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10 dicas para se ter hábitos saudáveis no trabalho



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Ter uma boa qualidade de vida no local aonde você passa boa parte do dia é importante para a sua saúde. Por isso separei dicas para aliar hábitos saudáveis a rotina do trabalho, onde os hábitos não costumam ser tão saudáveis assim. A adoção de exercícios saudáveis no trabalho ajuda a prevenir o cansaço, a fraqueza, o sono e a falta de concentração, além de proporcionar bem-estar, bom humor e autoestima,  tornando o trabalho mais produtivo e prazeroso. Em contrapartida, uma rotina sedentária facilita o desenvolvimento de doenças como diabetes, hipertensão, dislipidemia, infarto, AVC e artroses.

Confira algumas dicas:

1. Evite excessos
Se você sente muito "sono" ou "preguiça" ao trabalhar depois do almoço, saiba que isso se chama alcalinidade pós-prandial. Sua circulação se dirige mais ao aparelho digestivo e o restante do organismo fica mais lento. Portanto, observe a quantidade de comida que você ingere nesta refeição, o excesso pode aumentar esse efeito.

2. Mexa-se o máximo possível
Prefira utilizar as escadas ao invés do elevador. Se o seu escritório ficar em um andar muito afastado do térreo, desça do elevador alguns andares antes e siga o restante a pé. Com isso, você irá observar a diferença na queima de calorias ao final de um mês ou um ano.

3. Atenção à postura
Muitas pessoas são acometidas por dores no corpo, principalmente nas costas, e somente depois de algum tempo percebem que sua postura estava errada.

4. Lugar de comer é na mesa
Comer em frente ao computador não é recomendável. Mesmo almoçando no escritório, é importante reservar poucos minutos para prestar atenção na comida e mastigar bem os alimentos.

5. Jamais deixe de tomar café da manhã
Pesquisas apontam que as pessoas que tomam um café da manhã saudável permanecem mais dispostas no restante do dia. Insira frutas ou sucos, cereais ou pães integrais, leite ou iogurte desnatado.

6. Comida de casa
Se sua alimentação em casa for balanceada, levar a comida do jantar para o almoço pode ser uma boa opção, ajudando a manter o cardápio mais saudável.

7. Faça pequenos lanches entre as refeições
Mantenha seu metabolismo funcionando durante todo o dia, o que vai ajudá-lo também a ingerir menor quantidade de alimentos nas refeições maiores, como almoço e jantar. Para isso, faça pequenos lanches entre elas, procurando alimentar-se a cada três ou quatro horas.

8. Prefira os carboidratos integrais
O exagero de carboidratos em um prato,  principalmente sem proteínas, leva a um aumento rápido da insulina e, por isso, pode ser seguido de fraqueza, além de favorecer o acúmulo de gordura abdominal.

9. Necessidade de doce
A sensação de necessidade de doce pode ser por conta de uma privação de carboidratos integrais, como pães, arroz, batata, massas, que é a fonte energética preferida pelo corpo. Quando o organismo necessita do açúcar, temos a sensação de falta de doce.

10.  Escolha por produtos que apresentem níveis controlados de gordura saturada, gordura trans, sódio e açúcar
Confira sempre a tabela nutricional e fique de olho na quantidade de açúcar e sódio contido nos alimentos industrializados.


Fonte

Você sabe o que é Cinetose?


Enjoos ao andar de carro ou ao assistir a filmes podem ser sintomas da cinetose

Você passa mal quando anda em algum meio de transporte ou diante de alguns movimentos atípicos de seu corpo? Se sua resposta foi "sim", provavelmente você tem cinetose, a "doença do movimento" ou o "mal do movimento".

Para que o corpo possa se orientar, o sistema nervoso central combina as informações transmitidas pela visão, pelo tato e pelo labirinto (orelha interna). No entanto, se houver conflito no registro dessas informações, ele pode reagir desencadeando a cinetose.

Para diminuir as chances de ter cinetose ou para tentar minimizá-la ao usar meios de transporte, algumas dicas podem ajudar:
  • Fixe a visão no horizonte
  • Não leia ou mexa no celular
  • Sente no banco da frente ou, se possível, dirija
  • Coma pouco ou não coma antes da locomoção
  • Não consuma bebida alcoólica
  • Fique calmo
  • Não observe ou converse com alguém que esteja tendo cinetose
  • Use os medicamentos prescritos pelo médico uma hora antes das viagens curtas
Faça o tratamento preventivo e também durante todo o percurso de viagens longas (em navio, por exemplo), orientado pelo médico.

Aprenda a evitar lesões nos joelhos


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Você faz exercícios físicos para manter a saúde e, por descuido, acaba sendo obrigado a largar sua atividade favorita. O que parece profecia de mau agouro é muito mais comum do que você imagina. Preocupados em alcançar um corpo mais forte e definido, muitos alunos acabam esquecendo os exercícios para fortalecer áreas de suporte e amortecimento, como os joelhos.

 Como toda articulação, essa é uma área muito sensível e na maioria dos casos, graças à falta de acompanhamento profissional na hora do treino, ocorre a lesão. Por mais simples que pareça, cada exercício exige atenção máxima quando realizado, um cuidado que não só aumenta o rendimento como evita lesões.

No caso específico dos joelhos,  temos uma articulação feita para flexionar e estender. Não deve-se fazer movimentos laterais, como as mudanças de direção muito bruscas típicas do futebol, daí o grande número de jogadores machucados.

Machucou, e agora?
Todos esses conselhos são ótimos para prevenir problemas. Mas e quando o estrago foi está feito? Atletas que praticam esportes para uma melhor qualidade de vida, e não profissionalmente, alcançam 100% de recuperação.

Para que isso aconteça, no entanto, é preciso evitar qualquer movimento que envolva impacto na fase de tratamento. Além do fortalecimento muscular, sempre importante, nada de fazer mudanças bruscas de direção, hiperextensão e hiperflexão.

Assim, você se livra de preocupações como a ruptura dos ligamentos anteriores e posteriores, o desgaste da cartilagem e rupturas do menisco (uma pequena membrana que faz parte da articulação).

Os músculos são responsáveis por grande parte da absorção do impacto recebido pelo corpo, protegendo articulações e ossos. As lesões começam quando eles estão frágeis ou recebem mais impacto do que suportam , explica Fabiana.

Enquanto estiver sentindo dores fortes, é melhor descansar até porque é difícil demais aguentar qualquer estímulo. Assim que o desconforto for aliviando, aposte nos exercícios de baixo impacto. É recomendável  exercícios na piscina, porque a água ameniza os choques durante a movimentação, e a bicicleta.

E  dá para reconhecer que existe algo errado antes de transformar seus joelhos numa fonte de sofrimento. Tem que prestar atenção na dor. E quando ela aparece, é sinal de que o problema já avançou muito.

Por isso, sempre que for começar um treino novo, peça o acompanhamento de um instrutor e pergunte à vontade. Você só tem a ganhar com isso. Os outros dois segredos para preservar os joelhos são manter o peso ideal e escolher uma atividade compatível com a estrutura do seu corpo

Lembre-se!

Caso você observe que existe algum problema nos seus joelhos, não deixe de procurar um fisioterapeuta.

Atuação da Medicina Ortomolecular




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O termo ortomolecular provém de duas palavras gregas, orto (equilíbrio) e molecular (das moléculas). A Medicina Ortomolecular tem como objetivo básico compreender as interrelações bioquímicas que ocorrem em nosso organismo e, a partir desse conhecimento, atuar para manter o equilíbrio das moléculas e, de maneira mais global, das células, órgãos e sistemas que o compõem. Linus Pauling, já em 1960, considerava que se pode falar em saúde quando as moléculas de nosso organismo estão em constante equilíbrio. Quando esse equilíbrio é rompido, acarretando uma desorganização molecular, adquirimos as doenças.
        
A Medicina Ortomolecular está estritamente relacionada ao conceito de radicais livres, sendo o oxigênio, um dos componentes do ar que respiramos, a principal fonte para a sua formação. Os radicais livres acarretam enormes desvantagens para o organismo quando sua produção é aumentada a ponto de superar a capacidade antioxidante natural do próprio organismo. Nessas condições, adversas para o corpo humano, podem ocorrer situações degenerativas crônicas para os tecidos orgânicos.
        
É importante entender que, para fazer uso dos conceitos da Medicina Ortomolecular, é necessário e obrigatório ao médico um vasto conhecimento da Clínica Médica tradicional, com amplos conhecimentos de Farmacologia, para que possa apreciar as diferenças que existem entre o tratamento convencional e a terapia ortomolecular havendo, algumas vezes, necessidade de associá-las para o bom êxito do tratamento.
        
Dentro dos conceitos de terapia ortomolecular, o equilíbrio metabólico é feito pela correções dos mecanismos moleculares fisiológicos, suprindo-se o organismo com elementos adequados para uma reordenação bioquímica, tendo papel principal as vitaminas, os minerais, os aminoácidos, os ácidos graxos essenciais e, quando necessários, alguns hormônios.
        
Esses mesmos elementos, empregados no tratamento de várias doenças, são considerados medicamentos ortomoleculares por serem substâncias que participam obrigatoriamente do organismo humano sendo, portanto, oferecidos como matéria prima que o organismo utiliza para suas necessidades básicas.
        
O médico que pratica essa terapêutica (que deve ser feita de forma direcionada, através da análise mineralógica dos cabelos e exames complementares laboratoriais e/ou radiológicos) está, certamente, contribuindo para evitar a produção excessiva de radicais livres, diminuindo o consumo abusivo de medicamentos tóxicos para o ser humano (antibióticos, corticóides, etc) e, com isso, fazendo a prevenção das doenças degenerativas crônicas, o que certamente irá proporcionar mais saúde e um envelhecer com melhor qualidade.

Dra. Raquel de Mello Porto
Médica ortomolecular
gpn@uol.com.br
Fonte: Planeta Natural




Saiba mais sobre o Placebo e seus Efeitos


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A palavra placebo vem do latim e foi cunhada da Bíblia cristã, após vários erros de tradução, diz o doutor Ben Z. Krentzman. A palavra apareceu em primeiro lugar no salmo 116 e foi adquirindo uma conotação científica nos dicionários ao longo do tempo.

Hoje, o placebo é em primeiro lugar definido como uma substância inerte ou inativa, a que se atribui certas propriedades (como as de cura de uma doença) e que, ingerida, pode produzir um efeito que suas propriedades não possuem. Muitas pessoas que ingerem, por exemplo, uma pílula contendo nada mais que amido com açúcar, ou um dos dois componentes, revelam melhoras de uma doença, imaginando ter tomado o remédio feito especialmente para essa doença.

Mas o placebo não existe apenas em forma de uma substância. Uma 'cirurgia espiritual', até que não se prove que ela genuinamente tenha acontecido, pode ser um placebo. A pessoa 'operada' sente o corte, sente a sutura e fica 'curada' do mal que a afligia sem passar por uma cirurgia convencional.

Uma terapia também faz às vezes de um placebo, onde às técnicas dessa terapia se atribui um tipo de cura e isso realmente acontece. As chamadas terapias alternativas, como os florais, os cristais, a radiestesia e muitas vezes a própria psicoterapia ainda são consideradas por uma grande parte da ala científica como um placebo, afirma Dr. Walter Brown, psiquiatra.

Mas o uso do placebo não está restrito à área científica ou à área das terapias alternativas. Nossas avós conheciam muito bem os seus efeitos, quando aplicavam suas 'poções mágicas', e até mesmo suas histórias na hora de dormir, e curavam as dores de seus filhos, um ensinamento popular que é passado de geração a geração, sem questionamentos.

Também nessa categoria se encontram as orações, que promovem os chamados milagres e a conhecida 'cura pela fé', pelo menos enquanto para esses milagres e curas não se encontre uma comprovação, agem como um placebo.

E por fim, os próprios remédios, mesmo sendo fabricados com uma fórmula teoricamente capaz de combater determinada doença, podem, por erro de fórmula não curar determinada doença, mas tomados para esse fim, podem ainda assim agir como um placebo.

Alguns efeitos do placebo estão discutidos na seção a seguir.

O Efeito Placebo
O efeito placebo é o resultado que se pode observar e mensurar, em uma pessoa ou em um grupo de pessoas, diante de um tratamento onde o placebo foi administrado, de acordo com Dr. Robert T. Carroll, que acrescenta: "Por que uma 'fake' (falsa, artificial) substância, cirurgia ou terapia faz efeito, isso ainda não é completamente explicado".

Alguns pesquisadores utilizam o procedimento chamado 'duplo-cego', em que normalmente existem dois grupos de pessoas, o grupo experimental e o grupo de controle. A um grupo, administra-se a droga ou o tratamento convencional. A outro grupo, aplica-se a droga ou o tratamento do tipo placebo. Dr. Carroll explica que, em um estudo duplo-cego, o pesquisador não sabe qual grupo recebeu a droga indicada para o tratamento e qual grupo recebeu o placebo. Ele só vai saber, diz o médico, quando tiver em mãos os resultados completos, para evitar que o avaliador incorra em distorções de observação e de mensuração durante o estudo.

A Teoria de Cura Mente-Corpo
A teoria de cura mente-corpo, criada por Milton Erickson, pai da hipnoterapia moderna, e divulgada pelo mundo pelos médicos que foram seus discípulos, reconhece a existência de uma estreita conexão entre a mente, o cérebro e o corpo. Dr. Ernest Lawrence Rossi, médico e psicoterapeuta ericksoniano, diz que a resposta placebo é uma pedra fundamental rejeitada na cura mente-corpo. Ele diz que as histórias de cura espontânea ou considerada 'milagrosa' são menosprezadas pela ciência, devido à nossa mente racional, como resultados não confiáveis. Em seu livro A Psicobiologia de Cura Mente-Corpo, Dr. Rossi diz que a premissa da ciência, neste caso, se aproxima de algo como "não é confiável, portanto não é real". Ele explica que, para uma parte da ciência, que tem uma abordagem tradicional, o efeito placebo é simplesmente um "fator aborrecido".

A teoria de cura mente-corpo pressupõe que exista uma rede de informações que passa do ambiente à mente do indivíduo, deste para o cérebro e em seguida ao corpo, através do que ele chama de "moléculas mensageiras". Em princípio, diz ele, a informação começa com os genes.

As pesquisas de Dr. Rossi incluem o funcionamento do sistema nervoso central de forma detalhada e também o funcionamento do sistema límbico-hipotalâmico. Na teoria ericksoniana, existe uma lista considerável de doenças que se pode curar conhecendo-se o mecanismo de comunicação psicofísico. Com lugar de destaque para o placebo nesta abordagem e também para os fatores que determinam o stress, Dr. Rossi cita alguns casos verídicos e curiosos, que correm os bastidores da comunidade científica e provocam polêmica até hoje. Dois deles estão a seguir.

Dois Casos Verídicos
Estes e outros casos, registrados por Dr. Rossi, mostram que a resposta placebo pode se manifestar em doença ou cura.

O primeiro caso é relatado por Dr. Rossi como um caso de "vida e morte vodu", ou como "o complexo de desistência no sistema nervoso autônomo", onde um médico da Fundação Rockfeller, a serviço em uma missão no Pacifico Ocidental, convivia com nativos convertidos e não convertidos. O caso envolveu o padre da missão, seu assistente de serviços gerais, um nativo chamado Rob e um feiticeiro de nome Nebo. Certo dia, o padre veio até o médico depois de constatar que o nativo Rob estava muito doente. O médico examinou o nativo e não encontrou sinais de febre, nem queixas de dores, nem sinais evidentes de doença, mas, ao mesmo tempo, ficou impressionado ao constatar que o nativo estava extremamente fraco e doente. Por meio do missionário, o médico soube que o feiticeiro Nebo havia apontado um osso para Rob e o nativo se convenceu que iria morrer. O médico e o missionário foram até Nebo e o intimaram a ver Rob, caso contrário seu suprimento de comida, fornecido pela missão, seria cortado. O feiticeiro foi com eles até o nativo e, lá chegando, aproximou-se de Rob dizendo que tudo havia sido uma brincadeira, um engano. O médico (cujo relatório na íntegra foi publicado no livro de Dr. Rossi e nos artigos do fisiologista Walter Cannon) ficou estupefato ante a metamorfose. De uma fase de pré-coma o nativo passou imediatamente a uma fase saudável, com total força física, e na mesma tarde estava perambulando pela missão.

Dr. Rossi relata, mostrando artigos de outros pesquisadores como Cannon e Engel, que a morte vodu, muito comum naquela região, é devida a uma exposição intensa e prolongada ao stress emocional e à crença dos nativos de que estavam sob o poder do médico feiticeiro. A causa 'real', na verdade, era um sistema nervoso simpático superativado. Em outro caso semelhante, um nativo veio a falecer diante de um agudo completo "desiste-retoma" e de um poderoso agente sugestionador, que acabou se revertendo em tempo no caso do nativo Rob.

O segundo caso, descrito ainda por Dr. Rossi em seu livro, é do Sr. Wright, o qual estava acometido de mal generalizado e avançado envolvendo os nodos linfáticos, linfossarcoma. O Sr. Wright desenvolveu uma resistência a todos os tratamentos paliativos conhecidos e sua anemia o impedia de esforços com raios-X ou tratamento quimioterápico. Massas tumorais do tamanho de uma laranja já existiam no pescoço, axilas, virilha, peito e abdômen. O baço e o fígado estavam enormes e o duto torácico obstruído. A impressão, diz Dr. Philip West que acompanhou pessoalmente o caso, é de que ele estava em estado terminal e não-tratável.

Contrariando isso tudo, o Sr. Wright se encontrava menos desesperançado que seus médicos e pediu para ser incluído em um grupo de pesquisa que iria testar uma nova droga, o Krebiozen (que depois se demonstrou ser uma preparação inócua e sem utilidade). Os médicos não o consideraram qualificado para o experimento, já que não contavam que seu câncer pudesse regredir, depois de tudo já ter sido tentado. Sua expectativa de vida era de duas semanas, não mais que isto. Mas o Sr. Wright havia lido nos jornais que a clínica estava pesquisando o Krebiozen e implorou para ser colocado entre os que iriam receber a droga.

Ele mostrou enorme entusiasmo ao chegar a droga e implorou tanto que, contra todas as regras, seu médico acabou concordando em incluí-lo.

Dr. West, então, permitiu que ele recebesse injeções da droga, sendo que a primeira foi numa sexta feira, quando o médico, segundo conta Dr. Rossi em seu livro, foi para casa imaginando que na segunda feira, com quase toda certeza, infelizmente encontraria o paciente já sem vida. Mas, para surpresa de Dr. West, o Sr. Wright estava à sua espera. Sem febre, nada abatido, andando normalmente. Nenhuma mudança para pior foi observada. As massas de tumor haviam desaparecido, mostrando uma regressão mais rápida que o médico pudesse até mesmo entender.

O Sr. Wright teve alta e foi para casa, quando saiu novamente nos jornais que o Krebiozen era inócuo. O homem teve uma recaída e retornou ao hospital. Desta vez, porém, foi o médico quem propôs que ele retomasse as injeções de Krebiozen, alegando que a droga surtia efeito e que o que saíra no jornal era referente a um lote da droga com validade ultrapassada. Dr. West fez isso porque sabia que seu paciente saíra do estado terminal para voltar para casa são, graças à esperança que ele depositava na nova droga, e sabia também que nada mais poderia ajudá-lo. Novamente, a doença do Sr. Wright regrediu, diante das injeções. A recuperação, segundo o médico, foi ainda mais intrigante, pois as massas tumorais se dissolveram, o fluido no peito se extinguiu e ele voltou a andar. O caso do Sr. Wright teve um final menos auspicioso que o do nativo Rob, pois ele acabou falecendo, semanas depois de ter novamente sido veiculado no jornal – que ele tomou conhecimento – de que o Krebiozen realmente não tinha função alguma.

No entanto, o caso se tornou clássico para o eterno dilema da resposta placebo até mesmo em doenças graves como o câncer. O que todos os médicos do Sr. Wright concordaram foi que seu poder de otimismo, de alguma forma, havia influído nas várias fases de "desiste-retoma", em que o paciente atribuiu ao placebo uma qualidade salvadora, daí seu tempo de vida ter sido pelo menos prolongado e com evidentes manifestações de cura.

Quando um Placebo é Benéfico
Um placebo pode ser especialmente benéfico quando algumas situações abaixo acontecem:

 1. O médico, por observação clínica, tem de início um pré-diagnóstico da possível doença do paciente mas não deseja administrar uma droga química, devido aos efeitos colaterais indesejáveis, e então aplica um 'remédio' que na verdade não tem a função de curar aquela doença. O paciente toma e, acreditando estar tomando um remédio poderoso, fica livre da doença ou pelo menos dos sintomas.

2. O paciente deseja sinceramente se ver livre de alguma doença ou problema físico e não só deposita esperança no remédio que está tomando, mas também permite que o remédio faça efeito.

3. O indivíduo, mesmo sabendo que está tomando um placebo, ainda assim deseja se livrar do desconforto físico e o próprio indivíduo, atribuem qualidades de cura ao 'remédio' e permite também que esse faça o efeito.

4. A simples ida ao médico, que compreende a presença do médico diante do paciente, o ritual da anamnese (coleta de dados) e da observação clínica, o toque da mão do médico na pessoa, a atenção, a roupa branca do médico, esse aparato, por si só, é passível de provocar o efeito placebo, quando o paciente manifesta melhoras, porque confia em seu médico, segundo Dr. Brown.

5. Um placebo pode ser benéfico nos casos em que, ingerido em lugar de uma droga química, não provoca os efeitos colaterais que a droga provocaria. Existem pacientes que são sensíveis ou alérgicos a certos medicamentos, e o placebo, como uma substância inerte, não provoca efeitos colaterais.

6. Principalmente, um placebo é benéfico quando promove a cura, a melhora ou o alívio da doença.

7. Segundo Dr. Brown e Dr. Rossi, existem casos comprovados de melhora nas questões do stress e em pessoas com úlceras gástricas, verrugas, artrites e outras deficiências relacionadas ao sistema imunológico.

Quando um Placebo Causa Danos
Existem riscos para o uso indiscriminado dos placebos, alerta Dr. Brown quando diz que seu uso acaba evocando também a questão da ética. Ele questiona que, por um lado, o médico não deve enganar o indivíduo, e, por outro lado, não pode furtar-se em aliviar suas dores. Aqui, alguns exemplos dos efeitos não benéficos do placebo:

1. Quando o paciente toma um placebo e sente melhora dos sintomas, mas na realidade a doença continua avançando e pode ser fatal.

2. Quando, diante de uma droga química comprovadamente eficaz para determinada, o médico opta por um placebo.

3. Alguns pacientes, relata o Dr. Brown, apresentam efeitos colaterais mesmo com um placebo. Ele não cita, porém, que efeitos seriam estes.

4. Na automedicação, quando um placebo é recomendado por um amigo ou comprado por conta própria na farmácia.

5. Quando a pessoa despende seu tempo, sua vida e suas economias com um tratamento tipo placebo que não é a melhor indicação para o seu caso.

6. Na visão de Dr. Brown, o placebo não funciona para doenças mais sérias como o câncer, para a qual seria mais indicado o tratamento tradicional.

A Expectativa de Cura
Dr. Ernest Rossi afirma que a expectativa positiva de cura por parte de um paciente é 50% do caminho para sua recuperação. Nesses casos, o organismo, entre outras coisas, libera endorfina, que promove o relaxamento do estado de ansiedade provocado pelo pânico de uma doença.

A expectativa de cura é hoje muito mais reconhecida pelos médicos como um dos fatores benéficos decisivos, muito mais que 30 anos atrás quando se deu o caso do Sr. Wright.

Se ela realmente tem um papel fundamental no desempenho dos sistemas simpático, parassimpático e nos outros sistemas do organismo, a expectativa de cura pode ser considerada como uma espécie de 'certificado de garantia' para o funcionamento do corpo, no entendimento do médico. De acordo com a teoria ericksoniana, o locus de cura está dentro do organismo do próprio indivíduo, bastando ver que algumas doenças, mesmo sem remédio, também se curam espontaneamente. Essa abordagem, ainda pouco conhecida na América Latina, utiliza vários recursos antes de desistir e entregar o paciente à própria sorte. E, em meio a esses recursos, a resposta placebo é uma delas.

Febre Amarela: saiba mais sobre a doença


 

Desde que os casos de febre amarela começaram a aumentar em Minas Gerais a preocupação com a doença e a procura por vacinas cresceram. Pelo menos oito mortes por febre amarela foram confirmadas no estado.

Para quem vai viajar para áreas com risco de febre amarela, a recomendação é se imunizar com pelo menos 10 dias de antecedência. Os sinais e sintomas mais comuns da doença são: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos que duram, em média, três dias. Nas formas mais graves da doença, podem ocorrer icterícia (olhos e pele amarelados), insuficiências hepática e renal, manifestações hemorrágicas e cansaço intenso.

Entenda mais sobre a doença e saiba como se proteger:

O que é a febre amarela?

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus, que pode levar o indivíduo infectado à morte em cerca de uma semana se não for tratada rapidamente. De acordo com Ministério da Saúde, a doença é transmitida por mosquitos e comum em macacos, que são os principais hospedeiros do vírus.

Como a doença é transmitida?

O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados e não há transmissão direta de uma pessoa infectada para outra pessoa.

A doença possui dois ciclos epidemiológicos distintos de transmissão: silvestre e urbano. Nos dois casos, o vírus transmitido é o mesmo, assim como os sintomas da doença. O que difere um ciclo do outro é o mosquito transmissor.

No ciclo silvestre da febre amarela, os macacos são os principais hospedeiros do vírus e os vetores são mosquitos com hábitos estritamente silvestres, sendo os gêneros Haemagogus e Sabethes os principais na América Latina. Quando o mosquito pica um macaco doente, torna-se capaz de transmitir o vírus a outros macacos e também ao homem. Nesse ciclo, o é um hospedeiro acidental quando entra em áreas de mata.

No ciclo urbano, o homem é o único hospedeiro com importância epidemiológica e a transmissão ocorre pelo mosquito Aedes aegypti, comum nas cidades e que também transmite a dengue, o vírus Zika e a Chikungunya.

O que está acontecendo no Brasil é um surto ou uma epidemia?

Um surto, pois, de acordo com o Ministério da Saúde, o aumento do número de casos da doença acima do normal ocorre em regiões específicas, sem espalhamento. Já a epidemia se caracteriza quando um surto acontece em diversas regiões.

Por que este surto de febre amarela é chamado de selvagem?

Porque os casos registrados ocorrem em regiões rurais ou de mata, transmitidos pelos mosquitos Haemagogus ou Sabethes. Por enquanto, não foi detectada a transmissão da doença pelo Aedes aegypti.

Como é feita a prevenção contra a febre amarela?

De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), como a transmissão urbana da febre amarela só é possível através da picada de mosquitos Aedes aegypti, a prevenção da doença deve ser feita evitando sua disseminação. Os mosquitos criam-se na água e proliferam-se dentro dos domicílios.

Qualquer recipiente como caixas d'água, latas e pneus contendo água limpa são ambientes ideais para que a fêmea do mosquito ponha seus ovos, de onde nascerão larvas que, após desenvolverem-se na água, se tornarão novos mosquitos. Portanto, deve-se evitar o acúmulo de água parada em recipientes destampados.

Para eliminar o mosquito adulto, em caso de epidemia de dengue ou febre amarela, deve-se fazer a aplicação de inseticida através do "fumacê".

Como posso me proteger contra a febre amarela?

A única forma de evitar a doença é através da vacinação. No Brasil, o imunizante é desenvolvido pelo laboratório Bio-Manguinhos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), desde 1937.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que apenas uma dose da vacina já é suficiente para a proteção por toda a vida. No entanto, como medida adicional de proteção, o Brasil adota esquema de duas doses da vacina: uma aos noves meses de idade e um reforço aos quatro anos.

Outras medidas preventivas são o uso de repelente de insetos, mosquiteiros e roupas que cubram todo o corpo.

 

Quem deve ser vacinado?

Além das doses na primeira infância, o ministério recomenda vacinação imediata para todas as pessoas que vivem em áreas rurais nas regiões com risco da doença e nas cidades que vivem surto de febre amarela.

Quem nunca recebeu imunização contra a doença também deve procurar um posto de saúde.

Segundo o Ministério da Saúde, todos os estados estão abastecidos com a vacina e o país tem estoque suficiente para atender toda a população nas situações recomendadas.

Para que localidades a vacina é recomendada?

De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina é recomendada para moradores de toda a região Norte e Centro-Oeste, parte do Nordeste (Maranhão, sudoeste do Piauí, oeste e extremo-sul da Bahia), do Sudeste (Minas Gerais, oeste de São Paulo e norte do Espírito Santo) e do Sul (oeste do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul).

A recomendação de vacinação para o restante do país continua a mesma: toda pessoa que reside em Áreas com Recomendação da Vacina contra febre amarela e pessoas que vão viajar para regiões silvestres, rurais ou de mata dentro dessas áreas, deve se imunizar.

Os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Espírito Santo e Rio de Janeiro estão fora da área de recomendação para a vacina.

Quem não pode receber a vacina?

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não recomenda a vacina para pessoas com doenças que baixam a imunidade – como lúpus, câncer e HIV –, nem para quem tem mais de 60 anos, grávidas e alérgicos a gelatina e ovo.

Quais são os sintomas da febre amarela?

Os sintomas iniciais incluem febre de início súbito, calafrios, dor de cabeça, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia e, eventualmente, insuficiência de órgãos. Entre 20% e 50% das pessoas que desenvolvem a doença grave podem morrer.

A febre amarela pode levar à morte em cerca de uma semana, se não for tratada rapidamente.

Como se manifesta a febre amarela?

O período em que o vírus irá se manifestar no homem varia de três a seis dias após a picada do mosquito infectado, podendo se estender para até 15 dias. A maioria das pessoas apresenta melhora após os sintomas iniciais.

No entanto, cerca de 15% dos infectados desenvolvem uma forma mais grave da doença. Nesse caso, a pessoa infectada pode servir como fonte de infecção para outros mosquitos transmissores durante no máximo 7 dias (de um a dois dias antes do aparecimento dos sintomas até três a cinco dias após).

Nos casos em que a doença não é fatal, a pessoa que contraiu a doença fica com imunidade duradoura, ou seja: só é possível ter febre amarela uma vez na vida.

O que você deve fazer se apresentar os sintomas?

Depois de identificar alguns dos sintomas, procure um médico na unidade de saúde mais próxima e informe sobre qualquer viagem para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas ou caso tenha observado mortandade de macacos próximo aos lugares que visitou. Informe, ainda, se você tomou a vacina contra a febre amarela, e a data.

Como a febre amarela é tratada?

Não há nenhum tratamento específico contra a doença. O médico deve tratar os sintomas, como as dores no corpo e cabeça, com analgésicos e antitérmicos. Remédios que contenham ácido acetilsalicílico (AAS e Aspirina) devem ser evitados, já que seu uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas. O médico deve estar alerta para quaisquer indicações de um agravamento do quadro clínico.