Bons carboidratos x maus carboidratos



Boa parte do excesso de peso das pessoas ocorre devido à ingestão de carboidratos, especialmente aqueles que não contêm fibras e são conhecidos como refinados ou maus carboidratos. Entre eles estão o pão branco, os biscoitos, os refrigerantes e os bolos. Os bons carboidratos são aqueles não refinados e, portanto, contêm fibras. Entre eles estão o pão integral, cereais, massa de grão duro, verduras e legumes, e frutas com casca. A vantagem de conter fibras é que, além de retardar a absorção dos açúcares, estimula o bom funcionamento intestinal.

Boas gorduras x más gorduras
As boas gorduras são conhecidas como insaturadas e são, geralmente, de origem vegetal, como o azeite de oliva, óleo de canola, óleo de girassol, oleaginosas. A boa gordura de origem animal é encontrada nos peixes de água fria, como atum, salmão e sardinha, conhecida como ômega 3. Essas gorduras são consideradas boas porque protegem o coração. As más gorduras ou as chamadas saturadas são de origem animal e são encontradas nas carnes e frituras. 

Escolha do exercício físico correto


Qualquer exercício que aumenta a circulação de sangue através do coração melhora o condicionamento físico. Os exercícios mais seguros são a caminhada, a natação e a pedalagem em uma bicicleta ergométrica. Durante uma caminhada, pelo menos um dos pés sempre encontra- se em contato com o solo de modo que a força com que o pé choca-se contra o solo nunca é maior do que o peso do indivíduo.

Durante a natação, a água sustenta o corpo e, por essa razão, os músculos raramente são submetidos a forças capazes de causar laceração. As bicicletas são pedaladas com um movimento circular contínuo que não "sacode" os músculos. A caminhada lenta não torna um indivíduo bem condicionado fisicamente. Para caminhar mais rapidamente, o indivíduo pode realizar passos maiores além de mover os membros inferiores mais rapidamente. Os passos podem ser aumentados através da oscilação dos quadris de um lado para outro, de modo que os pés avancem mais para frente.

A oscilação dos quadris tende a fazer com que os dedos apontem para fora quando os pés tocam o solo e, por isso, o alcance dos pés não é tão grande quanto seria se os dedos apontassem diretamente para a frente. Portanto, a indivíduo que está andando sempre deve tentar apontar os dedos dos pés diretamente para frente. O movimento mais rápidos dos membros superiores ajuda os pés a também se moverem mais rapidamente. Para movimentar os membros superiores mais rapidamente, o indivíduo deve flexionar os cotovelos, para encuratr o balanço e reduzir o tempo que os membros superiores levam para balançar para trás e para frente.

A natação exercita todo o corpo – membros inferiores, membros superiores e e costas – sem forçar as articulações e os músculos. Freqüentemente, a natação é recomendada para os indivíduos com problemas musculares e articulares. Os nadadores, movimentando-se em seu próprio ritmo e utilizando qualquer estilo de natação, podem exercitar-se de forma gradual durante até 30 minutos de natação contínua. Se a perda de peso for um dos principais objetivos do exercício, a natação não é a melhor escolha. O exercício fora da água é mais eficaz, pois o ar isola o corpo, aumentando a temperatura e o metabolismo corpóreos por até 18 horas.

Esse processo queima mais calorias tanto após o exercício quanto durante a sua realização. Por outro lado, a água conduz o calor para fora do corpo, de modo que a temperatura corpórea não aumenta e o metabolismo não permanece aumentado após a natação. A pedalagem em uma bicicleta ergométrica é um bom exercício. A tensão da roda da bicicleta deve ser regulada, de modo que seja possível se pedalar em um ritmo de 60 rotações por minuto. À medida que ele progride, o ciclista pode aumentar a tensão e o ritmo até 90 rotações por minuto. Uma bicicleta ergométrica horizontal é uma escolha particularmente boa para os indivíduos idosos. Muitos deles apresentam fraqueza da musculatura da coxa, pois o único exercício que eles praticam é a caminhada e a deambulação sobre uma superfície plana utiliza muito pouco esses músculos.

Conseqüentemente, muitos indivíduos idosos apresentam dificuldade para se levantar de uma cadeira sem usar as mãos, para levantar da posição agachada ou para subir escadas sem apoiar-se no corrimão. A pedalagem fortalece os músculos da coxa. Entretanto, alguns indivíduos não conseguem se manter equilibrados mesmo sobre uma bicicleta ergométrica (fixa). Outros não utilizam esse equipamento por causa do desconforto provocado pela pressão do selim estreito contra a pelve. Por outro lado, uma bicicleta ergométrica horizontal é segura e confortável. Esse aparelho possui um assento contornado, de modo que mesmo um indivíduo que tenha sofrido um acidente vascular cerebral pode sentar-se. Também no caso em que o indivíduo apresenta paralisia de um dos membros inferiores, suportes para os dedos mantêm os dois pés no lugar, de modo que o indivíduo consegue pedalar com a outra perna. A dança aeróbica, um tipo popular de exercício oferecido por muitas entidades, exercita todo o corpo.

Os indivíduos podem exercitar-se em seu próprio ritmo com a orientação de instrutores experientes. A música alegre e as rotinas familiares tornam os exercícios divertidos e o compromisso com um programa ou com os amigos podem aumentar a motivação. A dança aeróbica também pode ser praticada em casa, com a ajuda de vídeo-teipes. A dança aeróbica de baixo impacto elimina os saltos e as colisões da dança aeróbica comum, o que diminui a tensão sobre as articulações. A aeróbica com degrau (steps aerobics) força sobretudo os músculos anteriores e posteriores das coxas (quadríceps e músculos posteriores da coxa), quando o praticante sobe e desce de uma plataforma elevada (um degrau) em uma série de rotinas com música e ritmo determinado. Assim que sentir dor muscular, o praticante deve parar, fazer alguma outra coisa e retornar à aeróbica com degrau após uns dois dias.

A aeróbica na água (hidroaeróbica) é uma escolha excelente para os indivíduos idosos e para aqueles com músculos fracos. Os aparelhos de esqui de cross-country exercitam as coxas e as pernas. Muitos indivíduos gostam de usar esse equipamento, mas outros acham difícil dominar os movimentos. Como o uso desses aparelhos exige uma maior coordenação que a maioria dos tipos de exercícios, o indivíduo deve experimentar o aparelho antes de comprá-lo. Os aparelhos de remo fortalecem os grandes músculos dos membros inferiores, dos ombros e das costas e ajudam a proteger as costas contra diversas lesões. No entanto, o indivíduo que apresenta problemas nas costas não deve usar esse equipamento.

O esforço para remar, o qual é realizado principalmente com as costas, pode agravar o estado dos músculos e articulações das costas já afetados. Todos os aparelhos de remar de boa qualidade possuem um assento deslizante e os melhores possuem uma catraca giratória que permite ao indivíduo ajustar a tensão enquanto ele rema. Os indivíduos que podem se exercitar durante 30 minutos com facilidade podem desejar uma maior variedade em seu programa de exercícios.

A marcha atlética (caminhar o mais rápido possível balançando os membros superiores vigorosamente), o jogging, a corrida, o ciclismo, a patinação no gelo, o skate, o esqui de cross-country, o raquetebol, o handebol e o squash são modalidades excelentes para a obtenção do condicionamento físico, mas elas exigem pelo menos um nível moderado de coordenação e habilidade. Esses esportes também apresentam um maior risco de lesão.

Dicas para o inicio de atividade física


O modo mais seguro para se iniciar um programa de exercício consiste em executar o exercício ou o esporte escolhido em uma baixa intensidade, até que membros inferiores ou superiores tornem- se doloridos ou até eles tornarem-se "pesados". Se os músculos ficarem doloridos após apenas alguns minutos de prática, a primeira série deverá durar apenas esse período. À medida que o condicionamento aumenta, o indivíduo deve ser capaz de exercitar-se por mais tempo sem sentir dores musculares ou desconforto.

Quando é possível exercitar-se confortavelmente durante 10 minutos consecutivos, as séries devem ser executadas em dias alternados, avançando de modo gradual até 30 minutos de exercício contínuo. As orientações relativas à duração e à freqüência do exercício, à sua intensidade e como prevenir lesões são as mesmas para todos os tipos de exercícios e esportes.

Duração e Freqüência

Para obter e manter o condicionamento físico, um indivíduo deve exercitar-se por apenas 30 minutos, três vezes por semana. Para a maioria dos indivíduos, não é necessária a prática de exercício por mais de 30 minutos por vez, pois o condicionamento, mensurado pela captação máxima de oxigênio, aumenta muito pouco com práticas com duração superior a 30 minutos. A melhoria é decorrente da tensão sobre os músculos e de sua subseqüente recuperação e não da realização da mesma série todos os dias.

Embora o coração possa ser exercitado várias vezes por dia todos os dias, os músculos esqueléticos começam a falhar quando exercitados intensamente mais freqëntemente do que em dias alternados. No dia subseqüente a um exercício intenso, podem ser observados sangramento e lacerações microscópicas nas fibras musculares. É por essa razão que os músculos ficam doloridos no dia seguinte a uma série de exercícios adequada. Os indivíduos que se exercitam devem repousar durante 48 horas para que os músculos se recuperem após o exercício. Quando recuperados, os músculos tornam-se mais fortes. A prática de exercícios duas ou três vezes por semana, com a alternância de dias de exercício com dias de repouso, pode ajudar a evitar lesões.

Intensidade

O condicionamento físico é determinado mais pela intensidade do exercício que pela sua duração. As séries de exercícios devem ser suficientemente intensas a ponto dos músculos tornarem- se um pouco doloridos no dia seguinte, mas totalmente recuperados no outro dia. Para fortalecer o coração, o exercício deve ser realizado em uma intensidade que aumente a freqüência cardíaca (medida em batimentos por minuto), pelo menos 20 batimentos acima da freqüência cardíaca de repouso. Quanto mais intensamente o exercício for realizado, mais rápido o coração baterá e mais forte tornar-se-á o miocárdio (músculo cardíaco).

A freqüência cardíaca é determinada força de contração dos músculos esqueléticos. Quando um indivíduo começa a exercitar-se, os músculos esqueléticos contraem e comprimem as veias próximas, forçando o sangue em direção ao coração. Quando os músculos esqueléticos relaxam, essas veias enchem-se de sangue. A alternância de contrações e relaxamentos dos músculos esqueléticos funciona como um segundo coração, bombeando sangue extra ao coração. O fluxo sangüíneo aumentado faz com que o coração bata mais rapidamente e com mais força. Portanto, quanto mais intensa for a contração dos músculos esqueléticos, mais rápidas serão as batidas do coração.

A freqüência cardíaca recomendada (freqüência cardíaca de treinamento) é igual a 60% da freqüência cardíaca máxima do indivíduo, a qual é igual a 220 menos a idade do indivíduo. Entretanto, esse cálculo não se aplica aos indivíduos idosos que apresentam um bom condicionamento físico. A freqüência cardíaca máxima mensura a força dos músculos esqueléticos, não a força do coração, e, por isso, um indivíduo idoso bem condicionado e forte apresentará uma freqüência cardíaca máxima muito mais elevada que um indivíduo mais jovem fraco e não condicionado.

A mensuração da freqüência cardíaca não é necessária desde que o indivíduo comece a se exercitar lentamente e aumente a intensidade gradualmente. A intensidade deve ser aumentada até que seja atingida a freqüência cardíaca de treinamento: quando os ombros elevam-se a cada respiração e a respiração é mais rápida e profunda, indicando que o indivíduo necessita de mais oxigênio. Para tornar-se bem condicionado, não é necessário exercitar-se mais intensamente do que isso. Apenas os atletas que estejam treinando para competição necessitam exercitar-se até o ponto de sentir falta de ar.

À medida que a intensidade do exercício aumenta, aumenta a probabilidade da ocorrência de lesões de músculos esqueléticos. A probabilidade de lesão desses músculos durante a realização de exercícios contínuos e intensos é muito maior que durante a realização de exercícios intermitentes. No caso de exercícios intermitentes, o indivíduo realiza um aquecimento inicial lento e, gradualmente, aumenta o ritmo. Quando os músculos começam a ficar pesados, doloridos ou desconfortáveis, o indivíduo diminui o ritmo. Quando os músculos relaxam, o ritmo é aumentado.

O indivíduo alterna movimentos mais rápidos e mais lentos até o "peso" nos músculos não mais desaparecer e, em seguida, interrompe a sessão. A melhoria é decorrente do aumento do tempo gasto no exercício intenso e pela diminuição concomitante do tempo gasto no exercício mais lento. O indivíduo deve sentir-se bem após o exercício. Caso isso não ocorra, é provávle que ele tenha se exercitado excessivamente. O excesso de exercício faz com que as articulações, músculos, tendões e ossos tornem-se doloridos, aumenta o risco de lesão e torna o indivíduo irritadiço.

Lesão da musculatura posterior da coxa



Uma lesão dos músculos posteriores da coxa (distensão do músculo femoral posterior, laceração dos músculos posteriores da coxa) é qualquer lesão dos músculos posteriores da coxa. Os músculos posteriores da coxa, que endireitam o quadril e flexionam o joelho, são mais fracos que seu oponente, o músculo quadríceps da coxa. Se os músculos posteriores da coxa não possuírem pelo menos 60% da força do quadríceps, este irá subjugá-los e acarretará uma lesão. Uma lesão dos músculos posteriores da coxa geralmente causa dor súbita na região posterior da coxa quando esses músculos contraem de forma súbita e violenta. O tratamento imediato inclui o repouso, a aplicação de gelo, a compressão e a elevação. O indivíduo não deve correr ou saltar, mas pode realizar corridas no lugar, remar ou nadar – exceto se essas atividades causarem dor – enquanto o músculo cicatriza. Após o início da cicatrização, os exercícios de fortalecimento dos músculos posteriores da coxa ajudam a evitar a recorrência do quadro.

Uma Dica:

Fortalecimento dos Músculos Posteriores da Coxa

1. Prenda um peso de 2,5 kg ao pé do lado lesado e coloque-se em decúbito ventral sobre uma cama, com a parte baixa do corpo (da cintura para baixo) fora da cama e com os dedos dos pés tocando o chão. Mantendo o joelho estendido, eleve e abaixe lentamente o membro inferior. Realize três séries de dez em dias alternados. À medida que a força for retornando, utilize pesos cada vez maiores. Esse exercício fortalece principalmente a parte superior dos músculos do posteriores da coxa.

2. Prenda um peso de 2,5 kg ao pé do lado lesado. Fique em pé, equilibrando-se sobre a outra perna. Lentamente, eleve o pé com o peso em direção às nádegas, flexionado o joelho, e abaixe o pé na direção do chão, estendendo o joelho. Realize três séries de dez em dias alternados. À medida que a força for retornando, utilize pesos cada vez maiores. Esse exercício fortalece principalmente a parte inferior dos músculos posteriores da coxa.


Primeiros Socorros



Para ajudar alguém num acidente, o importante é estar calmo e usar algumas medidas de emergência

Saiba o que fazer e o que não fazer em uma ação de primeiros socorros para diminuir o sofrimento das vítimas ou até mesmo salvar vidas. Aqui estão algumas regras básicas, válidas para qualquer tipo de emergência, embora não substituam o atendimento médico.

Primeiras Medidas

1. Evite que o acidente dê origem a outros e afaste perigos que poderiam complicar a situação.
Por exemplo, num acidente automobilístico, sinalize o local; antes de atender uma vítima de um choque elétrico, corte a energia que alimenta o circuito; num incêndio, tente apagar o fogo ou afastar a vítima para longe dele.
2. Mande alguém imediatamente em busca de socorro médico.
3. Afaste do local as crianças, os curiosos que não se disponham a ajudar e as pessoas que demonstrem medo ou ansiedade.
4. Se houver pessoas para ajudá-lo, distribua as ordens de modo a atender os feridos com mais rapidez e eficiência.

Cuidados Essenciais

• Locomoção da vítima só mesmo se for livrá-la de perigo maior
(por exemplo, risco de explosão, de envenenamento por gás, de desabamento etc.) ou no casos de levá-la imediatamente ao pronto socorro, se este for o único meio de salvar-lhe a vida.
• Nunca dê líquidos a pessoas inconscientes ou semiconscientes.
• Evite o pânico da vítima, das pessoas em volta e o seu próprio.
• A calma é amiga da eficiência, além de transmitir confiança à vítima.

O que Fazer em Caso de Dúvida ?

Na dúvidas, siga as orientações:

• Examine a vítima com cuidado e rapidamente;
• Deite-a de costas, com a cabeça de lado para prevenir asfixia por vômitos ou por golfadas de sangue;
• Desobstrua suas vias respiratórias, retirando pontes móveis, dentaduras e eventuais detritos existentes no nariz ou na boca.

Verifique Pulsação

A pulsação normal em adultos é entre 60 e 80 batimentos cardíacos por minuto; nas crianças, entre 80 e 100. Para contar, coloque a ponta dos dedos no punho da vítima:
• Pulso fraco e rápido pode significar estado de choque;
• Ausência de pulso pode indicar parada cardíaca: inicie imediatamente a reanimação cardiopulmonar (RCP).

Verifique a Respiração

Normalmente um adulto respira cerca de 17 vezes por minuto.
• Respiração rápida e superficial pode indicar estado de choque;
• Respiração profunda e penosa pode significar obstrução das vias respiratórias ou doença cardíaca: desobstrua imediatamente as vias respiratórias da vítima;
• Respiração com eliminação de sangue pela boca ou pelo nariz e tosse pode indicar dano nos pulmões por fratura de costelas.

Estado das Pupilas ("meninas dos olhos"):

A análise das pupilas pode indicar:
• Contraídas - vício de drogas ou doenças que afetam o sistema nervoso central;
• Dilatadas - estado de relaxamento e inconsciência ou por ataque cardíaco ou envenenamento por drogas, álcool ou solvente;
• Desiguais - denunciam traumatismo craniano.

A Cor da Pele Revela Sinais

A coloração da pele pode indicar indícios:
• Avermelhada - início de envenenamento por monóxido de carbono ou traumatismo craniano;
• Vermelhidão seguida de arroxeamento - intoxicação por gás;
• Azulada ou arroxeada - queda de oxigenação no sangue, risco de paradas cardíacas e respiratórias, casos de obstrução das vias aéreas e alguns tipos de envenenamento;
• Pálida ou acinzentada - circulação insuficiente ou estados de choque e doenças cardíacas.

A Temperatura do Corpo

Ao medir a temperatura nas axilas, quando abaixo de 36ºC, pode indicar estado de choque, hemorragias, exposição prolongada ao frio. Se for mais alta que 37,5ºC, pode ser decorrência de febre ou de exposição a calor excessivo.

Capacidade de Movimentação

• Paralisia de um dos lados do corpo, inclusive da face, pode indicar hemorragia cerebral ou intoxicação por drogas;
• Paralisia das pernas pode indicar fratura de coluna abaixo do pescoço;
• Paralisia de braços e pernas pode denunciar fratura de coluna ao

 Verifique Também

1. Estado de consciência: Pergunte à vítima o seu nome, onde está, qual o dia da semana, etc. Respostas erradas podem significar traumatismo craniano e envenenamento.
2. Reação à dor: A incapacidade de movimentos geralmente está associada à insensibilidade à dor; queixa de formigamento nas extremidades pode significar trauma na coluna.

Diferença entre Paradas Respiratória e Cardíaca

Sinais de Parada Respiratória:
• Inconsciência
• Peito Imóvel
• Ausência de saída de ar pelas vias aéreas
• Lábios e unhas azuladas

Sinais de Parada Cardíaca:
• Inconsciência
• Ausência de pulsação e de ausculta de batimentos cardíacos
• Palidez excessiva
• Lábios, unhas e mãos arroxeadas

RCP - Reanimação Cardiopulmonar

Estes são os procedimentos a serem seguidos no caso de parada cardíaca:
• Colocar a vítima deitada sobre superfície dura
• Posicione-se ao lado da vítima
• Coloque as mãos sobrepostas no terço inferior do osso esterno (localizado no tórax)
• Fazer compressão sobre o osso com os seus braços esticados
• Faça 60 compressões por minuto

Tratando-se de parada cardiorespiratória:
• Faça 10-15 compressões alternando com 2 respirações boca a boca

Controle o pulso carótido (pulsação percebida no pescoço) e movimentos respiratórios.
Pare somente se estes sinais forem restabelecidos.

Prioridade no Socorro

No caso de mais de uma vítima, socorra primeiramente os casos mais graves como:
• atendido não consegue respirar;
• paradas cardíacas;
• perda descontrolada de sangue;
• traumas no crânio e na coluna vertebral;
• envenenamentos;
•complicações diabéticas;
• problemas cardíacos;
• peito e abdome abertos;
• estado de choque.
Obedecendo essa ordem de prioridades, seguem-se em casos de queimaduras ou fraturas múltiplas, fratura simples, ferimentos de menor importância e óbito.

O que Fazer após o Socorro de Urgência?

Para impedir o agravamento do estado de uma vítima já restabelecida:
1. Aguarde o atendimento médico no local. Só transporte a vítima se absolutamente necessário ou se ela estiver em condições de saúde que não inspirem qualquer preocupação;
2. Mantenha a vítima deitada de costas e com a cabeça de lado, mesmo que ela tenha voltado a si;
3. Mesmo que a vítima aparente estar bem, obrigue-a a receber tratamento especializado;
4. Conte ao médico sinais observados na vítima para ajudá-lo em tratamento posterio

Respiração

A respiração é crítica para a sobrevivência do organismo, e garanti-la é o ponto fundamental de qualquer procedimento de primeiros socorros. O cérebro tem lesões irreversíveis em no máximo 6 minutos após a interrupção da respiração. Após 10 minutos, a morte cerebral é quase certa.

Para verificar a respiração, flexione a cabeça da vítima para trás, coloque o seu ouvido próximo à boca do acidentado, e ao mesmo tempo observe o movimento do tórax. Ouça e sinta se há ar saindo pela boca e narinas da vítima. Veja se o tórax se eleva, indicando movimento respiratório.

Se não há movimentos respiratórios, isso indica que houve parada respiratória.

 

Abertura das vias respiratórias(AÉREAS)

O primeiro procedimento é verificar se há obstrução das vias aéreas do paciente.

Para isso, deixe o queixo da vítima levemente erguido para facilitar a respiração. Usando os dedos, remova da boca objetos que possam dificultar a respiração: próteses, dentaduras, restos de alimentos, sangue e líquidos.

Os movimentos do pescoço devem ser limitados, e com o máximo cuidado: lesões na medula podem causar danos irreparáveis.

 

Respiração artificial

É o processo mecânico empregado para restabelecer a respiração que deve ser ministrado imediatamente, em todos os casos de asfixia, mesmo quando houver parada cardíaca.

 

Asfixia/sufocação

Dependendo da gravidade da asfixia, os sintomas podem ir desde um estado de agitação, palidez, dilatação das pupilas (olhos), respiração ruidosa e tosse, a um estado de inconsciência com paragem respiratória e cianose(tonalidade azulada) da face e extremidades(dedos dos pés e mãos).


O que deve fazer:

Se a asfixia for devido a um corpo estranho deve (numa criança pequena):

  • Se o objeto estiver no nariz, pedir à criança para se assoar com força, comprimindo com o dedo a narina contrária;

  • Se for na garganta, abrir a boca e tentar extrair o objeto, se este ainda estiver visível usando o dedo indicador em gancho ou uma pinça, com cuidado para não empurrar o objeto;

  • Colocar a criança de cabeça para baixo. Sacudi-la e bater-lhe a meio das costas, entre as omoplatas, com a mão aberta.


O que NÃO deve fazer:

  • Abandonar o asfixiado para pedir auxílio;

 

- PRIMEIROS SOCORROS NAS CRISES -

Como eu posso ajudar alguém que está em crise? A conduta apropriada para ajudar alguém durante uma crise depende do tipo de crise. Enquanto uma pessoa com crise tônico-clônica pode precisar de alguma ajuda, na maioria dos casos pouco deve serve feito.

A crise tônico-clônica (grande mal) é freqüentemente a mais dramática e atemorizante, mas é importante ter em mente que a pessoa em crise está inconsciente e não sente dor. A crise usualmente dura poucos minutos e não há necessidade de cuidado médico. Os seguintes procedimentos simples podem ser usados:
1) Fique calmo. Você não pode parar uma crise, deixe que ela siga seu curso, não tente reanimar a pessoa;
2) Coloque a pessoa no chão e afrouxe sua roupa;
3) Tente remover quaisquer objetos que possam machucar a pessoa. Pode ser necessário colocar algo macio sob sua cabeça;
4) Vire a pessoa de lado para que a saliva possa sair mais facilmente da boca;
5) Não ponha nada na boca da pessoa;
6) Após a crise deixe a pessoa descansar ou dormir, se necessário;
7) Após descansar, a maioria das pessoas recupera-se completamente. Caso contrário acompanhe-a até sua casa;
8) No caso de uma criança em crise contate um familiar ou policial;
9) Se a pessoa apresenta uma série de convulsões sem recuperar a consciência entre elas ou uma convulsão que dure mais de dez minutos procure imediatamente socorro médico.

Nas crises parciais complexas:
1) Não restrinja a pessoa, proteja-a removendo objetos perigosos;
2) Se ocorrer perambulação fique com a pessoa e fale calmamente.

Crises de ausência e crises parciais simples não necessitam primeiros socorros.

O que fazer se a criança tem crises durante o sono? As crianças são geralmente acordadas pelas crises que ocorrem enquanto dormem. Assim, os familiares são alertados quando elas ocorrem. Somente nos raros casos em que a criança vomita ou experimenta outros problemas durante a crise existe necessidade de preocupação.

Lesões e Ferimentos

 

Nas fraturas ,os primeiros socorros consistem apenas em impedir o deslocamento das partes quebradas.

A bandagem tem como objetivo manter um curativo,imobilizar fraturas ou conter,provisoriamente,uma parte do corpo.

Na aplicação de bandagem nos membros superiores comece da extremidade para o centro , no sentido da mão para o braço. Nos membros inferiores comece pelo pé e envolva sempre da esquerda para a direita .

Fratura Fechada

Deixe a parte afetada na posição mais natural possível. Coloque talas sustentando a parte atingida e amarre as talas abaixo e acima das juntas .Use um jornal grosso e dobrado,revista ou qualquer outro objeto que evite a movimentação do membro fraturado .

Fratura Exposta

Não tente recolocar o osso no lugar.Cubra o  ferimento para evitar infecção e aplique talas para  fraturas fechadas , sem puxar  o membro ou fazê-lo voltar à sua posição natural.

 

               

 

      

Ombro Doloroso


São várias as etiologias possíveis para a tendinite do supra-respinhoso e da coifa de rotadores. A inflamação por uso excessivo é uma delas, mas também existe outras etiologias como a falha na irrigação do tendão, posições viciosas, variações anatómicas e esforços repentinos. Como em tudo na vida, quando geramos energia libertamos calor. No tendão a energia residual que não é aproveitada para o movimento, é liberada na forma de calor. Nos exercícios contraímos e alongamos os músculos gerando energia.

Quando nos excedemos nos exercícios a liberação de calor pode atingir temperaturas de até 45 graus dentro do tendão, levando a morte e degeneração das células causando um processo inflamatório e portanto uma tendinite. Isto levará a um enfraquecimento gradativo no interior do tendão podendo culminar com sua ruptura completa. Nos estágios iniciais teremos os sintomas do processo inflamatório que nos incomodam e nos fazem diminuir.

Quando temos alterações anatómicas o músculo para produzir a mesma força tem que se contrair mais energicamente, logo aumentando a temperatura, e pela mesma razão criando um processo inflamatório. Quando é por movimentos bruscos como um "esticão" do braço a inflamação ocorre devido à morte e degeneração das células resultantes desse força brusca.

Uma possível causa é a falha na vascularização, assim no passado, acreditava-se que as lesões do manguito rotador eram ocasionadas por alteração na vascularização dessa região. Uma combinação de factores, podem estar na base de uma boa parte de possíveis causas de tendinites do supra-espinhoso e da coifa de rotadores, incluindo a menor vascularização e uma menor qualidade de células do tendão, assim como alterações nas fibras colágenas, decorrentes do processo de envelhecimento.

As tendinites mais comuns no nosso meio são a do manguito rotador (ombro), a epicondilite (cotovelo), a tendinite dos extensores do punho, a tendinite patelar (joelho) e a tendinite do Aquiles (tornozelo).

Preparadores físicos ensinam a entrar em forma para completar a meia maratona


Corredores da equipe de Luciana Toscano, na Lagoa. Foto: Simone Marinho

RIO - A uma semana da Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro, quem correu bastante terá ainda alguns dias de ajustes no treino para tentar completar num bom tempo os 21 quilômetros da prova. Aqueles que perderam fôlego no meio do caminho não precisam desanimar. Desta vez terão de ficar na torcida, mas com dedicação há boas chances de completar a etapa no próximo ano. Preparadores físicos garantem que em três a oito meses, dependendo das condições físicas, é possível entrar em forma e correr de São Conrado ao Flamengo. Porém, é preciso começar a se exercitar agora, mesmo que aos poucos.

O primeiro passo é saber como está a saúde, tanto cardiorrespiratória quanto articulações de joelho, tornozelo, quadril e coluna, as mais exigidas em provas de rua. Depois, vale a pena consultar um profissional de educação física para traçar o programa de treinamento baseado na sua meta final.

O personal trainer Vinicius Zimbrão afirma que com um ano de prazo para a preparação, não há necessidade de correr todos os dias. Já Luciana Toscano, técnica de corrida, ensina que se deve começar devagar, principalmente sedentários. Com seus atletas, Luciana costuma dividir os treinos em cinco etapas: aquecimento, alongamento, parte principal do treino, volta à calma e alongamento final. E pede para eles descansarem 48 horas antes de outra sessão de corrida.

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Suplementos alimentares: vilões ou aliados?


DivulgaçãoTodo ano a mesma cena se repete: às vésperas do verão, as academias ficam lotadas de pessoas que tentam recuperar o tempo perdido e alcançar o corpo perfeito que será exibido nas praias e piscinas. E em meio à busca pela boa forma física, não é difícil encontrar adeptos dos suplementos alimentares, substâncias que, em tese, prometem acelerar tal conquista. Porém, esse nem sempre é o caminho mais seguro e eficaz.

Segundo o professor de Educação Física Emerson Azevedo, "é um grande erro utilizar suplementos sem necessidade". Ele explica que as substâncias são indicadas apenas àqueles que não conseguem repor com a alimentação normal os sais e vitaminas perdidos no treino. Outro caso são as pessoas anêmicas.

A coordenadora de Nutrição do Hospital Mário Covas, Adriana Piva Lach, aponta que o uso excessivo dos suplementos pode causar danos gastrointestinais, neurológicos, cálculos renais, cálculos na vesícula, aumento de peso e aumento da taxa de ácido úrico, que causa inchaço das juntas.

O que torna essas substâncias cada vez mais populares entre os praticantes de exercício físico é a venda liberada. Elas são facilmente encontradas em shoppings, academias e na própria internet, já que são comercializadas como produtos naturais, não viciantes e, principalmente, por não necessitar de receita médica.

O comerciante Nilson Guimarães, 38 anos, passou pela experiência do uso de suplemento sem orientação. "Entrei na academia e estava meio gordinho, então resolvi procurar algo que me fizesse emagrecer rapidamente. Os professores me orientaram a não tomar, mas a teimosia falou mais alto. Tomei durante três meses e emagreci oito quilos, depois tomei outro por mais oito meses. Então resolvi parar para ver se mantinha o mesmo corpo. Em seis meses perdi toda a massa muscular e acabei engordando. Voltarei agora para a academia, mas o máximo que vou tomar dessa vez é um energético", brinca.

Para quem quer garantir um corpo bonito e saudável até o fim do ano, Emerson dá a dica: "O correto é passar por um nutricionista, fazer uma avaliação que indicará (ou não) a deficiência de alguma vitamina e, a partir, daí fazer um cálculo diário de calorias, complementando com alguma atividade física", conclui.

Seguindo essas dicas, não há como não garantir o fim de uns quilinhos a mais. Vale a pena tentar!