Atividade física e resposta imunológica


Quem faz atividade física adquire maior imunidade contra doenças?

Se essa resposta já fosse totalmente afirmativa, com certeza haveria, desde já, um enorme investimento em pesquisas no sentido de esclarecer os mecanismos através dos quais o organismo se tornaria capaz de aumentar suas defesas à custa do melhor nível de aptidão física.

O estado atual do conhecimento científico nessa área infelizmente ainda não permite que se possa afirmar que o sistema imunológico é potencializado pelo condicionamento físico. Existem, entretanto, algumas evidências bastante animadoras, fruto de recentes pesquisas desenvolvidas na área.

O que nós sabemos, e o que a ciência já confirma, é uma enorme influência da prática de exercícios físicos na condição geral de saúde e na qualidade de vida. Esses benefícios constituem-se no resultado das adaptações dos sistemas respiratório, cardiovascular, endócrino, digestivo, e do próprio músculo esquelético, decorrentes de hábitos de vida que incorporam a atividade física regular. Essas adaptações previnem doenças?

Com certeza sim. À medida que o nosso organismo melhora sua capacidade funcional, nós adquirimos maior reserva energética, passamos a tolerar melhor o desgaste físico díario e diminuimos o "stress" causado pela influência dos diversos agentes do meio em que vivemos.

Esse é um mecanismo capaz de prevenir grande parte das doenças mais comuns nos grandes centros urbanos, como a esclerose das artérias, o aumento do colesterol, a hipertensão, a ansiedade, etc.

Seria, entretanto uma das grandes descobertas desse final de século, a comprovação de uma influência positiva e totalmente esclarecida do exercício físico no sistema imunológico. Será que o exercício físico poderá ser visto como uma "vacina" contra o câncer e outras doenças que dependem essencialmente da nossa resposta imunológica? Nos Estados Unidos, a imprensa publicou recentemente um artigo no qual se discute criticamente o resultado prático em termos de redução de mortalidade do enorme investimento aplicado nos últimos 30 anos em pesquisas no combate ao câncer.

A triste conclusão é que se hoje existe uma pequena redução nos índices de mortalidade pelo câncer, isso se deve ao grande desenvolvimento da Medicina nos meios de diagnóstico precoce da doença. A tendência dos financiamentos de pesquisa será a partir de agora a da valorização cada vez maior dos métodos de prevenção. Nesse sentido, as pesquisas que relacionam exercício e imunologia serão bastante favorecidas. Vamos esperar, portanto, a divulgação de resultados cada vez mais animadores a partir de agora!

O que devemos fazer para manter o corpo hidratado?



Somos seres de água. Uma pessoa adulta tem cerca de 70% do seu peso em água. Isso equivale a quase 50 kg de água em um adulto de 70 kg e cerca de 50 litros de água distribuídos pelo corpo. A criança possui mais água corporal percentual do que o adulto, cerca de 80% do peso e o recém-nascido pode ter ainda mais que isso. Os idosos por sua vez, possuem menor quantidade de água do que os jovens, em média 50% do peso corporal. Isso pode explicar a importância do componente hídrico em nosso corpo e a importância dos mecanismos fisiológicos que mantêm esses volumes líquidos estáveis.

Em condições normais de saúde perdemos água de diversas maneiras: pela transpiração, pela urina, através do metabolismo celular - processo de funcionamento das células que garante a vida - e pela perspiração, que é a perda de água através da respiração e da fala.

Todas as vezes que somos submetidos a situações de intensificação desses processos, perdemos muito mais água. A prática de exercícios físicos pode exemplificar essa situação. Quando estamos nos exercitando, transpiramos muito mais e as perdas da perspiração são muito maiores.

Também perdemos água em situações não fisiológicas como quando estamos com febre ou acometidos por doenças que causam falta de ar, como as pulmonares e aquelas que causam perda de grandes volumes urinários, como o diabetes descompensado.

As crianças, os obesos e os idosos são mais vulneráveis quando perdem água, mesmo que seja em pequena quantidade. A água proporcional ao peso corporal do obeso é muito menor do que nos magros, podendo chegar a 25-30% apenas, tornando-os vulneráveis à desidratação. Isso pode explicar o quanto é equivocada a atitude de médicos e pacientes usarem diuréticos para emagrecer. Pode haver realmente perda de peso, mas, às custas de desidratação e não de perda de gordura corporal. Pode-se dizer a mesma coisa dos laxantes, que causam diarréia e perda de água com a ilusória redução do peso. Tudo muito temporário, desconfortável e arriscado para os pacientes.

Merece destaque a perda de água causada pelas bebidas alcoólicas. O álcool inibe o hormônio que regula a retenção natural de água pelo nosso corpo, causando diurese forçada nos momentos em que o corpo faria o contrário, levando ao risco de desidratação. Dessa forma, situações de grande consumo de bebidas alcoólicas podem causar desidratação e requerem hidratação suplementar.

Como hidratar o corpo?
O ideal seria a ingestão freqüente de líquidos independente da sede, pois quando sentimos sede é porque já estamos um pouco desidratados. Nossos mecanismos de sede tornam mais fáceis a prevenção da desidratação grave. Devemos estar atentos a eles. Quando o tempo está muito seco, nossa hidratação deve ser intensificada e vale tudo: a água filtrada ou mineral, a água de côco, os líquidos isotônicos - aqueles com adição de eletrólitos como potássio e sódio - os refrigerantes, os chás gelados e os sucos naturais. Nas versões lights são mais seguros para aquelas pessoas que estão tentando chegar ao peso ideal ou mantê-lo.

A água de côco e os sucos naturais têm a vantagem de serem também nutritivos, além de hidratantes. Além dos líquidos, nossa hidratação estará sempre sendo incrementada quando consumimos legumes, verduras e frutas, pois nesses alimentos a água é o principal componente.

O que devemos fazer para manter o corpo hidratado?



Somos seres de água. Uma pessoa adulta tem cerca de 70% do seu peso em água. Isso equivale a quase 50 kg de água em um adulto de 70 kg e cerca de 50 litros de água distribuídos pelo corpo. A criança possui mais água corporal percentual do que o adulto, cerca de 80% do peso e o recém-nascido pode ter ainda mais que isso. Os idosos por sua vez, possuem menor quantidade de água do que os jovens, em média 50% do peso corporal. Isso pode explicar a importância do componente hídrico em nosso corpo e a importância dos mecanismos fisiológicos que mantêm esses volumes líquidos estáveis.

Em condições normais de saúde perdemos água de diversas maneiras: pela transpiração, pela urina, através do metabolismo celular - processo de funcionamento das células que garante a vida - e pela perspiração, que é a perda de água através da respiração e da fala.

Todas as vezes que somos submetidos a situações de intensificação desses processos, perdemos muito mais água. A prática de exercícios físicos pode exemplificar essa situação. Quando estamos nos exercitando, transpiramos muito mais e as perdas da perspiração são muito maiores.

Também perdemos água em situações não fisiológicas como quando estamos com febre ou acometidos por doenças que causam falta de ar, como as pulmonares e aquelas que causam perda de grandes volumes urinários, como o diabetes descompensado.

As crianças, os obesos e os idosos são mais vulneráveis quando perdem água, mesmo que seja em pequena quantidade. A água proporcional ao peso corporal do obeso é muito menor do que nos magros, podendo chegar a 25-30% apenas, tornando-os vulneráveis à desidratação. Isso pode explicar o quanto é equivocada a atitude de médicos e pacientes usarem diuréticos para emagrecer. Pode haver realmente perda de peso, mas, às custas de desidratação e não de perda de gordura corporal. Pode-se dizer a mesma coisa dos laxantes, que causam diarréia e perda de água com a ilusória redução do peso. Tudo muito temporário, desconfortável e arriscado para os pacientes.

Merece destaque a perda de água causada pelas bebidas alcoólicas. O álcool inibe o hormônio que regula a retenção natural de água pelo nosso corpo, causando diurese forçada nos momentos em que o corpo faria o contrário, levando ao risco de desidratação. Dessa forma, situações de grande consumo de bebidas alcoólicas podem causar desidratação e requerem hidratação suplementar.

Como hidratar o corpo?
O ideal seria a ingestão freqüente de líquidos independente da sede, pois quando sentimos sede é porque já estamos um pouco desidratados. Nossos mecanismos de sede tornam mais fáceis a prevenção da desidratação grave. Devemos estar atentos a eles. Quando o tempo está muito seco, nossa hidratação deve ser intensificada e vale tudo: a água filtrada ou mineral, a água de côco, os líquidos isotônicos - aqueles com adição de eletrólitos como potássio e sódio - os refrigerantes, os chás gelados e os sucos naturais. Nas versões lights são mais seguros para aquelas pessoas que estão tentando chegar ao peso ideal ou mantê-lo.

A água de côco e os sucos naturais têm a vantagem de serem também nutritivos, além de hidratantes. Além dos líquidos, nossa hidratação estará sempre sendo incrementada quando consumimos legumes, verduras e frutas, pois nesses alimentos a água é o principal componente.

Atividade física e doença arterial coronariana: revisando a literatura


Trata-se de um estudo de revisão integrativa da literatura nacional e internacional, no período de 2000 a 2005, que teve como objetivo evidenciar a contribuição da atividade física na prevenção primária da doença arterial coronariana (DAC). Os artigos foram capturados nas bases de dados PubMed (incluindo MEDLINE) e LILACS, utilizando-se descritores relacionados à intervenção, ao enfoque, à morbidade e aos fatores de risco. Vinte e dois artigos atenderam aos critérios de inclusão deste trabalho e constituíram a amostra. Para a organização dos dados, foi utilizado um instrumento que registrou as informações essenciais dos artigos: título; fonte (dados da revista); número da busca e do resumo; autor(es); país; ano; local do estudo; objetivos; sujeitos e período da pesquisa; método e o que foi analisado; tipo de intervenção e responsável pela mesma; resultados efetivos; conclusões do autor; limitações citadas pelo autor e comentários sobre o estudo. Os resultados foram apresentados em categorias de acordo com o desenho metodológico do artigo, com os objetivos, com a forma de descrição e mensuração da atividade física e com o conteúdo das publicações. Foram notadas semelhanças nestes aspectos entre os artigos de mesmo desenho metodológico. Doze artigos foram categorizados como estudos prospectivos, sete como de corte transversal e três foram os estudos retrospectivos. A maioria dos estudos utilizou questionários do tipo recordatório para avaliar o nível de atividade física realizada no trabalho e no lazer, fazendo correlação entre o nível e o tipo de atividade. Os benefícios das atividades aeróbicas foram os mais descritos, ainda que o exercício resistido tenha sido abordado em dois artigos. Apesar de alguns estudos terem enfocado apenas a mensuração do nível de atividade física, a maioria dos artigos apresentou correlação entre a prática de atividade física e a redução do risco coronariano, contribuindo para prevenir a DAC. Não houve consenso, ainda que a maioria dos estudos tenha abordado o assunto, quanto ao nível e ao tipo de atividade física que promove o melhor efeito preventivo. Consideramos que poderia ter sido utilizado um descritor mais específico do que "atividade física" para buscar os artigos, visando-se a atingir os objetivos propostos. Este estudo evidencia a contribuição benéfica da atividade física na prevenção primária da DAC, atuando nos seus fatores de risco. Além disso, há necessidade de considerar a atividade física como uma prática corporal orientada pelas necessidades individuais e implementada de acordo com as realidades locais, podendo ser uma ferramenta-chave ao lidar com o indivíduo portador de DAC.

Artigo completo

A alimentação ideal para atividade física!


Nosso corpo necessita de uma fonte de energia durante a realização do exercício físico. Normalmente, o excesso de energia que ingerimos é armazenado sob a forma de gordura; quando nos exercitamos, este excesso, em vez de ser depositado, é utilizado para a obtenção de energia. Mesmo que a pessoa continue comendo as mesmas quantidades de antes, não sobrará tanta energia porque ela estará gastando mais.

É preciso, entretanto, uma alimentação adequada para se ter disposição para a prática da atividade física. A seguir você verá a importância de cada um dos grupos de alimentos na prática da atividade física.

Os Carboidratos

Fornecem energia e devem ser consumidos em quantidades suficientes para permitir resistência ao exercício.Os carboidratos são estocados sob forma de glicogênio nos músculos e no fígado.

Nos músculos, essa substância funciona como combustível. No fígado, serve para manter os níveis de glicose no sangue adequados para alimentar todas as nossas células, inclusive as células cerebrais.

Por isso, uma alimentação adequada em carboidratos é fundamental para que o indivíduo tenha um rendimento melhor no exercício e demore mais tempo para chegar à exaustão.

A alimentação deve estar sempre adequada em carboidratos, porém, existem momentos do dia em que é necessário o maior consumo destes, como antes da atividade e imediatamente após, pois o corpo estará precisando de carboidratos para repor seus estoques de glicogênio.

As Proteínas

Todas as pessoas precisam consumir proteínas em quantidades suficientes para manutenção dos nossos tecidos (órgãos) e para mantermos nossa massa muscular (músculos).

As necessidades de proteína durante o exercício dependerão do tipo de atividade e da intensidade do mesmo. Mas, se a quantidade de carboidratos e lipídios (gorduras) que a pessoa ingere estiver inadequada, a proteína ingerida não conseguirá desempenhar seu papel para o aumento de massa muscular e será desviada para produção de energia, já que os alimentos que têm essa função não estão sendo ingeridos suficientemente.

Portanto, praticantes de atividade física que só se preocupam em consumir grandes quantidades de proteína e esquecem os outros nutrientes como carboidratos, lipídios, vitaminas e minerais estão dificultando o ganho de massa muscular e ingerindo uma alimentação que gera menor resistência ao exercício.

Muitas pessoas consomem suplementos à base de proteína com o objetivo de aumentar a massa muscular. Na maioria dos casos, essas pessoas já têm um consumo elevado de proteína vindo da própria alimentação normal e não precisariam utilizar suplementos.

A hipertrofia muscular pode ser conseguida com o consumo adequado de todos os nutrientes presentes nos alimentos, sem a necessidade dos suplementos. O consumo de suplementos pode ser indicado em alguns casos quando a necessidade de nutrientes está aumentada - como é comum observar em atletas. O consumo de suplementos protéicos, sem a orientação de um especialista, pode levar a problemas sérios nos rins e no fígado.

Os Lipídios

São as gorduras, que também têm importante função no corpo. Formam as membranas de nossas células, sendo usados para formar nossos hormônios e transportar vitaminas. Apesar de também fornecerem energia, eles não são a melhor opção, pois são utilizados quando o consumo de carboidratos (principal fonte de energia) é insuficiente. O uso de lipídios como fonte de energia traz prejuízos, pois o rendimento do exercício fica prejudicado, podendo ocorrer tonturas, enjôos e dores de cabeça.

Estes alimentos devem ter seu consumo controlado, porque todo excesso destes é estocado em células próprias no corpo como reserva de energia. O acúmulo destas células leva à obesidade.

Numa alimentação equilibrada cerca de 25% do total deve ser composto de lipídios e o restante dividido entre proteínas e carboidratos. Para atingir essa proporção de lipídios são necessárias algumas modificações na alimentação. Evite a ingestão de alimentos como manteiga, margarina, maionese, além de reduzir o consumo de gorduras hidrogenadas presentes em sorvetes, biscoitos, batatas fritas. Diminua o consumo de alimentos fritos, retire a gordura aparente do presuntos, da carne e evite comer a pele do frango.

Dê preferência a alimentos com baixo teor de gordura e consuma derivados do leite desnatados.

Água

Estar bem hidratado é uma condição muito importante para a manutenção da vida e melhora do desempenho físico.

Durante a prática de atividade física, nosso corpo precisa de uma grande quantidade de água para a manutenção da temperatura corporal. A falta de água leva à desidratação e a alteração na composição dos sais minerais presentes em nosso corpo. Por causa disto, quando o corpo não está bem hidratado o rendimento da atividade física diminui.

Geralmente uma pessoa adulta precisa em média de dois litros de água por dia, mas essa quantidade pode variar de acordo com o tamanho da pessoa, sua atividade física temperatura ambiente, etc.

Faça um teste!

Pese-se antes do exercício e anote o resultado. Ao final, o faça novamente. A diferença é o quanto você perdeu de água e é esta quantidade que você deve ingerir após sua atividade.Por exemplo: a diferença foi de 500g, então beba 500ml de água.

Para saber se o consumo de água está sendo suficiente observe a cor da sua urina. Se ela estiver escura (amarelo forte) é sinal que você esta consumindo menos água do que o ideal. Durante o exercício físico a necessidade de água está aumentada.

Aí vai uma boa dica: 1 hora antes do exercício beba um copo de 500ml. Durante o exercício, pare a cada 15 minutos e beba 250ml de água.

Incidência de lesões de joelho e tornozelo em equipes femininas de voleibol, que disputaram o Campeonato Paulista em 2005


O esporte competitivo deixou a muito tempo de ser saudável. Cada vez mais atletas são impedidos de exercer a prática, seja por um curto espaço de tempo ou até são forçados a abandonar o esporte, por causa das lesões que o treinamento impõe, estas lesões são oriundas de uma intensa sobrecarga imposta pelo treinamento sobre as articulações do joelho, tornozelo e cúbito, além de inflamações de tendão, distensões e contraturas musculares.

    Atualmente o voleibol moderno tem exigido muito de seus atletas, o voleibol tornou-se um jogo de muitos saltos, tanto no bloqueio quanto do ataque, no masculino predomina a força dos ataques, enquanto no feminino a defesa se destaca.

    Por exigir uma grande condição física, os treinamentos são mais intensos, provocando uma sobrecarga sobre os seus praticantes, causando um stress muscular muito grande, e o resultado disso são as lesões, seja por desgaste seja por (excesso de treinamento).

    No joelho, de acordo com o estudo, dois terços das lesões são crônicas, como a tendinite. Já as agudas, de solução mais simples, representam o restante, (Folha de São Paulo, 17/03/2000).

    Os atacantes são os que possuem maior incidência de contusão no ombro. Correspondem a 70% do total dos atletas com lesão nessa região do corpo segundo o estudo da USP. O principal motivo para isso ocorrer e o repetitivo movimento de cortar a bola, que exige muito do ombro, (Folha de São Paulo, 17/03/2000).

    Os jogadores que atuam na posição de meio-de-rede sofrem mais da coluna. Dos atletas pesquisados com problema lombar, 80% são dessa posição. Uma das causas da lesão é o impacto do número excessivo de saltos que eles precisam dar nos jogos para defender bolas, (Folha de São Paulo, 17/03/2000) .

    Segundo RETTING (1999), as lesões nas extremidades superiores são comuns em muitas atividades esportivas.

    Cada modalidade impõe um tipo quase que especifico de lesão, por exemplo, lesões de tornozelo e joelho são freqüentes no basquetebol e voleibol que também apresentam grande incidência de lesão no ombro, as lesões de cúbito são mais freqüentes em tenistas, de ombro em nadadores, já no futebol, dependendo da época encontramos contratura e distensões, e com muita freqüência torções no joelho e tornozelo. A maioria das lesões são causadas por técnicas ou mecânica defeituosas e/ou inadequadas, devendo ser feita uma averiguação da biomecânica dos movimentos do atleta lesionado, para identificar falhas que possam estar contribuindo, ou ter contribuído, para a ocorrência da lesão.

    Um estudo realizado pela USP (Universidade de São Paulo) revela que 85% de 60 jogadores de vôlei que passaram pela equipe masculina do Banespa têm, ou tiveram, algum tipo de lesão no joelho nos últimos cinco anos (Folha de São Paulo, 17/03/2000).

    O motivo, de acordo com a pesquisa, é que os atletas estão cada vez mais suscetíveis a contusões, com a evolução do jogo, que exige mais força e explosão do que há 15 anos. (Folha de São Paulo, 17/03/2000)

    Um atleta salta mais de 1000 vezes durante uma semana de treinamento, isto leva a um estresse muito grande em todos os músculos e articulações que estão envolvidas na execução de um salto no voleibol, seja um bloqueio ou durante uma ação de ataque e em eventuais recuperações de bolas, ou para um levantador quando executa um salto em suspensão.

    Este estresse muscular gerado durante o treinamento, mais o esforço realizado durante as partidas, onde as ações são menos controladas que durante o treinamento, leva a uma grande incidência de lesões, seja ela de ombro, tornozelo ou joelho, que foi a lesão priorizada neste trabalho.

    Os atletas de nível médio e de alto nível competitivo apresentam uma ampla variedade de lesões nos tecidos conectivos, nos ossos, ligamentos, tendões e nervos de suas extremidades superiores. A maioria destas lesões está relacionada a traumas diretos ou por repetidos estresses, contabilizando uma significativo parte do tempo das "paradas temporárias" dos atletas, principalmente naqueles que utilizam os braços em arremessos, lançamentos, movimentos oscilantes, rápidos e agarres (RETTING, 1999). As mais comuns são lesões de ombro, cúbito, tornozelo e de joelho, ruptura de tendões, principalmente no tornozelo e no joelho, no joelho os ligamentos são os que mais tem incidência.

    Podemos encontrar ainda as lesões por desgaste, principalmente em atletas com mais tempo de prática desportiva (HULLERMANN, 1978).

    O joelho (fig. 1, (RASCH, 1991)), é classificado como uma articulação complexa (tipo dobradiça), porém, na realidade a extremidade superior da tíbia é formada por duas cavidades, bastante rasas semelhantes a uma colher, e os côndilos femorais são elípticos, de forma que não há nenhum movimento direto do fêmur contra a tíbia. Também, quando a articulação está relaxada em flexão é possível fazer um pequeno grau de rotação, porém, na extensão completa que distende a parte posterior da cápsula, a articulação não faz nenhum movimento. Isto é muito importante do ponto de vista funcional, pois, quando o indivíduo está de pé com os joelhos estendidos, pode relaxar a musculatura da coxa. Assim, qualquer perda na amplitude de extensão obriga a uma certa tensão quando o indivíduo está de pé.

    Entre os músculos que atuam na estabilidade da articulação o mais importante é o quadríceps, pois a sua extensão ativa é essencial tanto para a bipedestação quanto para deambulação. Sendo assim, depois de qualquer lesão de joelho haverá necessidade de exercícios ativos.

    De acordo com MIRANDA (2002), o joelho engloba três articulações: Duas femorotibiais e Uma fomoropatelar.

    Articulação Femorotibial: Os côndilos femorais medial e lateral fazem contato através dos meniscos interpostos ba face articular superior da tíbia, é classificada como articulação sinovial (condilartrose dupla ou dobradiça).

    Articulação Femoropatelar: A face articular da patela é adaptada à face patelar do fêmur, é classificada como articulação sinovial do tipo plana.


    Elementos de reforço do joelho

    Cápsula articular fibrosa: É substituída anteriormente pelo tendão do músculo do quadríceps e da patela.

    Ligamento Patelar: Constituído pelas fibras do tendão do músculo quadríceps. Tem inserção na patela e tuberosidade anterior da tíbia.

    Ligamento Colateral Medial (Tibial): Apresenta a forma de uma lâmina fibrosa, mais larga superiormente que inferiormente. Este ligamento é mais importante que o ligamento colateral medial, em relação à estabilidade do joelho. Está inserido no menisco medial.

    Ligamento Colateral Lateral: Muito mais estreito que o ligamento colateral medial. Estende-se para baixo, a partir do epicôndilo lateral do fêmur até a cabeça da fíbula.

    Ligamento Cruzado Anterior: Tem origem na parte anterior da área intercondilar da tíbia, daí se dirige para cima, para trás e lateralmente, inserindo-se na face medial do côndilo lateral do fêmur. Tem como função impedir o deslocamento posterior do fêmur sobre a tíbia e a hiperextensão do joelho.

    Ligamento Cruzado Posterior: É o mais resistente dos dois ligamentos cruzados, tem sua origem na parte posterior da área intercondilar da tíbia, daí se dirige para face lateral do côndilo medial do fêmur. Tem como função impedir o deslocamento anterior do fêmur sobre a tíbia ou a luxação posterior da tíbia.

    Os Meniscos: São fibrocartilagens que repousam sobre as superfícies articulares da tíbia. Cada joelho possui um par de meniscos, um para cada superfície articular da tíbia (medial e lateral).

  • Menisco Medial: Tem a forma de um "C" e está diretamente fixado ao ligamento colateral medial.

  • Menisco Lateral: Descreve um círculo quase completo, se comparado a um "D", estão inseridos próximos às áreas intercondilares anterior e posterior.

    Segundo, PETERSON & RENSTRON (1995), 50% das lesões nos atletas acontecem por má elaboração na prescrição do treinamento (ACHOUR JÚNIOR, 1997). A prescrição inadequada das sessões vem reduzindo a longevidade competitiva dos desportistas (FILIN & VOLKOV, 1998). O procedimento denominado "saltos" das cargas, é comum nos desportos da atualidade, ocasionando uma redução na carreira atlética do competidor porque o organismo não tem mais reservas de adaptação para assimilar as novas cargas de treino e os resultados nas competições pioram ou estabilizam, resultando no sucesso desportivo por 1 a 2 anos com essa maneira de prescrever o treino (ZAKHAROV, 1992). NOGUEIRA (2002) informa que o treino exagerado prejudica à saúde dos atletas, física e emocionalmente, predispondo estes desportistas às lesões.

    Para BRINER JUNIOR & KACMAR (1997) os saltos no voleibol correspondem a 63% das lesões e são os maiores causadores de lesões de joelho nos voleibolistas. A fase de impulsão é a que mais exige esforço da musculatura do atleta de voleibol (COUTTS,1982). Neste momento é que ocorrem a maioria das lesões nos jogadores, principalmente na cortada (LIAN, 1996). Para NYLAND (1994) os atletas de voleibol se contundem na passagem da corrida horizontal para a elevação vertical. As lesões no joelho estão associados com a fadiga e com o impacto no momento da impulsão (NYLAND, 1994). A fadiga dificulta o amortecimento do impacto, gerando maior sobrecarga nos membros inferiores (UGRINOWITSCH & BARBANTI, 1998).

    As principais lesões nos joelhos são as tendinites e as ligamentares (BRINER JUNIOR & BENJAMIN, 1999). A síndrome do joelho do saltador caracteriza-se por uma tendinite patelar ou no tendão do quadríceps (GHIROTOCC & GONÇALVEZ,1997). A maioria das contusões no joelho acontece em jogadores com 20 a 25 anos ou com 2 a 5 anos de prática no voleibol ou com mais de um turno de treinamento (BRINER JUNIOR & KACMAR, 1997). Segundo GERBERICH, (1987) os homens se lesionam mais a partir dos 30 a 39 anos e as mulheres dos 15 a 24 anos, correspondendo a 61% das contusões.

    O desequilíbrio muscular dos membros inferiores podem gerar alto índice de lesões no joelho (CHIAPPA, 2001) porque o quadríceps é muito exigido no voleibol e os isquiotibiais geralmente praticam um trabalho compensatório insuficiente nas técnicas desportivas do voleibol (MAGALHÃES, 2001). As lesões de joelho também estão associadas pela má coodenação, principalmente no salto dos jogadores (CHIAPPA, 2001).


Lesões por sobrecarga e fadiga

    Denomina-se "fratura por estresse" todas as fraturas ósseas ocorridas em conseqüência de uma sobrecarga de exercícios repetitivos, com a mesma intensidade, no mesmo local, promovendo um desgaste ósseo.

    Nos atletas profissionais, as fraturas por estresse provêm do excesso de treinamento (sem descanso adequado) as seções de exercícios repetitivos feitos centenas de vezes para aprimorar uma técnica, aumentar a força muscular, etc. As seções de treinamento acabam por forçar um determinado grupo muscular que por sua vez vai solicitar uma sobrecarga maior em uma articulação, levando a microfratura.

    Pelo fato de muitos jogadores de alto nível viver diariamente com a pressão do campeonato, há um aumento considerável da carga e do volume de treino. Com isso há um aumento no número de lesões por repetições de movimentos e também de fraturas por fadiga.

    O joelho é uma das articulações mais comprometidas, pois como os saltos são fundamentais para o esporte, as lesões por repetição do aparelho extensor são as mais comuns.

    As lesões ligamentares ocorrem frequentemente em atletas do sexo feminino, as mais comuns são as lesões ligamentares, as tendinites e as lesões meniscais. Isso se deve aos saltos e ao fato das jogadoras terem estatura elevada, com momentos de força e braço de alavancas muito grandes.

    O abuso de treinos de exercícios pliométricos e de musculação para aumentarem o rendimento muscular das atletas aumentam a incidência desses tipos de lesões.

    As lesões ligamentares e os entorses de tornozelo são freqüentes, apesar do uso de tornozeleiras e de treinos de propriocepção. Eles ocorrem com freqüência nas ações junto à rede, seja por invasão do adversário ou pela aterrizagem em pé do companheiro da equipe.

    A prevenção dessas lesões podem ser feitas através da escolha do piso de quadra, o aquecimento adequado antes do treinamento e ao jogo e os exercícios de alongamento, além da dosagem dos treinos seguidos por orientações de profissionais interados no esporte.


Objetivos

    Verificar a incidência das lesões ocorridas nas equipes de Voleibol feminino que disputam o Campeonato Paulista Adulto, no ano de 2005.

    Verificar, efetivamente o índice de lesões de joelho e tornozelo, objetivando relacioná-las ao tempo e excesso do treinamento.

    Conscientizar da importância de exercícios físicos específicos na prevenção de lesões.


Metodologia

    O trabalho foi realizado através de um questionário contendo questões do tipo aberta, e aplicado à atletas de 16 a 32 anos das equipes femininas de Americana, Araçatuba, Araraquara, Jundiaí, Piracicaba, São José do Rio Preto, São Carlos e Taboão da Serra, durante a primeira fase do Campeonato Paulista Feminino da categoria adulta do ano de 2005.

    Nas questões foram abordadas perguntas a respeito da posição em que cada atleta atua, o tempo diário de treinamento e o tempo em que se pratica a modalidade.

    A respeito das lesões foram relacionadas as ocorrências de lesões nos últimos três anos, o tempo de recuperação de cada lesão, os procedimentos adotados durante o período de recuperação.


Resultados

    No gráfico 1 representamos a relação entre as lesões no joelho, tornozelo e outras lesões não identificadas. Encontramos nesta avaliação: equipe de Americana apresentou um índice de 30,7% de lesões no joelho; 46,3% de lesões no tornozelo e 23% de outras lesões. A equipe de Araçatuba apresentou 57,3% de lesões no joelho; 28,5% de lesões no tornozelo e 14,2% de outras lesões. Para a equipe de Araraquara apresentou 14,2% de lesões no joelho; 71,6% de lesões no tornozelo e 14,2% de outras lesões. Jundiaí apresentou 28,5% de lesões no joelho; 71,5% de lesões no tornozelo e nenhum outro tipo de lesão. A equipe de Piracicaba apresentou 83,3% de lesões no tornozelo; 16,6% de outras lesões e nenhum tipo de lesão no joelho. A equipe de São José do Rio Preto apresentou 44,4% de lesões no joelho; 11,2% de lesões no tornozelo e 44,4% de outras lesões. São Carlos apresentou 54,5% de lesão no joelho; 27,2% de lesão no tornozelo e 18,3% de outras lesões e a equipe de Taboão da Serra apresentou 37,5% de lesão no joelho; 50% de lesão no tornozelo e 12,5% de outras lesões.

    A equipe de Araçatuba apresentou o maior índice de lesões no joelho com 57,3%, enquanto a equipe de Piracicaba teve o menor índice sem nenhuma lesão.

    Para lesões na articulação do tornozelo a equipe de Piracicaba teve o maior índice, apresentando 83,3% de lesão e a equipe de Rio Preto o menor índice com 11,2%.

    A equipe de Rio Preto teve o maior índice de outras lesões com 44,4% e a equipe de Jundiaí o menor índice sem nenhuma lesão. Já a equipe de Taboão da Serra apresentou o menor índice da somatória de todas as lesões.

    O gráfico 2 faz um parâmetro entre as lesões ocorridas no joelho, classificadas como: Lesão do Ligamento Cruzado Anterior (LCA); Tendinite e Lesão no Menisco. Quando comparados os resultados observamos que a equipe de Americana e Araçatuba apresentaram 50% de lesão do LCA, 25% de tendinite e 25% de lesão no menisco. Para as equipes de Araraquara e Jundiai, relatou-se uma incidência de 100% relacionada a lesão do tipo tendinite, sem apresentarem outro tipo de lesão para esta articulação. A equipe de Piracicaba não apresentou nenhum tipo de lesão no joelho. A equipe de Rio Preto apresentou 25% de tendinite, 75% de lesão no menisco e não apresentou nenhum tipo de lesão no LCA. São Carlos apresentou 16,7% de lesão do LCA, 66,6% de tendinite e 16,7% de lesão no menisco. A equipe de Taboão da Serra apresentou 33,3% de lesão no LCA, 33,3% de tendinite e 33,3% de lesão no menisco.

    Com isso as equipes de Araçatuba e Americana tiveram os maiores índices de lesões do LCA, ambas com 50% e as equipes de Araraquara, Jundiaí, Piracicaba e Rio Preto o menor índice, sendo que nenhuma das equipes apresentaram lesões do LCA. As equipes de Jundiaí tiveram o maior índice de tendinite, ambas com 100% e a equipe de Piracicaba o menor índice por não apresentar nenhum tipo de tendinite. A equipe de Rio Preto apresentou o maior índice de lesão no menisco com 75% e as equipes de Araraquara, Jundiaí e Piracicaba tiveram o menor índice por não apresentar nenhum tipo de lesão. A equipe de Piracicaba foi a única equipe que não apresentou nenhum tipo de lesão no joelho.

    No gráfico 3 representamos o percentual de lesões ocorridas, separadas pelas posição de atuação de cada atleta. As atletas que atuavam na posição de ponteiras apresentaram 32,8% de lesões no joelho, 32,8% de lesões no tornozelo e 34,4% de outras lesões. As jogadoras de meio de rede tiveram 21,7% de lesões no joelho; 56,6% de lesões no tornozelo e 21,7% de outras lesões. As levantadoras apresentaram 16,6% de lesões no joelho; 50% de lesões no tornozelo e 33,4% de outras lesões. As atletas da posição de líbero tiveram 37,5% de lesões de joelho; 50%de lesões no tornozelo e 12,5% de outras lesões. Para as jogadoras da posição de saída de rede tiveram 40% de lesões de joelho; 20% de lesões de tornozelo e 40% de outras lesões. Assim, as jogadoras de saída de rede tiveram o maior índice com 40% de lesões no joelho comparada com as outras posições. As jogadoras de meio de rede tiveram o maior índice com 56,6% de lesão no tornozelo e as jogadoras de saída de rede tiveram o maior índice com 40% de outras lesões.

    Especificamente para as lesões ocorridas no joelho separados por posição de cada atleta e que estão relacionados no gráfico 4, foram citadas: as atletas de ponta tiveram 50% de lesões do LCA; 25% de tendinites e 25% de lesões no menisco. As jogadoras de meio de rede tiveram 66,6% de lesões no menisco, 33,4% de tendinites e nenhuma lesão no LCA. As levantadoras tiveram 33,3% de lesões no LCA; 33,3% de tendinites e 33,3% de lesões no menisco. As atletas que atuavam na posição de líbero tiveram 66,6% de tendinite; 33,4% de lesão no menisco e nenhuma lesão no LCA. As jogadoras de saída de rede tiveram 28,5% de lesões no LCA; 57,1% de tendinite e 14,4% de lesões no menisco.

    As jogadoras que atuam na posição de ponta apresentaram um índice de 50% de lesões no LCA; as líberos tiveram o maior índice com 66,6% de tendinite e as jogadoras de meio de rede tiveram o maior índice com 66,6% de lesões no menisco.

    No gráfico 5 mostramos a ocorrência de lesões nas articulações, separadas por incidência de posição, onde verificamos: 27,2% das lesões ocorreram em atletas que atuavam na posição de ponta; 30,3% das lesões ocorreram com jogadoras da posição meio; 15,1% das lesões ocorreram nas levantadoras, 10,8% nas jogadoras da posição de líberos e 16,6% para as atletas que atuavam na posição de saída de rede. Assim, pode-se observar uma maior incidência de lesões, independentemente de qual tipo, para as atletas que atuavam no meio da rede e na posição de ponta, sendo estatisticamente superiores as demais posições.


Conclusões

    Concluímos que as jogadoras que atuam na posição de saída de rede tiveram o maior índice de lesões no joelho e de outras lesões, enquanto as jogadoras de meio tiveram o maior índice de lesões no tornozelo.

    Em relação as lesões ocorridas no joelho podemos dizer que 50% das jogadoras de ponta tiveram lesões no LCA; 66,6% das jogadoras de meio de rede tiveram lesões no menisco e 66,6% das jogadoras que atuam na posição de líbero tiveram lesão do tipo tendinite.

    De acordo com o índice de lesões ocorridas em cada atleta, verificamos que muitas dessas lesões estão associadas ao excesso de treinamento e a má prescrição dos exercícios.

    É importante que os técnicos e os profissionais envolvidos saibam a importância na qualidade da elaboração dos treinamentos e da dosagem exigida a cada atleta, para que esses números de lesões por fadiga possam diminuir.


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  • FONTE: http://www.efdeportes.com/efd120/lesoes-de-joelho-e-tornozelo-em-equipes-femininas-de-voleibol.htm




  • Dorsalgia do levantador de pesos


    A dorsalgia de levantador de pesos (entorse lombar) é uma lesão dos tendões e músculos da parte inferior das costas, que causa espasmos musculares e inflamação.

    Qualquer esforço importante pode lacerar os músculos e tendões da parte inferior das costas (a região lombar). Este tipo de lesão é frequente nos desportos que implicam empurrar ou puxar grandes pesos, como levantar um peso do chão ou agarrar ou empurrar um jogador adversário no futebol americano. Este tipo de lesão também se observa nos desportos que exigem torções repentinas das costas: dar a volta para driblar depois de capturar um ressalto no basquetebol ou manipular um taco de basebol ou um taco de golfe.

    Os factores de risco que favorecem uma lesão da zona lombar incluem uma curvatura exagerada da parte inferior da coluna vertebral, a pélvis (osso da bacia) deslocada para a frente, os músculos das costas demasiado rígidos ou fracos, os músculos abdominais débeis e os músculos do tendão do escavado poplíteo pouco flexíveis. As costas também são propensas a lesões quando a coluna vertebral está enfraquecida pela artrose, as vértebras mal alinhadas, os discos com hérnias ou roturas, ou um tumor ósseo.

    Uma lesão da zona lombar costuma causar uma dor repentina nas costas durante uma torção, um empurrão ou um estiramento. De início, a dor não é suficientemente forte para interromper os exercícios; contudo, o músculo ou o tendão lacerado continua a perder sangue e incha. Duas ou três horas mais tarde, produzem-se espasmos que causam uma dor intensa. A pessoa costuma preferir permanecer imóvel, com frequência acocorada em posição fetal, dado que os espasmos musculares podem agravar-se por qualquer movimento das costas. A zona inferior das costas pode doer ao tacto e piora quando a pessoa se inclina para a frente.

    Logo que seja possível, depois da lesão, a pessoa deve permanecer em repouso absoluto, aplicando gelo e compressas sobre a inflamação. Os exercícios para fortalecer os músculos abdominais que ajudam a estabilizar as costas, e aqueles para distender e fortalecer os músculos das costas, são benéficos depois de ter começado a cura. Uma máquina de remo é excelente para o fortalecimento das costas, se não provocar dor.

    Uma curvatura exagerada da parte inferior da coluna vertebral (que tende a aumentar a tensão sobre os músculos que a sustentam) é determinada, em grande parte, pela inclinação da pélvis. Portanto, a curvatura exagerada pode ser atenuada com uma variedade de exercícios que inclinam a parte superior da pélvis para trás, ou seja, para uma posição mais normal. Esses exercícios consistem no fortalecimento dos músculos abdominais (para os encurtar) e o estiramento dos músculos da coxa (para os alongar). Usar uma faixa para levantar pesos pode ajudar a prevenir as lesões das costas.




    Fortelecimento do músculo vasto interno
    1.Permanecer de pé com ambos os joelhas direitos. Contrair os músculos do quadricípete (na parte frontal das coxas) elevando as rótulas. Manter-se nesta posição contando até 10, depois relaxar. Repetir frequentemente durante todo o dia.
    2.Sentar-se no chão com ambos os joelhos direitos e as pernas abertas. Rodar as pernas para fora de maneira que os dedos apontem para o lado mais longe possível. Levantar lentamente a perna lesionada desde a anca depois baixá-la, mantendo o joelho direito. Fazer 3 séries de 10 movimentos em dias alternados.
    3.Sentar-se no chão com duas ou mais almofadas debaixo de cada joelho, de maneira que os mesmos fiquem flectidos num ângulo de 135º. Colocar um peso de 2 Kg sobre o tornozelo. Levantar o pé lentamente endireitando o joelho, depois baixar lentamente o pé. Fazer 3 séries de 10 movimentos. Progredir por meio do aumento do peso, não pelo número de repetições.

    Tendinite aquílea


    A tendinite aquílea é uma inflamação do tendão de Aquiles, um cordão muito resistente que se estende desde os músculos da barriga da perna até ao calcanhar.

    Os músculos da barriga da perna e o tendão de Aquiles baixam a parte anterior do pé depois do contacto do calcanhar com o solo e sobem o calcanhar enquanto os dedos se levantam, mesmo antes de pisar com o outro pé.

    A tendinite aquílea surge quando a pressão exercida sobre o tendão é maior que a resistência do próprio tendão. Correr encosta abaixo exerce uma tensão adicional sobre o tendão de Aquiles, porque o pé da frente adianta-se mais antes de tocar no chão. Correr encosta acima também torna tenso o tendão, porque os músculos da barriga da perna têm de realizar um esforço maior para fazer subir o calcanhar quando os dedos se levantam. Um rebordo posterior mole (a parte do calçado que cobre o calcanhar) permite um movimento excessivo do calcanhar, esticando o tendão de Aquiles de modo desigual, o que aumenta a probabilidade de rotura. O calçado com sola rígida que não se dobra na zona que liga os dedos ao pé exerce maior tensão sobre o tendão de Aquiles, precisamente antes que os dedos se ergam do solo.

    São vários os factores biomecânicos que predispõem à lesão deste tendão. Entre eles destacam-se a rotação excessiva do pé para dentro (pronação), o hábito de utilizar em demasia a extremidade posterior do calcanhar (examinando o salto das sapatilhas de desporto, nota-se onde há mais desgaste), as pernas arqueadas, a excessiva tensão do tendão dos músculos poplíteos e dos músculos da barriga da perna, os arcos dos pés muito pronunciados, os tendões de Aquiles demasiado tensos e as deformidades do calcanhar.

    A dor, sintoma principal, é em geral mais aguda quando uma pessoa começa a mover-se depois de ter estado sentada ou deitada, ou começa a andar ou a correr. Com frequência, a dor alivia-se ao continuar a andar ou a correr, apesar da dor e da rigidez. O tendão de Aquiles está envolvido numa bainha protectora; entre o tendão e a sua bainha há uma camada delgada de gordura que permite que o tendão se mova livremente. Quando o tendão se lesiona, formam-se cicatrizes entre ele e a sua bainha, fazendo com que o tendão estique a bainha a cada movimento. Daí que o movimento seja doloroso. Continuar a andar ou a correr alivia a dor porque aumenta a temperatura da bainha, tornando-a mais flexível, de maneira que o tendão pode mover-se com mais liberdade. Habitualmente, a pressão sobre o tendão também causa dor.

    Se a pessoa ignorar a dor e continuar a correr, uma cicatriz rígida substitui o tendão elástico que doerá sempre durante o exercício, sem possibilidade de cura.

    Abster-se de correr e pedalar na bicicleta enquanto a dor persiste é uma parte importante do tratamento. Outras medidas dependem da causa provável ou da predisposição, e incluem o uso de calçado com solas flexíveis e de palmilhas dentro das sapatilhas de desporto para reduzir a tensão sobre o tendão e estabilizar o calcanhar. Os exercícios para distender os músculos do tendão do escavado poplíteo podem iniciar-se logo que não se note qualquer dor ao realizá-los. Também são úteis os exercícios para fortalecer o tendão de Aquiles, tais como estender e levantar os dedos dos pés. Logo que a pessoa retoma a actividade, não deverá correr encosta abaixo ou encosta acima com passo rápido até que o tendão sare de todo, processo que pode demorar semanas ou anos.

    Dores dos músculos da tíbia

    As dores da tíbia podem desenvolver-se nos músculos da parte frontal e externa da tíbia (cãibras ântero-laterais) ou nos músculos da parte posterior e interna (cãibras póstero-mediais). A zona dolorosa varia consoante os músculos afectados.

    1- Ântero-lateral

    2- Póstero-medial

    Fortalecimento dos músculos da tíbia
    Exercicio da pega do balde Enrolar uma toalha em torno da pega de um balde de água vazio. Sentar-se sobre uma mesa ou outra superfície suficientemente alta de modo a evitar que os pés toquem no chão. Colocar a pega do balde por cima da parte da frente do sapato. Levantar lentamente a parte anterior do pé flectindo o tornezelo, depois estender lentamente o pé com os dedos apontando para a frente. Repetir 10 vezes, depois descansar durante alguns segundos. Fazer 2 séries adicionais de 10 movimentos. Para aumentar a resistência, acrescentar água ao balde pouco a pouco para não provocar dor ao fazer o exercício.
    Empinar-se sobre os dedos Pôr-se de pé. Levantar-se lentamente sobre os dedos, sepois lentamente baixar os calcanhares até ao chão. Repetir 10 vezes, depois descansar durante 1 minuto. Fazer 2 séries adicionais de 10 movimentos. À medida que o exercício se torna mais fácil, há que o repetir suportando pesos cada vez maiores.
    Rotação para fora Pôr-se de pé. Lentamente rodar o tornozelo para fora de modo que a parte interna da planta se levante do solo. Baixar lentamente a planta até ao chão. Fazer 3 séries de 10 movimentos.


    Risco da musculação na infância


    Os adolescentes de ambos os sexos estão entrando numa fase em que o corpo avantajado e com os músculos bem delineados são "lindos" nos dois sexos. Este fato tem levado para as academias de ginástica legiões de crianças ainda não completamente desenvolvidas para praticarem exercícios massacrantes para ficarem "bem" perante a "turma". Este fato por si só já seria contra-indicado, pois o aumento exagerado da massa muscular na fase de crescimento, atrapalha o crescimento dos membros, fazendo com que o menino ou a menina fiquem um pouco aquém da altura prevista geneticamente. Isto não é tudo, pois existe o risco dos anabolizantes, as chamadas "bolinhas", as "bombas" para tornar o menino ou a menina num HULK patrício em 2 a 3 meses.
    O uso destas bombas acaba por acarretar nos meninos: afinamento da voz, desenvolvimento dos seios, queda de cabelo. Nas meninas poderemos encontrar aparecimento de pêlos, engrossamento da voz, masculinização no andar e no agir.
    Porque os adolescentes apelam para os anabolizantes? Muitos destas crianças não querem malhar 6 meses para adquirir aquele "corpo", preferem usar as "bombas" e adquiri-lo em dois meses.
    Infelizmente estes meninos e meninas não sabem que o aumento da massa muscular obtida desta maneira, desaparece em poucos meses se as "bombas" pararem de serem ingeridas. Não podemos esquecer também da profilaxia da AIDS. Em muitas destas "academias", a aplicação destes anabolizantes é feita em conjunto , compartilhando seringas e o risco da AIDS e Hepatite.
    Em alguns relatos encontramos pessoas recebendo mais de 30 vezes os teores normalmente produzidos do hormônio por um homem saudável.
    Para os meninos gostaríamos de lembrar que o uso continuado do anabolizante, leva a uma semi-atrofia testicular com afinamento da voz e queda dos pêlos e diminuição do desejo sexual. A pele destes adolescentes se torna áspera, as estrias são mais freqüentes, a calvície surge ou se acentua, nas mulheres aparece queda dos cabelos. A agressividade aumenta tanto nos homens como nas mulheres e nestas costuma haver aumento no clitóris e alterações no ciclo menstrual. A pressão arterial se eleva um pouco e aumenta o depósito de gordura nas artérias. Gradativamente os homens vão apresentando aumento das mamas. Quando em fase de crescimento leva ao fechamento precoce das cartilagens dos ossos do crescimento bloqueando o mesmo e fazendo com que o adolescente fique com menor estatura.
    Existe uma predisposição destes usuários de desenvolverem tumores hepáticos. Nunca se iludir, pois no início do uso do anabolizante, pode haver um ligeiro estímulo ao apetite sexual, mas com o tempo a queda é importante.
    Alem dos anabolizantes costumam usar também o hormônio de crescimento, que terá efeitos semelhantes, mas como o seu custo é muito elevado poucos terão condições de usá-lo.
    Enfim um conselho aos jovens: pratiquem esportes, façam exercícios, "malhem" a vontade, mas não façam uso de droga para obter a falsa impressão de que estão saudáveis e "fortes".

    A criança, o calor e o esporte



    O esporte é altamente favorável ao bom desenvolvimento físico e emocional das crianças. A sua prática contudo exige alguns cuidados indispensáveis. Desde a vestimenta, passando pela alimentação e a exposição solar. O esporte praticado sob sol inclemente poderá acarretar uma hipertermia corporal com graves conseqüências para a saúde da criança.
    A elevação da temperatura corporal nessas condições chamamos de hipertermia. Essa hipertermia é classificada em vários níveis de gravidade.

    SINCOPE – Surge cefaléia(dor de cabeça), fraqueza(a criança perde parcialmente as forças), taquicardia( o coração bate muito rápido), hipotensão arterial(queda da pressão sangüínea), perda passageira da consciência(desmaio, desfalecimento). Nestes casos deveremos retirar a criança do ambiente com excesso de calor, mantê-la deitada elevando os seus pés, e oferecermos água e saias(soluções eletrolíticas ou mesmo uma mistura de sal ao suco de laranja) para serem ingeridos por via oral.
    Poderá apresentar uma Segunda manifestação que são as CAIMBRAS que atingem as pernas, braços e são comumente dolorosas. Quando o quadro é acrescido das cãibras. Usaremos as medidas prescritas anteriormente e muitas vezes somos obrigados a usar infusões venosas(a essa altura sob controle médico). Quando o quadro se agrava, ele é acrescido de EXAUSTÃO, com fadiga, vômitos, sudorese intensa, confusão mental. Nesses casos haverá necessidade de fazermos um resfriamento do corpo e essa criança deverá ficar em repouso por um a dois dias. Finalmente a manifestação mais grave que é o CHOQUE, que apresenta temperaturas acima de 40 graus podendo atingir 41, presença de choque seguido de coma, pele muito quente e convulsões. Esta última eventualidade necessita de tratamento em unidade de tratamento intensivo. Mas sempre é melhor prevenir. Ao notarmos uma elevação térmica importante, deveremos interromper a atividade física, colocar a criança em um local frio, promover o resfriamento de seu corpo com imersão em água fria, compressas de gelo, ventiladores e ar refrigerado. Nunca esquecer de repor água e sais.

    Fibromialgia


    Dra. Evelin Goldenberg Mariano



    A fibromialgia é uma síndrome dolorosa crônica, não inflamatória, caracterizada pela presença de dor músculo-esquelética difusa, ou seja, acima e abaixo da cintura, do lado direito e esquerdo e pelo menos um segmento da coluna, acompanhada pela palpação de múltiplos pontos dolorosos ou "tender points". Se fossemos resumir, os pacientes queixam de dor no corpo todo.

    Acomete 2% da população e encontra-se entre as principais síndromes diagnosticadas e tratadas pelos Reumatologistas, sendo 80-90% no sexo feminino com idade média variando entre 30-60 anos. Também acomete crianças e idosos, bem como pacientes do sexo masculino.

    A dor, cuja intensidade varia de moderada a severa é o seu principal sintoma, podendo iniciar-se em uma região do corpo, particularmente nos ombros e pescoço, tornando-se generalizada, depois de um certo tempo. Alem da dor persistente, 90% dos pacientes exibem fadiga bem com cansaço extremo, distúrbios do sono, caracterizados por um sono não reparador, ou seja, os pacientes reclamam que "dormem, acordam cansados e com dor", cefaléia (dor de cabeça) de caráter tensional ou do tipo enxaqueca, formigamento nos braços e pernas (muitos pacientes procuram o pronto socorro acreditando que estão tendo um infarto do coração ou derrame cerebral), sensibilidade ao frio referindo que suas dores pioram no inverno, vertigem, dificuldade de concentração, boca e olho seco, batedeira no peito, sensação de inchaço no corpo, tensão pré menstrual e irritabilidade. Os distúrbios do humor são comumente encontrados nestes pacientes, particularmente a ansiedade e a depressão. 25% apresentam depressão major no momento do diagnóstico e 50% história de depressão. Porém é impossível determinar se os fatores psicológicos são primários, concomitantes ou secundários.

    Alguns pacientes são capazes de identificar alguns fatores que precipitam ou agravam seu quadro doloroso entre eles, os quadros virais, traumas físicos (acidentes automobilísticos), traumas psíquicos (problemas com filhos, divórcios e outros), mudanças climáticas (especialmente o frio e a umidade), sedentarismo e a ansiedade são os mais relatados. Porém, o único achado relevante ao exame físico é a presença dos pontos dolorosos ou "tender points". Os exames laboratoriais habitualmente são normais, na fibromialgia primária. Assim sendo, o seu diagnóstico é clínico e feito por um especialista que conheça a doença.

    A presença de outras doenças não exclui o diagnóstico de fibromialgia, podendo estar associada ao Lupus Eritematoso Sistêmico, osteoartrose, artrite reumatóide, hérnia de disco, osteoporose e outras doenças.

    Sua etiopatogenia ainda não está completamente elucidada. Diversos estudos mostram que os sintomas da fibromialgia devem ser decorrentes das alterações nos mecanismos de modulação da dor, onde encontramos uma diminuição dos níveis de serotonina (substância analgésica) e um aumento dos níveis de substância P (substância algógena), no sistema nervoso central, em indivíduos geneticamente predispostos, sendo assim os pacientes portadores de fibromialgia são extremamente "queixosos e doloridos". Há estudos mostrando uma diminuição da perfusão sanguínea no tálamo e núcleo caudado, importantes regiões do cérebro envolvidas com a percepção dolorosa. Também encontramos os distúrbios do sono bem como uma piora de suas queixas com o stress emocional. Pelo estado de dor crônica os pacientes tornam-se inativos e conseqüentemente descondicionados, sendo assim, o seu tratamento jamais pode ser realizado apenas com medicamentos.

    O tratamento da fibromialgia tem por objetivo aumentar a analgesia central e periférica, melhorar os distúrbios do sono, minimizar os distúrbios de humor e assim melhorar a qualidade de vida dos indivíduos afetados.

    O tratamento divide-se em farmacológico (com medicamentos) e não farmacológico.

    O tratamento farmacológico, quando utilizado isoladamente, não apresenta bons resultados. Os antiinflamatórios quando utilizados isoladamente apresentam baixa eficácia. Diversas medicações que atuam no Sistema Nervoso Central, especialmente os antidepressivos tricíclicos apresentam resultados satisfatórios.

    O tratamento não farmacológico é obrigatório e deve-se iniciar através da educação do paciente, onde devemos frisar que a fibromialgia trata-se de uma doença real e não imaginária e que não deforma e nem aleija.

    Os pacientes devem ser orientados a realizar exercícios de alongamento ou hidroterapia bem como atividades que melhorem da performance cardiorespiratória. Temos que melhorar o condicionamento físico destes pacientes, porém de caráter lento e progressivo.

    Também podemos sugerir a psicoterapia, em casos de ansiedade ou depressão extremas. A acupuntura, vem sendo bastante utilizada no tratamento de síndromes dolorosas, levando a diminuição da ansiedade e da dor mostra bons resultados no tratamento da fibromialgia quando realizada por um médico que conheça com detalhas esta doença.

    Outras modalidades incluem técnicas de relaxamento, eletro-estimulação transcutânea e terapia comportamental.

    ATM: Disfunção da Articulação



    O que é ATM?

    D-ATM, ou disfunção da articulação temporomandibular, é uma alteração da articulação que liga o maxilar à mandíbula que pode, por exemplo, não estar funcionando adequadamente. Essa articulação é uma das mais complexas do corpo humano, responsável por mover a mandíbula para frente, para trás e para os lados. Qualquer problema que impeça a função ou o adequado funcionamento deste complexo sistema de músculos, de ligamentos, de discos e de ossos é chamado de D-ATM. Geralmente, a D-ATM dá a sensação ao indivíduo acometido de que sua mandíbula está saltando para fora, fazendo um estalo e até travando por um instante. A causa exata desta disfunção, em geral, é impossível de ser identificada.

    Quais os sintomas da D-ATM?

    Disfunções de ATM apresentam muitos sinais e sintomas. É difícil saber com certeza se você tem D-ATM, porque um destes sintomas ou todos eles podem também estar presentes em outros problemas. Seu dentista poderá ajudá-lo a fazer um diagnóstico preciso, através de uma história médica e dentária completa, um exame clínico e de radiografias adequadas.

    Alguns dos sintomas mais comuns de D-ATM são:

    • Dores de cabeça (freqüentemente parecidas com enxaquecas), dores de ouvido, dor e pressão atrás dos olhos;
    • Um "clique" ou sensação de desencaixe ao abrir ou fechar a boca;
    • Dor ao bocejar, ao abrir muito a boca ou ao mastigar;
    • Mandíbulas que "ficam presas", travam ou saem do lugar;
    • Flacidez dos músculos da mandíbula;
    • Uma brusca mudança no modo em que os dentes superiores e inferiores se encaixam.

    Como tratar a D-ATM?

    Embora não exista uma cura para a D-ATM, existem diversos tratamentos que você pode seguir para diminuir consideravelmente os sintomas. Seu dentista pode recomendar um ou mais dos seguintes tratamentos:

    • Tentar eliminar a dor e o espasmo muscular através da aplicação de calor úmido ou através de medicamentos como relaxante muscular, aspirina ou outros analgésicos comuns, ou ainda antiinflamatórios;
    • Reduzir os efeitos prejudiciais de travamento ou rangido, por meio de um aparelho, algumas vezes chamado de placa de mordida ou "splint". Este aparelho, feito sob medida para sua boca, se encaixa nos dentes superiores e ao deslizar sobre os dentes inferiores impede estes dentes inferiores de ranger contra os dentes superiores;
    • Aprender técnicas de relaxamento para ajudar a controlar a tensão muscular na mandíbula. Seu dentista pode sugerir que você procure condicionamento e aconselhamento para ajudar a evitar o estresse;
    • Quando partes da mandíbula são afetadas e os tratamentos não surtiram efeito, uma cirurgia na articulação pode ser recomendada.

     


    D-ATM ocorre quando a complexa articulação que movimenta sua mandíbula não funciona bem.

    Massagem desportiva


    As massagens desportivas são classificadas como específicas, isto é, não apenas para tratar um determinado problema, mas ajudar na preparação prévia para a atividade, nos intervalos da atividade ou depois da atividade. A massagem desportiva também é usada para ajudar a manter o corpo em harmonia.

    Posição Para Execução das Manobras:

    Não há garantia de que existirá uma cama de tratamento disponível ao utilizar a massagem no esporte. Assegure-se sempre de que o terapeutas seja hábil para realizar todas as técnicas necessárias com a maior facilidade e que a pessoa que recebe esteja o tempo todo quente e confortável.

    Limpeza:

    Os participante não podem entrar em uma arena de competição cobertos por óleo. Um jogador de basquete com óleo nas coxas pode passá-lo para as mãos com desastrosos resultados. Sabão, água e/ou loção adstringente deverão estar disponíveis na sala de tratamento. 

    Avisar o Paciente:

    Mesmo que o participante faça massagens freqüentes , sempre avise-o sobre o que esperar como resultado dessa sessão, por exemplo, a massagem estimulante pré- competição pode induzir a uma sensação de calor mas as regras de aquecimento ainda precisam ser observadas.

     

    Acupressura:

     

    Na massagem desportiva a acupressura tende a ser para pontos deflagrados específicos. Esses pontos são identificados como tensos, algumas vezes duros, e sempre produzindo dor no músculo.

    Depois que o ponto a ser tratado foi identificado, o dedo ou polegar é usado para aplicar pressão naquele ponto específico. A técnica é semelhante àquela usada nas fricções circulares mas apenas um dedo ou ponta do polegar é usado. Existem muitas opiniões quanto ao tempo de pressão que deve ser mantido.Uma pressão firme acompanhada com um movimento circular delicado aplicado por, no máximo, um minuto, relaxado e reaplicado três ou quatro vezes, dá bons resultados. O objetivo é tentar obter o relaxamento muscular no mais curto espaço de tempo possível, tornando assim essa técnica muito útil imediatamente antes da atividade, removendo pontos determinados de tensão do músculo.

    Massagem com Gelo:

    O método mais conveniente de aplicação da massagem com gelo pe usar um copo de polietileno que foi enchido com água depois congelado. Corte um anel de 1,25 cm do topo do copo e então massageie a área machucada com o gelo. Se for um área de menor um cubo de gelo envolto em um pano é melhor.

    Massagem Desportiva Específica:

    A massagem desportiva específica é aplicada por uma razão determinada e pode ser usada em seis situações diferentes

    (1)   Massagem no condicionamento

    (2)   Massagem como tratamento

    (3)   Massagem pré-competição

    (4)   Massagem intercompetição

    (5)   Massagem pós-competição

    (6)   Massagem pós-viagem

    Massagem no Condicionamento:

    Pode ser realizada no corpo inteiro, parte por  parte, uma meia hora, meio corpo de meia hora a três quartos de hora. Essa massagem pode ser feita diariamente durante o período de condicionamento, com a primeira massagem sendo realizada no dia anterior do primeiro dia de treinamento pesado.

    Objetiva:

    (1) Para promover recuperação de uma dura sessão de treinamento. Espera-se, após um turno de exercícios, que o desportista experiente experimenta várias dores e uma sensação de membros pesados. A massagem pode ser valiosa nesse período.

    (Desintoxicante)

    (2) Para evitar o SMIR -  sofrimento muscular de início retardado. (Desintoxicante)

    (3) Efeito Psicológico: Nesse duro período de treinamento para um desportista, uma massagem realizada por um bom profissional pode fazer uma vasta diferença para seu bem-estar contínuo e pode realçar os benefícios do período de condicionamento. (Calmante)

    Massagem como Tratamento:

    A massagem como um tratamento para lesões esportivas pode ser usada depois de 48 horas se toda a hemorragia e inchaço tiverem cessado. No caso de hematoma, depois de quatro dias ou dependendo da tolerância do paciente.

    Objetivos:

    (1)   Estimular a circulação: Após 48 Horas do trauma é importante limpar os fragmentos do incidente e remover o excesso de fluido do tecido.

    (2)   Promover a recuperação da lesão

    (3)   Quebrar aderências

    (4)   Promover flexibilidade: Sempre massagear as áreas proximais e depois as áreas distais do corpo antes de concentrar-se adequadamente na área do tratamento.

    Duração: Dependendo da área e da sensibilidade da área a ser tratada, entre 10 a 30 minutos. O tratamento o pode ser usado diariamente dependendo do nível de desconforto do paciente.

     

    Massagem Pré-Competição (Estimulante):

    O aquecimento é a preparação do corpo para a atividade física. Os objetivos são elevar a temperatura do corpo, aumentando a atividade cardiovascular, preparando assim os músculos para o exercício, auxiliando assim a execução de alongamentos específicos necessários para qualquer desempenho. Possui efeitos psicológicos. É um bom momento de reforçar mensagens de otimismo e acalmar temores sobre medo de lesões e o estado dos adversários.

    Massagem Pós-Competição:

    Objetiva eliminar os resíduos do corpo.Permitindo que as funções do corpo voltem ao normal. No fim de qualquer período de atividade física o sistema cardiovascular talvez esteja trabalhando excessivamente, como forte resultado da cessação da atividade a pressão pode cair subitamente. A massagem, especialmente o deslizamento centrípeto é muito útil para restaurar a normalidade. Promove a eliminação de resíduos metabólicos musculares adquiridos pela forte carga da atividade física. Também auxilia na redução de dor e nódulos de tensão, havendo a suspeita de lesão tecidual, pode-se aplicar a massagem com gelo. Também tem efeito psicológico agregado.

    Massagem Pós-Viagem:

    Os problemas mais freqüentes destacados após longos períodos de viagem são a sensação generalizada de rigidez, dores especialmente nas costas, pescoço e ombros e inchaço na parte inferior das pernas e pés.

    A massagem nesse caso objetiva melhorar a circulação venosa e linfática e assim remover inchaço e rigidez. O alongar dos tecidos, para remove dores e aumenta a flexibilidade. Enfim esta massagem visa restabelecer o equilíbrio do corpo e sensação de bem –estar.

    Massagem Esportiva Não –Específica:

     Essa massagem ocorre nos períodos onde não há competições. Nessas ocasiões o atleta continuará mantendo o corpo em um estado de preparação para as atividades do futuro. Objetiva aumentar uma sensação de bem-estar geral, promover relaxamento, monitorar as condições da musculatura do atleta.



    10 dicas para driblar o estresse


    Não é preciso ser especialista para afirmar que, ao lado da depressão, o estresse crônico é a "doença" do século XXI. Por causa do estilo de vida atual, da constante falta de tempo e dos problemas que nos atropelam, este transtorno psicológico é cada vez mais comum.

    O estresse nocivo à saúde se caracteriza por uma sensação contínua de "não se ter tempo". E está demonstrado que, quando o estresse é crônico, o sistema imunológico se torna mais vulnerável, a qualidade do sono é prejudicada e ocorre queda de concentração.

    No livro Vivir bajo presión. El Estrés, ainda sem tradução para o português, o autor Miguel Casas Hilari reuniu conselhos eficazes para recuperar o controle das emoções e baixar as tensões diárias. Uma das táticas de Hilari é tentar enxergar os problemas sob outro ponto de vista, dando menos importância do que merecem. Veja outros conselhos abaixo e tente driblar o estresse.

    Desconecte-se do problema
    É preciso aprender a se desconectar do problema. A saída é mudar a inércia habitual e ter consciência de que é possível sim controlar as dificuldades que surgem na vida. A idéia é que você não se sinta agoniado por completo, pois caso isso aconteça dificilmente poderá assumir as rédeas dos acontecimentos.

    Aprenda a relaxar
    O relaxamento contribui muito para o bem-estar. Pratique alguma terapia alternativa, como a yoga, ou, se você puder incluir um pequeno luxo na rotina, faça uma sessão de massagem semanalmente. Ter o corpo e mente relaxados farão com que as situações de estresse sejam menos freqüentes.

    Controle seus pensamentos
    O estresse é um processo que depende em grande parte da interpretação que fazemos da realidade. Portanto, aprender a controlar e mudar a "tradução" que fazemos dos acontecimentos são boas estratégias de combate.

    Reestruture suas prioridades
    Se sua grande fonte de preocupação é o seu trabalho e não há possibilidades de você mudar de emprego, pelo menos por enquanto, considere todas as alternativas prazerosas que sejam possíveis. A mais simples é dedicar o seu tempo livre a atividades agradáveis. Já se a sua perturbação começa quando você chega em casa, procure distraor-se com programas longe desse ambiente, nem que seja por curtos períodos de tempo.

    Adquira hábitos saudáveis
    Infelizmente, os estressados recorrem com certa facilidade ao consumo de álcool, tabaco, fast foods e atividades passivas, como ficar no sofá, assistindo aos programas e filmes na televisão. Os danos que esses hábitos podem causar se multiplicam com a presença do próprio estresse. Tente fugir disso.

    Pratique exercícios
    O exercício físico está no topo da lista de quem busca saúde, inclusive mental. Somente trinta minutos por dia ajudam a relaxar a mente e eliminar o estresse, enquanto você aproveita para entrar em forma.

    Experimente a meditação
    A técnica ajuda a varrer da mente os pensamentos estressantes, além de, segundo o autor do livro, melhorar a circulação sangüínea.

    Pense positivo
    Reverter as idéias negativas e aprender a focar no lado positivo ajuda a reduzir as tensões e a alcançar suas metas. Por exemplo, se está ansiosa porque tem um compromisso em que falará em público, pense nas piores coisas que poderiam acontecer e, em seguida, nas possibilidades para que elas ocorram. Formule um resultado favorável e desenvolva um plano para alcançá-lo.

    Use o humor
    Manter o senso de humor nas situações difíceis é uma recomendação dos experts. O sorriso alivia as tensões e contribui para manter a perspectiva da situação. Segundo Hilar, já está mais do que comprovado que o bom humor é um mecanismo eficaz para suportar o estresse agudo.

    Estabeleça uma rede de apoio
    A maioria das pessoas que se saem bem em situações de estresse elevado possui uma boa relação social, com amigos, colegas de trabalho...O apoio em momentos de tensão é sempre muito útil. No livro, são relatados, inclusive, os benefícios promovidos pela presença de um mascote em casa.

    A musculação é importante para o corredor?


    Se você é daqueles corredores que acham que musculação é coisa de "marombeiro", então chegou o momento de repensar. Atualmente as evidências apontam que o treinamento de força, isto é, musculação ajuda a melhorar a performance. Até a bem pouco tempo, isso ainda era um pouco controvertido e um tanto obscuro.

    Todavia, as mais recentes pesquisas mostram que corredores podem se beneficiar mais do que se imaginava. Além da proteção aumentada contra lesões, a performance sofre uma influência positiva, mesmo que ainda não se saiba ao certo o porquê disso.

  • Hipótese 1: aumento da força das fibras musculares, principalmente de contração rápida. Considerando que são as fibras que produzem muito ácido lático, a redução de seu grau de ativação diminuiu a produção de ácido lático.

  • Hipótese 2: o aumento da força muscular leva a um aumento da estabilização do corpo, diminuindo o gasto energético necessário para compensar por movimentos desnecessários.

    Em um estudo (figura ao lado), a melhora na performance somente ocorreu no grupo que treinou musculação e corrida. A performance foi avaliada através de um teste de corrida realizado a 90% da freqüência cardíaca máxima (FC) de um grupo de corredores.

    Se o tempo em que era possível manter um esforço intenso 90% FC máxima aumentou, então fica claro que estes atletas terão um benefício em provas e em treinos mais intensos.

    Lembrando que, além das vantagens mencionadas acima, o treinamento de força é importante para prevenir a perda de massa muscular e óssea ocasionada pelo processo de envelhecimento. Portanto, corredores mais fortes são corredores mais rápidos e saudáveis!

  • Fonte: http://www.webrun.com.br/home/conteudo/noticias/index/id/5530