Coluna Vertebral - Conhecimentos Básicos


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Alimentos e Líquidos para Fitness


Indivíduos envolvidos em um programa de exercícios para promover fitness e saúde podem aprender a maximizar seus esforços nos treinos e beneficiar-se mais aprendendo a abastecer seu organismo com os alimentos e líquidos apropriados.

Líquidos: Mantendo-se Hidratados

  • Se houver muita perda de líquidos pelo suor sem reposição, essas pessoas correm o risco de apresentar desidratação por causa da perda de líquidos e eletrólitos (como sódio e potássio).
  • Praticantes de exercício de todas as faixas etárias têm risco aumentado de apresentar desidratação. Crianças ou adultos mais velhos são suscetíveis à desidratação e devem prestar atenção especial a sua ingestão de líquidos.
  • A desidratação pode diminuir a disposição e comprometer o desempenho. Mesmo uma perda de 2% do peso corporal através do suor (ou seja, 1,5 para um indivíduo que pese 72 kg) 1,2 pode representar um problema. A manutenção adequada da hidratação é importante para todos que praticam esportes.

 

Hidratação para Melhorar os Exercícios

Os atletas deveriam conhecer o valor de sua taxa de suor.

Como a taxa de suor pode variar dependendo do indivíduo, do clima e da intensidade do exercício, os atletas devem medir:

Quanto de seu peso perdem durante o exercício (em gramas)
+
Quanto de líquido ingerem durante o exercício (em mL)
=
A quantidade que DEVEM beber para repor as perdas pelo suor

Pessoas que se exercitam em ambiente ou um ginásio quente arriscam-se a apresentar desidratação. Quanto mais longa for a sessão de exercícios, maior o risco, que também aumenta se houver mais que uma sessão em um dia. A seguir apresentamos algumas orientações sobre como evitar a desidratação e obter o máximo de um treino geral de exercícios:

  • Lembre-se de ingerir líquidos durante o dia. Isso pode ser facilmente realizado, basta pegar uma bebida esportiva logo pela manhã e depois usar bebedouros, geladeiras e bebidas disponíveis em lanchonetes como motivadores para ingerir líquidos durante o dia todo.
  • Hidrate-se!!! Indivíduos ativos devem procurar ingerir pelo menos 500 mL (2 copos) de líquidos, 2 a 3 horas antes do exercício e mais 250 mL (1 copo), 10 a 20 minutos antes.
  • Lembre-se dos carboidratos. Muitas pessoas que se exercitam hesitam em usar as bebidas esportivas durante seus treinos, pois não querem as calorias adicionais. Entretanto, pesquisas recentes mostraram que o consumo da quantidade de carboidratos presentes em uma bebida esportiva durante o exercício pode limitar a ingestão calórica durante o restante do dia.

 

Alimentos para Alta Energia

Os carboidratos atuam como casas de força para o exercício físico. Alimentos ricos em carboidratos, como cereais integrais, cereais matinais, frutas e hortaliças fornecem energia aos músculos acionados. Eles também oferecem uma variedade de nutrientes importantes como as vitaminas C e A e antioxidantes, cruciais para que as células de nosso organismo mantenham-se saudáveis.

A proteína é essencial para formar e manter as enzimas, tecidos e músculos. Apesar de a maioria dos entusiastas por fitness não precisarem tanto de proteína quanto de carboidratos, ela também é importante.

Uma maneira rápida de alimentar-se antes dos exercícios é dividir o prato em três partes iguais. Preencha 1/3 dele com cereais, de preferência, integrais, 1/3 com frutas e hortaliças e 1/3 com fontes de proteína magra, como frango ou peito de peru, ovos ou iogurte desnatado ou com baixo teor de gordura. Depois escolha uma bebida rica em nutrientes como leite desnatado ou suco de frutas 100% natural.

Idéias para um Lanche Rápido

Experimente essas combinações rápidas de lanches para abastecer seu corpo antes ou depois dos exercícios, ou para ter energia durante o dia todo:

  • Bolachas crackers de cereais integrais e uvas passas
  • Aveia com morangos frescos
  • Iogurte com baixo teor de gordura com nozes e damasco secos
  • Pão integral com húmus
  • Queijo tipo cottage com pêssegos frescos e amêndoas
  • Salada de macarrão com tomates, cenoura e pimentão verde frescos
  • Sanduíche de peru e queijo mussarela no pão de centeio
  • Brócolis e couve-flor com molho de iogurte desnatado
  • Ovos mexidos e torrada de grãos integrais
  • Salada de fruta

Tenha Alimentos Saudáveis à Disposição

Ao se abastecer para uma sessão de exercícios, gaste um tempinho adicional para pensar nas opções de alimentos saudáveis. Praticantes de exercícios devem estocar esses alimentos regularmente:

Grupo de Alimentos

Exemplos

Cereais

Pães de cereais integrais
Cereais integrais como flocos de aveia ou de trigo integral
Aveia
Arroz integral
Massas integrais
Bolachas crackers de cereais integrais
Cevada ou trigo

Frutas

Frutas cítricas como laranjas e tangerinas
Bananas, kiwi e abacaxi
Maçãs, pêras, nectarinas, mamão papaia e pêssegos
Ameixas, ameixas secas e damascos
Uvas e uvas-passas
Melancia e diferentes variedades de melão
Morangos, amoras e cerejas
Sucos de fruta 100% naturais
Frutas desidratadas 100% naturais
Picolés de sucos de frutas 100% natural

Hortaliças

Brócoli, couve-flor e couve de Bruxelas
Batatas, batatas doces e inhame ou cará
Vagem, ervilha torta, milho e aspargo
Tomates, molho e suco de tomate
Espinafre, repolho, couve
Pimentões verdes, vermelhos e amarelos
Cebola e alho-porró

Leite/Laticínios

Leite desnatado ou com baixo teor de gordura ou leite de soja
Queijo desnatado ou com baixo teor de gordura ou queijo cottage
Iogurte desnatado ou com baixo teor de gordura
Frozen yogurt desnatado ou com baixo teor de gordura
Leite gelado

Fontes de proteínas

Peito de frango ou de peru sem a pele
Lombo suíno
Roastbeef de carne magra
Ovos
Salmão, atum, peixes brancos e camarão
Hambúrgueres vegetarianos de soja e alternativas a carne
Tofu
Castanhas, sementes e manteiga de castanhas
Feijões e ervilhas secas
Barras energéticas

 

 

Fonte: Gatorade Sports Science Institute

A importancia da avaliação postural


Nossa postura pode ser definida como a posição que nosso corpo adota no espaço, bem como a relação direta de suas partes com a linha do centro de gravidade. Para que possamos estar em boa postura, é necessário uma harmonia/equilíbrio do sistema neuromusculoesquelético.
Cada indivíduo apresenta características individuais de postura que podem vir a ser influenciada por vários fatores: anomalias congênitas e/ou adquiridas, má postura, obesidade, alimentação inadequada, atividades físicas sem orientação e/ou inadequadas, distúrbios respiratórios, desequilíbrios musculares, frouxidão ligamentar e doenças psicossomáticas.
A boa postura é aquela que melhor ajusta nosso sistema musculoesquelético, equilibrando e distribuindo todo o esforço de nossas atividades diárias, favorecendo a menor sobrecarga em cada uma de suas partes.
A avaliação postural se faz importante para que possamos mensurar os desequilíbrios e adequarmos a melhor postura a cada indivíduo, possibilitando a reestruturação completa de nossas cadeias musculares e seus pocisionamentos no movimento e/ou na estática. A partir deste procedimento, estaremos com certeza promovendo a prevenção de muitos males causados inicialmente pela má postura, fruto de ausência de controle e informação.
Para a avaliação postural podemos utilizar alguns materiais para melhor avaliar os alunos/clientes submetidos ao programa de atividades reeducativas:
Objetivos: uso de radiografia (solicitada pelo médico que acompanha o programa), fotografia.
Subjetivos: uso do tato e da visão, observando o aluno de costas, perfil direito, perfil esquerdo, frente e antero-flexão, à frente do simetrógrafo. O aluno deverá estar em traje de banho, de maneira a favorecer a visão do observador para uma melhor visualização das alterações posturais.
Devemos observar nosso aluno globalmente como um todo, pois um desequilíbrio postural jamais se apresenta de forma isolada, portanto, devemos estabelecer critérios de adaptação morfológica e funcional quanto ao equilíbrio e a coordenação dos movimentos do corpo. Não importando o plano que estaremos analisando, devemos estar associando sempre a linha de gravidade. Os segmentos que não estiverem compatíveis com o eixo perpendicular ao solo estarão em desequilíbrios.
No plano sagital, devemos considerar o corpo como duas metades simétricas anterior e posteriormente em relação à linha da gravidade, esta deve passar anterior ao ouvido externo, face anterior da coluna cervical, anterior a coluna dorsal, cruzar a coluna vertebral em L1, L2 e L3, porção média do osso sacro, posteriormente a articulação coxofemoral, posterior ao longo do eixo femural, nível médio da articulação do joelho, cruze a tíbia em quase toda a extensão, anterior a articulação do tornozelo, pela articulação de Chopart (calcâneo-cubóide e talonavicular) e finalmente atinja o solo.
Neste plano, estaremos observando se há acentuação das curvaturas fisiológicas, joelhos em hiperextensão ou em semiflexão, projeção dos ombros à frente, projeção da cabeça à frente, proeminência abdominal, se ocorre anteversão ou retroversão da pelve e se o corpo apresenta alguma rotação para a direita ou para a esquerda .
Posteriormente, deveremos observar o nível da cintura escapular e pélvica para verificar se há basculamento lateral. Um ombro mais baixo que o outro e proeminências ósseas na escápula, acusam um desnivelamento escapular. Pregas glúteas e triângulo de Tales em desigualdade, acusam um desnivelamento da cintura pélvica. Observar se há inclinação lateral da cabeça, existência de pregas lombares, se tendão calcâneo estará valgo ou varo, aproximação medial do joelho ou afastamento lateral dos joelhos.
No plano frontal, se há assimetria torácica, assimetria facial e conferir as observações feitas posteriormente.
As verificações, citadas acima, são feitas de forma estática, porém, devemos realizar um exame dinâmico, para observar a marcha e como o corpo se comporta no momento de sua realização. É muito importante que seu aluno não saiba que você estará observando-o na marcha, pois isto poderá estar interferindo em uma marcha mais natural e seu aluno acabar escondendo, mesmo que inconsciente algum problema que possa estar iniciando.
Todas estas alterações posturais correspondem ao desequilíbrio do sistema dinâmico e estático, muitas vezes acarretando desconforto, algias e incapacidades funcionais
O padrão respiratório deverá ser avaliado no plano sagital, classificando em apical ou diafragmático durante a respiração normal e verificar se há hipertonicidade ou hipotonicidade através da palpação muscular.
Atenção especial devemos dar ao ambiente escolar onde encontramos crianças e adolescentes, desenvolvendo hábitos posturais incorretos e praticando atividades físicas não compatíveis com o seu desenvolvimento, quando na verdade deveriam estar num programa de exercícios específicos individualizado. Neste caso, se faz muito importante a avaliação postural para estarmos detectando os desequilíbrios posturais e estar encaminhando nossos alunos para as atividades de maior benefício a cada um sem oferecer riscos. Sem a avaliação podemos estar acentuando os desequilíbrios na aplicação de atividades sem orientação.
É com base nesses fatos que vemos a escola como local ideal para atuação do profissional de Educação Física não só, para jogos, esportes, dança e recreação. Mas também, atuando na educação postural dos alunos prevenindo e orientando os desequilíbrios posturais. Afinal, é na escola que encontramos o maior número de crianças reunidas, e onde podendo aplicar os recursos disponíveis em nossa formação, informando pais e alunos da importância de melhores posicionamentos da postura, prevenir desequilíbrios, diagnosticar precocemente, e orientar com eficiência, afim de combater o aparecimento e desenvolvimento de alterações posturais.
Como sugestão, na avaliação física dispor de uma ficha de avaliação individual, fita métrica e simetrógrafo. Esta ficha pode conter um formulário de Anamnese contendo informações do histórico da criança, e um quadro para anotar as observações realizadas na visão anterior, posterior e sagital. Pode-se verificar a critério, a flexibilidade, condição muscular e o equilíbrio.
Estudos realizados em uma escola pública do Estado de São Paulo - em crianças de 9 a 12 anos, no ano de 1996, pudemos mensurar estes resultados: de 100 crianças avaliadas, 80% apresentaram alterações posturais. A escoliose foi encontrada em 30% dos resultados (2% escoliose estrutural - desse resultado, 52% convexa à direita, 22% convexa à esquerda e 26% escoliose mista), 19% apresentavam hiperlordose associada a escoliose, 22% hipercifose associada a escoliose. A hiperlordose encontramos em 16%, a hipercifose em 10% e, representando 18% encontramos desequilíbrios na assimetria de ombros, cintura pélvica, joelhos e pés.
Quando realizamos a avaliação de acordo com o sexo, observamos que os meninos apresentaram 4% de incidência nos desequilíbrios a mais que as meninas.
Podemos perceber após este relato que, as alterações posturais são ocorrências significativamente presentes entre as crianças de 9 a 12 anos, daí a necessidade de estar avaliando. Outro fato importante, é a presença significativa da escoliose idiopática não estrutural.
Diante destas informações, podemos concluir a necessidade da implantação de um setor de avaliação e acompanhamento do desenvolvimento motor da criança dentro das escolas, onde os professores possam desenvolver programas de orientação e intervenção imediata em atividades físicas corretivas para os desequilíbrios posturais, avaliações periódicas, orientação para a importância de bons hábitos posturais nas atividades diárias, possibilitando uma boa biomecânica. Utilizar-se da ergonomia ao sentar à frente do computador, nas carteiras de sala de aula, no transporte do material escolar, na realização das tarefas de casa, enfim, em todas as atividades diárias.
No entanto, após realizada a avaliação postural, se faz necessário que os pais tomem conhecimento dos resultados e que se necessário, seja orientado a procurar um ortopedista, para um melhor acompanhamento da criança.
O objetivo principal da avaliação postural na escola é identificar os desequilíbrios mais evidentes a fim de evitar prescrição de exercícios que possam vir a acentuar esses desequilíbrios. Acredito que, mais do que executar, nossa função é orientar.
Fonte: Efdesportes

Acupuntura é melhor do que remédios para dor de cabeça


Uma revisão de 31 estudos, envolvendo cerca de 4.000 pacientes com dor de cabeça crônica mostrou que o tratamento com acupuntura traz melhores resultados do que medicamentos na redução da intensidade e da freqüência das crises.
Coordenados por Tong Joo Gang, do departamento de anestesiologia da Duke University (EUA), os pesquisadores analisaram apenas os estudos controlados e randomizados, usando dados da Cochrane (organização internacional dedicada a a atualização e comprovação de pesquisas médicas), da Medline (base de dados da Biblioteca Nacional de Medicina, dos EUA) e dos estudos controlados da Scopus (base de dados da internet mais de 30 instituições de pesquisa).
Publicada na edição de dezembro do jornal "Anesthesia & Analgesia", a revisão da Duke University analisou 17 estudos de pacientes com enxaqueca, dez estudos de dor de cabeça tensional e quatro sobre outras formas de dor de cabeça crônica com múltiplos sintomas.
A análise mostrou que 62% dos pacientes que se trataram com acupuntura relataram melhora, contra 45% dos que utilizaram medicamentos. Em média, os pacientes relataram melhora após cinco ou seis sessões de acupuntura.
Tratamentos combinados
Segundo Mario Peres, neurologista do hospital Albert Einstein, em São Paulo, e autor do livro "Dor de Cabeça: o que Ela Quer com Você" (ed. Integrare), ainda há um grande debate sobre a acupuntura. "Já temos conhecimento de muitos estudos positivos, mas não dá para falar em superioridade. Em geral, o melhor são vários tratamentos combinados. A acupuntura é mais uma opção."
Para Hong Jin Pai, diretor do Colégio Médico de Acupuntura de São Paulo e médico do Centro de Dor do Hospital das Clínicas de São Paulo, o estudo confirma a eficácia da técnica tradicional. "Além de atuar na dor, ela tem outros efeitos, como diminuir a ansiedade, por isso é mais completa do que [os medicamentos] analgésicos.
Mas nenhum tratamento é 100% eficaz, e há um grupo de pacientes que não responde à acupuntura." Entre as vantagens da técnica, ele aponta os efeitos colaterais muito menores e o fato de ela ser uma intervenção não-medicamentosa.
Isso é vantagem principalmente porque há um uso abusivo de analgésicos, segundo Elder Machado Sarmento, responsável pelo departamento científico de cefaléia da Academia Brasileira de Neurologia e vice-presidente da Associação Latino-Americana de Cefaléia. "Além de efeitos como agredir a mucosa gástrica, por exemplo, o abuso de analgésicos acaba piorando o quadro da dor." Mas Sarmento lembra que as diretrizes da Sociedade Brasileira de Cefaléia não colocam a acupuntura como a primeira opção para o tratamento.
Marcius Mattos Ribeiro Luz, médico do setor de acupuntura da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), diz que as pesquisas com acupuntura só começaram mais recentemente, por isso há menos evidências dos chamados estudos de primeira linha (controlados, randomizados, duplos-cegos).
Para Carlos Eduardo Altieri, neurologista do Núcleo de Tratamento da Dor do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, já está bem comprovada a eficácia da técnica para tratamento de dor de cabeça crônica que tenha um componente muscular importante, causado pela sobrecarga em determinados grupos musculares, como nos do pescoço ou dos ombros. "Nesses casos, que são muito freqüentes, usar a acupuntura como adjuvante traz resultados muito melhores."
Ele lembra, no entanto, que há diferentes tipos de cefaléia, e não é em todos que acupuntura apresenta a mesma eficácia. "Na enxaqueca pura, sem gatilho muscular, o paciente responde menos, ou responde mal de fato, à acupuntura."

Acupuntura é melhor do que remédios para dor de cabeça


Acupuntura é melhor do que remédios para dor de cabeça
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IARA BIDERMAN
colaboração para a Folha de S.Paulo
Uma revisão de 31 estudos, envolvendo cerca de 4.000 pacientes com dor de cabeça crônica mostrou que o tratamento com acupuntura traz melhores resultados do que medicamentos na redução da intensidade e da freqüência das crises.
Coordenados por Tong Joo Gang, do departamento de anestesiologia da Duke University (EUA), os pesquisadores analisaram apenas os estudos controlados e randomizados, usando dados da Cochrane (organização internacional dedicada a a atualização e comprovação de pesquisas médicas), da Medline (base de dados da Biblioteca Nacional de Medicina, dos EUA) e dos estudos controlados da Scopus (base de dados da internet mais de 30 instituições de pesquisa).
Publicada na edição de dezembro do jornal "Anesthesia & Analgesia", a revisão da Duke University analisou 17 estudos de pacientes com enxaqueca, dez estudos de dor de cabeça tensional e quatro sobre outras formas de dor de cabeça crônica com múltiplos sintomas.
A análise mostrou que 62% dos pacientes que se trataram com acupuntura relataram melhora, contra 45% dos que utilizaram medicamentos. Em média, os pacientes relataram melhora após cinco ou seis sessões de acupuntura.
Tratamentos combinados
Segundo Mario Peres, neurologista do hospital Albert Einstein, em São Paulo, e autor do livro "Dor de Cabeça: o que Ela Quer com Você" (ed. Integrare), ainda há um grande debate sobre a acupuntura. "Já temos conhecimento de muitos estudos positivos, mas não dá para falar em superioridade. Em geral, o melhor são vários tratamentos combinados. A acupuntura é mais uma opção."
Para Hong Jin Pai, diretor do Colégio Médico de Acupuntura de São Paulo e médico do Centro de Dor do Hospital das Clínicas de São Paulo, o estudo confirma a eficácia da técnica tradicional. "Além de atuar na dor, ela tem outros efeitos, como diminuir a ansiedade, por isso é mais completa do que [os medicamentos] analgésicos.
Mas nenhum tratamento é 100% eficaz, e há um grupo de pacientes que não responde à acupuntura." Entre as vantagens da técnica, ele aponta os efeitos colaterais muito menores e o fato de ela ser uma intervenção não-medicamentosa.
Isso é vantagem principalmente porque há um uso abusivo de analgésicos, segundo Elder Machado Sarmento, responsável pelo departamento científico de cefaléia da Academia Brasileira de Neurologia e vice-presidente da Associação Latino-Americana de Cefaléia. "Além de efeitos como agredir a mucosa gástrica, por exemplo, o abuso de analgésicos acaba piorando o quadro da dor." Mas Sarmento lembra que as diretrizes da Sociedade Brasileira de Cefaléia não colocam a acupuntura como a primeira opção para o tratamento.
Marcius Mattos Ribeiro Luz, médico do setor de acupuntura da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), diz que as pesquisas com acupuntura só começaram mais recentemente, por isso há menos evidências dos chamados estudos de primeira linha (controlados, randomizados, duplos-cegos).
Para Carlos Eduardo Altieri, neurologista do Núcleo de Tratamento da Dor do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, já está bem comprovada a eficácia da técnica para tratamento de dor de cabeça crônica que tenha um componente muscular importante, causado pela sobrecarga em determinados grupos musculares, como nos do pescoço ou dos ombros. "Nesses casos, que são muito freqüentes, usar a acupuntura como adjuvante traz resultados muito melhores."
Ele lembra, no entanto, que há diferentes tipos de cefaléia, e não é em todos que acupuntura apresenta a mesma eficácia. "Na enxaqueca pura, sem gatilho muscular, o paciente responde menos, ou responde mal de fato, à acupuntura."

Exercicio e diabetes


A atividade física é um fator importante do tratamento do Diabetes Mellitus, e contribui para melhorar a qualidade de vida do portador de diabetes. Mais ainda, atuando preventivamente e implantando um programa de promoção da atividade física,dieta sã e equilibrada, assistência médica, educação do paciente e da equipe sanitária,pode se reduzir significativamente a incidênciado diabetes do tipo 2 e das complicações associadas.
Segundo um estudo de Helmrich et al.,o risco de diabetes do tipo 2 aumenta à medida que aumenta o IMC (índice de massa corporal), e,ao contrário, quando aumenta a intensidade e/ou a duração da atividade física, expressa em consumo calórico semanal, esse risco di-
minui,especialmente em pacientes com risco elevado de diabetes.
   Tal como ocorre em pessoas não diabéticas,a prática regular de exercício pode produzir importantes benefícios a curto, médio e longo prazo. Esses benefícios estão enumerados na Tabela seguinte.

Tabela 1 -Benefícios da atividade física a curto,médio e longo prazo:

Aumenta o consumo da glicose.
Diminui a concentração basal e pós-prandial da insulina.
Aumenta a resposta dos tecidos à insulina.
Melhora os níveis da hemoglobina glicosilada.
Melhora o perfil lipídico:
-diminui os triglicerídeos.
-umenta a concentração de HDL-colesterol.
-diminui levemente a concentração de LDL-colesterol.
Contribui a diminuir a pressão arterial.
Aumenta o gasto energético:
-favorece a redução do peso corporal.
-diminui a massa total de gordura.
-preserva e aumenta a massa muscular.
Melhora o funcionamento do sistema cardiovascular.
Aumenta a força e elasticidade muscular.
Promove uma sensação de bem-estar e melhora a qualidade de
vida.

   Dentre os benefícios à curto prazo, o aumento do consumo de glicose como combustível por parte do músculo em atividade, contribui para o controle da glicemia.
O efeito hipoglicemiante do exercício pode se prolongar por horas e até dias após o fim de exercício. Esta resposta metabólica normal pode ser alterada durante os estados de extrema deficiência de insulina ou excesso da mesma, o que é responsável por um risco maior de hipoglicemia e/ou hiperglicemia e ocorrência de cetoacidose. Por essa razão,a prescrição de atividade física para melhorar o controle glicêmico em pacientes portadores de diabetes do tipo 1 (insulino-dependentes) foi motivo de discussão e controvérsias entre especialistas. O que é certo é que o uso freqüente de técnicas de auto-monitorização glicêmica e a implantação de insulinoterapia intensificada permitem ao paciente portador de diabetes do tipo 1 desenvolver estratégias e ajustes no consumo de carboidratos e doses de insulina, para poder participar de maneira mais segura em programa
de atividade física.
   Por outro lado, prescrição de atividade física em paciente portador de diabetes do tipo 2 não apresenta dúvidas e é hoje, junto com perda de peso,uma das indicações das mais apropriadas para corrigir a resistência à insulina e controlar a glicemia nesse tipo de diabetes (que representa 90%dos casos), ainda mais se está associado à obesidade. Por outro lado, no diabetes do tipo 2 cujo tratamento está baseado só em dieta, raramente o exercício gera hipo ou hiperglicemia.
   Os benefícios a médio e longo prazo, da prática regular de atividade física, contribuem para diminuir os fatores de risco para o desenvolvimento da doença cardiovascular (aumentado no paciente portador de diabetes), através das seguintes alterações: melhora do
perfil lipídico,contribuição para a normalização da pressão arterial, aumento da circulação colateral, diminuição da freqüência cardíaca no repouso e durante o exercício.
   No mais, independentemente das alterações fisiológicas que acompanham o exercício,também ocorrem alterações comportamentais que favorecem o cuidado e o auto-controle por parte do paciente, e conseqüentemente contribuem para melhorar sua qualidade de vida.

Como manejar a atividade física em pacientes portadores de diabetes
:

   Como os outros elementos do tratamento,a atividade física deve ser prescrita de maneira individual para evitar riscos e otimizar os benefícios. O tipo, freqüência, intensidade e duração do exercício recomendado dependerá da idade, do grau de treinamento anterior e do controle metabólico,duração do diabetes,e presença de complicações específicas da doença.
   Por isso, antes de iniciar a prática sistemática da atividade física,o paciente portador de diabetes deve submeter-se a exame clínico geral (fundo de olho, presença de neuropatia, osteoartrite,etc) e cardiovascular,incluindo na medida do possível uma prova de esforço (ergometria).
   O ajuste na prescrição do exercício será mais eficaz se os esforços forem coordenados por:o paciente, a família, o médico e sua equipe de colaboradores. A educação em diabetes,que permite ao paciente combinar corretamente dieta, dosagem de insulina e hipoglicemiantes orais com o exercício, diminui notavelmente os riscos de hipoglicemia e/ou hiperglicemia pós-exercício.
   A atividade física prescrita em pacientes portadores de diabetes deveria reunir as características descritas no
Gráfico 1.

*****


Gráfico 1:
Tipo:
Atividade Física Aeróbica - ex: nadar, correr, remar, andar de bicicleta,ginástica aeróbica, etc...
Características:
Intensidade (moderada - 50 - 80% da Frequência Cardíaca Máxima - segundo a condição física, idade e grau de treinamento)
Frequência: todos os dias* ou 3-4 vezes por semana.
Duração: 20-30 minutos diários** ou 45-60 minutos (3-4 vezes por semana)

*No caso de obesidade,a prática diária é recomendada
**O tempo sugerido deve ser acrescentado de 5-10 minutos de exercícios de
alongamento e mobilidade articular antes e após a atividade principal.

*****

   O tipo de atividade indicada é de natureza aeróbica, que envolve grandes grupos musculares e pode ser mantida por um tempo prolongado.No momento da seleção, é essencial respeitar os gostos e interesses dos pacientes,aumentando assim a aderência ao programa.
Apesar do que foram reportados aumentos significativos da tolerância à glicose e da ação da insulina em pessoas que realizam um vigoroso programa de treinamento,o exercício de intensidade menor (50%da freqüência cardíaca máxima)pode produzir benefícios importantes e melhorar a condição física dos pacientes sedentários com estado físico debilitado,quando praticado com freqüência semanal maior. Essa última recomendação é válida também no caso da obesidade,pela qual será prescrita a prática diária de exercício, na medida do possível.
   O risco de diabetes do tipo 2 aumenta na medida que aumenta o IMC,e,na medida que aumenta a intensida-
de/duração da atividade física expressa em consumo calórico semanal, esse risco diminui.Geralmente,o gasto energético deveria ser de 900 a 1500 calorias/semana, para obter benefícios metabólicos e cardiovasculares.
   É geralmente aceito que a duração da atividade não deve ser inferior a 20 minutos para os exercícios contínuos e não deve ultrapassar 60 minutos para o mesmo exercício.O exercício prolongado apresenta grandes vantagens, mas aumenta também o risco de hipoglicemia e,por isso,necessita um melhor controle.
   A prática do tipo de atividade física descrita com uma freqüência inferior a 2 vezes por semana não fornece benefícios significativos ao nível metabólico e cardiovascular.
   No Gráfico 1,foram listados exemplos de atividades preferenciais, sem contra-indicações em pacientes adultos sedentários. A mudança mais importante antes deiniciar um programa formal,é a aquisição de hábitos de vida fisicamente ativos (caminhar ou andar de bicicleta, subir e descer as escadas,realizar atividades domésticas e de lazer necessitando movimentos)o que,no final do dia,resulta em um gasto energético notável.
   Para os pacientes que apresentam contra-indicações temporárias para realizar atividades físicas aeróbicas (portadores de hipertensão arterial não controlada ou cardiomiopatia),ou com outro elemento de tratamento, deve se recomendar a prática de técnicas de relaxamento e movimentos suaves do tipo yoga. Elas têm propriedade de desenvolver a capacidade de relaxamento psicofísico e diminuir a atividade simpático-adrenérgica,o que pode contribuir no controle metabólico e da pressão arterial,especialmente em pacientes portadores de dia-
betes tipo 2.
   Toda sessão de atividade física deve começar e terminar com um período de 5 a 10 minutos de exercícios
aeróbicos de baixa intensidade,alongamento e mobilidade articular para reduzir o risco de complicações cardíacas e lesões músculo-esqueléticas.


Recomendações para o paciente:

Escolher uma atividade física a seu gosto e impor se prática regular da atividade física escolhida.
Evitar metas inatingíveis.Aumentar progressivamente a duração da atividade e a intensidade do esforço.
Praticar diariamente pelo menos durante 20-30 minutos,ou 3 a 4 vezes por semana durante 45-60 minutos.
Começar a sessão com exercícios de alongamento e movimentos articulares.Repetir no fim da sessão.
Se você nunca praticou atividade física programada, comece por aumentar a atividades diárias que faz habitualmente,como caminhar,subir e descer escadas, etc.
Interromper o exercício ante sinais de hipoglicemia, dor no peito ou respiração sibilante.
O sapato utilizado deve ser confortável e as meias de algodão.Examine diariamente os seus pés.
Beber uma quantidade maior de líquido sem calorias nem cafeína,como água,antes,durante e após a ativi-
dade física.
Se quiser conhecer a intensidade do esforço realizado, controle a sua freqüência cardíaca imediatamente após
o fim do exercício.
Não esqueça de levar açúcar para a sessão de atividade física.
Se você caminha,corre ou anda de bicicleta, evite as interrupções durante o tempo proposto.


Recomendações para a equipe de saúde:

Determinar se o paciente é sedentário, ativo ou treinador.
Realizar um exame clínico geral (fundo de olho,presença de neuropatia,osteoartrite)e cardiovascular incluindo uma prova de esforço (ergometria)antes de recomendar ao paciente o tipo,intensidade e duração
da atividade física.
Selecionar junto com o paciente atividades que sejam de seu gosto e recomendar especialmente ao sedentário ou obeso realizar tividades em grupo ou na companhia de outras pessoas.Assim diminui o risco de
deserção.
Ensinar o paciente (se não sabe)a realizar auto-monitorização glicêmica e recomendar fazê-la antes do início da sessão de atividade física, porque: a –Se glicemia >300mg/dl ou em presença de corpos cetônicos,adiar a prática do exercício. b –Se a glicemia está dentro os limites normais,ou ante uma hipoglicemia,ingerir carboidratos extras antes do exercício (de acordo com sua intensidade e duração). Em regra geral,consumir 10-20 gramas de carboidratos por cada 30 minutos de atividade moderada.

Para diminuir o risco de hipoglicemia se o paciente recebe insulina ou sulfoniluréias:
a – Estimar a intensidade e duração da atividade física.
b –No caso de uso de hipoglicemiantes orais,pode diminuir ou suspender a dose prevista antes do exercício.
c –No caso de uso de insulina,fazer a aplicação mais de uma hora antes do exercício e diminuir a dose que produz o pico no momento da atividade.
d –Se a atividade for superior ao normal,recomende o controle da glicemia durante a noite,porque pode ser necessário diminuir a dose de insulina ou de hipoglicemiante noturno.
Se desejar verificar o efeito do exercício sobre a glicemia,recomende ao paciente controla-la partir de meia- hora após o fim da atividade.
Ensinar o paciente a controlar sua freqüência cardíaca.

Retirado de: http://www.cdof.com.br

Desintoxicar o organismo e reeducação alimentar


Se você não resistiu às delícias gastronômicas das festas de final de ano, se excedeu nas bebidas e agora está com um enorme sentimento de culpa por ter cometido tanto exagero, saiba que uma alimentação desintoxicante pode amenizar o estrago que esse período de mesa farta muitas vezes provoca.
É muito comum nessa época do ano as pessoas ganharem peso, principalmente porque para muitos, além das festas comemorativas, o período de férias faz com que haja um descuido com a alimentação. Sorvetes, refrigerantes, bebidas alcoólicas, frituras e guloseimas à beira-mar passam a fazer parte do cardápio de muitas pessoas.
Para que o organismo se recupere de tanta agressão, é importante haver nos dias seguintes um repouso e uma alimentação adequada à base de alimentos e bebidas leves. O processo de desintoxicação envolve a retirada de alimentos industrializados do cardápio, além de alimentos refinados, ricos em sal, cafeína, açúcares e aqueles providos de aditivos alimentares e gorduras prejudiciais à saúde.
O objetivo é eliminar do cardápio, por alguns dias, todos os compostos que comprovadamente prejudicam o organismo, causando inchaço, elevando as taxas de colesterol e triglicérides e propiciando o aumento de gordura corporal.
Mas... durante quantos dias?
Esse tipo de alimentação pode ser usado somente por períodos curtos, ou seja, por até 3 a 5 dias, pois pode comprometer a saúde, uma vez que geralmente não existe um equilíbrio nutricional e as necessidades individuais de cada pessoa muitas vezes não são atendidas plenamente. Dessa forma, este tipo de dieta é contra-indicada para grávidas, idosos, crianças e pessoas com doenças cardíacas, hipertensão arterial, diabetes, etc.
Dieta desintoxicante saudável
Uma dieta de desintoxicação saudável deve ser baseada em frutas, vegetais e líquidos, e deve estar sempre associada a alimentos protéicos de baixas calorias.

Veja a seguir, algumas dicas de como praticá-la:
- Consuma muitas frutas, hortaliças e sucos de frutas ao longo do dia (à vontade); não consuma batata, mandioca, abacate e beterraba;

- Tempere a salada com limão, ervas, vinagre e utilize pouco sal;

- Faça sucos naturais, sem açúcar;

- Pela manhã, não deixe de consumir 1 copo de leite ou iogurte desnatado;

- Coma 1 porção (100g) de carne magra no almoço e outra no jantar (peixe ou frango sem pele); prepare-os cozidos ou grelhados;

- Consuma duas porções de cereais integrais (granola, barrinha de cereal, aveia, etc);

- Tome muito líquido durante o dia (pelo menos 2 litros). Vale água, água de coco e chás sem açúcar;

- Uma dica preciosa é consumir os chás derivados da planta Camellia sinensis (chás verde, branco ou vermelho) que por serem diuréticos ajudam na eliminação de toxinas pelo corpo mais rapidamente;

- Alimente-se de 3 em 3 horas.
Reeduque sua alimentação
Após o processo de desintoxicação, é importante retomar a alimentação equilibrada, que oferece todos os nutrientes que o organismo necessita para a manutenção do peso corporal, além da saúde física e mental. Se você está acima do peso e precisa reeducar os hábitos alimentares, veja a seguir algumas dicas que poderão ajudá-lo(a):
- Faça algumas trocas como laticínios integrais por desnatados/lights e queijos amarelos por queijos magros.

- Prefira carnes magras (peixe e peito de frango são os mais adequados), dando preferência aos grelhados, assados e cozidos.

- Corte as frituras do cardápio.

- Os doces são muito calóricos, então prefira as frutas e gelatina diet na sobremesa.

- Antes de devorar o prato principal, coma um belo prato de salada, e não esqueça também de aumentar a ingestão de frutas e água (pelo menos 8 copos ao dia). Chá verde gelado pode ser uma ótima opção nesses dias quentes.

- Mexa-se: exercícios espontâneos (subir escadas, por exemplo) e programados (caminhar, pedalar, nadar, etc) são fundamentais para a saúde e conquista do novo peso.

Mais informações: www.jocelemsalgado.com.br

Acordei com uma Paralisia Facial...e agora, o que fazer?


Acordei com uma Paralisia Facial...e agora, o que fazer?

" Através da face revelamos ao mundo nossas emoções... nosso ser"

O que é a Paralisia Facial?
É a paralisia que ocorre com os nervos periféricos da face (nervo facial), responsável pelos movimentos dos músculos da face, pelo lacrimejamento dos olhos, pela proteção do sistema auditivo contra os sons fortes e também pela sensibilidade gustativa na parte anterior da língua.

Qual é a incidência da Paralisia Facial?
Pode ocorrer em qualquer idade com incidência maior em indivíduos entre 20 e 40 anos e do sexo masculino.

Quais as principais causas da Paralisia Facial?
A Paralisia Facial pode resultar de infecções virais ( herpes zoster), traumatismos, tumores, alterações congênitas (defeitos de nascimento) e até por diabetes.

Paralisia Facial, o que fazer?
Inicialmente, indica-se procurar um médico Otorrinolaringologista;
Passar por uma série de exames indicados, como: exames otoneurológicos, exames neurológicos, eletromiografias, testes de equilíbrio, medição do lacrimejamento, radiografias da face, tomografias computadorizadas, ressonância magnética entre outros.
Iniciar o mais rápido possível o tratamento para estimular a musculatura paralisada.


Fonoaudiologia atuando na Paralisia Facial
Como um profissional de detém de conhecimentos de toda a musculatura facial e sua funcionalidade, o Fonoaudiólogo é um dos profissionais capacitados a trabalhar diretamente em casos de Paralisia Facial.

Como é o trabalho do Fonoaudiólogo na Paralisia Facial?
Inicia-se com uma Avaliação minuciosa do funcionamento da musculatura facial em relação à sensibilidade, aos movimentos e função dos músculos, como Mastigação, Deglutição, Sucção e Articulação das palavras.

Tratamento consiste em:
Trabalho de sensibilização da musculatura facial;
Exercícios com os músculos faciais;
Alongamento dos músculos faciais;
Massagens manuais estimulatórias e relaxantes;
Estimulação termoestimulatória, através do calor e/ou do frio;
Exercícios miofuncionais (Mastigação, Deglutição, Sucção e Articulação);


Qual é o tempo de recuperação da Paralisia Facial?
A recuperação da função muscular será determinada pelo grau de comprometimento, pela causa e tipo da lesão do nervo facial.
A busca pelo tratamento Médico ou Fonoaudiológico da Paralisia Facial deve ser precoce, a fim de propiciar uma recuperação muscular favorável e rápida.

Fotos de pacientes com Paralisia Facial Periférica

Paciente com paralisia facial crônica, tentando assoviar.
Figura retirada do livro: "Terapia de Regulação Orofacial" / Rodolfo Castilho Morales – São Paulo: Memnon, 1999 – página 89
 
Paciente com Paralisia Facial Periférica, fazendo abertura de boca, sendo observado o desvio do ângulo de boca e o nariz para o lado não comprometido
Figura retirada do livro: "Terapia de Regulação Orofacial" / Rodolfo Castilho Morales – São Paulo: Memnon, 1999 – página 88
 
Paciente com Paralisia Facial Periférica, fechando os olhos. Observa-se o desvio do ângulo da boca mesmo fechada e o nariz para o lado não comprometido.
Figura retirada do livro: "Terapia de Regulação Orofacial" / Rodolfo Castilho Morales – São Paulo: Memnon, 1999 – página 89

Paralisia Facial e Parestesia: condutas terapêuticas


O nervo facial, VII par craniano, é responsável pelos movimentos da face, ou seja, da mímica facial, e quando lesado cessa os movimento musculares da hemiface afetada desde o supercílio até a boca. Dentre as causas da paralisia facial, temos: idiopática, traumática, infecciosa, neoplasia, metabólica, congênita, vascular e tóxica. Devemos saber diferenciar as paralisias das parestesias, sendo a última, descrita como sensações estranhas de "formigamento" na área compreendida pelo nervo afetado.

Revisão de Literatura

Paralisia Facial

Segundo Duus (1985) e Santos (2000), a paralisia facial ocorre quando há compressão do nervo facial, por algum processo mórbido qualquer, na região parotídea, sendo esta lesão homolateral, ou seja, o lado afetado será o lado onde estiver a lesão.

Etiologia

A etiologia da paralisia facial pode ser dividida em: idiopática; traumática; infecciosa; neoplásica; metabólica; congênita; vascular e tóxicas.

Idiopática ou Paralisia de Bell

Estudos realizados com pacientes submetidos a rápidas oscilações de temperatura, mostraram que em poucos dias os pacientes apresentaram paralisia hemifacial. Em 80% dos casos ocorreram melhora em poucos dias, mas em 20% dos casos não houve melhora, devido a erros na reorientação das fibras nervosas.

Traumática

A paralisia facial de ordem traumática pode acometer os indivíduos sob várias formas, como por exemplo, objetos cortantes, perfurantes, projéteis de arma de fogo na face, acidentes automobilísticos, traumas cirúrgicos, entre outros (CHEVALIER 1990; CAMBIER; MASSON; DEHER 1983).

Infecciosa

Podemos ter algumas lesões do nervo facial de origem infecciosa, como:

- Meniginte: com comprometimento da bainha do nervo craniano, as reações inflamatórias ou exudativas causam paralisia facial (BENTO; BARBOSA 1994).

- Otite: ocorre compressão, inflamação ou mesmo destruição do nervo facial, pois a otite pode se apresentar desde uma leve supuração até a necrose dos ossos (BENTO; BARBOSA 1994).

- Herpes Zoster: ocorre por um processo inflamatório agudo em gânglios sensitivos, o vírus atinge - por um processo desconhecido - nervos de um mesmo lado de corpo. Ocorre o aparecimento de vesículas, dores, diminuição sensibilidade e por fim a paralisia do nervo (MARTINS; KWIECZISKI 1994).

Neoplasias

A lesão ao nervo facial pelas neoplasias se dá por compressão do nervo, bem como destruição do mesmo. As neoplasias mais comuns são: da glândula parótida, do tronco cerebral e quarto ventrículo, do ângulo ponto cerebelar na base do crânio (CHEVALIER 1990).

Metabólicos

Em diabéticos, a paralisia facial é causada por disfunções metabólicas. De patogenia mista, de um lado haveria insuficiente circulação no vasa-neverum do facial, e por outro agiria a deficiência relativa de aneurisma (MAY 1979).

Congênitas

Há dois tipos de paralisias faciais congênitas, segundo Chevalier (1990).
- Não desenvolvimento dos núcleos celulares pontinos, que dariam origem às fibras do nervo facial.
- Paralisia facial do tipo "Heller", que consiste na não formação do pavilhão da orelha e outras estruturas circunvizinhas.

Vascular

Um bloqueio na circulação arterial que nutre o nervo pode causar a paralisia facial (DORRETO, 1998; SANTOS, 2000).

Tóxicas

Em relação à paralisia facial tóxica, somente a Toxicose pode causar lesão isolada do nervo facial, pois as demais lesões por agentes tóxicos fariam com que o nervo facial fosse mais um nervo afetado, já que há um quadro de polineuropatia (BENTO e BARBOSA 1994).

Sinais e Sintomas

De acordo com estudos de Bento e Barbosa (1994), o paciente afetado pela paralisia facial apresenta assimetria da face, tendo a hemiface paralisada. O olho do lado afetado está mais aberto, sendo incapaz de fecha-lo, a comissura labial está repuxada assobiar. A sintomatologia apresentada é de perda de sensibilidade no lado afetado e perda dos movimentos musculares do lado afetado da face.

Diagnóstico Diferencial

Segundo Machado (1993), como diagnóstico diferencial podemos considerar a paralisia facial central, que como sinais, apresenta a parte superior da face poupada (músculo orbicular dos olhos), sendo afetada somente o terço inferior da face, diferente da paralisia facial, onde toda hemiface é afetada.

As paralisias faciais periféricas são totais, já nas centrais, pode haver contração involuntária da musculatura mímica como manifestação emocional, ou seja, o paciente pode contrair a musculatura do lado afetado quando ri ou chora, mas não os contrai voluntariamente. A paralisia facial é homolateral, correndo do mesmo lado da lesão e as paralisias centrais são contralaterais, ocorrem do lado oposto da lesão.

Tratamento

Antes de iniciarmos o tratamento devemos analisar primeiramente a etiologia da paralisia facial, pois, se estivermos diante de uma infecção, provavelmente ministraremos antibióticos ou antivirais, para tratamento inicial.

Em casos de compressão do nervo facial por edema pós-trauma (paralisia facial traumática), iremos aguardar para que os movimentos voltem gradativamente, não tendo êxito, usaremos corticóides (prenidsona), Adour (1982). Outra opção, segundo Vasconcelos (2001), seria a descompressão cirúrgica.

Outra conduta também aceita, como descrito por Cintra et al. (1957) podem ser com tratamento medicamentoso, tendo assim a vitamina B1, e o complexo B, associadas à estricnina na dose de 1mg por ampola, em injeções intramusculares diárias, até atingir 12 ampolas (este é um tratamento clássico). Outra forma seria o uso de cortisona, 100mg a cada 6 horas durante os dois ou três primeiros dias, para que, se houver melhora, haver um espaçamento entre as doses iniciais. Neville et al. (1998), descrevem que não há um tratamento efetivo para a paralisia de Bell, os sintomas tendem a regredir dentro de um a dois meses, embora haja uma melhora com o uso de histamina ou medicamentos vasodilatadores.

Temos algumas outras condutas terapêuticas como exemplo, a crioterapia, Rodrigues (1995), utilizada a mais de 100 anos para tratamento de disfunções neurológicas e traumáticas, esta técnica consiste em utilizar pedras de gelo na hemiface afetada com movimentos rápidos, agindo na musculatura de maneira que haja uma despolarização das fibras nervosas, gerando estímulo ao músculo para que se contraia.

Temos também, como descrito por Clayton (1999), a eletroterapia, que é um estímulo sensitivo/motor à musculatura, onde é escolhida uma corrente adequada onde teremos o tempo de pulso e intensidade de corrente para cada caso, de acordo com o eletrodiagnóstico prévio, que é um método de diagnóstico realizado com corrente galvânica interrompida e exponencial, facilitando assim a escolha de tempo de duração, variação de tempo de intensidade e freqüência dos estímulos. Caso não haja o eletrodiagnóstico prévio, estaremos aumentando possíveis efeitos colaterais, como a contratura muscular.

Outro tipo de tratamento utilizado é a termoterapia, onde iremos utilizar o calor superficial, através de compressas quentes pela radiação infravermelha, aumentando o metabolismo e diminuindo a tensão Krussen (1998).
A cinesioterapia consiste em uma boa terapêutica, onde serão realizados exercícios como contração e relaxamento, objetivando desde a estimulação motora até o fortalecimento muscular. O paciente irá se aproximar de um espelho, e diante dele irá realizar movimentos pré-estabelecidos pelo profissional (DANIELS e WARTHINGHAM, 1987).
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Outra conduta terapêutica, segundo Boigey (1996), é a massoterapia. Quando o músculo se encontra encurtado ou em contratura, tenta-se o relaxamento do mesmo através de massagens, melhorando o fluxo sanguíneo na região, que irá contribuir para o metabolismo adequado e trofismo tecidual. Além dessas terapêuticas também dispomos da acupuntura, do Shiatsu, e mais recentemente, da mobilização neural ou neurodinâmica, que consiste em restaurar a complacência da fibra nervosa e do movimento, e no tratamento, vem a somar para o restabelecimento do paciente afetado.

PARESTESIA

A parestesia consiste em sensações desagradáveis, mais ou menos permanentes que traduzem irritação de nervos periféricos sensitivos ou de raízes posteriores. As parestesias freqüentemente se associam à dor e costumam se traduzir principalmente por "formigamento" (SANVITO, 2000).

Machado (1993), diz que as parestesias são sensações estranhas, onde não há a total perda de sensibilidade, mas Rowland (1997) cita que as parestesias são sensações anormais espontâneas, descritas como uma sensação de "formigamento". Sendo reconhecidas por qualquer pessoa que já recebeu uma injeção de anestésico local em tratamentos odontológicos. Quando não persistem, as parestesias podem não indicar uma lesão neurológica, mas já quando persistentes, indicam anormalidade das vias sensoriais. Segundo Madi (2000), as causas da parestesia podem ser as seguintes: (1) uma agressão traumática; (2) agressão que parte dos tecidos circundantes (inflamação, tumor que comprime o nervo, ou que, como a inflamação lhe ultrapassa os envoltórios e o invade); (3) lesões vasculares (neuropatias vasculares); (4) inflamação do nervo.

Em Odontologia é comum encontrar casos de parestesia, em pacientes que foram submetidos a exodontias, principalmente em terceiros molares inferiores, onde estruturas nobres, como o nervo lingual, o nervo alveolar inferior, nervo bucal, estão presentes, sendo assim um movimento mais brusco, ou se houver apenas um toque no nervo, podemos causar parestesia. Na literatura não há nenhum tipo de tratamento específico para as parestesias, e sim apenas aguardar para que com o tempo o nervo afetado volte a sua normalidade.

CONCLUSÕES

Como conclusão do trabalho, podemos dizer que:

- Na paralisia facial, temos a injúria à um nervo motor (nervo facial), por isso há paralisia, e na Parestesia relacionada à Odontologia, a injúria é em nervo sensitivo (nervo trigêmio), por isso as alterações de sensação.
- As lesões em que há seccionamento no nervo requerem neurorrafia, e as sem seccionamento evoluem com boa recuperação.
- É de suma importância o tratamento em equipe multidisciplinar para que os resultados sejam rápidos e adequados.

Paralisia facial central


Paralisia Facial Central

Jan 06, 2007 by Vorty

Paralisia Facial Central: 

São causadas por lesões supranucleares (trato córtico-nuclear), onde nesta paralisia a motricidade da metade superior é geralmente preservada. 

Na paralisia facial central existe um desvio da rima bucal, apagamento do sulco nasolabial, disartria, ausência da contração do plastima. 

A principal causa da paralisia facial central é avascular (acidente vascular cerebrais). (SANVITO, 1981, p.196). 

Nas paralisias centrais, entretanto, pode haver contração involuntária da musculatura mímica como manifestação emocional. Assim, o indivíduo pode contrair a musculatura mímica do lado paralisado quando ri ou chora, embora não possa fazê-lo voluntariamente. (MACHADO, 2000, p.210). 

Anatomia de Pescoço



PESCOÇO

Ossos do pescoço

           É uma região dividida em nuca e região cervical
Nuca- Atrás da coluna cervical
Região cervical- anterior à coluna cervical
           · 7 vértebras cervicais
           · osso hióide - único osso que não se articula com nenhum outro

Músculos do Pescoço
           Divididos em 4 grupos
MÚSCULOS SUPERFICIAIS

- Músculo Platisma                                  - músculo das paixões não correspondidas -
           tem inserções: proximal: ao nível do corpo da mandíbula
                                 distal: na clavícula e no esterno, inserindo-se na pele
Função: enruga o pescoço
Inervado pelo Facial (7º par)

MÚSCULOS RELACIONADOS COM O OSSO HIÓIDE

Infra hioideos - são pares

- Músculo Esterno cleido hioideo
           Origem: manúbio esternal, terço medial da clavícula
- Músculo Omo hioideo
           Origem: bordo superior da omoplata
- Músculo Esterno tireoioideo
           Do esterno à cartilagem tireóide
- Músculo Tireo hioideo
           Da cartilagem ao osso hióide

Ajudam a fixar o osso hióide e abaixa-lo

Inervados pela Alça cervical (Nervos raquidianos(cervicais))

Supra Hioideos

- Músculo Digástrico
           Origem: apófise mastóide
           Inserção: osso hióide (ventre posteiror), mandíbula (ventre anterior)
                      Ventre - tendão - ventre

- Músculo Estilo hioideo
           Origem: apófise estilóide
           Inserção: hióide

- Músculo milo- hioideo
           Origem: linha milo- hioidea
           Inserção: hióide
        -forma o assoalho da boca, auxilia a deglutição

- Músculo Geni hioideo
           Origem: apófise geni inferior
           Inserção: hióide

Função: levantam o hióide

Inervação

Ventre posterior do digástrico e estilo hioideo - Nervo Facial
Ventre anterior do digástrico e o milo hioideo é pelo nervo milohioideo (faz parte do mandibular, terceira raiz do trigêmio.

MÚSCULOS PROFUNDOS: OS ESCALENOS

- Músculo Escaleno Anterior
           Origem: apófises transversas de C3 a C6
           Inserção: tubérculo de Lisfranc (saliência na primeira costela)

- Músculo Escaleno Médio
           Origem: apófises transversas de C1 a C7
           Inserção: 1ª costela

- Músculo Escaleno Posterior
           Origem: apófises transversas de C4 a C6
           Inserção: 2ª costela

Função dos escalenos
           Lateralização da cabeça
           Elevam a caixa torácica, facilitando a inspiração

Inevação
Nervos cervicais espinhais C3 a C6

MÚSCULO PRÉ VERTEBRAL (anterior à medula)

- Músculo Esternocleido(ocipto)mastoideo
           Origens: Apófise mastóide (saliência do osso temporal)
                      Occiptal ao nível do íneo (processo occiptal externo)
           Inserções: manúbio esternal e clavícula
           Funções: lateraliza a cabeça (quando só um se contrai)
                      Flete a cabeça (quando os dois se contraem)
Inervação: nervo acessório (11º par), pela parte cervical


O acessório tem duas origens:
           uma bulbar (núcleo ambíguo) da origem a primeira porção do acessório
           e outra aparente, no sulco pós olivar (origem espinhal)

pequenas raízes dos nervos espinhais C1 a C5 unem-se a raiz bulbar e formam o acessório
Quando chega ao pescoço divide-se novamente


Vascularização

Ramos da carótida externa

Feixe vásculo nervoso do pescoço(figura)
Látero medial
Veia jugular interna, Artéria carótida primitiva e no ângulo diedro o Nervo vago

Ângulo diedro - formado por duas estruturas entre a veia jugular interna e a artéria carótida primitiva, local onde situa-se o nervo vago.


Glândulas do Pescoço
TIREÓIDE
Descoberta em 1656 por Tomas Wharton
           É uma glândula de secreção interna situada na região cervical anterior, anterior à traquéia
Na mulher é maior, pesa cerca de 30g, tem formato de H, possui dois lóbulos (direito e esquerdo) unidos pelo istmo. Cada lóbulo tem 5cm de comprimento, 3cm de largura e 2cm de espessura. É muito vasculariza, lubrifica a traquéia

Vascularização da Tireóide - 4 Artérias

Artéria tireoidéa Superior - 1º ramo da carótida externa, é o maior e o mais importante, vem da carótida primitiva, vai ao pólo superior dos lóbulos
Artéria tireoidea Inferior - mergulha no pólo inferior de cada lóbulo, é ramo do tronco tireocervical que é o 2º ramo da subclávia (o 1º ramo são as artérias vertebrais e o 3º é a mamaria interna)
Veia tireoidea superior e média - desemboca na jugular interna
Veia tireoidea Inferior - deságua no tronco bráquio cefálico

Nervos Recorrentes

Recorrente do lado direito - o vago entra no tórax, passa posterior ao tronco arterial e transita entre a traquéia e a tireóide. Nesse
nível surge o recorrente que abraça o tronco e inerva a laringe
Recorrente do lado esquerdo - mesma trajetória inicial do direito, quando o vago esta passando posterior ao cajado da aorta surge o recorrente que abraça a aorta e passa entre a traquéia e a tireóide, inervando a tireóide.

PARATIREÓIDE

São 4 pequenas qlândulas situadas posteriormente ao lobo da tireóide. Duas superiores e duas inferiores.
           Produzem o paratormônio (importante no metabolismo do Cálcio e Fósforo)
A vascularização e a inervação é a mesma da tireóide.

Comportamento de nervos e vasos em relação aos músculos escalenos
A Artéria Subclávia passa entre o escaleno anterior e o escaleno médio, juntamente com o plexq braquial
A Veia Subclávia passa anterior ao escaleno anterior
O Nervo Frênico vem de C3, C4 e C5; inerva o diafragma; transita na face anterior do Escaleno Anterior.

VÍSCERAS DO PESCOÇO

LARINGE

           É um órgão constituído por cartilagens, pares e ímpares, que articulam-se entre si.
Ádito - é a entrada da laringe. Limites:
                                                                  Anterior: epiqlote
                                                                  Posterior: aritnóides
                                                                  Lateral: pregas ariepiglóticas

CARTILAGENS ÍMPARES
- são as maiores cartilagens

Cartilagem Tireóide
           A mais desenvolvida, tem forma de escudo. Possui uma lâmina esquerda e uma direita que se unem na linha média formando o pomo de adão ou proeminência tireoidéa. (essa proeminência é visível no homem).

Cartilagem Cricóide
           Tem a forma de anel e situa-se abaixo da tireóide

Cartilagem Epiglote
           Tem a forma de uma folha de árvore

CARTILAGENS PARES
Cartilagens Aritnóides
           São as únicas móveis, deslizam sobre a cricóide.

Cartilagens Corniculadas ou de Santorine
           Localizam-se sobre as aritnóides

Cartilagens Cuneiformes ou Wrisberg
           Situadas acima da prega ariepiglótica e abaixo das cartilagens aritnóides


Corpo adiposo da laringe
           Situado:
                      Posterior à epiglote
                      Anterior ao corpo do hióide, pela membrana tireoidea e por parte da glândula tireóide:

Glote - espaço entre as duas cordas vocais verdadeiras (que vibram)


MÚSCULOS DA LARINGE
Extrínsecos: os supra e infra híoideos
                      Ajudam a fixar a laringe
Intrínsecos: são músculos estriados, os músculos da fala

Músculo Crico aritnoideo posterior
           Origem: cricóide
           Inserção: aritnóides
           Função: abdutor (único) das cordas vocais (voz grave)

Músculo Crico aritnoideo lateral
           Função: adutor (aproxima) das cordas vocais (voz aguda)

Músculo Tiro aritnoideo
           Origem: cartilaqem tireóide
           Inserção: aritnóides
           Função: adutor das cordas vocais
Forma as cordas vocais verdadeiras - tem fibras musculares e tecido conjuntivo

Músculo Aritnoideo
           Porção Transversa - une as aritnóides transversalmente - é o único ímpar
           Porção Oblíqua - une as aritnóides em forma de X
           Função: São adutores das cordas vocais

Músculo Cricotireoideo (direito e Esquerdo)
           É tensor das cordas vocais, leva o pomo de Adão para frente

Inervação
           Laringeos inferiores (ou recorrentesj) Motor
Sensibilidade da laringe
           Laringeo Superior - Sensitivo


Cordas vocais Superiores (falsas) - pregas vestibulares que não vibram.
Cordas vocais inferiores (verdadeiras) - São formadas pelo músculo tireoaritnoideo e vibram.
Vascularização

Ramos das tireoideas superiores e inferiores

FARINGE

           É um tubo muscular, cilíndrico, sem parte anterior. Tecido membranoso e muscular que está dividido em:

Rinofaringe
           Teto: Esfenóide
           Base: Horizontalização do palato mole

Orofaringe
           Teto: Horizontalização do palato mole
           Base: Plano que passa no bordo livre da epiqlote

Hipofaringe ou Larigofaringe
           Teto: plano que passa no bordo livre da epiglote
           Base: vai ao nível da cartilagem cricóide - início do esôfago

TRAQUÉIA

           Começa após a laringe, ao nível da cricóide e vai até T5. É um tubo de aproximadamente 11 cm. São placas cartilaginosos em forma de arco incompleto, empilhados um sobre o outro (16 a 20 anéis), entre esses anéis há tecido conjuntivo.

Carina - ou crista antero- posterior ou esporão sagital. É o ponto onde termina a traquéia, é o ponto mais sensível a tosse.

Anatomia de bochecha e lingua



Delimitação da Bochecha
           Superiormente: Sulco infra-palpebral
           medialmente : implantação do nariz, sulco naso-labial
           inferiormente: plano que passa no bordo inferior da mandíbula
           posteriormente: plano que passa no bordo posterior do masseter

Constituem a Bochecha: (8 estruturas)
           - Músculo Bucinador
           - Canal de Stenon (ou ducto parotídico)
                      - traz a saliva da parótida
           desemboca no vestíbulo da cavidade bucal ao nível do 2o molar superior
           - Corpo Adiposo da bochecha ou bolinha de Bichat
                      última gordura do corpo a ser decomposta ("queimada")
Localização: ao nível do bordo anterior do masseter e anterior ao bucinador
           - Artéria facial
           - Veia facial
           - Artéria transversa da face
           - Ramos do nervo facial
           - Ramos do nervo trigêmeo

Nariz

Mancha de Kisselbach: é muito vascularizada e está localizada no septo nasal, aproximadamente 1 cm das narinas. Essa mancha facilmente sangra e esse fenômeno é conhecido como Epistaxe
           - Vibriças são os pêlos do nariz
           - Pessoas com hipertensão (pressão alta) podem Ter facilmente derrame, pois as artérias do cérebro não pulsam (caso contrário causariam vibrações na cabeça) Quando ocorre um sangramento na mancha de Kisselbach pode ser um sinal de hipertensão e conseqüente derrame.

Temos dois tipos de Mucosa nasal
           - Respiratória - reveste meato médio, meato inferior, septo. É vermelha, é muito vascularizada. Aquece, purifica e umidece o ar.
           - Olfatória - ao fim da cavidade nasal, é mais amarelada, aonde tem origem o primeiro par crânico (olfatório)
           - O nariz se comunica com a faringe pelas coanas que é um ponto que faringe se comunica com a cavidade nasal (deixa a cavidade nasal para ser faringe)
           - Existem 3 formatos de nariz, de acordo com o dorso; retilíneo, arrebitado e aquilino.
           - A cavidade orbitária se comunica com a cavidade nasal pelo canal Naso-lacrimal


- O Olfato é intepretado ao nível do uncus do giro para hipocampal do lobo temporal na área 34 de Brodmann
Grande característica do olfato: não passa no tálamo

Nervo Olfatório - penetra no crânio pela lâmina crivosa do etmóide, termina na            área 34 de Brodmann, onde torna-se consciente

O sentido olfatório do lado direito vai para o cérebro do lado direito: é homolateral

É o órgão do sentido mais comum no homem.


- Esquema de comunicação dos seios paranasais (da face) com a cavidade nasal.

Meato superior
           delimitação: corneto superior e corneto médio
           - desemboca no Meato superior:
           seio esfenoidal e células etmoidais posteriores (cavidades)

Meato médio
           Desemboca: seio frontal, seio maxilar e células etmoidais anteriores

Meato inferior
           Desemboca canal Naso-lacrimal (comunica)

Tonsila Faringea de Luschka

Adenóides: hipertrofias das "amigdalas " faringea de Luschka - pode obstruir a cavidade nasal

Anel linfático de Waldeyer
           Anel de tecido linfático Constituída pelas toncilas palatinas, faringéias tubárias e linguais

Trompa de Eustáquio - desemboca na rinofaringe, comunica o ouvido médio com a rinofaringe, pode-se encontrar tecido linfático


Cavidade orbitária -- Globo ocular
           Limites: Assoalho: maxila e zigomático
                      Teto: frontal
                      Lateral: esfenóide (asa menor)
                      Medial: parte do etmóide e ungis (ou lacrimal)

Cavidade Bucal
           Divide-se em:
                      - cavidade bucal propriamente dita: é onde encontramos a língua
                      - vestíbulo: entre os dentes e as bochechas

Limites:
     Superior: palato duro (20% palatinos e 80% maxila)
     Anterior: lábio superior e inferior              | lábio - prega músculo cutânea |
                     rima bucal (espaço entre os lábios)
     Lateral: Bochecha
     Posterior: palato mole (conjunto muscular estriado) onde encontra-se a úvula
                     (rinofaringe, orofaringe)
     Assoalho: língua (músculo milo-hioideo)

Entre a cavidade bucal e a faringe - istmo das fauses
Entre a cavidade nasal e a faringe - coanas

Fossa Palatina
limites:
                      anterior: glosso estafilino - que vai no palato mole
                      posterior: faringo estafilino


GRANDES GLÂNDULAS

Parótida é atravessada pelo 7º par (nervo facial) e é inervada pelo nervo glossofaríngeo (9º par)

Submandibular é a segunda maior glândula. Localiza-se abaixo do bordo inferior da mandíbula e desemboca através do canal de Wharton. A glândula lança saliva lateralmente ao frênulo da língua.
           Canal de Wharton - leva a saliva da glândula até a boca, ou seja, comunica a submandibular com o frênulo da língua.

Sublinguais - localizam-se no assoalho da boca , abaixo da língua, têm forma de amêndoas
           Canal de Rwins-Bartholim
As glândulas submandibular e sublingual são inervadas pelo nervo Wrisberg (7º par)


LÍNGUA
É formada por 17 músculos estriados

Inervação

Função da Língua
           Gosto

Gosto Amargo

Papilas (saliências, montanhas) (8 a 12)
           Estão localizadas no terço posterior da língua, se dispõem em forma de V
           São papilas caliciformes, lubrificadas por um líquido proveniente das glândulas de Vouenbmer, ao nível das papilas encontramos os corpos gustatórios.

Nervo responsável - glossofaríngeo (9º par)
Essa sensação torna-se consciente, é interpretada na área 43 de Brodmann que situa-se no giro pós rolandico (ou pós central) no lobo parietal
Faz a primeira sinapse no gânglio glossofaríngeo na base do crânio ao nível do forame jugular.
A segunda no núcleo do trato solitário (no bulbo). O 3o neurônio está no tálamo, então vai para a área 43 de Brodmann, onde o gosto amargo é interpretado.

na ponta da língua impressionam-se pelo doce e salgado

nos bordos principalmente o azedo

O nervo responsável por essas três sensações (doce, salgado e azedo) é o Wrisberg* faz parte do facial (7º par),


* passa por dentro do rochedo e se exterioriza no forame estilo mastoideo

Salgado - começa na ponta da língua; a primeira sinapse localiza-se no gânglio geniculado (esse gânglio faz parte do facial, dentro do rochedo).
Faz a 2ª sinapse no núcleo do trato solitário, o -3º neurônio está no tálamo então vai para a área 43, no giro pós central, no lobo parietal

O responsável pela dor (protoprática): trigêmeo, mandibular ramo desse, o lingual