Tendinite de Aquiles


Inflamação do tendão de Aquiles (o tendão grande e grosso que conecta os músculos gastrocnêmio e sóleo da panturrilha ao calcanhar). A inflamação pode estar associada à síndrome do uso excessivo, trauma, processo infeccioso ou artrite.

Tendinite de joelho


A articulação do joelho recebe várias inserções musculares responsáveis pela mobilidade e estabilidade desta região. A maioria das inserções existentes são as que se localizam na região anterior da tíbia e também na região patelar.

A existência de uma desproporção entre o potencial muscular e o curto braço de alavanca na tíbia e também a desproporção pelo pequeno tamanho da patela e sua função de roldana do músculo quadríceps são as causas mais delimitadoras da patologia músculo-tendínea do nível do joelho.

Com base nesta análise pode-se verificar que a tendinite do tendão patelar é classificada como uma patologia inflamatória que traz uma série de informações para os devidos interessados em se deteriore num processo seletivo de informações mais aprofundadas neste pesquisa que se segue. Então como objetivo principal deste trabalho é o de trazer esclarecimentos sobre a tendinite do tendão patelar ou "joelho de saltador".


1- TENDINITE DO TENDÃO PATELAR

Também conhecida como joelho de saltador ou "jumper's knee", apresenta-se como uma dor na região anterior do joelho. O tendão patelar corre entre a patela e uma protuberância na superfície anterior e superior da tíbia (tuberosidade tibial). A lesão desse tendão afeta de modo característico atletas envolvidos em esportes de salto e de arremesso, como badminton, jogadores de vôlei e basquete e levantadores de peso, e consiste de um ruptura parcial do tendão, freqüentemente no ponto de sua inserção na patela. Em ambas as situações, prevalece o "overuse" ou o uso exagerado da articulação. É encontrada também em indivíduos que apresentam alteração da fomoropatelar, o que pontencializa a possibilidade do aparecimento da tendinite mesmo com atividade física moderada.

As lesões por "overuse" ou por excesso de atividade ocorrem quando existe uma tensão repetida sobre os ossos, com lesões sobre as estruturas músculo-tendinosas pela incapacidade de auto-regeneração, devido à sobrecarga das estruturas. Uma combinação de fatores extrínsecos, tais como erros de treinamento ou inadequação do local de treinamento, e fatores intrínsecos ou anatômicos, tais como alinhamento ósseo das extremidades, diminuição da flexibilidade e deficiência ligamentar, predispõe o atleta a lesões por sobrecarga. O mal alinhamento das extremidades, incluindo excesso de anteversão, aumento do ângulo "Q" , torção lateral da tíbia, tíbia vara, genu varum ou valgum, excessivo varo subtalar e excessiva pronação são alguns dos fatores que contribuem para as lesões sobre o mecanismo extensor.
Essas e outras formas de mal alinhamento têm sido também responsabilizadas pela síndrome da banda iliotibial, fraturas de estresse e fasciítes plantares. A falta de flexibilidade muscular agrava e predispõe a uma variedade de lesões por excesso de atividade, especialmente aquelas encontradas em crianças e adolescentes, incluindo a epifisite de tração. O déficit de flexibilidade muscular pode melhorar sensivelmente com um programa de exercícios de alongamento. Não existe essa mesma facilidade de tratamento, quando a alteração está relacionada ao mal alinhamento. O uso de goteiras de posicionamento não tem mostrado resultado clínico animador. O médico deve advertir os pacientes, quando presentes essas alterações, no sentido de evitar o excesso de atividade que pode levar a lesões, chamando a atenção sobre os fatores que podem ser evitados.

Além disso, quando comprovada a instabilidade da fomoropatelar, orientar os exercícios de fortalecimento de vasto medial, com o objetivo de melhorar o posicionamento ou a medialização da patela.

A tendinite patelar é freqüente em indivíduos que fazem atividade esportiva. Ainda não está completamente esclarecida a causa dessa doença. Estudos históricos vêm sendo realizados para melhor conhecimento da estrutura do tendão e das patologias que o acometem.

O local mais comum da patologia é o pólo inferior da patela (65%), mas pode haver patologia no pólo superior (25%) e na inserção tendinosa no tubérculo (10%).

As fibras de colágeno do tendão ficam rotas, com necrose resultante e reparo por proliferação fibroblástica. Como microrrupturas não resultam em dor, em sensibilidade ou em incapacidade significativas, o atleta continua com a atividade estressante, provocando mais lesões nos tecidos.

O tendão patelar apresenta ondulações da fibra colágena que são responsáveis pelo alongamento inicial do mesmo, até aproximadamente 5% de seu comprimento . A partir desse ponto, as fibras perdem a característica de ondulação passando a adquirir um formato retificado.

Apresenta características próprias, especialmente quando ocorre em indivíduos em crescimento . Dependendo do momento que surge pode determinar dores na inserção do tendão patelar na tíbia, então chamada de Osgood Schaltter ou dores no pólo distal da patela, levando o nome de Sinding-Larsen-Johansson. Estas duas entidades, consideradas como osteocondrites no passado, são responsáveis pela sintomatologia dolorosa ao nível do joelho da maioria dos jovens atletas.

Uma lesão de Osgood-Schlatter , a qual é uma epifisite de tração de tubérculo tibial. Se houver progressão de patologia, o resultado temível [e uma ruptura do tendão.
A ruptura pode ser palpável com uma patela mais alta do que a outra. É observada a fraqueza de contração do quadríceps contra a resistência, e a extensão do joelho pode ser impossível.

Quando uma lesão previamente recorrente é estressante e existe um fechamento epifisário imaturo residual, pode ocorrer avulsão do tubérculo patelar.

A doença de Sinding-Larsen-Johannson é essencialmente uma epifisite por tração do pólo inferior da patela. A epífise fragmenta-se, surgindo uma necrose avascular. Finalmente aparecem tecidos fibrosos e, depois, ossificação. A patela pode deformar-se e o tendão patelar torna-se inadequado.


1.1- INCIDÊNCIA

A incidência de tendinite varia significativamente entre adultos e crianças, quanto a sua freqüência e localização no próprio tendão. Em adolescentes, pode ocorrer uma calcificação da inserção na patela (apofisite) . Em atletas de meia-idade ou mais velhos, as microrrupturas podem ocorrer em um tendão lesado e degenerado. No seu estágio agudo, essa lesão [e raramente vista e, se o atleta afetado reassume sua atividade esportiva antes de estar curado, as inflamações ocorrem e podem trazer problemas prolongados e recorrentes.

Tentando esclarecer essas diferenças, foi realizado um trabalho como objetivo de estudar quantitativamente as ondulações da fibra colágena do tendão patelar humano em adultos e crianças, dividindo-o em três regiões: terço proximal, médio e distal. Comparou-se as três regiões do tendão entre si e o grupo de adultos com o grupo de crianças. Para tanto, estudou-se o tendão de cadáveres de 9 adultos e 8 crianças analisadas sob microscópia óptica e com luz polarizada. Verificou-se haver menor número de ondulações no terço proximal do tendão patelar de adultos quando comparados com os terços médio e distal. Não existe diferença entre o número de ondulações nas três regiões do tendão patelar em crianças e o número de ondulações no terço proximal e medial do tendão patelar em crianças em crianças é o maior do que em adultos.

Pelos trabalhos encontrados na literatura, parece haver uma coincidência entre o local de maior incidência de tendinite patelar em adultos, no terço proximal, com um menor número de ondulações; as crianças, que apresentam maior número de ondulações ao longo de todo o tendão, apresentam incidência muito menor de tendinites.


1.2- CLASSIFICAÇÃO CLÍNICA

A classificação da manifestação clínica da tendinite do tendão patelar é útil para uma graduação da gravidade do quadro.

Grau 1 - dor apenas após atividade, sem limitação funcional
Grau 2 - dor no início da atividade, desaparecendo após o aquecimento, retornando após atividade ou a fadiga.

A diferença anátomo-patológica entre os graus 3 e 4 é a ruptura, devendo portanto ser um alerta importante as manifestações clínicas no grau 2 para 3 e, principalmente, no grau 3 para 4.

1.3- FISIOTERAPIA DAS TENDINITES POR USO EXCESSIVO

Os tendões são estruturas pouco vascularizadas formados de 30% colágeno do tipo 1,2% de elastina e elasticidade e a quantidade de água e capacidade de deformação elástica.

O colágeno submetido a constante tensão modifica a sua estrutura molecular, perdendo a resistência.

A elastina mantém as características de deformação elástica até 4% do comprimento original do tendão, além destes valores a deformação pode ser plástica e definitiva. Com 8% de alteração no comprimento total já ocorre a ruptura.

A solicitação constante e excessiva, muitas vezes além do limite de elasticidade e resistência do tendão, determina mudanças na sua estrutura molecular e histológica, provocando processo inflamatório reacional . A presença do processo inflamatório determina graves modificações estruturais que favorecem a deformação plástica do tendão e as microrrupturas.

Sob este processo a seqüência de exercícios determinará acentuação de processo inflamatório facilitando novas rupturas.


1.4- ETIOLOGIA

Diversas causas podem determinar o processo inflamatório reacional, que provocará a tendinite por uso excessivo.

As mais importantes são:
1- Patologia inflamatória de base - os pacientes portadores de doenças inflamatórias apresentam menor resistência ao esforço na transição músculo-tendínea. O exemplo característico é o paciente portador de gota úrica.

2-Mau alongamento da musculatura justarticular - A função muscular é basicamente elástica, sendo necessário o correto alongamento para ocorrer completa excursão sem resistência passiva. A retração da musculatura torna necessária uma força antagonista maior para a realização do movimento, além de representar um estado de maior rigidez inicial para o músculo efetor. Esta é sem dúvida a causa mais freqüente de tendinites ao nível do joelho, pois a maioria dos músculos são longos com funções biarticulares.

3-Atividade física eventual - a neuromodulação d deformação dos tendões é feita pelos corpúsculos de Golgi das células, e ocorre segundo uma evolução e adaptação . A atividade eventual não propicia esta evolução na neuromodulação, além de determinar solicitações desarmônicas, fato que não ocorre no atleta bem treinado.

4-Início tardio da atividade esportiva - a má adequação, aliada à perda de água, que ocorre fisiologicamente após a terceira década, determina condições desfavoráveis para o início de atividade física após os 35-40 anos.

5-Esforço constante e repetido- o tendão é um teclado mal vascularizado, tendo limites ao realizar as suas trocas metabólicas. A constância, aliada ao movimento repetido, impede uma correta adequação metabólica do tendão.

6-Alterações anatômico-estruturais - pacientes portadores de desvios angulares ou torcionais dos membros inferiores exigirão maior esforços da estrutura músculo-tendínea para a realização do movimento.



1.5- DIAGNÓSTICO

O diagnóstico é baseado na história e no dolorimento que ocorre à palpação do tendão, próximo à patela (na maioria dos casos) ou no terço médio deste tendão.

O quadro clínico de uma tendinite está sempre relacionado ao fator esforço. É muito raro que apenas atividades de vida diária sejam suficientes para provocar dor ao nível das inserções tendíneas.

A introdução de prática esportiva, ou apenas a mudança no ritmo de treinamento, pode determinar o quadro doloroso.

A localização da dor é próxima das inserções ósseas ou da transição músculo-tendínea.

Os fenômenos flogísticos locais são raros, podendo ocorrer aumento de volume da região.

O exames laboratoriais por imagem é útil em casos avançados, quando podemos verificar através do ultra-som ou da ressonância magnética sinais de ruptura parcial.
O ultra-som diagnóstico para comprovação da patologia e parâmetro de evolução do tratamento, onde veremos o espessamento do tendão correspondendo ao processo inflamatório local.

O exame radiológico dos tecidos moles pode mostrar edema e calcificação (em adolescentes) e dar suporte ao diagnóstico.


1.6- SINTOMAS

- Dor sobre o tendão (freqüentemente em seu ponto de inserção no pólo inferior da patela) durante esforço, por exemplo em flexões do joelho com peso.
- Dor, dolorimento e enrijecimento após esforço. A pessoa machucada pode entrar num típico ciclo de dor.
- A dor [e desencadeada se o quadríceps é contraído, sobrecarregado a patela e o tendão.
- Aumento da sensibilidade, às vezes localizada distintamente na inserção do tendão na patela.

Os sintomas da tendinite se manifestam em geral em adultos jovens. Sem correlação com alteração radiológica na maioria dos pacientes e sem correlação com um incidente único ou trauma local . AL-DURI e KUJALA discordam dessa teoria e concluem que as contusões diretas e repetidas do joelho no solo podem ser responsáveis pelo aparecimento da tendinite patelar


1.7- TRATAMENTO DO "JOELHO SALTADOR"

É obrigatório o reconhecimento precoce de mudanças patológicas significativas no complexo tubérculo-tibial-patelar anterior do joelho. Como a condição ocorre sobre maneira em atletas competitivos bastantes motivados e de início não prejudica a função, mas meramente apresenta desconforto, diminuindo ou mesmo modificando as atividades atléticas, ela é de difícil solução.

No estágio inicial, em que qualquer desconforto após a atividade se reduz, embora recorra logo após, o tratamento consiste em:

1- Repouso do membro. Isso significa:
a) Descontinuidde da atividade atlética por vários meses.
b) Evitar que o joelho se dobre completamente, evitar acocorar-se e evitar subir e descer escadas.

2- Aplicação loca de gelo por períodos de 20 minutos pelo menos quatro vezes ao dia.

3- Medicação oral antiinflamatória. Devem-se evitar as injeções locais de esteróides, pois há evidências de que o colágeno do tendão pode ser afetado de forma adversa por esse tipo de injeções.

4- Evitar colocar talas ou ingessar, pois isso desencadeia a fraqueza e a atrofia precoce do quadríceps.

5- Devem ser feitos "exercícios de aquecimento" antes de reiniciar as ati idades, incluindo:
a) Estiramento suave e progressivo dos isquiotibiais e do tendão de Aquiles.
b) Exercícios suaves, progressivos e isométricos de quadríceps.
c) Exercícios isotônicos progressivos para ativar o quadríceps.

6- Aplicação local de calor à parte anterior do joelho antes da atividade atlética.

7- Avaliação da pronação e genu valgo ou varo com órtese apropriada. Uma órtese elástica do joelho tem sido recomendada como sendo benéfica e vale a pena tentar quando se recomeça a atividade atlética.

8- Uso de um sapato atlético bem-acolchoado com palmilhas adequadas.
A descoberta de potencial para o joelho do saltador e sua progressão exigem que o atleta saiba que deve relatar imediatamente a recorrência dos sintomas e até mesmo a possibilidade da necessidade de suspensão da participação atlética. O treinador e os pais do atleta devem ser incluídos no cuidado com ele.

Se houver recorrência, e especialmente progressão dos sintomas e relutância do atleta em suspender sua participação, pode ser indicada a intervenção cirúrgica. O procedimento cirúrgico exato baseia-se na experiência do cirurgião, pois não há, até o momento, nenhum procedimento-padrão. O procedimento recomendado por Colosimo e Bassett corrige o local e o tipo de patologia dentro do tendão. OS achados histopatológicos são alterações mixomatosas, interrupção do alinhamento da fibra colágena e substituição por tecido fibrocartilaginoso. Como cada camada de tendão patelar e examinada, o tecido patológico é debridado e os tecidos contíguos são reaproximados e saturados. A reabilitação é iniciada imediatamente após a cirurgia com exercícios do quadríceps para verificar a tolerância do paciente. A volta às atividades atléticas tem sido efetivamente dentro de seis meses.


2- CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES

As ondulações do tecido colágeno, encontradas em todos os tendões, têm uma grande importância na fase inicial do alongamento do tendão e, portanto, na sua biomecânica. Acredita-se que essas ondulações são fator de proteção ao tendão, principalmente naqueles movimentos em que o tendão é submetido à sobrecarga intensa e repentina. Vários autores submeteram tendões de animais e humanos a uma tração e verificaram que as ondulações estão presentes apenas na fase inicial da curva resultante desse teste, que varia entre 3 a 5% da deformação do tendão, dependendo do autor.

As características morfológicas dos tendões dos atletas, tais como resistência, elasticidade e extensibilidade, poderiam, segundo FERRETTI e cols. (1985) estar relacionada às tendinites.

FERRETTI (1985) refere que a tendinite afeta em ordem e freqüência a inserção do tendão patelar na patela, a inserção do tendão do quadríceps na patela e finalmente a inserção do tendão patelar na tuberosidade da tíbia.

Podemos acrescentar a todas essas hipóteses a de que a tendinite nessa região proximal do tendão patelar ocorre em função do menor número de ondulações encontrado. Vimos que nos adultos, o número de ondulações é significativamente maior no terço distal no proximal. As tendinites ocorrem na grande maioria das vezes no terço proximal, exatamente no local menos favorecido quanto ao número de ondulações.

O fato da patela ser móvel faz com que a inserção patelar do tendão em seu pólo distal seja também mais móvel e, portanto, menos sujeita às trações intensas no momento inicial da contração do tendão. Isso permitia menor proteção e, portanto, um número menor de ondulações. Esse equilíbrio seria quebrado quando da solicitação exagerada dessa região durante exercícios intensos repetidos ou com carga mais elevada, provocando um estiramento do tendão acima de 5% de seu comprimento.

A menor quantidade de ondulações no terço central talvez possa ser explicado pelo fato das trações se iniciarem sempre pelas extremidades. Isso justificaria a menor necessidade de proteção da região e conseqüentemente menor número de ondulações.

As tendinites na criança são praticamente inexistentes. Uma das hipóteses para isso seria a maior concentração de ondulações nas três regiões, quando comparamos com o grupo de adultos. O terço médio é o que apresenta menor número de ondulações. Talvez isso também possa ser explicado pelo fato das trações se iniciarem a partir da periferia, protegendo o terço médio do tendão patelar.



3- PESQUISA

No estudo realizado por WOOD e cols. (1988), comparam-se quatro grupos de ratos, sendo que em dois deles os ratos corriam em uma esteira e, em dois outros, os ratos não faziam exercícios. Os ratos escolhidos para correr foram aqueles que ao serem colocados na esteira para serem testados apresentaram melhor desempenho.
Um grupo sedentário e um grupo que corria na esteira foram submetido à injeção com anabolizantes. Ao final de 6 semanas, após aumento progressivo do tempo de corrida dos animais até atingir 15min/dia, 5 dias por semana, com velocidade de 1 Km/h, os animais foram sacrificados. O grupo 1, que fazia exercícios e tomava anabolizantes, foi o que apresentou maior diferença quanto à morfologia das ondulações, seguido do grupo 2 que apenas exercitava, do grupo 3 que não fazia exercícios, mas tomava anabolizantes e, por fim, do grupo 4 que não se exercitava e não tomava anabolizantes. Esse trabalho mostra influência da atividade física sobre as ondulações e conseqüentemente uma influência em seu comportamento mecânico. Podemos supor que a carga sobre os tendões, influenciada pela marcha pode ser fator de modificação na estrutura das ondulações. Podemos inferir também que dependendo da carga imposta ao tendão haverá uma reação proporcional das ondulações do colágeno. Esse talvez seja um fator que justifique que a atividade física deva ser aumentada lenta e progressivamente, permitindo uma adaptação da estrutura à carga que está lhe sendo imposta. Podemos também inferir desse trabalho que o terço distal do tendão deva realmente sofrer maior tensão e que o maior número de ondulações nele encontrado seja adaptação a essa solicitação


CONCLUSÃO

Lembrando-se que o tendão é uma parte da unidade musculotendinosa, geralmente tem-se observado tendinite patelar em pacientes que têm sido induzidos a realizar trabalhos de alta velocidade ou alta resistência antes do tecido estar pronto para esses estresses. Portanto, de acordo como que foi exposto no corpo desse trabalho é importante que os pacientes não sejam induzidos a realizar atividades de alta repetição de estresse, como isociméticos em alta velocidade, com um esforço máximo, até que o indivíduo seja fisiologicamente capaz de suportar essas atividades. Essas atividades devem progredi como estresses de sobrecarga graduais no paciente, enquanto os sinais e sintomas clínicos são continuamente reavaliados.

Epicondilite medial



Epicondilite Medial (Cotovelo de Golfista)
O que é a epicondilite medial?

A articulação do cotovelo é formada pelo osso do braço (úmero) e os ossos do antebraço (ulna e rádio).  Na extremidade inferior do úmero existem duas protuberâncias ósseas, chamadas de epicôndilos.  A saliência mais próxima do tronco chama-se epicôndilo medial.  Os tendões dos músculos responsáveis pela flexão do punho ligam-se ao epicôndilo medial.

A epicondilite medial é a inflamação desta protuberância óssea lateral e também pode ser conhecida como tendinite nos flexores do punho.



Como ocorre?

Ocorre pelo uso excessivo do músculo responsável por dobrar os dedos e o punho. Quando esses músculos são excessivamente usados, os tendões são repetidamente puxados no seu ponto de inserção (o epicôndilo medial). Como resultado, os tendões se inflamam, e pequenas e repetidas rupturas no tecido do tendão causam dor.

Isso normalmente acontece em esportes, como: golfe, esportes de arremesso, e esportes com raquete. Também pode ocorrer ao realizar atividades do dia-a-dia, como carpintaria e digitação.

Quais são os sintomas?

Dor no lado interno do cotovelo (a parte próxima ao corpo), que pode irradiar ao longo da parte interna do antebraço, ao dobrar o punho. Também pode haver dor ao fechar a mão com os dedos para dentro.


Como é diagnosticada?

O médico examinará o cotovelo à procura de susceptibilidade a dor no epicôndilo medial.


Como é tratada?

Aplicar compressas de gelo sobre o cotovelo por 8 minutos, seguidos de 3 minutos de descanso; este ciclo deve se repetir até totalizar 30 minutos, por 3 ou 4 dias ou até que a dor desapareça.

Se o cotovelo estiver edemaciado, é importante elevá-lo; quando estiver deitado, colocar um travesseiro sob ele e ao sentar, usar o encosto da cadeira para apóia-lo.

O uso de uma faixa elástica pode auxiliar a reduzir o edema.

Durante a recuperação da lesão, o esporte ou a atividade usualmente praticados devem ser mudados para que não haja piora da condição.  Por exemplo, trocar o jogo de golfe por uma caminhada e escrever usando uma caneta ao invés de digitar.

O médico poderá prescrever uma tira, ou outros produtos, para ser usada logo abaixo da região dolorida do cotovelo. Isso permitirá que os músculos do antebraço façam pressão contra a tira, ao invés de fazer pressão contra o epicôndilo dolorido. Ele também poderá prescrever antiinflamatórios.

Aplicação de injeção de cortisona na região do epicôndilo medial para reduzir a
inflamação, também pode ser utilizada. O paciente receberá orientações para realizar exercícios para o cotovelo. Em casos graves pode ser necessário realizar uma cirurgia.

 
Quando retornar ao esporte ou à atividade?

O objetivo da reabilitação é que o retorno ao esporte ou à atividade aconteça o mais rápido
e seguramente possível. Se o retorno for precoce, existe a possibilidade de piora da lesão, que pode levar a um dano permanente. 

Como cada indivíduo é diferente do outro, a velocidade de recuperação também é. Por isso, o retorno ao esporte será determinado pela recuperação do cotovelo, não existindo um protocolo ou um tempo exato para isto acontecer.

Geralmente, quanto mais rápido o médico for consultado após a lesão, mais rápida será a recuperação.

O retorno à atividade ou ao esporte acontecerá quando for possível:

• Empunhar a raquete de tênis, taco de basebol ou taco de golfe, usando força.

• Trabalhar no teclado do computador, sem sentir dor no cotovelo.

• Em esportes, tais como, ginástica, é importante conseguir suportar o peso do corpo com o cotovelo lesionado, sem sentir dor.

E quando:

• Não houver edema no cotovelo lesionado.

• A força estiver recuperada, comparado ao cotovelo não lesionado.

Ter total alcance de movimento do cotovelo.


Como preveni-la?

Uma vez que a epicondilite medial ocorre pelo uso excessivo dos músculos que flexionam o punho, é importante não sobrecarregá-los. Aos primeiros sinais de dor na parte interna do cotovelo, deve-se diminuir a atividade e procurar um médico. Usar uma tira para o cotovelo e alongá-lo, pode ajudar a prevenir a epicondilite medial.


Exercícios de reabilitação para a epicondilite medial:

Os exercícios a seguir são apenas um guia de tratamento básico, por isso o paciente deve fazer a reabilitação acompanhado de um fisioterapeuta, para que o programa seja personalizado. 

A fisioterapia conta com muitas técnicas e aparelhos para atingir os objetivos, como: analgesia, fortalecimento muscular, manutenção ou ganho da amplitude de movimento de uma articulação, etc, e por isso, o tratamento não deve ser feito sem a supervisão de um profissional.

 
  1 - Arco de Movimento do Punho:

Dobrar o punho o máximo possível, para frente e para
trás. 

Fazer 3 séries de 3 repetições.

 
  2 - Arco de Movimento do Antebraço:

Com o cotovelo de lado, dobrado a 90º, girar devagar
a mão para cima e manter por 5 segundos; depois, devagar, girar a mão para baixo e manter por 5 segundos.

Fazer 3 séries de 10 repetições.

É importante manter o cotovelo a 90º durante todo o exercício.


 
  3 - Arco de Movimento do Cotovelo:

Em pé, flexionar o cotovelo, levando a mão, com a palma para cima, de encontro ao ombro.

Estender o cotovelo, deixando-o o mais reto possível.

Fazer 3 séries de 10 repetições.

 
4 - Fortalecimento do Punho:

A - Flexão do Punho:

Segurar uma lata de conserva, com a palma da mão para cima, e dobrar o punho para cima.

Sempre devagar, abaixar o peso e retornar à posição inicial. 

Fazer 3 séries de 10 repetições.  Gradualmente, deve-se aumentar o peso da lata.


B - Extensão do Punho:

Segurando a mesma lata, com a palma da mão para baixo, dobrar o punho para cima.

Sempre devagar, abaixar o peso e retornar à posição inicial.

Fazer 3 séries de 10 repetições.  Gradualmente, deve-se aumentar o peso da lata


C - Afastamento Radial do Punho:

Com o punho na posição lateral e o polegar para cima, segurando a lata de conserva, dobrar o punho para cima, com o polegar em direção ao teto. 

Abaixar o peso e retornar à posição inicial, o antebraço não deve se mover durante todo o exercício.

Fazer 3 séries de 10 repetições.

 
 
  5 - Pronação e Supinação:

Substituir o martelo da figura por uma régua, segurando-a  com o cotovelo dobrado a 90º, fazer o movimento de rotação, primeiro com a palma da mão para cima e depois para baixo.

Fazer 3 séries de 10 repetições de cada exercício.
 
  6 - Enrolamento do Bíceps (Fortalecimento):

Em pé, segurando uma lata de conserva, dobrar o cotovelo do braço comprometido e elevar a mão, com a palma para cima, de encontro ao ombro.

Lentamente, retornar à posição inicial e estender o braço. 

Repetir 10 vezes.  Aumentar o peso gradualmente.

Epicondilite lateral


A epicondilite lateral (E.L.) é a lesão mais comum do cotovelo. Sua prevalência vai 1% a 3% sendo mais comum em mulheres.
Mais de 50% dos pacientes com dor lateral no cotovelo se cuidando a automedicação, isto mostra que existe um alto numero de pacientes que se curam espontaneamente.
O pico de prevalência da E.L. e na quarta década de vida, onde é quatro vezes mais comum do que em outra década sendo que a E.L. esta envolvida sete vezes mais do que a epicondilite medial. Esta patologia é mais freqüentemente relatada em trabalhadores de linha de montagem que repetem o movimento de prono-supinacão, o movimento repetitivo é aparentemente mais significativo do que fazer o movimento com força.
A E.L. é usualmente definida como sendo uma tendinite do extensor radial curto do carpo (ERCC) e tem ligação com a força tanto na fase aguda quanto crônica. O extensor comum dos dedos (ECD) e o extensor radial longo do carpo (ERLC) também podem estar envolvidos.
Existem outras duas teorias: envolvimento do nervo radial, lesão intra-articular ou desordem ósseas. A E.L. tem sido descrita em pessoas que tem sido tratadas por fluoro-quinolone.
Apesar da primeira descrição ter sido em 1873, a etiologia e o tratamento ainda continuam incertos. O termo ‘cotovelo de tenista’ é um titulo muito restrito, as E.L. podem ocorrer muito comumente em pacientes que nunca jogaram tênis. Jogadores de golf podem sofrer de E.L., mas a epicondilite medial e mais comum neste grupo.


DIAGNOSTICO

O diagnostico e essencialmente clinico. A amplitude de movimento (ADM) de ambos os cotovelos e pulsos devem ser comparados com a forca do ERCC e do ECD. A sensibilidade da E.L. e da cabeça do radio podem ser extraídas. O ERLC e o ERCC devem ser testados pela forca de extensão do punho com o cotovelo flexionado a 60° graus, o cotovelo estendido, ante-braço em pronação e o punho a 30° graus de flexão quando a pressão e exercida sobre o segundo e terceiro metacarpo, na flexão no sentido ulnar (teste de tomsen). O ECD e testado na mesma posição, mas se opõe a atividade extensora do dedo médio. Para o teste da cadeira o paciente é questionado para elevar a cadeira com o ombro flexionados a 60° graus, o cotovelo entendido e o ante-braço pronado. Pode-se encontrar o teste da xícara de café positivo, pegando ou beliscando com o pulso em extensão reproduz a dor no ponto Maximo de sensibilidade. O teste de injeção de lidocaina na origem do ECRB deve causar alivio a dor. Se for distanciado os quatros dedos distalmente, na E.L. ira causar uma paralisia temporária no nervo interosseo (PNI), e se a dor for aliviada a sindrome de PNI e suspeitada.
Outras patologias que podem causar dor nesta região são: osteocondrite dissecante do capitulo, artrose lateral compartimental, instabilidade em varo, plica postero lateral do cotovelo, artrite na cabeça do radio, tumor ósseo, síndrome do túnel do carpo e talvez a mais comum, síndrome do túnel radial. A síndrome do túnel radial (síndrome do PNI) é uma compressão neuropática dos nervos interosseos posteriores causado por uma das quatro diferentes estruturas anatômicas do túnel do radio, incluindo a banda fibrosa próxima ao aspecto anterior da cabeça do radio, a corrente vascular recorrente artéria radial, a margem do tendão do extensor curto do radio, ou a margem do supinador da arcada de Frohse.
Caracteristicamente, a dor da síndrome do túnel do radio e localizada três a quatro cm distalmente a E.L. e pode ser reproduzida com uma extensão forte do dedo contra resistência. Os achados posteriores são incompatíveis, com as anormalidades na EMG. A verdadeira E.L. e a síndrome do túnel do carpo podem coexistir em acima de 5% dos pacientes.
Outras lesões que levam a dor de cotovelo podem ser por uma compressão cervical entre a raiz de C6-C7 e uma peri-artrite do ombro.


Exames complementares

O raios-X deveriam se tornar rotina para reger em outras condições como uma calcificação intra ou extra-articular ou ainda uma osteoartrite do cotovelo.
Estudos eletromiograficos normalmente são normais, ate mesmo para os paciente que tem a síndrome do túnel do radial.
Ultra-sons na origem dos extensores comuns podem ser usados para confirmar a E.L. e prover informação sobre a severidade desta patologia, mas este exame e dependente do examinador.
A cintilografia pode confirmar o diagnostico. Os achados encontrados na RM em epicondilites são questionados. A especificidade e a sensibilidade destas técnicas ainda não estão bem definidas.



ANATOMIA

A anatomia geral e a anatomia microscópica, ambas confirmam a dificuldade em isolar a origem do ERCC. Parece que o ERCC e o ECD são indistinguíveis na origem tenoperiostea. Para muitos autores a etiologia do que se sabe da E.L. e que a uma degeneração na origem do ECRB.
Biopsias obtidas do ERCC mostram lesão, necroses e sinais de regeneração das fibras do músculo por todo o músculo. Sobrecargas mecânicas e metabólicas associadas com dor podem explicar a performance diminuída dos músculos nos casos de E.L.
Na proliferação refrataria crônica vascular da E.L., a invasão de fibroblastos e degeneração focal de hialina é absorvida, como e característica do processo de degeneração e não de um processo inflamatório (algumas células inflamatórias tal como os macrófagos ou os leucotrienos polimorfosnucleares). Isto sugere que a E.L crônica requer cirurgia, o processo degenerativo esta presente, tendo bastantes processos inflamatórios. Isto pode explicar a falta de uma resposta positiva para o resto dos medicamentos antiinflamatórios nas epicondilites crônicas. Biopsias somente têm sido feitas nas operações em lesão crônicas, não tem sido feitas em pacientes que reagirão bem ao tratamento não cirúrgico. Estes pacientes poderiam ter tido uma verdadeira tendinite e pacientes que necessitavam um tratamento cirúrgico uma tendinose.
Isto poderia nos colocar em paralelo com a classificação de NEER’s das tendinopatias dos rotadores do punho, com um grau reversível de inflamação, levando a micro lesões e finalmente ruptura do tendão? Isto fica totalmente em oposição do que REGAN e colaboradores demonstraram: isto é a lesão inicial não é inflamatória, mas sim um processo degenerativo de hipóxia? Isto e uma resposta ao stress de sobrecarga e overuse. A presença de uma área pouco vascularizada e uma resposta incompleta de cura onde acontece uma proliferação vascular e fibrosa. Em quase todos os tendões (97%) a ruptura é espontânea, alterações degenerativas são encontradas inicialmente. O sistema imunológico percebe uma situação sub-clinica, uma injuria no tendão ciclicamente aplicado por causa da falta de envolvimento do sistema hematopoetico, contudo ocorre uma resposta inflamatória normal. Isto indica uma degeneração em uma área pouco vascularizada com demonstração histológica de atrofia celular, diminuição da síntese de proteína e formação cística. A área degenerativa aumenta, com o tendão debilitado e aparição de microruptura. Isto então inicia uma resposta clássica inflamatória com evento de cura. NIRSCHL descreve isto como uma hiperplasia angiofibroblastica na área sintomática da inserção do ERCC.


TRATAMENTO

São conhecidos mais de 40 diferentes tipos de tratamento.

Conservador

O tratamento conservador ainda continuam sendo os padrões, especialmente quando a patologia e recente, mas não parece muito efetivo quando se estende por muitos meses ou anos.
Não há razão para tratar uma doença degenerativa quando era uma doença inflamatória. O problema e: quando ela se torna degenerativa?
No tratamento conservador nos encontramos a crioterapia, AINE´s, manipulações de Cyriax, fisioterapia (incluindo laser e iontoforese), gesso, acupuntura, mesoterapia, injeções locais de corticoides, orteses e ondas curtas.
A injeção local de corticoides é um dos tratamentos mais populares, parece ser superior ao tratamento de Cyriax, sendo que no maximo de três injeções duram um período de um ano.
Uma conclusão não definida podem ser consernidamente puxadas à efetividade dos dispositivos ortoticos desde não haja uma falha de quem projetou e uma boa administração das tentativas clínicas randomizadas. Contudo analises biomecânicas e eletromiograficas tem mostrado uma inibição da contração máxima dos extensores dos punhos e dedos por usar um brace de contenção de forca em jogadores de tênis. A terapia por laser não se mostra ser mais eficiente que o placebo. Terapias por ondas de choque ainda necessitam de provas cientificas de sua eficiência e não pode ser proposta que a cirurgia seja a única alternativa.
O fortalecimento muscular pode reduzir a incidência de novas ocorrências dolorosas, assim tem se proposto o uso formal do braço no trabalho e no esporte. Algumas vezes mudanças no trabalho pode ser necessária. Os jogadores de tênis podem usar raquetes mais sofisticadas com menos tensão nas cordas ou usar bolas com menos pressão, eles irão ter equipamentos que absorvem os impactos a irão jogar em quadras mais lentas.



Cirúrgico

O tratamento cirúrgico e necessário de 5 a 10% dos pacientes que não respondem ao tratamento conservador após muitos meses. Muitas técnicas são conhecidas e que tem um bom resultado para muitos procedimentos.
As diferentes operações podem se agrupar como se segue:
(1) – subcutâneo simples ou técnica desprendimento do tendão do extensor.
(2) – sutura das bordas lineares e circulares encontradas nos tendões comuns e na cápsula.
(3) – excisão dos tecidos granulados e degenerados com reparação.
(4) – excisão, sutura e fixação da aponeurose do extensor comum.
(5) – excisão, descascamento, perfuramento, artrostomia, sutura e fixação da aponeurose do extensor comum.
(6) – PNI neurolise possivelmente associada com um dos procedimentos descritos acima.
(7) – artroscopia com excisão degeneração do tecido e desprendimento parcial dos tendões dos extensores.
(8) – denervação da articulação radioumeral associada com um dos procedimentos associado acima.

Muitos destes tratamentos são apropriados para duas ou três etiologias (tendinite do ECRB, compressão do nervo radial, desordem intra-articular ou óssea).
Existem dois estudos controversos sobre a cirurgia de descompressão do PNI, Vam Rossum não encontrou nenhuma evidencia clinica ou EMG para a compressão do nervo radial nestes pacientes. Beenisch e Wilhelm encontrarão evidencia da síndrome do supinador em 53% destes pacientes.
No processo descrito por NIRSCHL e Pettrone, a abertura da cápsula articular e feito rotineiramente e isto permite a exploração do compartimento lateral do cotovelo. Eles têm notado que as patologias intra-articulares em 11% estão associadas com dor no côndilo lateral.
Usualmente o cotovelo está fragmentado por 1-3 semanas depois da cirurgia, mas alguns colocam o braço em uma tipóia por 1 semana e recomendam reabilitação suave por 6 semanas. O paciente pode voltar à atividade esportiva de 4-6 meses após a operação. A fisioterapia é prescrita se o paciente carecer de extensão.
Muitos estudos mostram a taxa de sucesso de 80% assim, técnicas com baixa morbidade devem ser selecionadas. Entretanto a simples liberação do extensor lateral parece ser o processo escolhido. Pode ser feito abaixo do local da anestesia, sabendo que a síndrome do túnel radial pode existir a problemas intra-articulares devem ser excluídos.


Fracassos

A primeira causa de fracasso é o diagnostico incorreto.
Instabilidade do cotovelo pode ocorrer quando o ligamento colateral esta danificado. O músculo no côndilo lateral deve ser liberado anteriormente, não indo além da espessa banda aponeurotica.
Trabalhadores que têm reclamações compensatórias têm uma taxa baixa de sucesso.
Problemas de cura, hematoma, infecção, fissura sinovial, restrição da função da articulação do cotovelo são raras.


Conclusão

- Sabe-se que esta patologia pode não ser somente uma tendinite,
- O nome comum de Cotovelo de Tenista não e muito correta,
- A anatomia não pode fazer a distinção entre as inserções dos tendões no côndilo lateral, mas as técnicas cirúrgicas fazem,
- A um consenso no tratamento, embora a descrição desta aplicação vai para 1873,
- A mais de 40 diferentes maneiras de se tratar isto, todos ou quase todos deles estão em um acordo efetivo com estes autores.

Tendinite de Cotovelo


Tendinite de cotovelo é o nome dado a inflamação que provoca dor no lado de fora do cotovelo. A dor ocorre no ponto onde os músculos que estendem o punho e dedos se fixam no epicôndilo lateral ou medial(extremidade do osso).
Tensão súbita ou repetitiva pode causar pequenas rupturas nos ligamentos dos tendões que fixam os músculos ao ossos do cotovelo. Essa lesão provoca dor quando os músculos são usados, ou quando o epicôndilo lateral é estimulado com um toque. 0 processo é comumente referido como tendinite, que significa inflamação do tendão. Mas o termo tendinose, é tecnicamente mais correto, pois envolve degeneração dos tendões.

CAUSAS

O tendinite do cotovelo pode ser causado por tensão súbita no músculo e no ligamento. Frequentemente isso ocorre durante a batida tipo backhand, em esportes de raquete, principalmente quando a técnica é inadequada. Outra causa é o uso excessivo dos músculos extensores em trabalhos repetitivos, como digitação.

SINTOMAS

O principal sintoma é a dor na face lateral do cotovelo quando a pessoa usa a musculatura que estende o punho e os dedos, apesar de algumas pessoas se queixarem de dor em todo braço. A dor pode ocorrer também quando tenta levantar algo, como um copo leve, com a palma para cima. Pode haver edema no epicôndilo, mas não é frequente. Algumas vezes a dor no antebraço pode confundir a tendinose com outra doença, a compressão do nervo radial.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico pode ser sugerido pelas atividades realizadas. A dor em algumas manobras também ajudam no seu diagnóstico. Radiografias geralmente são normais. Se a movimentação do cotovelo é restrito e doloroso, o problema pode ser artrite do cotovelo.

TRATAMENTO

A doença pode desaparecer quando sua causa é interrompida. A diminuição da freqüência ou intensidade da atividade pode ajudar. Repousar o cotovelo e pôr gelo pode apressar a cura. Exercícios de fisioterapia, uso de drogas anti-inflamatórias não hormonais (AINH) ou injeção de cortisona também ajudam no alívio da dor. Raramente é preciso cirurgia devido a falha de outros meios de tratamento.

Tendinite no Ombro


A tendinite é uma lesão inflamatória que se desenvolve nos tendões, podendo se apresentar de forma aguda ou crônica. Com maior freqüência, os casos de tendinite no ombro, são decorrentes de desgaste sofrido pelos tendões durante anos, e que a partir de um determinado momento aparece a dor e/ou limitação de movimentos.

AGUDA: ocorre devido algum problema de uso excessivo da articulação (arremessos durante a prática esportiva, o saque no tênis, a cortada no vôlei), ou a um trauma acometendo o ombro (queda).
CRÔNICA: resulta da lesão degenerativa, por desgaste repetitivo, ou devido a idade 9 envelhecimento biológico do tendão).

Tendinite do músculo supra espinhal:

As lesões mais freqüentes da articulação do ombro são as afecções do tendão do músculo supra espinhal (tendopatias com ou sem calcificação ou ruptura). O principal abdutor do ombro é o músculo supra-espinhal , juntamente com o músculo deltóide. A elevação lateral do braço (abdução) leva à diminuição da distância entre o tendão, por um lado, e o acrômio e o ligamento coracoacromial, do outro lado. A solicitação exagerada deste tendão pode ocorrer em diversas modalidades esportivas, provocando uma reação inflamatória. Esta reação inflamatória, acompanhada de edema, provoca fricção da bolsa contra o teto da articulação do ombro, durante os movimentos de abdução do braço entre 60 e 120 graus. Isto implica novos microtraumatismos dos tendões, criando assim um circulo vicioso. O tendão do músculo supra espinhal possui vascularização mais ou menos precária, de modo que as alterações degenerativas se instalem rapidamente. As modalidades de esporte que favorecem esta afecção são principalmente aquelas que apresentam um componente importante de caráter explosivo ou dinâmico.

Tendinite do músculo infra-espinhal:

As afecções do tendão do músculo infra-espinhal são menos freqüentes que as lesões do tendão do músculo supra espinhal. A menor freqüência é devida às melhores condições circulatórias locais. Por conseguinte, as alterações degenerativas são mais raras. O músculo infra-espinhal é o músculo mais importante para a rotação externa; inserem-se logo atrás e abaixo da inserção do músculo supra-espinhal.

Tendinite do músculo subescapular:

O músculo subescapular é o músculo mais importante para a rotação interna. Seu tendão é largo e achatado e se insere no pequeno tubérculo do úmero; o comprimento do tendão é de aproximadamente 2,5 a 3 cm, em sentido proximal-distal. A inserção tendinosa apresenta configuração piriforme :é mais larga em cima e mais estreita na extremidade inferior.

Sindrome do Choque da Dengue


Esta é a mais séria apresentação da dengue e se caracteriza por uma grande queda ou ausência de pressão arterial. A pessoa acometida pela doença apresenta um pulso quase imperceptível, inquietação, palidez e perda de consciência. Neste tipo de apresentação da doença, há registros de várias complicações, como alterações neurológicas, problemas cardiorrespiratórios, insuficiência hepática, hemorragia digestiva e derrame pleural.

Entre as principais manifestações neurológicas, destacam-se: delírio, sonolência, depressão, coma, irritabilidade extrema, psicose, demência, amnésia, paralisias e sinais de meningite. Se a doença não for tratada com rapidez, pode levar à morte.

Tipos de dengue


Em todo o mundo, existem quatro tipos de dengue, já que o vírus causador da doença possui quatro sorotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4.

No Brasil, já foram encontrados da dengue tipo 1, 2 e 3. A dengue de tipo 4 foi identificada apenas na Costa Rica.

A dengue pode se apresentar – clinicamente - de quatro formas diferentes formas: Infecção Inaparente, Dengue Clássica, Febre Hemorrágica da Dengue e Síndrome de Choque da Dengue. Dentre eles, destacam-se a Dengue Clássica e a Febre Hemorrágica da Dengue.

- Infecção Inaparente
A pessoa está infectada pelo vírus, mas não apresenta nenhum sintoma. A grande maioria das infecções da dengue não apresenta sintomas. Acredita-se que de cada dez pessoas infectadas apenas uma ou duas ficam doentes.

- Dengue Clássica
A Dengue Clássica é uma forma mais leve da doença e semelhante à gripe. Geralmente, inicia de uma hora para outra e dura entre 5 a 7 dias. A pessoa infectada tem febre alta (39° a 40°C), dores de cabeça, cansaço, dor muscular e nas articulações, indisposição, enjôos, vômitos, manchas vermelhas na pele, dor abdominal (principalmente em crianças), entre outros sintomas.

Os sintomas da Dengue Clássica duram até uma semana. Após este período, a pessoa pode continuar sentindo cansaço e indisposição.

- Dengue Hemorrágica
A Dengue Hemorrágica é uma doença grave e se caracteriza por alterações da coagulação sanguínea da pessoa infectada. Inicialmente se assemelha a Dengue Clássica, mas, após o terceiro ou quarto dia de evolução da doença surgem hemorragias em virtude do sangramento de pequenos vasos na pelo e nos órgãos internos. A Dengue Hemorrágica pode provocar hemorragias nasais, gengivais, urinárias, gastrointestinais ou uterinas.

Na Dengue Hemorrágica, assim que os sintomas de febre acabam a pressão arterial do doente cai, o que pode gerar tontura, queda e choque. Se a doença não for tratada com rapidez, pode levar à morte.

Recomendações para evitar dengue


- Observar no quintal e ao redor da casa a existência de materiais inservíveis que possam captar água da chuva e também a manutenção das calhas de chuva;



- Manter os vasos sanitários tampados, e os sem tampas cobri-lo com saco de lixo para evitar acesso e oviposição da fêmea do mosquito;



- Deixar alguém responsável para limpeza semanal do imóvel e receber a visita do agente de saúde do combate à Dengue.

Como se pega Dengue


A dengue é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti ou Aedes albopictus. (ambos da família dos pernilongos) infectados com o vírus transmissor da doença.

A transmissão nos mosquitos ocorre quando ele suga o sangue de uma pessoa já infectada com o vírus da dengue. Após um período de incubação, que inicia logo depois do contato do pernilongo com o vírus e dura entre 8 e 12 dias, o mosquito está apto a transmitir a doença.

Nos seres humanos, o vírus permanece em incubação durante um período que pode durar de 3 a 15 dias. Só após esta etapa, é que os sintomas podem ser percebidos.

É importante destacar que não há transmissão através do contato direto de um doente ou de suas secreções com uma pessoa sadia. O vírus também não é transmitido através da água ou alimento.

Lembrete: Quem estiver com dengue deve se prevenir de picadas do mosquito Aedes aegypti para evitar a transmissão da doença para o mosquito. Assim, é possível cortar mais uma cadeia de transmissão do vírus. Portanto, quem estiver com dengue deve usar repelentes, mosquiteiros e/ou outras formas de evitar a picada do mosquito

Tratamento para dengue


O tratamento da dengue requer bastante repouso e a ingestão de muito líquido, como água, sucos naturais ou chá. No tratamento, também são usados medicamentos anti-térmicos que devem recomendados por um médico.

É importante destacar que a pessoa com dengue NÃO pode tomar remédios à base de ácido acetil salicílico, como AAS, Melhoral, Doril, Sonrisal, Alka-Seltzer, Engov, Cibalena, Doloxene e Buferin. Como eles têm um efeito anticoagulante, podem promover sangramentos.

O doente começa a sentir a melhorar cerca de quatro dias após o início dos sintomas, que podem permanecer por 10 dias.

É preciso ficar alerta para os quadros mais graves da doença. Se aparecerem sintomas, como dores abdominais fortes e contínuas, vômitos persistentes, tonturas ao levantar, alterações na pressão arterial, fígado e baço dolorosos, vômitos hemorrágicos ou presença de sangue nas fezes, extremidades das mãos e dos pés frias e azuladas, pulso rápido e fino, diminuição súbita da temperatura do corpo, agitação, fraqueza e desconforto respiratório, o doente deve ser levado imediatamente ao médico.

Dengue Hemorrágica


Neste caso a enfermidade apresenta-se de forma mais grave. Nos cinco dias iniciais, os sintomas são semelhantes ao do tipo clássico. Contudo, a partir do quinto dia, alguns doentes podem apresentar hemorragias (sangramentos) em vários órgãos do corpo e choque circulatório. Podem ocorrer também vômitos, tontura, dificuldades de respiração, dores abdominais fortes e contínuas e presença de sangue nas fezes. Não acontecendo um acompanhamento médico e tratamento adequado, a pessoa doente pode falecer.

É no verão que esta doença faz um número maior de vítimas, pois o mosquito transmissor encontra excelentes condições de reprodução. Nesta época do ano, as temperaturas altas e o alto índice pluviométrico (grande quantidade de chuvas), aumentam e melhoram o habitat ideal para a reprodução do Aedes Aegypti: a água parada. Lata, pneus velhos, vasos de plantas, caixas d’água e outros locais deste tipo são usados para fêmea deste inseto depositar seus ovos. Outro fator que torna os grandes centros urbanos locais preferidos deste tipo de inseto é a grande quantidade de seu principal alimento: o sangue humano.

Como não existem formas de acabar totalmente com o mosquito, a única maneira de combater a doença é por fim aos locais onde a fêmea se reproduz.

Asma na Gravidez


O controle da asma durante a gestação, especialmente durante os três primeiros meses, é importante para uma gravidez tranqüila. O médico deve ser avisado da doença, e a manutenção não deve ser interrompida, pois apenas assim se podem evitar as crises.

O médico também sabe quais são os medicamentos e doses mais seguros para a prevenção e controle das crises da gestante asmática. A maioria dos medicamentos usados para o tratamento da asma pode ser utilizada durante a gravidez sem problemas, mesmo o corticóide, pois não prejudicam a formação do bebê.O risco da doença sem controle é muito maior do que os efeitos indesejáveis dos medicamentos.

Alguns mitos com relação à doença durante a gravidez devem ser esclarecidos:

Asma não ameaça a gravidez. Muitas mulheres asmáticas atravessaram a gestação tranquilamente.

O desenvolvimento das crises pode variar de uma mulher para outra. Por isso, a gravidez não precisa ser evitada, é preciso sim ter um bom acompanhamento médico e obedecer ao tratamento preventivo, que vai proporcionar o bom desenvolvimento da gestação e do bebê.


A sensação de falta de ar na gestante asmática pode ocorrer em função de fatores como:

Alterações hormonais, obstrução (entupimento) do nariz, aumento do volume abdominal pelo útero grávido, empurrando o diafragma para cima e comprimindo o tórax, diminuindo a expansão dos pulmões;
Refluxo gastro-esofágico (o conteúdo do estômago passa para o esôfago, dando a sensação de azia);
Compressão do estômago pelo útero, que pode provocar broncoespasmo (asma);
Estresse da gravidez (medo, insegurança, ansiedade) que podem piorar a asma e dar a sensação de falta de ar.

Retirado de: AsmaSobControle.com.br

Tipos de asma em criança


Estejam atentos, pois “nem tudo que chia é asma”.

Coloquem em prática o plano de tratamento da criança e informem aos professores, ou seja, pais e professores devem saber quais atitudes tomar no momento de uma crise. O mesmo vale para viagens ou quando a criança for passar um período fora de casa.

Confiem na medicação prescrita e sigam sempre a orientação médica.


Aprendam a reconhecer o grau de intensidade das crises:

Asma leve
criança tosse, chia, mas brinca, se alimenta e dorme bem.

Asma moderada
a tosse e o chiado atrapalham as brincadeiras e a criança acorda à noite.

Asma grave
criança não brinca, não consegue dormir e sente muita falta de ar.


E lembrem-se: A criança asmática pode ter uma vida completamente normal.

Asma Infantil


A asma é uma doença freqüente na infância, sendo comum que a primeira crise surja antes dos 4 anos de idade. O diagnóstico é mais difícil por que as crianças não sabem expressar o que estão sentindo e os chiados nessa idade podem sinalizar várias doenças.

Em crianças pequenas, as vias respiratórias são estreitas e delicadas, estando mais sensíveis aos agressores do ambiente como alérgenos, vírus e bactérias. As doenças respiratórias, principalmente as causadas por vírus, são muito comuns na criança pequena sendo freqüentemente observada a presença de chiado no peito.

Quando se suspeita de asma, uma das primeiras investigações que se deve fazer é referente ao histórico familiar, pois cerca de um terço de todos os asmáticos possui um parente (pais, avós e irmãos) com asma ou com outra doença alérgica.

Nas crianças geneticamente predispostas o chiado pode persistir até mais tarde e então ficar mais evidente a presença de asma.


É importante informar ao pediatra a presença de:
Asma na família – pais, tios ou irmãos com asma;

Chiadeira quando bebê ou quadros mais intensos de bronquite;

Alergias na pele;

Coriza (catarro esbranquiçado) mesmo não estando resfriado.


Crianças asmáticas comumente apresentam outras doenças alérgicas como rinite e eczemas. Nas crianças pequenas, a rinite prolongada pode fazer com que a criança respire com a boca aberta, causando redução do apetite, agitação e roncos durante o sono.

Tratamento para Asma


Para se tratar a asma, a pessoa deve ter certos cuidado com o ambiente, principalmente na sua casa e no trabalho. Junto, deverá usar medicações e manter consultas médicas regulares.

Duas classes de medicamentos têm sido utilizadas para tratar a asma: Broncodilatadores
Todo asmático deverá utilizar um broncodilatador. É um medicamento, como o próprio nome diz, que dilata os brônquios (vias aéreas) quando o asmático está com falta de ar, chiado no peito ou crise de tosse. Existem broncodilatadores chamados beta2-agonistas - uns apresentam efeito curto e outros efeito prolongado (que dura até 12h). Os de efeito curto costumam ser utilizados conforme a necessidade. Se a pessoa está bem, sem sintomas, não precisará utilizá-los. Já aqueles de efeito prolongado costumam ser utilizados continuamente, a cada 12 horas, e são indicados para casos específicos de asma. Além dos beta2-agonistas, outros broncodilatadores, como teofilinas e anticolinérgicos, podem ser usados.
Antiinflamatórios
Os corticóides inalatórios são, atualmente, a melhor conduta para combater a inflamação, sendo utilizados em quase todos os asmáticos. Só não são usados pelos pacientes com asma leve intermitente (que têm sintomas esporádicos). Tais medicamentos são utilizados com o intuito de prevenir as exacerbações da doença ou, pelo menos, minimizá-las e aumentar o tempo livre da doença entre uma crise e outra. Os antiinflamatórios devem ser utilizados de maneira contínua (todos os dias), já que combatem a inflamação crônica da mucosa brônquica, que é o substrato para os acontecimentos subseqüentes.
Existem outras possibilidades de tratamento, como o cromoglicato de sódio (bastante utilizado em crianças pequenas), o nedocromil, o cetotifeno e os anti-leucotrienos. Este último é relativamente novo e pode ser usado em casos específicos de asma ou associado aos corticóides.



Tanto os broncodilatadores quanto os antiinflamatórios podem ser usados de várias formas: por nebulização,
nebulímetro ("spray" ou "bombinha"),
inaladores de pó seco (através de turbohaler, rotahaler, diskhaler ou cápsulas para inalação) – são diferentes (e práticos) dispositivos para inalação,
comprimido,
xarope


Os médicos dão preferência ao uso das medicações por nebulização, nebulímetro ou inaladores de pó seco por serem mais eficazes e causarem menos efeitos indesejáveis.

Prevenção


Como prevenção de crises de asma, o asmático poderá usar os corticosteróides, os beta2-agonistas de longa duração e os antileucotrienos, além de ter um bom controle ambiental, evitando exposição aos "gatilhos" da crise asmática.

Não há como prevenir a existência da doença, mas sim as suas exacerbações e seus sintomas diários.

Diagnóstico da Asma


O diagnóstico é feito baseado nos sinais e sintomas que surgem de maneira repetida e que são referidos pelo paciente.

No exame físico, o médico poderá constatar a sibilância nos pulmões, principalmente nas exacerbações da doença. Contudo, nem toda sibilância é devido à asma, podendo também ser causada por outras doenças. Todavia, nos indivíduos que estão fora de crise, o exame físico poderá ser completamente normal.

Existem exames complementares que podem auxiliar o médico. Dentre eles, estão: a radiografia do tórax,
exames de sangue e de pele (para constatar se o paciente é alérgico) e a
espirometria - identifica e quantifica a obstrução ao fluxo de ar.


O asmático também poderá ter em casa um aparelho que mede o pico de fluxo de ar, importante para monitorar o curso da doença. Nas exacerbações da asma, o pico de fluxo se reduz.

Classificação da Asma


A asma pode ser classificada como intermitente ou persistente. Dentro dos quadros persistentes são definidos diferentes níveis de intensidade da doença: leve, moderada ou grave.

Esta classificação se faz de acordo com a presença dos sintomas (freqüência e intensidade), o quanto interfere no dia-a-dia do asmático e, o comprometimento de sua função pulmonar.



Asma Intermitente:
sintomas menos de uma vez por semana;
crises de curta duração (leves);
sintomas noturnos esporádicos (não mais do que duas vezes ao mês);
provas de função pulmonar normal no período entre as crises.

Asma Persistente Leve:
presença de sintomas pelo menos uma vez por semana, porém, menos de uma vez ao dia;
presença de sintomas noturnos mais de duas vezes ao mês,porém, menos de uma vez por semana;
provas de função pulmonar normal no período entre as crises.

Asma Persistente Moderada:
sintomas diários;
as crises podem afetar as atividades diárias e o sono;
presença de sintomas noturnos pelo menos uma vez por semana;
provas de função pulmonar: pico do fluxo expiratório (PFE) ou volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF¹) >60% e < 80% do esperado.

Asma Persistente Grave:
sintomas diários;
crises freqüentes;
sintomas noturnos freqüentes;
provas de função pulmonar: pico do fluxo expiratório (PFE) ou volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF¹) > 60% do esperado.

Retirado de: http://www.asmasobcontrole.com.br/asma/oque_e.asp

Sintomas da Asma


Caracteristicamente, nesta doença os sintomas aparecem de forma cíclica, com períodos de piora. Dentre os sinais e sintomas principais, estão: tosse - que pode ou não estar acompanhada de alguma expectoração (catarro). Na maioria das vezes, não tem expectoração ou, se tem, é tipo "clara de ovo";
falta de ar
chiado no peito (sibilância)
dor ou "aperto" no peito


Os sintomas podem aparecer a qualquer momento do dia, mas tendem a predominar pela manhã ou à noite.

A asma é a principal causa de tosse crônica em crianças e está entre as principais causas de tosse crônica em adultos.

Conceito de Asma


A asma brônquica é uma doença pulmonar freqüente e que está aumentando em todo o mundo.

Esta doença se caracteriza pela inflamação crônica das vias aéreas, o que determina o seu estreitamento, causando dificuldade respiratória.

Este estreitamento é reversível e pode ocorrer em decorrência da exposição a diferentes fatores desencadeantes ("gatilhos"). Esta obstrução à passagem de ar pode ser revertida espontaneamente ou com uso de medicações.

As vias aéreas são tubos que dão passagem ao ar. Elas iniciam no nariz, continuam como nasofaringe e laringe (cordas vocais) e, no pescoço, tornam-se um tubo largo e único chamado traquéia.

Já no tórax, a traquéia divide-se em dois tubos (brônquios), direito e esquerdo, levando o ar para os respectivos pulmões.

Dentro dos pulmões, os brônquios vão se ramificando e tornam-se cada vez menores, espalhando o ar.

HÉRNIA DE DISCO CERVICAL - PROGRAMA DE TRATAMENTO



INTRODUÇÃO 

Algumas pesquisas demonstraram que quando as pessoas entendem os problemas e mecanismos causadores de sua dor o tratamento será mais eficiente, principalmente porque a participação e a colaboração do paciente são fundamentais para a cura. Este informativo tem o objetivo de auxiliá-lo a entender melhor o seu problema. 

A COLUNA CERVICAL 

A parte da coluna localizada no pescoço é denominada cervical. É uma estrutura óssea que tem a função de sustentar nosso crânio e proporcionar todos os movimentos que realizamos com a cabeça. Por isso, ela é extremamente complexa e delicada podendo sofrer com seu uso inadequado. Quando está doente causa dor e grande limitação dos movimentos. Está sempre ativa e só descansa quando ficamos deitados. Normalmente, o pescoço é muito flexível. Você pode observar em si mesmo. Seu pescoço permite que sua cabeça rode de um lado para outro quase 180 graus, flexione totalmente para frente e para trás. Além disso, é possível curvar a cabeça em direção ao ombro (e em todas as posições intermediárias entre esses pontos básicos de movimento).   Dor no pescoço é um problema muito comum na população adulta. Na maioria das vezes é ocasionada por um simples torcicolo ou por algum traumatismo, mesmo que leve. Na grande maioria dos casos a dor é um sintoma benigno e auto-limitado, ou seja, desaparece espontaneamente.Porém em certas ocasiões ocorre devido à "degeneração" da coluna cervical ocasionada pelo seu uso e desgaste natural. Não se sabe ao certo porque isto ocorre. Os médicos têm uma tendência a associar este problema ao envelhecimento do indivíduo, porém pessoas jovens também podem apresentá-lo.   

O DISCO INTERVERTEBRAL 

A coluna espinhal é formada, basicamente, pelas vértebras que são estruturas ósseas rígidas e pelos discos intervertebrais.A coluna cervical consiste nas sete primeiras vértebras da espinha entre o crânio e o tórax.Os discos intervertebrais ficam localizados entre as vértebras e, na coluna cervical, facilitam os movimentos de flexão e rotação e também atuam amortecendo choques e pancadas.Os discos são estruturas macias, gelatinosas, elásticas e de amortecimento. Têm alta concentração de água em seu interior.À medida que nós envelhecemos o conteúdo de água do disco diminui, então ele começa a encolher-se e o espaço entre as vértebras fica mais estreito. Com o avanço da idade o disco vai perdendo sua flexibilidade, elasticidade e suas características de absorção de impacto. Em graus variáveis este processo acomete todos nós.  A coluna cervical é particularmente susceptível às alterações degenerativas porque tem:

  • Alta amplitude de movimento
  • Anatomia muito complexa
  • Outras condições que podem contribuir substancialmente para o enfraquecimento dos discos estão ligadas ao estilo de vida pouco saudável que inclui o hábito de fumar, a falta de exercícios físicos regulares e de uma alimentação equilibrada

  HÉRNIA DE DISCO CERVICAL Às vezes o material gelatinoso do disco desloca-se de sua posição normal. Este deslocamento é chamado de hérnia de disco e geralmente causa dor, pois comprime algum nervo. A dor pode ser vaga ou bem definida no pescoço e suas adjacências como também pode irradiar para o braço até a mão e dedos.Algumas pessoas ocasionalmente podem sentir câimbras, dormência e formigamento. Certas posições ou movimentos do pescoço podem intensificar a dor e outras podem aliviá-la.Algumas vezes pode ser fortemente incapacitante, associada a espasmo muscular e agravada por qualquer tipo de movimento, por mínimo que seja.  

OPÇÕES DE TRATAMENTO 

Após o médico ter realizado os exames necessários para a identificação do problema na coluna cervical, o tratamento deverá então ser iniciado. Várias opções de tratamento estão disponíveis, e elas podem ser subdivididas em duas categorias: 

  • Tratamento conservador
 
  • Tratamento cirúrgico

TRATAMENTO "CONSERVADOR" 

Este termo tem sido utilizado para definir todo tratamento que não envolve cirurgia. Com pequenas adaptações, abordagens similares podem ser usadas tanto para pacientes com dor cervical apenas, quanto para pacientes com hérnia de disco e dor irradiada para o braço. A maioria dos pacientes pode ser tratada de forma segura e eficaz modificando suas atividades cotidianas e utilizando alguma medicação para alívio da dor e diminuição da inflamação, obtendo-se bons resultados em até 75% dos casos.

  • Imobilização – obtida usando-se colar cervical. Mais benéfica durante as exacerbações agudas da dor, porque reduz os movimentos das regiões sintomáticas. O colar sempre deve ser utilizado sob a supervisão do médico, pois, se usado com muita freqüência, pode causar fraqueza da musculatura do pescoço, agravando o problema.
  • Fisioterapia – pode ser útil na diminuição do espasmo muscular aliviando os sintomas. Aplicações de calor superficial e massagem leve podem proporcionar conforto para o paciente
  • Medicamentos – incluindo analgésicos potentes, antiinflamatórios e relaxantes musculares. Em muitos casos o tratamento conservador pode propiciar bons resultados no longo prazo.
  • Infiltrações de anestésicos diretamente no local doloroso (músculo) podem proporcionar alívio significativo da dor e são bem seguras.
  • Retorno progressivo às atividades.
  • Início gradual de exercícios não vigorosos

 Entretanto, estas orientações não são absolutas e só o seu neurocirurgião poderá fazer um julgamento sobre qual tratamento é mais apropriado para o seu caso e qual não é recomendável. Após duas semanas o benefício máximo é alcançado, então os problemas relacionados à imobilidade (fraqueza muscular, rigidez articular...) podem aparecer. Nesta fase, um programa de fisioterapia motora em suas várias modalidades pode ser considerado. Recomenda-se a avaliação de um fisioterapeuta, pois sua participação é fundamental. Trações não são recomendadas nem ingestão de altas doses de vitaminas, pois faltam provas científicas do seu valor terapêutico. Os efeitos naturais do envelhecimento que resultam em diminuição da massa óssea e diminuição da força e elasticidade dos músculos e ligamentos, não podem ser evitados. Entretanto, eles podem ser retardados. No longo prazo, recomenda-se a manutenção do condicionamento físico. Deve-se evitar o sedentarismo, a desnutrição e o tabagismo, pois estes fatores aumentam a chance de recorrência de problemas na coluna cervical.  

TRATAMENTO CIRÚRGICO 

A maioria dos pacientes com hérnia de disco aguda vai melhorar sem intervenção cirúrgica; entretanto, quando houver uma indicação médica definida, não se deve adiar.Após a cirurgia o paciente é capaz de voltar ao trabalho em cerca de duas a seis semanas.Há quatro indicações geralmente aceitas para uma intervenção cirúrgica: 

  • Pacientes sem alívio satisfatório da dor através do tratamento conservador (a indicação mais comum).
  • Aparecimento de sinais ou sintomas sugestivos de compressão medular (alteração da marcha, dificuldade nos movimentos finos das mãos e braços, ou sensações de choques e formigamento descendo das costas até as pernas).
  • Pacientes com fraqueza significativa em algum músculo do braço ou da mão devem ser operados precocemente.
 
  • Recorrência de episódios de dor cervical incapacitante que impedem o paciente de levar uma vida normal.

OPÇÕES DE TRATAMENTO CIRÚRGICO 

Atualmente o tratamento cirúrgico é muito seguro.O neurocirurgião é o médico com treinamento adequado no diagnóstico e tratamento de patologias da coluna vertebral.Ele dispõe de materiais e equipamentos modernos que tornam o seu trabalho cada vez mais eficiente. Um exemplo é o microscópio cirúrgico. Possibilita as chamadas microcirurgias, que são operações extremamente precisas. O microscópio representa um refinamento da cirurgia tradicional, pois permite uma visão bastante ampliada e com iluminação adequada, aumentando consideravelmente a precisão cirúrgica, além de facilitar o controle do sangramento. Desta forma, além de proporcionar mais segurança, a recuperação do paciente é mais rápida.Um resultado cirúrgico satisfatório ocorre quando se utiliza uma técnica cirúrgica mais fina e meticulosa. Uma vez que se decidiu pelo tratamento cirúrgico, as opções incluem: 

1)    Microcirurgia: quando é utilizado o microscópio cirúrgico. A microcirurgia possibilita incisões menores e recuperação mais rápida. Diminui o sangramento, o período de hospitalização e de recuperação. Proporciona menor mobilização das estruturas nervosas minimizando a reação inflamatória. A microcirurgia por via anterior atualmente é considerada a melhor opção. 

2)    Via Anterior: quando o cirurgião faz a incisão na parte da frente do pescoço. 

3)    Via Posterior: quando a incisão é feita na parte de trás do pescoço (pouco utilizada esta via é reservada para alguns tipos especiais de hérnias). 

4)    Fixação ou fusão com placas e parafusos e enxerto ósseo: quando o neurocirurgião deseja aumentar a estabilidade da coluna. Procedimentos que podem ser acrescentados à microcirurgia por via anterior e são extremamente simples e fáceis de executar. 

5)    Cirurgia endoscópica ou "minimamente invasiva", laser, injeções de substâncias no interior do disco, dentre outras. São procedimentos ainda controversos e em desenvolvimento que, provavelmente no futuro, terão um papel importante no tratamento.

Hérnia de disco lombar: diagnóstico e tratamento



A hérnia de disco lombar extrusa é uma condição ortopédica muito freqüente e importante, que afeta os discos intervertebrais da coluna vertebral. Estes funcionam como verdadeiros amortecedores entre as vértebras e a hérnia discal ocorre no momento em que seu anulo fibroso se rompe, permitindo que o conteúdo gelatinoso interno, chamado de núcleo pulposo, extravase por entre as fibras do anel externo e migre para fora.

Isso faz com que haja um comprimento das raízes nervosas que passam pelo espaço intervertebral, causando assim os sintomas clínicos característicos do paciente portador de hérnia discal: dor lombar, normalmente associada à irradiação para os membros inferiores, diminuição de força muscular destes membros e formigamento nas pernas.

No caso da lesão, o paciente deve continuar com sua rotina de exercícios de alongamento e fortalecimento musculares para a região lombar e cadeia muscular posterior, além de tomar os devidos cuidados com o posicionamento de seu corpo para levantar qualquer peso a partir do solo (pés ligeiramente abertos e próximos ao peso, joelhos flexionados, costas retas, e absolutamente não levantar um peso maior do que esta posição permite).

Ingressar num programa de fortalecimento muscular, com ênfase para as regiões lombar e abdominal é uma boa idéia, além de sessões de fisioterapia para a melhora da dor e do condicionamento muscular.

Outra recomendação é alternar a corrida com atividades aeróbicas, como natação ou "deep running", para a manutenção do condicionamento cardiovascular e permitir um descanso para as estruturas músculo-esqueleticas da coluna, que recebem uma carga de peso significativa com a prática da corrida.

Dor irradiada



- Por que a Hérnia de disco provoca dor na perna ou no braço?

O disco está colocado na coluna exatamente na frente dos nervos que saem para distribuir-se nas pernas ou braços, e quase sempre que o núcleo `escapa` de dentro do anel ele se dirige para trás, provocando uma compressão sobre a raiz nervosa correspondente.

Quando a Hérnia está na região lombar, ela afeta as raízes que vão para as pernas, quando esta na região cervical (pescoço), ela afeta as raízes que vão para os braços. Essa lesão da raiz nervosa que se dirige à perna ou braço é a responsável pelo sintoma de dor no membro.

- O que é ciático? E dor ciática?

Ciático é o nome do principal nervo do membro inferior. Esse nervo forma-se da união de várias raízes nervosas que saem da coluna. Ele começa mais ou menos na altura da nádega e se distribui por todo o membro inferior.

A dor provocada por problemas no nervo ou nas raízes nervosas da região lombar, que são as que formam o nervo, é conhecida como dor ciática ou ciatalgia. Uma das causas mais comuns de dor ciática é a Hérnia de disco lombar.

- Toda a dor na perna é uma dor ciática?

Não, o termo dor ciática aplica-se apenas àquelas dores provocadas por problemas no nervo ou suas raízes. Existem vários outros tipos dor na perna, e mesmo várias doenças que podem provocar dores parecidas com a dor ciática, chamadas falsa ciáticas ou pseudo-ciáticas.

Orientação para quem tem hérnia de disco



Orientação Postural

    A postura é um fator importante no dia a dia, para que possamos evitar as dores musculares e articulares. A má postura por si só causa dor, ainda mais se estamos realizando uma tarefa em situação de má postura, dormindo em colchão inadequado, e pior ainda, em posição incorreta. Situações no dia-a-dia podem evitar diversos fatores que podem gerar lesões ou desvios que, juntamente com a dor, propiciarão desconfortos e problemas futuros. A má postura pode ser evitada com simples atitudes que serão listadas abaixo:

  1. Ande o mais ereto possível, (imagine-se caminhando equilibrando um livro na cabeça) endireite seu corpo, olhe acima do horizonte ao andar.

  2. Evite dobrar o corpo quando, estando em pé, realizar um serviço sobre uma mesa, balcão, bancada, levante o que está fazendo.

  3. Quando estiver sentado, não cruzar as pernas, manter as costas retas, usar todo o assento e encosto.

  4. Dormir sempre de lado, com as pernas encolhidas, travesseiro na altura do ombro, não muito macio que mantenha a distância do colchão, usar colchões com densidade adequada a seu peso e altura. (D 23, 28, 33, etc) Para casais, existem colchões com densidades diferentes em cada lado.(D 28 com D 25, D 33 com D 28 etc) Cama com estrado firme, e que não deforme com o seu peso.

  5. Evitar levantar pesos do chão, acima de 20 % do seu peso corporal, abaixe-se como um halterofilista.

  6. Não colocar pesos acima dos ombros e cabeça em prateleiras altas, use um banco.

  7. Não carregue bolsas pesadas inutilmente, durante o dia todo. Não carregue bolsas de um mesmo lado, divida o peso, carregando com os dois braços.

  8. Evitar torções do pescoço ou do tronco, evite assistir TV e ler na cama.

  9. Evitar uso prolongado de sapatos altos, eles além de provocar dores nas costas por interferir no centro de equilíbrio do corpo (fig. 9)e conseqüente esforço muscular para equilibrar, (fig.9.a) também sobrecarregam a parte anterior no pé, provocando (especialmente se forem do tipo "bico fino") ou piorando o joanetes, provocando dores por sobrecarga nas cabeças dos metatarsianos (ossos da parte anterior do pé) e também tendinites.

  10. Evitar atender ao telefone ao mesmo tempo em que realiza outras tarefas, provocando torções excessivas e desnecessárias no tronco.



Alongamentos

    Deitada com os pés apoiados no chão e a coluna lombar encostada no apoio. Entrelaçar os dedos e levar os braços esticados em direção oposta ao corpo. Mantenha o alongamento por 10 segundos e relaxe.

    Em pé mantendo os pés ligeiramente afastados e joelhos soltos, solte o corpo para frente sem tensões. Sinta o alongamento dos músculos posteriores da perna e coluna. Mantenha o alongamento por 15 segundos e volte à posição inicial, endireitando o corpo de baixo para cima, sendo a cabeça a última parte a se endireitar.

    Em pé, quadril encaixado, joelhos soltos, leve os braços estendidos para cima. Mantenha o alongamento por 10 segundos e relaxe.

    A partir da posição inicial do exercício anterior, incline o corpo para um lado. Mantenha o alongamento por 10 segundos e relaxe. Faça o mesmo para o outro lado.

    Deitada com as pernas flexionadas e com os pés apoiados no chão. Certifique-se que a coluna lombar esteja totalmente encostada no apoio. Com o auxílio de uma toalha em volta de um pé, estique uma das pernas de forma que a coxa fique em ângulo reto com o quadril. Os músculos do pescoço e ombros devem permanecer relaxados. Sinta o alongamento dos músculos posteriores da coxa e da barriga da perna. Mantenha o alongamento por 15 segundos e relaxe. Repita o exercício com a outra perna.

    Incline o corpo e apóie os braços sobre uma mesa, mantendo o quadril fletido, joelhos soltos e a região lombar reta. Estenda os joelhos suavemente. Certifique-se que sua coluna esteja reta, pois este exercício mal feito poderá afetar a sua coluna. Mantenha o alongamento por 20 segundos e relaxe, levantando o corpo lentamente, de forma que a cabeça seja a última a se endireitar.