna como se estivesse uma faca compreendendo o individuo do pé a coluna vertebral.

O paciente com hérnia discal lombar apresenta dor ao longo da perna, originando-se na região lombar ou nas nádegas. Esta dor limita o paciente a se curvar ou levantar para uma posição completamente vertical sem um certo grau de desconforto.

A história do paciente sobre o início da herniação do disco nem sempre é um relato sobre causa e efeito. Um esforço violento pode ter precedido imediatamente o início da lombalgia ou da dor na perna, mas muitas vezes o esforço é fraco ou nem lembrado. Pode haver um relato de crises leves e curtas, porém recorrentes, de lombalgia com ou sem irradiação na perna. As crises anteriores podem ter sido violentas, demandando dias ou semanas de repouso ou hospitalização. O paciente pode lembrar que estas crises o faziam ficar "torcido para o lado", curvado para frente, ou incapaz de ficar em pé corretamente. A dor piorava ao se curvar, tossir ou espirrar. Todos estes sintomas implicam numa prévia irritação da raiz nervosa, provavelmente devido a uma hérnia de disco.

Além disto, quem possui a Hérnia de Disco, sente dores e parestesia. As hérnias discais são classificadas em cervicais, dorsais e lombares, de acordo com segmentos na coluna onde a hérnia se desenvolveu. Agora, de acordo com a localização das hérnias, estas podem ser classificadas também quanto a sua localização, estas são medianas, para-medianas, foraminais ou extra-foraminais, ocorrendo:

dor nas costas há meses;

Após esse período, aparece dor numa das pernas;

Dormências e diminuição da força nesta perna, com dificuldade para caminhar;

Com o passar dos meses, o paciente pode notar atrofia na musculatura desta perna;

Dependendo do tamanho da hérnia, e se ela for central, ambas as pernas podem ser acometidas;


Causas

Fatores Etiopatogênicos:

Traumas, infecções, malformações congênitas, doenças inflamatórias e metabólicas, neoplasias, distúrbios circulatórios, fatores tóxicos, fatores mecânicos e psicossomáticos.(SAMARA, 1985).

A hérnia de disco é causada pelo processo de protusão do disco intervertebral por rompimento de suas fibras. Com isso há o risco de pressionar as raízes nervosas no canal vertebral ou infeccionar ou inflamar. Estas lesões, conforme a localização em que se estabelecem, causam os sintomas da Hérnia com dores.

O disco intervertebral é um composto tecido fibrocartilaginoso na formação de fibras concêntricas e suporta e amortece as cargas que recaem sobre a coluna vertebral. Essas fibras guardam em seu centro um líquido gelatinoso e pulposo.

Trauma agudo à região cervical ou lombar, de intensidade suficiente para romper o AF protetor, por exemplo, uma queda Desgaste ao longo do tempo, por má postura, excesso de peso, ou disfunções biomecânicas não corrigidas.

A herniação pode resultar de forças excessivas, esforços repetitivos e tensão prolongada sobre o mecanismo hidráulico ou a presença de um anel defeituoso. Podem também ser encontrados os seguintes fatores ou a combinação deles: esforço anormal sobre mecanismo normal, esforço normal sobre mecanismo anormal, esforço normal sobre um mecanismo normal quando está despreparado para aceitar o esforço.

"Dois mecanismos tentam explicar a maior incidência das anormalidades observadas na parte anterior dessas apófises nos segmentos torácico e lombar da coluna vertebral: o primeiro, por herniação discal intervertebral, como nos nódulos de Schmori, e o segundo, na osteocondrose de Osgoodschlatter". "As forças de tração atuam na porção anterior da coluna lombar por contração do diafragma, atuando em sentido cranial. Esportes que exigem extensão forçada desse segmento vertebral apresentam maior incidência de lesões nas apófises vertebrais".

"Esse fato tem sido descrito em ginastas, tenistas, jogadores de futebol e participantes de luta romana, entre outros".


Tratamento

O tratamento é feito com o objetivo de restabelecer o equilíbrio da coluna comprometido com o rompimento da estrutura discal.

Há dois tipos de tratamento para a Hérnia:

O tratamento tem o objetivo de restabelecer a estabilidade da coluna vertebral comprometida com a ruptura da estrutura discal. Não basta sedar a dor, mas sim restabelecer o equilíbrio da unidade funcional. O tratamento pode ser conservador como repouso, bloqueio anestésico, uso de analgésicos e antiinflamatórios, calor, fisioterapia e reeducação através de exercícios corporais.

Já a cirurgia é aconselhada para garantir o restabelecimento da resistência e estabilidade da coluna vertebral. Sendo esta uma estrutura que suporta grandes cargas, apenas a retirada da hérnia não alcança esse objetivo principal, sendo necessário à fixação dos elementos operados.

Assim, cirurgias de apenas ressecção parcial ou total do disco, estão fadadas ao descrédito, pois em seus resultados a médio e longo prazo os pacientes revelam-se incapacitados para exercer atividades físicas e, na maioria das vezes, há uma reincidência do quadro álgico.

Quando a hérnia ocorre na região cervical, a dor é uma cérvico-braquialgia, ou seja, inicia-se no pescoço e se irradia pelo braço. Além da dor, pode haver alterações da sensibilidade (parestesia).


Tratamento Fisioterapêutico

Objetivos

Recuperar a função, desenvolver um plano de assistência a saúde da coluna e orientar o paciente sobre como evitar recorrências de protusão de disco.

Com a fisioterapia, Adquirimos liberação, relaxamento da musculatura contraturada, fortalecimento dos músculos abdominais e da região dorsolombar e desenvolvimento de apoio muscular ao redor da coluna.


Tratamento Passivo

Calor: utilizar calor superficial para preparo para a massagem.

Massagem: a massagem deve ser aplicada na região cervical, lombar e ombros. A massagem sub-aquática também é recomendada.

Eletroterapia: as correntes dinâmicas, as correntes de interferência e o ultra-som devem ser aplicados nesses pacientes.


Tratamento Ativo

Pacientes que apresentam sintomas graves devem permanecer em repouso no leito e realizar apenas caminhadas curtas em intervalos regulares. A caminhada provoca uma extensão lombar e estimula o mecanismo dos líquidos, promovendo diminuição do edema no disco e nos tecidos conectivos. Se o paciente não conseguir permanecer ereto, deverá utilizar muletas, que melhoram a postura, evitando a postura inclinada para frente.

Para pacientes que não conseguem realizar flexão repetida, devemos evitar esse movimento e enfatizar o tratamento em movimentos de extensão. Procedimentos: em decúbito ventral, colocar travesseiros no tórax do paciente e ir aumentando progressivamente a quantidade de travesseiros até o paciente conseguir se apoiar nos cotovelos. O paciente deve permanecer nessa posição de 5 a 10 minutos, para promover a extensão, permitindo o deslocamento do disco com subseqüente centralização ou diminuição dos sintomas. Se o paciente tolerar esse movimento, deverá realizá-lo várias vezes ao dia.

Para corrigir desvios laterais, procedimento: "coloque o paciente em decúbito lateral, com o lado do desvio torácico para baixo. Um pequeno travesseiro ou rolo de toalha é colocado sob o tórax. O paciente permanece nessa posição até que a dor centralize; então vira para o decúbito ventral e começa a fazer extensão passiva com flexões de braço em decúbito ventral".

Quando o paciente iniciar os movimentos de flexão, ele deve realizar exercícios de protusão anterior. Procedimento: em decúbito dorsal o paciente traz os joelhos até o tórax e mantém essa posição durante alguns minutos, essa posição deve ser repetida várias vezes e progredir, realizando o movimento sentado e em pé, esses exercícios de flexão da coluna diminuem a dor porque alargam os forames.

"A tração pode ser tolerada pelo paciente durante o estágio agudo e tem a vantagem de alargar o espaço discal e possivelmente reduzir a protusão nuclear diminuindo a pressão no disco, ou colocando tensão no ligamento longitudinal posterior".

Orientar o paciente sobre percepção postural, estabilização, exercícios de fortalecimento de tronco, e aumento da resistência à fadiga; além de recomendar exercícios de fortalecimento de membros inferiores para dar suporte ao corpo e para usar o mecanismo corporal. Também devem ser fortalecidos os membros superiores para desviar a sobrecarga do tronco.

Avaliar as atividades de vida diária (AVDS) do paciente, e verificar se elas interferem na patologia, orientar o paciente a evitar posturas de flexão, mas se não for possível, a cada meia hora deverá realizar inclinação da coluna para trás, evitando a progressão dos sintomas.


Tratamento Contra Indicado

Evitar posições ou exercícios que provocam dor, esses devem ser evitados ou substituídos por outros, progredindo gradativamente, respeitando o limite de dor e a evolução do paciente.


Prevenção

O paciente deve evitar qualquer postura por tempo prolongado, realizar freqüentemente exercícios para manter a ADM normal, gerando uma postura equilibrada.

Evitar hiperestender o pescoço ou deixar a cabeça numa posição protraída ou em inclinação para frente por períodos prolongados. Realizar exercícios de fortalecimento, para evitar fadiga, muscular, fornecer um suporte para a coluna lombar, evitando o reaparecimento dos sintomas.


Retorno a Atividade

O paciente só poderá retornar às atividades quando estiver totalmente assintomático.

O paciente irá retornar as suas atividades gradativamente, iniciando apenas com trabalhos para sua readaptação e posteriormente, retornando à sua atividade normal.

Felizmente, na grande maioria dos casos, as dores não são devidas a problemas graves, e ficam curadas com um tratamento simples e alguns cuidados, mas é necessário se fazer um diagnóstico correto para que se possa instituir um tratamento eficaz e adequado ao caso. Às vezes se precisa repouso e suspensão de atividades físicas e até profissionais, e também o uso de medicamentos específicos para combater a dor, inflamação, contratura muscular e compressão de nervos, se estiver presente. Medidas domésticas como gelo em alguns casos e compressas em outros, podem ser útil, um programa adequado de fisioterapia também pode ser prescrito, a fim de promover o fortalecimento muscular de suas costas e abdome, exercícios de alongamento e postura e muitas vezes, R.P.G. (Reeducação Postural Global). Alguns casos mais graves dependendo da patologia, idade e condições clínicas do paciente, pode necessitar tratamento cirúrgico, para remoção de hérnias, tumores, correção de fraturas, escoliose severa, estabilização de listeses etc.

Estar fisicamente ativo não significa exercitar-se até o ponto de ficar com o corpo dolorido. Cada dia mais, os especialistas sugerem que despender pouco tempo em alguma atividade física traz benefícios para seus ossos, reduz dor nas articulações e nos músculos, aumenta a mobilidade e equilíbrio, diminuindo conseqüentemente o risco de queda e fraturas e, além disso, desacelera a perda de massa óssea, inevitável com o avançar da idade. No entanto, do mesmo modo que é importante manter-se ativo, é fundamental fazê-lo de maneira segura. Desse modo, algumas dúvidas surgem e as principais são abordadas a seguir.

Se há uma condição crônica afetando seus músculos ou articulações, a falta de exercícios físicos pode piorá-la, ou pelo menos tornar mais difícil conviver com ela. Naturalmente, não deverá se exercitar durante uma crise, ou executar exercícios que causem dor em alguma parte de seu corpo, mas adotar um programa de atividade regular, como natação ou hidroginástica, só trará benefícios.

Somente trinta minutos diários de atividade física moderada são suficientes, sendo que esse tempo pode ser dividido em quinze minutos pela manhã e quinze minutos à tarde. A atividade física não deve ser vigorosa. Na realidade, é melhor a atividade moderada e mesmo a de baixa intensidade do que não se exercitar. Parando de se exercitar, os benefícios adquiridos começam a desaparecer em duas semanas e se perdem por completo em oito meses. Lembrando que nunca é tarde para começar a exercitar-se. A atividade física é especialmente importante para pessoas idosas, podendo ajudá-las a obter maior independência.

Em geral, pessoas com problemas de dor nas costas, nos ossos e articulações evitam a atividade física, por temerem a dor. Com o início regular de exercícios, pode ocorrer alguma dor nos músculos, mas ela desaparecerá à medida que sua atividade for se tornando regular. Comece os exercícios lentamente, com poucas repetições e vá gradualmente aumentando.

Reportagem sobre dores nas costas


Entorse de tornozelo e tratamento


ANATOMIA E BIOMECÂNICA

Ossos:
O tornozelo é uma estrutura formada pela união de 3 ossos: tíbia, fíbula e tálus.

Partes Moles:
A estabilidade do tornozelo se dá através de ligamentos, que são: Ligamento, Colateral Medial - tem no maléolo tibial e inserção nos ossos navicular, tálus e calcâneo: são eles: tibiotalar anterior e posterior, tibiocalcâneio e tibionavicular, que juntos formam o forte ligamento deltóide.
Ligamento Colateral - tem origem no maléolo fibular e inserção nos ossos tálus e calcâneo; são eles: talofibular anterior e posterior e calcâneo fibular. Sindesmose Tibiofibular - tem origem na tíbia e inserção na fíbula: são eles: tibiofibular anterior e posterior e interósseos.

Articulações:
O tornozelo é formado por três articulações:
* Articulação Talocrural - formado pela extremidade inferior da tíbia e fíbula com o dorso do tálus.
* Articulação Subtalar - entre o tálus e calcâneo.
* Articulação tibiofibular - formada pela extremidade inferior da tíbia e da fíbula.

Cinesiologia:
Os movimentos envolvidos na articulação do tornozelo são:
* Flexão Plantar - movimento pelo qual a planta do pé é voltada para o chão, músculos envolvidos neste movimento são: gastrocnêmio e sóleo, a amplitude de movimento é de 0 - 50º.
* Flexão Dorsal - movimento no qual o dorso do pé é voltado para a cabeça, músculos envolvidos neste movimento são: tibial anterior e extensor longo dos dedos, a amplitude de movimento é de 0 - 20º.
* Inversão - movimento no qual se vira a planta do pé para a perna, músculos envolvidos são: tibial anterior e posterior, a amplitude de movimento é de 0 - 45º.
* Eversão - movimento no qual se vira a planta do pé para a parte lateral da perna. Músculos envolvidos são: extensor longo dos dedos e fibular longo e curto, a amplitude de movimento é de 0 - 30º.

MECANISMO DE LESÃO
As lesões do tornozelo são causadas por uma súbita aplicação de força que exceda a resistência dos ligamentos, rodando o pé em inversão ou eversão.

LESÃO TRAUMÁTICA POR ENTORSE

Definição:
Entorse pode ser uma sobrecarga grave, estiramento ou laceração de tecidos moles como cápsula articular, ligamentos, tendões ou músculos. Porém esse termo é freqüentemente usado em referência especifica a lesão de um ligamento, recebendo graduação de entorse de grau 1, grau II e grau III.

Etiologia:
Após o trauma os ligamentos do tornozelo podem ser estirados ou rompidos, o tipo mais comum de entorse no tornozelo é provocado por uma sobrecarga em inversão e pode resultar em ruptura parcial ou total do ligamento talofibular anterior, provocando uma sobrecarga no tornozelo, tornando-o instável. Raramente componentes do ligamento deltóide são sobrecarregados, existe uma maior probabilidade de avulsão ou fratura do maléolo medial com uma sobrecarga em eversão.

Classificação:
As entorses de tornozelo são classificadas da seguinte maneira:
* Grau I - ligamento preservado, processo álgico ligamentar e edema local.
* Grau II - frouxidão ligamentar, dor intensa, edema difuso + hematoma.
* Grau III - ruptura ligamentar parcial ou total, provável fratura por avulsão, dor intensa, instabilidade, edema difuso e hematoma.

Cicatrização do Ligamento:
Os ligamentos tendo vascularização regular cicatrizam lentamente, sendo o reparo feito por tecido fibroso e colágeno. Os ligamentos com ruptura total devem ser saturados cirurgicamente.

Diagnóstico:
Nos entorses de tornozelo o diagnóstico é feito através de exames radiológicos, testes de instabilidades, artrografias e ultra-sonografias.

Objetivos de tratamento:
* Restaurar a amplitude de movimento
* Fortalecer os músculos do tornozelo
* Melhorar o equilíbrio e coordenação
* Diminuir dor e edema

Tratamento:
* Grau I - Crioterapia + compressão + elevação + fortalecimento muscular + propriocepção.
* Grau II - imobilização de 3 a 4 semanas. Após 20 dias faz-se: crioterapia + fortalecimento muscular + propriocepção.
* Grau III - cirúrgico.

CASO CLÍNICO
Paciente masculino, 19 anos, obeso, tabagista e etilista social, relata que quando caminhava normalmente teve uma queda da própria altura sobre o membro inferior direito. Procurou auxílio médico onde foi realizado um exame clínico e logo após um exame complementar de raios-X, onde nada de significativo foi diagnosticado em partes ósseas, o mesmo constatou uma entorse de tornozelo em inversão. Foi imobilizado durante 15 dias com bota engessada, com salto, fazendo uso paralelo de antiinflamatório, Cataflan (SIC) durante 7 dias. Após 15 dias de imobilização, voltou a clínica para a retirada da bota engessada e foi observado pelo médico que o paciente ao caminhar, claudicava, sendo encaminhado a fisioterapia com cinesioterapia, crioterapia, ultra-som.

Exame Físico
* Análise da dor - paciente relata dor ao subir e descer escada.
* Análise da palpação - em palpação profunda da região maléolo lateral, paciente relata dor.
* Análise do edema - em região do maléolo medial e maléolo lateral edema do tipo quente e duro.
* Análise da crepitação - sem crepitação.
* Análise da pele - pequena hiperemia em toda a região do tornozelo direito
* Análise do tônus muscular hipotomia de panturrilha direita.
* Análise da marcha - paciente de marcha claudicante.
* Análise de cacifo - positivo.

T. A. T. M.
Inversão -- AIM 2º
Eversão -- AIM 2º
Flexão -- AQCM 3º
Extensão -- AQCM 3º

OBJETIVOS DO TRATAMENTO
* Diminuir edema
* Diminuir quadro álgico
* Aumento do arco de movimento
* Alongar
* Fortalecer
* Voltar AVS'S

TRATAMENTO
- Crioterapia por 20' em tornozelo direito em posição de drenagem
- Bandagem elástica gelada
- Massagem linfática
- Técnica de controlar e relaxar (para todos os movimentos de tornozelo)
- Alongamento
D.D. - ísquios tibiais com faixa
* inversores, eversores, flexão e extensão
* panturrilha na mão
- Exercícios (após redução de edema, redução de quadro álgico e arco completo de movimento).
D. D. - exercício ativo livre para inversão, eversão, flexão, extensão e circundunção.

Exercício ativo resistido para inversão, eversão, flexão, extensão Theraband para inversão, eversão, flexão, extensão
Sentado - contração isométrica para inversão e eversão
- skate para flexão, extensão, inversão e eversão
P.O. - planti - flexão no piso
- planti - flexão na espuma
- giro - plano de dois pinos
- giro - plano de um pino
- paciente no giro plano de um pino e FT jogando a bola
- FT jogando a bola para o paciente que está em PO e unipodal, chutando a bola e depois trocando de perna
- paciente em cima da bola medicinibool e o FT desequilibrando-o
- pular na espuma de frente
- pular na espuma de costas
- pular na espuma de lado
- escada: uma perna do degrau fazendo semi-flexão de joelhos e outra esticada em direção ao chão
- subir e descer a escada mantendo o membro lesado parado
- pular na caixa de brita
- pular na cama elástica
- equilibrar na tábua de equilíbrio correr

Para Treino da Marcha
- tomada de peso antero-anterior e latero-lateral
- escada para apoio dos membros inferiores
- barra paralela
- caminhada 90º

Noticias sobre a sua saude diretamente no Twitter.


Noticias sobre a sua saúde diretamente no Twitter.

Engloba todos os blogs que a Chakalat.net com diversos assuntos como: fisioterapia, odontologia, esportes, estetica, relaxamento, educação física, hérnia de disco e etc.

Siga-nos agora!!!

http://twitter.com/suasaude

Sua saúde no Twitter



Noticias sobre a sua saúde diretamente no Twitter.
 
Engloba todos os blogs que a Chakalat.net com diversos assuntos como: fisioterapia, odontologia, esportes, estetica, relaxamento, educação física, hérnia de disco e etc.
 
Siga-nos agora!!!
 

Sua saúde no Twitter



Noticias sobre a sua saúde diretamente no Twitter.
 
Engloba todos os blogs que a Chakalat.net com diversos assuntos como: fisioterapia, odontologia, esportes, estetica, relaxamento, educação física, hérnia de disco e etc.
 
Siga-nos agora!!!
 

Ler e Dort e tendinites


LER DORT LER DORT api_user_11797_SALVATORE

Fraturas do membro superior


Fraturas MMSS Fraturas MMSS api_user_11797_sobralense

Video de tratamento de entorse de tornozelo



Video sobre Ginástica Laboral


Watch more YouTube videos on AOL Video




Watch more YouTube videos on AOL Video




Watch more YouTube videos on AOL Video