Dor na Coluna é quase inevitável




Se você ainda não sentiu dores nas costas, não perde por esperar. Quem garante é o neurocirurgião Eduardo Barreto, membro-titular da Sociedade Brasileira da Coluna Vertebral e do Estudo da Dor e um dos organizadores do Simpósio Internacional da Coluna, que se realizado no Hotel Windsor, na Barra, Zona Oeste do Rio. Barreto chama a atenção para o aumento, em todo o mundo, do problema entre os trabalhadores economicamente ativos e diz que esse é o principal motivo de afastamento do trabalho entre pessoas de 20 a 50 anos.

"Dados de 2007 indicam que cerca de 14% da população dos Estados Unidos já se submeteu a algum tipo de cirurgia na coluna", acrescenta o médico. No Brasil, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) informa que a coluna só perde para as doenças psiquiátricas, que estão em segundo lugar, e, em primeiro lugar, para as doenças ocupacionais (1º) relacionadas ao trabalho (Dort) e lesões por esforço repetitivo (Ler). O INSS percebe, no entanto, o aumento no número de queixosos com dores nas costas. Como evitar o problema "Eu sugiro uma mudança de postura. Por aí vamos resolver o problema



Quatro em cinco adultos, em algum momento, vão ter um episódio de dor na coluna. Não adianta tratar com a ciência mais moderna se a postura não mudar. É o caso do sujeito que fuma e passa por uma cirurgia cardíaca e continua fumando. As artérias vão estar sempre entupidas", avisa o neurocirurgião, que considera o sedentarismo o maior vilão das dores nas costas, seguido do tabagismo e das formas erradas de se trabalhar, como esparramar quase deitado na cadeira. prevenir e minimizar o problema, os especialistas indicam tratamentos com acupuntura, fisioterapia, RPG (reeducação postural global) e alongamento.

Atividades dentro d'água também são aconselhadas, como natação, hidroginástica e hidroterapia. Devem ser evitadas as atividades que dão impacto na coluna, entre eles, andar a cavalo e correr. Utilizada em muitas empresas para prevenir as dores na coluna, a ginástica laboral - um conjunto de exercícios variados de alongamento, fortalecimento e relaxamento muscular - é considerada eficaz quando o assunto é prevenção. São exercícios leves, realizados próximo ao posto de trabalho. Na ausência de um professor de ginástica laboral, a cada duas horas trabalhadas é indicada a pausa compensatória de aproximadamente dez minutos com exercícios que podem ser feitos sem sair da cadeira. "O grande vilão da coluna é a postura estática. É importante sempre mudar de posição, variar a distribuição do peso corporal, para evitar sobrecargas na mesma musculatura", explica a instrutora de ginástica laboral e fisioterapeuta, Patrícia Pinto, que constata uma redução de casos nas empresas que aderem à prática da ginástica.

Como tratar

O especialista recomenda que a primeira preocupação é a escolha do profissional a quem será confiada a sua coluna. "É importante tomar cuidado com os resultados mágicos de qualquer tratamento de coluna. Não ter barriga não significa que você tenha musculatura saudável. Os exames necessários serão feitos a partir das hipóteses de diagnósticos. O tratamento medicamentoso vai ser conduzido com fisioterapia e até um tratamento cirúrgico, se a pessoa tiver uma coisa mais grave.

O tratamento cirúrgico é mais restrito do que o clínico. Só entra nisso quando tem falência no tratamento clínico conservador ou quando tem uma lesão neurológica em desenvolvimento", explica Barreto. Segundo o médico, uma técnica simples pode melhorar os sintomas. Quem está com um processo agudo de dor, pode usar gelo envolvido na toalha e pôr sobre o local - isto vai reduzir a inflamação.

Outro método que resulta em alívio é deixar a água quente do chuveiro bater nas costas. O calor local da água vai proporcionar um efeito relaxante, já que dilata os vasos sanguíneos do músculo, bloqueando a entrada da dor.

Novas técnicas

Neurocirurgiões do mundo reunidos no Rio para discutir o futuro da cirurgia da coluna e os métodos de prevenção contra o desenvolvimento da doença num simpósio internacional sobre o tema. Um dos objetivos é apresentar as novidades no assunto, como a biotecnologia que reconstrói e regenera as células da coluna do paciente. Outra questão em discussão é o futuro da cirurgia da coluna. "Existe uma pressão para que se tenha mais cirurgias e mais medicamentos.

A prevenção é um fator relegado pelas indústrias farmacêuticas e de material cirúrgico. Iremos discutir as reais necessidades da cirurgia e os novos métodos que agridem menos os pacientes", diz Eduardo Barreto, um dos organizadores do simpósio.

Fonte: G1.com.br

Comente:

Nenhum comentário